Sid Vicious

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Sid Vicious
Vicious em Winterland, 14 de janeiro de 1978, durante o último show dos Sex Pistols
Informação geral
Nome completo John Simon Ritchie
Também conhecido(a) como Sid Vicious
Nascimento 10 de maio de 1957
Origem Lewisham, Londres, Reino Unido
Morte 2 de fevereiro de 1979 (21 anos)
Local de morte Nova Iorque, Nova Iorque, Estados Unidos
Gênero(s) Punk rock
Progenitores Mãe: Anne Ritchie
Pai: John Ritchie
Instrumento(s)
Período em atividade 1976–1979
Gravadora(s)
Afiliação(ões)
Página oficial Sex Pistols Official

Sid Vicious, nome artístico de John Simon Ritchie[nota 1] (Londres, 10 de maio de 1957 – Nova Iorque, 2 de fevereiro de 1979), foi um músico britânico considerado uma das figuras mais importantes da primeira onda punk da década de 1970. Foi baixista da banda Sex Pistols de fevereiro de 1977 até o fim do grupo em 1978. Antes de se unir aos Sex Pistols, foi membro de outra banda do movimento punk, The Flowers of Romance, onde cantava e tocava vários instrumentos.

Começou sua carreira musical em 1976 integrando um grupo formado apenas por seguidores da banda britânica Sex Pistols, o Bromley Contingent. Neste mesmo ano montou sua própria banda, The Flowers of Romance, onde atuava como vocalista. Em fevereiro de 1977, Glen Matlock, o baixista dos Sex Pistols, deixa a banda e Sid, por ser "o seguidor definitivo" do grupo e amigo do vocalista Johnny Rotten, é chamado para ocupar o seu lugar. Devido ao uso de drogas injetáveis, foi hospitalizado com hepatite durante a gravação do único álbum de estúdio do grupo, Never Mind the Bollocks, Here's the Sex Pistols; seu baixo é apenas parcialmente apresentado em uma música — "Bodies". Em janeiro de 1978, após a saída de Johnny Rotten, a banda se dissolveu. Nos meses seguintes, Vicious gravou uma série de canções para o filme sobre a versão de Malcolm McLaren (o empresário dos Pistols) da história da banda, The Great Rock 'n' Roll Swindle (1980).

Durante sua breve porém caótica permanência nos Sex Pistols, conheceu a que se tornaria sua namorada e empresária, Nancy Spungen. Ambos entraram em uma destrutiva relação codependente baseada no uso de drogas, que culminou com a morte de Spungen em 12 de outubro de 1978, no quarto número 100 do Hotel Chelsea, onde estavam hospedados. Ele foi preso e acusado de assassinato em segundo grau, mas tempo depois foi posto em liberdade condicional. Porém, foi condenado depois de atacar Todd Smith em um show, e foi submetido a um programa de reabilitação na prisão de Rikers Island.

Para celebrar a sua saída do cárcere, a mãe do músico organizou uma festa. Em algum momento naquela noite, ele voltou a usar heroína. Na manhã seguinte, foi encontrado morto vítima de uma overdose. Menos de quatro semanas após a sua morte, a trilha sonora do filme Great Rock 'n' Roll Swindle foi lançada. Em 15 de dezembro de 1979, uma coletânea de material ao vivo gravada durante sua breve carreira solo foi lançada sob o nome Sid Sings. Gary Oldman o interpretou na cinebiografia Sid and Nancy, de 1986. Em fevereiro de 2006, foi—junto dos quatro membros originais dos Sex Pistols—introduzido no Rock and Roll Hall of Fame, entretanto os outros integrantes se recusaram a comparecer à cerimônia.

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

1957-1975: Infância e adolescência[editar | editar código-fonte]

John Simon Ritchie[1][2][3][nota 1] nasceu em 10 de maio de 1957 em Lewisham, filho de John e Anne Ritchie. Sua mãe abandonou a escola cedo devido à falta de sucesso acadêmico e se juntou à Força Aérea Real, onde conheceu seu futuro marido, o pai de Ritchie, um guarda do Palácio de Buckingham e tocador de trombone semiprofissional da cena jazz de Londres.[6] Logo após o nascimento de Ritchie, ele e sua mãe mudaram-se para Ibiza, onde esperavam se juntar a seu pai, que, como estava planejado, os apoiaria financeiramente nesse meio tempo. No entanto, depois que os primeiros cheques não chegaram, Anne percebeu que ele não viria. Para conseguir dinheiro, ela começou a vender drogas.[3] Anne mais tarde se casou com Christopher Beverley em 1965, antes de estabelecer residência em Kent. Ritchie pegou o primeiro nome de seu pai e o sobrenome do padrasto e era conhecido como John Beverley.[3]

Christopher Beverley morreu seis meses depois de câncer,[3] e em 1968 Ritchie e sua mãe estavam morando em um apartamento alugado em Royal Tunbridge Wells, onde ele frequentou a Sandown Court School. Em 1971, os dois mudaram-se para Hackney, no leste de Londres.[3] Foi em Hackney que Ritchie conheceu John Lydon em 1973, quando ambos eram alunos do Hackney Technical College. Lydon o descreveu neste momento como um fã de David Bowie e um "louco por roupas".[7]

