Rádio Jornal do Brasil

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Rádio Jornal do Brasil
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Rádio Jornal do Brasil S.A.
País  Brasil
Frequência(s) AM 940 kHz
OT 4875 kHz (62 metros)
Sede Rio de Janeiro, RJ
Fundação 10 de agosto de 1935
Extinção 1 de março de 1992
Fundador Ernesto Pereira Carneiro
Pertence a Sistema JB de Rádio
Idioma Língua portuguesa
Prefixo ZYJ 453 (AM)
ZYG 680 (OT)
Emissoras irmãs JB FM
Cobertura Estado do Rio de Janeiro

A Rádio Jornal do Brasil ou simplesmente JB AM foi uma emissora de rádio brasileira do Rio de Janeiro. Operava em AM 940 kHz e em OT 4.875 kHz de 62 metros.

História[editar | editar código-fonte]

Na Avenida Rio Branco, a mais importante do centro da cidade do Rio, o matutino Jornal do Brasil do Conde Ernesto Pereira Carneiro, inaugurou, no dia 10 de agosto de 1935, a sua emissora, que tinha o prefixo PRF 4.

Foi a primeira rádio jornalística do Rio de Janeiro, apesar de dedicar uma parte de seus horários para programas musicais e programas esportivos.

Durante décadas, o Grupo JB fez dela uma tribuna livre para todas as correntes de pensamento social e político brasileiras.

Nos anos 60 e anos 70, a rádio peitou a censura e conseguiu veicular reportagens e entrevistas, que nas entrelinhas demonstravam o caos em que o Brasil tinha se tornado. Uma verdade que os governos pós-1964 não queriam, obviamente, que viesse a público.

Uma vez, houve uma manifestação de alunos da PUC-RJ contra o governo militar. Para fugir da censura, o repórter da JB AM, de um helicóptero, apenas dizia no ar algo como: "Está havendo um congestionamento nas proximidades da rua Marquês de São Vicente".

Possuía uma programação dirigida as classes A e B, com música selecionada, filosofia contestadora do samba, música do morro e gafiera.

A Rádio Jornal do Brasil firmou-se, também pela iniciativa de transmitir as reuniões turfísticas e de inserir, entre os páreos e cotações de apostas, música erudita, na maioria das vezes.

Nesta emissora pontificaram dois profissionais que integram a história de nossa radiodifusão: Luiz Jatobá e Teófilo de Vasconcelos, o último um excelente narrador de corridas de cavalos.

A JB AM foi uma das emissoras brasileiras de maior credibilidade. A emissora se pautava, desde sua fundação, por um estilo sóbrio, elegante e imparcial. Embora o jornalismo se constituísse na prioridade, a emissora entremeava seus noticiosos com uma programação musical de qualidade, sem espaço para modismos e para músicas de qualidade duvidosa.

A rádio entrou em profunda crise nos anos 80, com o cerco contrário do mercado publicitário, já voltado quase completamente para a TV e o mercado editorial, e quando muito, às novas rádios FMs.

A grave crise do Grupo Jornal do Brasil fez com que a Rádio JB AM fosse vendida em 1992 para o deputado estadual Francisco Silva, que a transforma na evangélica Brasil AM. Em 1999, a rádio foi arrendada para a LBV e muda o nome para Super Rádio Brasil, com programação musical intercalada com jornalismo.

Do Sistema JB de Rádio, restaram a Rádio Cidade e a JB FM. Atendendo ao Plano Básico de dial's da Anatel de 2009, quatro emissoras de rádio FM da cidade do Rio de Janeiro tiveram de mudar suas frequências, entre eles, a JB FM, em 99.7 MHz, passando a ocupar, desde o dia 20 de janeiro 2012 o canal adjacente 99.9 MHz. A sintonia da emissora mudou, mas ela continua com a mesma programação. Eram também do grupo da Rádio JB as emissoras FM 105 de música popularesca, formada por Funk carioca, Axemusic e Pagode (estilo musical). Ela chegou a pertencer a empresa de ônibus Rio Ita, mas posteriormente vendida a Edir Macedo e a Igreja Universal do Reino de Deus, e a Rádio Opus 90 ligado ao estilo Música clássica e Musica erudita que competia com a Rádio MEC FM foi comprada pelo Jornal O Dia que o transformou na FM O Dia.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • No início dos anos 80 Rádio JB AM, teve uma afiliada/retransmissora em Campinas/SP, operando em 1.390 Khz-AM, canal outorgado para a Rádio Cultura de Campinas, com a programação em rede com inserção de comerciais e poucas matérias locais.
  • A JB AM, foi uma das primeiras emissoras a operar em AM Estéreo no Brasil na metade da década de 80.

Alguns músicos e bandas que tocaram na JB[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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