EE-11 Urutu
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| EE-11 Urutu | |
|---|---|
| Características gerais | |
| Tripulação | 2 homens (motorista e comandante) e até 12 soldados |
| Comprimento | 6,10 m |
| Largura | 2,39 m |
| Altura | 2,12 m |
| Peso | 13.000 kg |
| Blindagem e armamento | |
| Blindagem | 6 a 12 mm |
| Armamento principal | metralhadora 12,7mm |
| Armamento secundário | 4 lançadores de granadas de fumaça |
| Mobilidade | |
| Motor | Mercedes-Benz diesel nacional de 260cv ou Detroit Diesel nacional V-6 de 190cv |
| Suspensão | |
| Velocidade na estrada | 100 km/h |
| Potência/peso | |
| Alcance | 750 km |
Engesa EE-11 Urutu é um veículo blindado para transporte de tropas fabricado no Brasil.
Índice |
[editar] Histórico
Desenvolvidos pela Engesa, o Urutu e o Cascavel foram grandes sucessos de exportação. Os dois veículos possuem muitos componentes em comum e utilizam a suspensão Engesa Boomerang.
O Urutu é um blindado leve e com capacidade anfíbia. Recebeu diferentes equipamentos de acordo com as necessidades dos clientes.
Atualmente, o Urutu não pode mais ser considerado um blindado militar, pois sua blindagem é fraca demais para suportar munição perfurante moderna para fuzil. Um exemplo desta deficiência ocorreu no Haiti, quando uma bala perfurou a lataria do Urutu e feriu um militar brasileiro na mão.
Mesmo obsoletos, os Urutus seguem sendo utilizados pelo exército brasileiro atualmente. Países como Chile, Jordânia e Iraque, já desativaram seus Urutus. Os mais novos Urutus possuem cerca de 15 anos de uso. A média de uso destes veículos, no exército brasileiro, é superior a 30 anos. Eles seguem em uso no Brasil, por falta de melhores recursos.
[editar] Unidades entregues
Foram fabricadas no total 888 unidades.
- 223 - Brasil (Exército e Marinha)
- 148 - Iraque
- 132 - Dubai
- 82 - Jordânia
- 56 - Colômbia
- 40 - Líbia
- 38 - Venezuela
- 37 - Chile
- 32 - Equador
- 24 - Angola
- 18 - Tunísia
- 16 - Suriname
- 12 - Bolívia
- 12 - Paraguai
- 11 - Gabão
- 7 - Zimbabwe
Em 2006, outras 6 unidades inacabadas foram adquiridas pelo Exército Brasileiro.
O Exército Brasileiro está desenvolvendo um programa de revitalização destes veículos, de modo a estender sua vida útil. Está em estudos a possibilidade de ser desenvolvida uma nova versão, modernizada de acordo com os requisitos do novo século.
[editar] Versões
Além da versão de transporte de tropa, também foram desenvolvidas versões para outras funções:
- Porta morteiro - Apoio de fogo com um morteiro de 81mm acompanhando forças motorizadas.
- Missil-anticarro - Com canhão de 25mm e um lançador de missil anticarro.
- Apoio de fogo - Com a mesma torre de 90mm do blindado Cascavel, podia ainda transportar seis soldados, além da tripulação.
- Antiaéreo - Com torre de dois canhões de 20mm ou um canhão de 25mm e radar.
- Carro-oficina - Veículo de socorro, usando o mesmo chassi, pode acompanhar facilmente a coluna de blindados.
- Antimotim - Também chamada de bigode, é adicionada uma prancha antibarricada na frente do veículo e lançadores fumígenos.
- Ambulância - Equipada macas e aparelhagem para primeiros-socorros.
- Carro-comando - Permite ao comandante acompanhar a coluna blindada em seus deslocamentos e ter seu centro de operações dentro do próprio veículo.
[editar] Ligações externas
[editar] Ver também
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