Aos 17 anos estava morando em Londres. Seu local favorito era a então pouco conhecida loja de roupas SEX, de Malcolm McLaren e Vivienne Westwood.[8] Lá ele conheceu a expatriada estadunidense Chrissie Hynde antes de formar os Pretenders. Chrissie tentou convence-lo, sem sucesso, a se juntar a ela em um casamento simulado para conseguir uma permissão de trabalho. John Lydon o apelidou de "Sid Vicious" após o seu hamster, Sid (que recebeu o nome de Syd Barrett),[9] morder Ritchie, provocando sua resposta: "Sid é realmente perverso!" ("Sid is really vicious!").[10] O animal foi descrito por Lydon como "a coisa mais macia, mais furiosa e feroz do mundo".[11]

De acordo com Lydon, ele e Vicious costumavam ganhar dinheiro em apresentações de rua, com Vicious tocando pandeiro. Eles tocavam covers de Alice Cooper, e as pessoas lhes davam dinheiro para parar. Certa vez, um homem deu-lhes "três bob" (três xelins) e todos eles dançaram.[12] No entanto, o lado mais sombrio de sua personalidade surgiu quando ele agrediu o jornalista da NME, Nick Kent, com uma corrente de motocicletas, com a ajuda de Jah Wobble.[13][14][15] Em outra ocasião, no Speakeasy (uma boate londrina popular entre os astros do rock da época), ele ameaçou o apresentador e DJ da BBC e do Old Grey Whistle Test, Bob Harris.[16]

Carreira[editar | editar código-fonte]

1976: Começo de carreira e incidente com The Damned[editar | editar código-fonte]

Em 1976, Sid se uniu ao chamado Bromley Contingent, um grupo de fãs de Sex Pistols que tinham a vanguarda como moda.[17] Também faziam parte do grupo Siouxsie Sioux, Steven Severin e Billy Idol.[18][19] Ele começou sua carreira como vocalista do The Flowers of Romance junto do cofundador da banda The Clash, Keith Levene e de Palmolive e Viv Albertine, que mais tarde formaram o The Slits.[20] Nesse ano também tocou bateria para Siouxsie & the Banshees durante o primeiro show no 100 Club Punk Festival.[21]

Junto de Dave Vanian, chegou a ser considerado para ocupar o cargo de vocalista principal do grupo The Damned, mas não compareceu à audição e Vanian conquistou a posição.[22] Ele argumentou que Vanian e seus amigos não lhe falaram sobre a audição e, furioso, durante uma apresentação dos The Damned na segunda noite do 100 Club Punk Festival, enquanto se encontrava drogado, jogou um vaso em Vanian, mas não acertou. O vaso se despedaçou e lascas acertaram o olho de uma menina, deixando-a cega. Ele foi preso no Ashford Remand Centre.[23][24]​​ Vivienne Westwood e Viv Albertine o visitaram na prisão, e Albertine deu para ele o livro Helter Skelter como presente.[25][26] Segundo Malcolm McLaren, esta foi "sua melhor credencial" para entrar para os Sex Pistols.[27]

1977–1978: Sex Pistols[editar | editar código-fonte]

Vicious (esquerda) com Johnny Rotten (direita) e Steve Jones (ao fundo), em um show dos Sex Pistols em Trondheim (Noruega), 21 de julho de 1977
Ver artigo principal: Sex Pistols

De acordo com diversas biografias (tais como England's Dreaming de Jon Savage) e incluso no filme The Filth and the Fury, Vicious se juntou aos Sex Pistols em fevereiro de 1977, após a saída do baixista Glen Matlock.[28] Um dos principais motivos para ter sido aceito era que tinha uma certa amizade com o vocalista, Johnny Rotten, e era conhecido como "o seguidor definitivo dos Sex Pistols". Julien Temple, então estudante de cinema que foi contratado para criar um curta sobre a banda, afirmou que "Sid era o protegido de John na banda. Os outros dois simplesmente pensavam que estava louco".[29] Na visão de Matlock, Rotten o queria na banda porque "em vez de ele contra Steve e Paul, se tornaria ele e Sid contra Steve e Paul. Ele sempre pensou nisso em termos de campos opostos".[30] McLaren afirmou mais tarde que, no começo da carreira da banda, Vivienne Westwood disse para ele: "chame o cara de nome John que vem à loja às vezes" para ser o vocalista. Quando Johnny Rotten foi recrutado para a banda, Westwood disse que McLaren errou: "ele tinha errado o John". Era John Beverley, futuro Vicious, que ela estava recomendando.[31] Apesar de não possuir experiência tocando baixo, foi incluído na banda devido a sua reputação na cena punk. McLaren chegou a afirmar: "Se Rotten é a voz do punk, Vicious é a atitude",[32] "quando se uniu, Sid não sabia tocar baixo, mas sua loucura encaixava na estrutura da banda. Era o cavaleiro de armadura brilhante com punho gigante".[33] Não obstante, Lyndon comentou mais tarde: "Os primeiros ensaios em março de 1977 com Sid foram infernais. Ele estava tentando seriamente e ensaiava muito".[34]

