Conflito de Sa'dah

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Conflito de Sa'dah
Guerra contra o terrorismo
Yemen-Sadah.png
Localização de Sa'dah, no Iêmen
Data Junho de 2004 - presente
Local Sa'dah, Iemen
Desfecho Em andamento
  • Em 2011, após anos de luta, insurgentes Houthis tomam várias cidades do Yêmen e firmam uma administração independente na região de Sa'dah[1] [2] Partes das províncias de Amran, Al Jawf e Hajjah também são tomados.[3]
  • Em setembro de 2014, os rebeldes assumem o controle da capital do país, Saná.[4]
Combatentes
Iémen/Iêmen Houthis Logo.png Houthis
Comandantes
Iémen Abd Rabbuh Hadi
Iémen Ali Abdullah Saleh
Iémen Ali Mohammed Mujur
Iémen Abdul Qadir Bajamal
Iémen Mohammed Basindawa
Houthis Logo.png Abdul Malik al-Houthi
Houthis Logo.png Hussein Badreddin al-Houthi †
Houthis Logo.png Abdul-Malik al-Houthi
Forças
30 000[5] 2 000 (2004)[6]

10 000 (2009)[7]

100 000 (2011)[8] [9]
Baixas
1 000 - 1 300 mortos
6 000 feridos
+ 5 500 mortos
+ 3 000 presos

A insurgência de Sa'dah é um conflito na província de Sa'dah, no Iemen, que teve início em junho de 2004. Foram anos de lutas internas de caráter sectário, político e religioso, que deixou mais de 25 mil mortos.[10]

História[editar | editar código-fonte]

Desde junho de 2004, conflitos violentos ocorridos na província de Sa'dah, noroeste do país, causaram a morte de centenas de pessoas e provocando deslocamentos populacionais.

Estes conflitos originaram-se a partir duma insurgência contra o governo do Iêmen, iniciada por um imã disidente Badreddin Hussein al-Houthi. O governo iemita acusava o governo iraniano de dirigir e financiar a insurgência.

A um cessar-fogo, negociado em junho de 2007, seguiu-se um acordo de paz em fevereiro de 2008. Em abril do mesmo ano, no entanto, o processo de paz estava correndo risco, na medida em que cada lado do conflito acusava o outro de não implementar determinados aspectos contidos no acordo de paz. Alguns analistas sugerem que a renovação do conflito terá um impacto na situação humanitária na região.[11]

Em maio de 2008, estimava-se que cerca de 77 mil pessoas tinham sido forçadas a abandonar suas casas como resultado do conflito.[12]

Entre 2009 e 2010, confrontos contra as forças do presidente Ali Abdullah Saleh.[13] Os combates deixaram centenas de mortos. Aproveitando-se do caos e da desordem, grupos de fundamentalistas islâmicos, como a al-Qaeda, começaram a lançar atendados terroristas contra os Houthis e contra o governo central. Apoiando o regime de Saleh, os Estados Unidos começaram a enviar vários drones para bombardear alvos dos extremistas. Apoio financeiro e militar ao Iêmen também foi oferecido.[14]

No começo de 2011, o povo do Iêmen foi as ruas exigir mudanças no governo. Combates nas ruas entre forças de segurança e manifestantes deixou pelo menos 2 mil mortos. No final, o presidente Saleh e o primeiro-ministro Mujawar renunciaram. Um fraco governo de transição assumiu.[15] No meio deste caos, milícias xiitas, lideradas pelos Houthis, começaram a combater grupos salafistas e extremistas, além de também lutar contra as autoridades da nação em Saná.[16] Entre 2012 e 2014, os Houthis ganharam nova importância e mais influência. Além de apoiar a luta armada, eles também organizaram protestos em massa pelo país.[17]

Em 19 de setembro de 2014, os rebeldes atacaram a capital do país, Sana'a, e dois dias depois já haviam capturado vários prédios do governo e expulsaram as forças de segurança de suas posições na capital.[18] Em três dias de luta, mais de 200 pessoas já tinham morrido na capital.[19] No dia 24, autoridades do governo deixaram Saná e o exército e as forças politicais entraram em colapso na região. Insurgentes Houthis e manifestantes anti-governo tomaram as principais ruas da capital. O líder rebelde, Abdul Malik al-Houthi, saudou a 'revolução'. Segundo ele, os Houthis haviam conseguido forçar o governo a atender as demandas populares. Um novo regime seria apontado pela liderança dos rebeldes e de outros movimentos de oposição.[20] Abd Rabbuh Mansur Hadi, o então presidente, alertou para o colapso das instituições do país e afirmou que a nação "caminhava para uma nova guerra civil".[21]

Referências