Buzz Aldrin

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Buzz Aldrin

Astronauta da NASA
Nacionalidade Estados Unidos norte-americano
Nascimento 20 de janeiro de 1930 (84 anos)
Nova Jérsei, Estados Unidos
Outras ocupações Piloto
Tempo no espaço 12d 1h 52min
Missões Gemini XII Apollo 11
Insígnia
da missão
Gemini 12 insignia.png Apollo11logo.jpg
Aposentadoria 1972

Buzz Aldrin, nascido Edwin Eugene Aldrin Jr. (Nova Jérsei, 20 de janeiro de 1930), é um ex-astronauta norte-americano, ex-coronel e piloto da Força Aérea dos Estados Unidos. Foi o segundo homem a pisar na Lua, em 20 de julho de 1969, como tripulante do módulo lunar Eagle, durante a missão Apollo 11, a primeira a pousar no satélite.[1]

Com uma persona muito mais pública do que seu companheiro de missão Neil Armstrong, um homem extremamente reservado, que fugiu dos holofotes da fama mundial após o histórico voo para ser professor de engenharia em seu Estado natal, Aldrin deixou a NASA após o passeio lunar, voltou à Força Aérea num cargo gerencial e passou a fazer palestras em todo o mundo promovendo a exploração espacial. Extrovertido, bem-humorado, culto — mas de pavio curto — dublou a si próprio em séries da televisão americana como Os Simpsons e da televisão inglesa, interpretou um reverendo num filme para a televisão sobre a Apollo 11 e confessou em sua autobiografia ter tido vários problemas de depressão e alcoolismo em seus anos pós-Apollo 11, o que contribuiu para sua aposentadoria da USAF.

Buzz dá nome a uma cratera na Lua, localizada perto do ponto de pouso da Apollo 11, e a um asteróide (o 6470 Aldrin); além disso, tem uma estrela com seu nome na Calçada da Fama de Hollywood.

Início de carreira[editar | editar código-fonte]

Eva na Gemini XII com Buzz Aldrin e a Terra sendo refletida no visor
Lovell e Aldrin no deck após o pouso da Gemini XII

Aldrin entrou para a NASA em outubro de 1963, e voou ao espaço pela primeira vez na missão Gemini XII, a última do projeto Gemini, de naves com dois astronautas, quebrando o recorde de permanência fora da nave em atividades extra-veiculares, provando que astronautas poderiam trabalhar no espaço, algo comum hoje em dia para os tripulantes do ônibus espacial.

Origem do nome e família[editar | editar código-fonte]

Seu apelido de garoto e pelo qual é conhecido — Buzz (zumbido em inglês) — foi dado por sua irmã pequena que o chamava de "Buzzer" (que significa cigarra em inglês) — tentando pronunciar a palavra "Brother" (irmão) —, depois encurtado para Buzz. Nos anos 1980, ele mudou legalmente seu nome para Buzz.[1] O nome de solteira de sua mãe, coincidentemente, era Marion Moon (Moon significa Lua em inglês).[2] O pai de Aldrin era funcionário de uma companhia de petróleo chamada Standard Oil, na qual era executivo, fazendo viagens pilotando uma aeronave.[3]

O pouso lunar[editar | editar código-fonte]

A famosa foto de "Buzz" Aldrin tirada por Neil Armstrong na Lua.
Apollo 11 foto da pegada
Video da Apollo 11
Aldrin perto da janela no Modulo Lunar antes do pouso na Lua

Durante os meses que antecederam a missão e já escalado para o voo pioneiro e sabendo que Neil Armstrong seria o comandante do voo histórico (e, portanto, o primeiro a pisar na Lua), Aldrin, um homem voluntarioso, bem-humorado e de personalidade intensa, tentou de todo jeito, sem sucesso, com seus amigos que trabalhavam na direção do Programa Apollo e na organização da missão, arrumar um esquema de troca de lugares dentro do módulo na hora da saída, com qualquer justificativa técnica que servisse, para que fosse ele, e não Armstrong, o primeiro homem a descer do Eagle e pisar na Lua.[carece de fontes?]