Sua entrada aos Sex Pistols teve um efeito progressivamente destrutivo sobre ele: "Naquela época, Sid era absolutamente infantil. Tudo era divertido e engraçado. De repente ele era uma grande estrela, e ter esse status significava imprensa, uma boa oportunidade para ser visto em todos os lugares certos, adoração. Isso é o que tudo isso significava para ele".[35] Westwood já estava alimentando-o com material, como um livro sobre Charles Manson, provavelmente para encorajar seus piores instintos.[36] Em 10 de março de 1977, em uma coletiva de imprensa realizada em frente do Palácio de Buckingham, os Sex Pistols assinaram publicamente com a A&M Records (a assinatura real tinha ocorrido no dia anterior). Depois, drogados, foram para os escritórios da A&M. Vicious bateu em um vaso sanitário e cortou o pé - há alguma discordância sobre o que aconteceu primeiro. Enquanto ele sangrava pelos escritórios, Rotten agredia verbalmente a equipe e Jones invadiu o banheiro feminino.[37][38] Em 16 de março, a A&M rompeu o contrato com os Pistols.[39] O primeiro concerto da banda com seu novo baixista aconteceu no Notre Dame Hall de Londres em 28 de março de 1977.[40]

Em setembro a banda começou a gravar as canções de seu álbum de estréia, Never Mind the Bollocks, Here's the Sex Pistols.[41] De acordo com Jones, "Sid queria aparecer e tocar no álbum, e nós tentamos o máximo possível não deixá-lo em qualquer lugar perto do estúdio. Felizmente ele teve hepatite na época."[42] Dada a incompetência do novo baixista, Matlock foi convidado para gravar como músico de estúdio. Em sua autobiografia, ele diz que concordou em "ajudar", mas depois sugere que cortou todos os laços quando McLaren enviou um telegrama à NME em 28 de fevereiro, anunciando que ele havia sido demitido por gostar dos Beatles.[nota 2][44] Foi Steve Jones quem tocou a maioria das linhas de baixo durante as gravações do álbum. Vicious estava ausente das sessões, pois estava no hospital com hepatite (causada pelo consumo de álcool e drogas).[45][46] Seu baixo está presente apenas na música "Bodies" da edição original.[47] Jones recordaría, "[Vicious] tocou sua porcaria de parte e nós apenas o deixamos fazer isso. Quando ele saiu, regravei por cima, deixando a parte de Sid fora. Acho que é quase inaudível sua parte".[41]

Sex Pistols, junto a Thomas Dellert, em 1978 (Vicious está no chão)

Em janeiro de 1978, a banda começou uma turnê nos Estados Unidos. Ao longo de duas semanas, Vicious, agora muito viciado em heroína,[48][35] começou a viver de acordo com seu nome artístico. "Ele finalmente tinha uma audiência de pessoas que se comportariam com choque e horror", Lydon escreveu mais tarde.[49] Pouco depois de iniciar a turnê, ele deixou o hotel Holiday Inn em Memphis, Tennessee, em busca de drogas. Quando foi finalmente encontrado, acabou sendo espancado pela equipe de segurança contratada pela Warner Bros. Records, o selo estadunidense da banda.[50] Ele estava em um hospital, com as palavras "gimme a fix" ("me dê uma dose") gravadas em seu peito com uma faca.[51] Mais tarde, acertou um espectador com o baixo na cabeça durante um show em San Antonio, Texas.[48] Em Baton Rouge, recebeu uma simulação de sexo oral no palco, depois declarando: "esse é o tipo de garota que eu gosto".[52] Sofrendo de abstinência de heroína durante um show em Dallas, ele cuspiu sangue em uma mulher que subiu no palco e que havia lhe dado um soco no rosto.[49] Fora do palco, é dito que ele chutou um fotógrafo, atacou um segurança e acabou desafiando um de seus próprios guarda-costas para uma briga - espancado, ele teria exclamado: "Eu gosto de você. Agora podemos ser amigos".[53]

Rotten, enquanto isso, sofrendo de gripe e tossindo sangue,[54] sentia-se cada vez mais isolado de Cook e Jones, e repugnado por Vicious.[55] Em 14 de janeiro de 1978, durante a data final da turnê no Winterland Ballroom, em San Francisco, Rotten apresentou o encore da banda dizendo: "Vocês terão apenas um número e um número, porque eu sou um bastardo preguiçoso". Esse número era um cover dos Stooges, "No Fun". No final da música, Rotten, ajoelhando-se no palco, entoou uma declaração inequívoca: "Isso não é divertido. Não é divertido. Isso não é nada divertido. Nada de divertido." Quando a última batida dos címbalos acabou, Rotten se dirigiu diretamente ao público - "Ah-ha-ha. Já teve a sensação de que você foi enganado? Boa noite" - antes de jogar o microfone e sair do palco.[56] Mais tarde, ele observou: "Eu me senti enganado e não continuava mais com aquilo; era uma farsa ridícula. Sid estava completamente sem cérebro - apenas um espaço vazio na cabeça. A coisa toda era uma piada naquele momento....[Malcolm] não falava comigo...Ele não discutia nada comigo. Mas então ele se virava e dizia a Paul e Steve que a tensão era minha culpa, porque eu não concordaria com nada."[57]

Depois disso, Vicious foi levado para Nova Iorque por um amigo, onde foi hospitalizado devido a sua má condição de saúde.[58] Em 30 de junho, um single creditado aos Sex Pistols foi lançado: de um lado, o notório criminoso Ronald Biggs cantou "No One Is Innocent", acompanhado por Jones e Cook; no outro, Vicious cantou o clássico "My Way", com uma faixa de apoio feita por Jones-Cook e uma orquestra de cordas.[59] O single alcançou o número sete nas paradas e acabou superando todos os singles com os quais Rotten estava envolvido.[60] McLaren estava procurando reconstituir a banda com um vocalista novo e permanente, mas Vicious - sua primeira escolha - estava cansado dele. Em troca de concordar em gravar "My Way", o artista exigiu que McLaren assinasse um documento declarando que ele não seria mais o seu empresário. Em agosto, de volta a Londres, fez suas performances finais como um Sex Pistol: gravando e filmando versões cover de duas músicas de Eddie Cochran. Em setembro, ele retornou a Nova Iorque, encerrando sua passagem pela banda.[61]

1978: Vicious White Kids e carreira solo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Vicious White Kids

O músico precisava viajar para Nova Iorque mas não tinha dinheiro,[62] então, depois de esbarrar com Glen Matlock certo dia, decidiu fazer um show com este. Matlock, a quem Vicious havia substituído nos Sex Pistols, viu isso como uma oportunidade "para mostrar que não havia animosidade" entre eles, comentou mais tarde.[63] Junto de Steve New e Rat Scambies, formaram a Vicious White Kids, com o objetivo de se apresentarem em um único show em 15 de agosto de 1978 no Electric Ballroom, Londres. Foi o seu último concerto na Inglaterra. Ele atuou como vocalista.[63]

Com Spungen atuando como sua empresária, embarcou em uma carreira solo durante a qual ele se apresentou com músicos incluindo Mick Jones do The Clash, o ex-baixista do Sex Pistols Glen Matlock, Rat Scabies do The Damned, Arthur Kane dos New York Dolls, Jerry Nolan e Johnny Thunders.[64][45] Posteriormente, gravou um álbum ao vivo, acompanhado por The Idols, banda em que estavam Arthur Kane e Jerry Nolan. Foi lançado póstumamente com o título Sid Sings no final de 1979.[64] Durante sua carreira solo, realizou a maioria de suas performances no Max's Kansas City e atraiu grandes multidões, apesar de algumas performances serem "infernais", especialmente quando ele insultava pessoas do público.[45] Seus shows no Max's seriam suas últimas apresentações antes de morrer no mês de fevereiro seguinte.[65]

Morte de Nancy Spungen e ataque a Todd Smith[editar | editar código-fonte]

Chelsea Hotel, onde Vicious e Nancy residiram em 1978. Foi no quarto 100 deste hotel onde Spungen foi encontrada morta

No começo de 1977, o músico começou uma relação amorosa com Nancy Spungen, uma groupie estadunidense.[53][66][67] Ambos eram viciados em heroína, o que os levou ao isolamento social e alienação. Lydon, que havia os apresentado, posteriormente culpou Spungen pela dependência de seu amigo: "fizemos tudo o possível para ele livrar-se de Nancy... Ela estava o matando. Eu estava absolutamente convencido de que esta garota estava em uma missão de lento suicídio... Só que não queria ir sozinha. Queria levar consigo Sid... Era uma louca de merda e má".[68]

Apesar das brigas constantes do casal, Spungen tornou-se a representante do artista após a separação dos Sex Pistols e organizou alguns shows. Porém as apresentações do baixista eram medíocres, devido a sua dependência em drogas. Ambos passavam a maior parte de seu tempo consumindo heroína, barbitúricos e morfina sintética no quarto número 100 do Hotel Chelsea.[69][70]

Na manhã de 12 de outubro de 1978, Spungen apareceu morta com uma facada no abdômen. Naquela manhã, ouviram-se “gemidos femininos” vindos do quarto do casal. Por volta das 10 da manhã, o próprio namorado ligou para a recepção, pedindo ajuda. A equipe do hotel chegou para encontrar Nancy Spungen, seminua no chão do banheiro, apunhalada no abdômen com uma faca. Ela sangrou até a morte.[71] A faca utilizada supostamente pertencia ao músico.[72] Esta era supostamente uma faca de caça "007" que ele havia comprado depois de ver Dee Dee Ramone dar uma para Stiv Bators dos Dead Boys, embora relatos conflitantes afirmem que a faca era um Jaguar K-11 com uma lâmina de 13 cm.[73][74] O músico afirmou que haviam consumido drogas e quando acordou a encontrou jogada no banheiro, vestida somente com sua roupa íntima.[75] Ele foi preso e acusado de seu assassinato.[76] Ele disse ter havido uma briga com Spungen naquela noite, mas deu versões conflitantes do que aconteceu em seguida, dizendo: "Eu a esfaqueei, mas nunca pretendi matá-la", depois dizendo que ele não se lembrava, ou que em certo momento durante a discussão, Spungen havia caído sob a faca.[77]

Como Sid morreu de overdose antes do julgamento, a polícia de Nova Iorque encerrou o caso.[78]

Reações[editar | editar código-fonte]

Várias pessoas relacionadas ao músico questionaram se ele foi o autor do crime. Em uma entrevista da época, McLaren disse: "Não consigo acreditar que ele estava envolvido em algo assim. Sid pretendia casar-se com Nancy em Nova Iorque. Estavam muito unidos e mantinham uma relação muito apaixonada".[75]