Tecnicamente, Armstrong era o menos importante na missão. Sua função era indicar se tudo estava certo para que Aldrin conseguisse colocar os pés na Lua. Uma vez que Buzz era o piloto do módulo lunar, se algo ocorresse fora do padrão esperado, Neil Armstrong não conseguiria voltar. Collins ficou no espaço e tinha uma função de extrema importância: pilotar a nave que os traria de volta para a Terra. Armstrong apareceu em poucas fotos nesta missão, pois ficou a maior parte do tempo com a câmera fotográfica.[3] [4]

Após o pouso lunar, "Buzz", presbiteriano fervoroso, retirou de um estojo que carregava os elementos para a celebração da Ceia do Senhor e comungou. Nesse período, a NASA fora citada em uma ação judicial trazida pelo ateu Madalyn Murray O'Hair (que havia objetado que os astronautas da Apollo 8 lessem uma passagem do livro bíblico de Gênesis), que exigia que os astronautas refreassem suas atividades religiosas enquanto estivessem no espaço ou a serviço da NASA. Assim, Aldrin evitou mencionar esse assunto. Manteve seu plano em segredo, até mesmo para sua esposa, e não o comentou publicamente por vários anos. Nesse período, Aldrin era presbítero na Webster Presbyterian Church, uma igreja presbiteriana em Webster, no Texas. O estojo usado na comunhão foi preparado por seu pastor, o Rev. Dean Woodruff. Aldrin descreveu sua comunhão na Lua e o envolvimento de seu pastor com ela na edição de outubro de 1970 da revista Guideposts e em seu livro "Return to Earth". A Webster Presbyterian Church ainda possui o cálice utilizado por Aldrin na Lua e comemora a Santa Ceia lunar todos os anos no domingo mais próximo de 20 de julho.[5] [6] [7] [8]

Incidente em Beverly Hills[editar | editar código-fonte]

Buzz Aldrin Fevereiro de 2009

Em 9 de setembro de 2002 Aldrin foi atraído para um Hotel em Beverly Hills sob o falso pretexto de uma entrevista a ser dada no local. Ainda do lado de fora do hotel, Aldrin foi interpelado por Bart Sibrel, um americano que passa a vida tentando provar que os pousos na Lua foram falsos e forjados pela NASA. Bart Sibrel tentou forçar Buzz Aldrin, assim como já havia feito com outros astronautas do programa Apollo, a jurar junto à Bíblia que realmente tinha ido à Lua, enquanto era filmado por um cinegrafista contratado por este. Enquanto Aldrin esquiváva-se de Sibrel, este o assediava, chamando-o de mentiroso, ladrão e covarde.

Sibrel prestou queixas à polícia, alegando que Aldrin havia dádo-lhe um soco no queixo. Contudo, Aldrin disse que, como Sibrel insistia em assediá-lo, ele apenas o havia empurrado em defesa própria e de sua enteada, que o acompanhava. Durante a investigação do incidente, testemunhas disseram que Sibrel havia cutucado Aldrin com sua Bíblia. Como Sibrel não tinha ferimentos visíveis quando prestou queixa à polícia e também não procurou por auxílio médico após o alegado incidente, além do fato de Aldrin não ter nenhum registro criminal anterior, a polícia decidiu não prosseguir com o caso. Sibrel entregou uma cópia do vídeo para a polícia quando prestou queixas.[9] [10]

Livros[editar | editar código-fonte]

Livros de co-autoria de Aldrin incluem Return to Earth (1973),Men From Earth (1989), Reaching for the Moon (2005), Look to the Stars (2009) e Magnificent Desolation (2009). Ele também foi co-autor com John Barnes nos romances de ficção científica Encounter with Tiber (1996) e The Return (2000). Seu livro Mission to Mars foi publicado em Maio de 2013.

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Buzz Aldrin

Referências

  1. a b BuzzAldrin/FAQ BUZZ Aldrin >> FAQ - What you always wanted to known (em inglês). Buzzaldrin.com. Página visitada em 31 de janeiro de 2013.
  2. Buzz Aldrin (em inglês). NNDB - tracking the entire world. Página visitada em 31 de janeiro de 2013.
  3. a b NETO, Geneton Moraes. O Livro das Grandes Reportagens. São Paulo: Globo, 2006.
  4. Gehringer, Max. Clássicos do mundo corporativo. São Paulo: Globo, 2008.
  5. Chaikin, Andrew. A Man on the Moon (em inglês). [S.l.]: Penguin Group, 1998. p. 204 e 623. ISBN 0-14-027201-1
  6. Cresswell, Matthew (13 de setembro de 2012). How Buzz Aldrin's communion on the moon was hushed up (em inglês). The Guardian. Página visitada em 31 de janeiro de 2013.
  7. Hillner, Jennifer (24 de janeiro de 2007). Sundance 2007: Buzz Aldrin Speaks (em inglês). Wired.com. Página visitada em 31 de janeiro de 2013.
  8. Commoonion on the moon (em inglês). Snopes.com (25 de março de 2012). Página visitada em 31 de janeiro de 2013.
  9. Ex-astronaut escapes assault charge (em inglês). BBC News world edition (21 de setembro de 2002). Página visitada em 01 de fevereiro de 2013.
  10. The Astronaut Assault Hoax (em inglês). FOX News (13 de setembro de 2002). Página visitada em 01 de fevereiro de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]