Existem várias teorias de que Spungen foi assassinada por alguém que não seu namorado, como um dos dois traficantes que visitaram o apartamento naquela noite, e que um possível roubo estava envolvido, como certos itens foram declarados ausentes da sala.[79] Em seu livro Pretty Vacant: A History of Punk, Phil Strongman acusa o ator e comediante Rockets Redglare de ter matado Spungen.[80][79] Redglare entregou drogas no quarto do casal no Hotel Chelsea na noite da morte de Spungen.[81]

Ao longo de sua vida, Redglare, que morreu em 2001, negou firmemente qualquer envolvimento no assassinato de Spungen.[82] Ele afirmou que o outro traficante, chamado "Michael", estivera lá naquela noite e saíra antes dele para obter mais heroína, devendo voltar depois de deixar o prédio. Ele acredita que "Michael" retornou, encontrou Vicious inconsciente, e tentou roubar as drogas restantes, levando-o a um confronto com Spungen.[82] Alan Parker, jornalista e diretor do documentário Who Killed Nancy?, também sugeriu, segundo testemunhos, que o assassino pode ter sido alguém de nome Michael. "Não sabemos seu sobrenome, só sabemos que estava no meio [...] Estava exibindo muito dinheiro, e se gabava porque havia roubado o quarto e que Sid estava lá e que Nancy estava morta e tudo isso. Pessoas também o viram à noite e temos declarações de testemunhas. Ele foi visto no quarto, fora do quarto, em outro andar do Chelsea, gabando-se de ter recolhido todo aquele dinheiro, que ele mostrou envolto no laço de cabelo de Nancy".[83]

Howie Pyro, músico e amigo do casal, disse em um documentário de 2009 que ele achava que Spungen havia se matado e que Vicious era inocente. "Para mim, ela fez isso sozinha porque é o que as pessoas gostam, como os adolescentes que se cortam."[81] Pyro disse que achava que Spungen estava desesperada por atenção e se esfaqueou, pensando que seu namorado viria em seu socorro, mas ele estava muito intoxicado para fazê-lo.[84]

Prisão[editar | editar código-fonte]

A fiança foi paga pela Virgin Records a pedido de McLaren.[74] A princípio, a ideia era que o músico gravasse um álbum com Steve Jones e Paul Cook, para arrecadar fundos para sua defesa. No entanto, pouco depois, jogou uma caneca de cerveja no rosto de Todd Smith, irmão de Patti Smith, em um show do Skafish no clube Hurray em Nova Iorque.[85] Foi preso em 9 de dezembro de 1978 e enviado para a prisão de Rikers Island durante 55 dias para sua desintoxicação para acabar com seu vício.[86][87] Acabou por ser liberado mediante fiança em 1 de fevereiro de 1979. A fiança foi inicialmente fixada em 50 mil dólares, embora mais tarde tenha sido reduzida depois de uma declaração no tribunal e recursos de seu advogado.[74] John Lydon declarou que Mick Jagger interveio e pagou o advogado de Vicious, e o louvou por não fazer público este gesto.[88]

Morte[editar | editar código-fonte]

Em 1 de fevereiro de 1979 se celebrou uma comemoração para festejar sua saída do cárcere na casa de sua nova namorada, Michelle Robinson. Nesse momento, o artista estava livre das drogas, graças ao programa de desintoxicação da prisão.[87] Porém, durante a festa conseguiu um pouco de heroína e pediu a Robinson que injetasse nele, mas ela se negou a fazer isto. Aproximadamente as três da madrugada, o casal foi para a cama. Na manhã seguinte, Robinson encontrou o corpo de Vicious, que havia sofrido uma overdose de heroína.[86] Morreu antes de ser julgado, aos 21 anos de idade.[83]

No livro Please Kill Me: The Uncensored Oral History of Punk de Legs McNeil e Gillian McCain, a fotógrafa e amiga do cantor, Eileen Polk, disse que nenhuma casa funerária de Nova Iorque estava disposta a realizar um enterro para o músico devido à sua reputação. Seu corpo acabou sendo cremado no Garden State Crematory, em Nova Jersey.[89]

De acordo com Eileen Polk, ele declarou durante sua vida que queria ser enterrado com Nancy Spungen. Spungen, que era judia, foi enterrada em um cemitério judaico na Pensilvânia. A mãe de Vicious, Anne Beverley, viajou mais tarde para a casa da família de Spungen, na Filadélfia, e perguntou à sua mãe, Deborah Spungen, se ela poderia espalhar as cinzas de seu filho sobre o túmulo de Nancy. Deborah negou o pedido. Polk disse que, apesar da recusa da mãe de Spungen, Jerry Only levou Beverley e sua irmã, e dois amigos de Vicious para o cemitério onde Spungen foi enterrada, e Beverley espalhou as cinzas sobre o túmulo dela.[89]

Durante uma entrevista em 2014, John Lydon afirmou se sentir culpado pela morte de seu amigo. Ele afirmou "Sid não sabia tocar um instrumento e eu não sabia cantar. Ele não tinha chance. Sua mãe era viciada em heroína. Eu me sinto mal por tê-lo trazido à banda, ele não conseguia lidar com aquilo de forma alguma. Eu me sinto um pouco responsável por sua morte. Pronto, confessei meus demônios."[90]

Suspeita de suicídio[editar | editar código-fonte]

Pouco depois de sua morte, Anne Beverley alegou que ele e Spungen fizeram um pacto de suicídio e que a morte do músico não foi acidental. Beverley afirmou que depois que seu filho foi cremado, ela encontrou uma carta no bolso da sua jaqueta de couro.[91][92] Dizia:

"Nós tínhamos um pacto de morte, e eu tenho que cumprir minha parte do acordo. Por favor, me enterre ao lado de minha amada. Me enterre com minha jaqueta de couro, jeans e botas de motociclista. Adeus.[92]

Sobre o ocorrido, Lydon disse: "Pobre Sid. A única maneira que tinha de estar a altura do que queria que a gente pensasse dele era morrendo. Foi trágico, mas mais para Sid que para os demais. Realmente comprou sua imagem pública".[93]

Possível envolvimento da mãe[editar | editar código-fonte]

É possível que a mãe do músico, Anne, tenha sido responsável pela overdose de heroína que levou à sua morte.[2] Peter Gravelle, fotógrafo e amigo dos Sex Pistols, afirmou em seu livro, The Death of Photography, que a dose fatal de heroína que o matou foi dada a ele pela sua própria mãe.[94] Teddie Dahlin, uma ex-namorada do baixista, estava na festa dada na noite da morte do músico e conta que haviam drogas circulando entre os convidados, mas que "o resto da heroína foi entregue a Anne, de modo que Sid não usasse mais."[94] O documentário canadense Final 24 alegou que Beverley havia matado seu filho para impedi-lo de ir para a prisão novamente, e contou com uma entrevista com Alan Parker, que diz no filme que Anne confessou o assassinato em seu leito de morte.[94][95] Entretanto esta suposta confissão ainda gera dúvidas.[96]

Características musicais[editar | editar código-fonte]

O baixista da banda Ramones, Dee Dee (na imagem), foi uma forte inspiração para Vicious

Uma das maiores inspirações de Vicious era o baixista dos Ramones, Dee Dee Ramone.[22] Quando os Ramones estavam na Inglaterra, ele fazia de tudo para encontrá-los. Dee Dee afirmou: "Sid costumava me seguir por todo lado quando íamos a Londres. Ele não estava nos Pistols na época - e era muito legal. Ele era como uma criancinha, sabe? Não era louco, era muito simpático e muito inocente."[97]

Embora considerado por muitos, incluindo Steve Jones e o baixista original do Sex Pistols, Glen Matlock, como um vocalista talentoso,[98] ele era inicialmente um baixista questionável. Durante uma entrevista para o videojogo Guitar Hero III: Legends of Rock, quando Jones foi perguntado por que ele gravou as partes do baixo de Never Mind the Bollocks, respondeu, "Sid estava em um hospital com hepatite, então ele não podia realmente tocar, não que ele pudesse tocar de qualquer maneira."[99] A única música que tocou no estúdio foi "Bodies". Ele pediu a Lemmy, o baixista do Motörhead, para ensiná-lo a tocar dizendo "Eu não sei tocar baixo", ao que Lemmy respondeu: "Eu sei".[100] De acordo com Paul Cook, nos poucos meses entre se juntar à banda e conhecer Spungen, Vicious era um trabalhador dedicado e tentou ao máximo aprender a tocar; de fato, esse período foi o favorito de Cook na banda.[101] Viv Albertine foi mais longe em defesa de sua habilidade, dizendo que uma noite ela "foi para a cama e Sid ficou com um disco dos Ramones e um baixo, e quando eu me levantei pela manhã, ele podia tocar todo o disco. Ele foi veloz e aprendeu sozinho. Foi tão rápido."[102] Keith Levene, membro da The Flowers of Romance e mais tarde membro do Clash e depois Public Image Ltd, também conta uma história semelhante: "Sid sabia tocar baixo? Eu não sei, mas uma coisa que eu sei é que ele fazia as coisas rapidamente. Uma noite, tocou o primeiro álbum dos Ramones sem parar, a noite toda, e na manhã seguinte sabia tocar baixo. Foi isso; ele estava pronto! Eu te disse que Sid fazia as coisas rapidamente!"[103]

Quanto a habilidade musical de Vicious, o crítico Mark Deming, do Allmusic, disse "enquanto a fala padrão inicial dos Sex Pistols era de que eles "não sabiam tocar", esse era sempre um código para "Steve Jones não sabe tocar como Steve Howe ou Robert Fripp"; Sid, por outro lado, realmente não sabia tocar nada, e vale a pena mencionar que em muitos de seus shows ao vivo com os Sex Pistols, o resto da banda desligava seu amplificador para que ele não interferisse muito com o desempenho."[104]

O seu único álbum solo, Sid Sings, lançado postumamente, traz em grande parte covers, como o da música "My Way", que também estava inclusa na trilha sonora do filme The Great Rock 'n' Roll Swindle. Quanto ao álbum, o site Sputnik afirmou "imagine alguém que realmente não saiba cantar. Alguém que não consiga acertar um único passo corretamente durante toda a duração de um show de meia hora. Se você conseguiu, então está pronto para Sid Sings" e concluiu "assim, o que temos aqui é, em termos práticos, um álbum tocado e cantado por alguém que não sabe tocar ou cantar."[64] Steve Huey, do Allmusic, afirmou que "este álbum mostra Sid Vicious como um seguidor, não um inovador. Ele não tinha originalidade ou inteligência e demonstrava uma falta de talento espantosa, aumentada pelo total desprezo por seu público."[105] Já o DJ estadunidense Hypno5ive tem uma visão mais positiva do álbum. Para ele "este álbum representa a passagem do ensino fundamental para o ensino médio e uma nova consciência do panorama musical da época, bem como a percepção de que a música não precisava parecer bonita ou polida para ser apreciada."[106] O tipo vocal de Vicious é descrito como tenor.[107]

Ao longo de sua carreira, o músico tocou uma Fender Precision Bass branca com um pickguard preto. Após sua morte, Anne Beverley, tomou posse do baixo. De acordo com Steve Jones, pouco antes de sua morte, ela disse a ele: "Olha, isso tem estado debaixo da minha cama há dezessete anos. Eu acho que alguém deveria ter isso", e vendeu para Jones por 2 mil dólares, junto com a pulseira de couro com o nome "Sid".[108]

Legado[editar | editar código-fonte]

Imagem pública[editar | editar código-fonte]

Camiseta com suástica que Sid usava em shows, como forma de rebeldia

Considerado uma das figuras mais importantes da primeira onda punk da década de 1970,[53][109] aos 21 anos, já era um "ícone para vender camisetas".[110] Embora sua forma de morrer para muitos tenha significado o fracaso das ambições sociais do punk, também reforçou a sua imagem como arquétipo de "jovem maldito".[111]

O vocalista da banda Wire, Graham Lewis, afirmou "Víamos Sid Vicious entrando no pub em que costumávamos ir e dizíamos ‘ah não...’. Ele queria só chamar atenção".[112] Ele costumava usar camisetas com suásticas como um ato de rebeldia, mas não apoiava realmente o nazismo. Servia principalmente como uma provocação aos próprios pais e aos hippies pacifistas.[113][114][115] Durante as gravações de Nevermind the Bollocks, a também banda britânica Queen estava finalizando o que viria a ser o disco News of the World no mesmo estúdio. Como consequência, os dois grupos tiveram várias interações, incluindo um famoso encontro entre Freddie Mercury e Vicious. Este, ao entrar no estúdio de gravação do Queen, perguntou: "Então você é Freddie Mercury? Quer dizer que você vai trazer o balé para as massas?" em resposta a um comentário que o cantor fez em uma entrevista com a NME, ao qual Mercury respondeu "Então você é o tal Simon Feracious?" e ainda disse: "Estamos fazendo o nosso melhor, querido."[116][117][118]

Uma representação artística de Vicious feita por Peter Harris

A sua entrada nos Sex Pistols é definida por alguns como uma iniciativa de Malcolm McLaren para causar mais exposição midiática à banda. Steve Jones afirmou “depois que Sid entrou para o grupo, nada ficou normal. Achava legal o visual dele e o do John [Lydon] e o frenesi da mídia faria vender muitos jornais. Mas isso não tinha nada a ver com a banda”. Jones diz que não ligava de ser o segundo depois de Lydon, mas “agora eu era o terceiro depois desse idiota de merda [Vicious] e até o quarto, se levar em conta Malcolm McLaren e sua certeza de que éramos marionetes”.[22] Marco Pirroni, que tocou com o músico na Siouxsie and the Banshees, disse: "Depois disso, não tinha mais nada a ver com música. Seria apenas pelo sensacionalismo e escândalo de tudo isso. Então se tornou a história de Malcolm McLaren".[53] Durante uma entrevista para o jornal The Independent, John Lydon afirmou se arrepender de inclui-lo no grupo. Ele disse: "Me perdoe, Deus, pelo dia em que incluí Sid na banda. Ele se sentiu tão isolado, o pobre coitado do Sid, porque ele não era a faca mais afiada do bloco. O melhor aspecto de sua personalidade, que era seu humor, apenas evaporou no dia em que ele chegou no Sex Pistols."[119] O crítico Mark Deming, do Allmusic, disse que "embora os outros três membros do grupo possam ter sido trapaceiros e delinquentes de várias maneiras, eles tinham, no mínimo, alguma ideia de quem eram, o que queriam fazer e o que queriam ser. O pobre Ritchie não era nada mais do que um perdedor meio brilhante que viu que seu velho colega de escola John Lydon havia topado com uma das maiores bandas de rock de sua época e se reinventado como Johnny Rotten, e naturalmente ele queria fazer o mesmo."[104] Malcolm McLaren afirmou em um documentário que se ele o conhecesse antes de contratar Johnny Rotten, teria o escolhido para ser vocalista dos Pistols, afirmando que este tinha “o maior carisma de qualquer um na banda”.[2]

O artista também é lembrado por seus excessos relacionados à sua dependência química. Seu primeiro contato com as drogas foi por meio de sua mãe que, durante certo tempo, atuou como traficante. Neste período, ela chegou a usar seu filho como mula. John Lydon relata que, ainda quando adolescente, presenciou a mãe de Sid dando-lhe heroína e algumas seringas como forma de parabenizá-lo por seu aniversário.[120] Dee Dee Ramone afirmou que, durante uma festa em Londres, o baixista dos Pistols injetou em si mesmo anfetamina misturada com água sanitária.[120][121][97] Outro amigo do músico afirma que, enquanto ele estava preso em Riker Island, Nova Iorque, sua mãe transportava drogas para a prisão em sua vagina para satisfazer o vício do filho.[120] Durante as gravações do único álbum dos Sex Pistols, o baixista ficou impossibilitado de tocar, pois foi internado com hepatite, proveniente de seu uso de drogas injetáveis.[45]

Impacto cultural[editar | editar código-fonte]

Um grafite de Vicious em Madrid

Em 1978, Vicious recebeu o prêmio de Most Wonderful Human Being da revista NME.[122] Em 2006, junto dos quatro membros originais dos Sex Pistols, foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame, entretanto a banda se recusou a comparecer.[123]

Seu cover da canção "Something Else", gravado em 1978 e lançado em 1979, chegou ao número três nas paradas e tornou-se o single mais vendido de sempre sob nome Sex Pistols. Outro cover gravado por ele, "C'mon Everybody", também chegou ao número três.[124][125]

Ele é frequentemente creditado com a popularização da infame dança conhecida como pogo, no qual uma pessoa simplesmente salta para cima e para baixo de uma forma incontrolável, como um pula-pula. Segundo o próprio, ele estava cansado de não ser capaz de ver o palco de onde estava em pé uma noite, então começou a pular no local. Confundindo isso como um movimento de dança, as pessoas na platéia começaram a imitá-lo.[126][127][128]

Mike Ness, da Social Distortion, falou sobre como ele queria ser um “Sid Vicious de Orange County”.[129] O baixista da banda Guns N' Roses, Duff Mckagan, o cita como sua maior influência, afirmando que Sid é "o melhor baixista de todos".[130][131] Seu corte de cabelo, o Spiky Hair, tornou-se um símbolo da cultura punk.[132]

Quando perguntado sobre a versão punk da canção "My Way", Paul Anka disse que foi "um pouco desestabilizado pela versão dos Sex Pistols. Foi meio curioso, mas eu senti que ele [Vicious] foi sincero."[133] Várias bandas ao longo dos anos gravaram músicas sobre Sid Vicious. Em 1982, a banda The Exploited incluiu a canção "Sid Vicious Was Innocent" em seu álbum Troops of Tomorrow.[134] O ex-vocalista do The Clash, Joe Strummer, gravou "Love Kills" e "Dum Dum Club" para a trilha sonora de Sid and Nancy.[135] Em 1986, os Ramones lançaram "Love Kills" em seu álbum, Animal Boy como tributo para Sid e Nancy.[136] Quanto à popularidade do músico no cenário atual, Steve Huey, do Allmusic, afirmou: "Pergunte a algum estadunidense na rua o nome de um membro dos Sex Pistols - ou então, para citar a primeira figura do punk britânico que vem à mente - e as chances são grandes de que a resposta seja "Sid Vicious". Isso porque, para muitos ouvintes, o mito em torno de Sid Vicious se tornou a essência do que era o punk rock."[137]

Em 1986 estreou a cinebiografia Sid and Nancy, dirigida por Alex Cox, onde o cantor foi interpretado por Gary Oldman. O filme retrata a sua vida e seu relacionamento com Nancy Spungen. O desempenho de Oldman foi elogiado pela revista Uncut como uma "leitura extremamente simpática da figura do punk como uma criança perdida e desnorteada".[138] A interpretação de Oldman ficou em 62º lugar na lista das "100 Maiores Performances de Todos os Tempos" da revista Premiere.[139] Em 2003, a revista Rolling Stone classificou Sid and Nancy como o terceiro melhor filme de rock de todos os tempos,[140] e em 2014, a ShortList a classificou como a nona maior cinebiografia musical de todos os tempos.[141] Em sua autobiografia, Lydon critica duramente o filme, pois ele "engrandece o vício em heroína", abrindo o caminho para "humilhar a vida de Vicious".[142] Apesar de não ter sido um sucesso de bilheteria, tendo gerado 2.826.523 de dólares nos EUA com um orçamento de 4 milhões, Sid and Nancy se tornou um clássico Cult.[141][143][144] O website Yahoo! o descreveu como um "clássico Cult, comovente e intransigente".[145]

No episódio da série de televisão Os Simpson "Love, Springfieldian Style", há uma referência ao romance entre Sid e Nancy, com o casal representado por Nelson Muntz e Lisa Simpson.[146][147] Heath Ledger, que interpretou o Joker, vilão do filme The Dark Knight, disse ter se inspirado vendo gravações do músico.[148][149][150]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Solo
  • Sid Sings (1979)
  • The Idols with Sid Vicious (1993)
Sex Pistols
Vicious White Kids
  • Vicious White Kids (1978)
  • Vicious White Kids Live (1978)

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Notas

  1. a b Algumas fontes indicam o nome Simon John Ritchie.[4][5]
  2. Em 28 de fevereiro de 1977, McLaren enviou um telegrama à NME confirmando a saída de Matlock. Malcolm alegou que ele havia sido "expulso...porque passou muito tempo falando sobre Paul McCartney...e os Beatles."[43]

Referências

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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