GRES Acadêmicos de Santa Cruz

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Santa Cruz
Bandeira GRES Acadêmicos de Santa Cruz.jpg
Fundação 18 de fevereiro de 1959 (55 anos)
Escola-madrinha Unidos de Bangu[1]
Cores

Verde

Branco
Símbolo Brasão do Império do Brasil
Bairro Santa Cruz
Presidente Moysés Antônio Coutinho Filho (Zezo) [2]
Carnavalesco Comissão de Carnaval
Comissão de carnaval Munir Nicolau
Lane Santana
Flávio Campello
Intérprete oficial David do Pandeiro
Pavarotti
Diretor de carnaval Carlson Renato
Diretor de harmonia Carlson Renato [2]
Diretor de bateria Mestre Riquinho
Rainha da bateria Jaqueline Maia [2]
Princesa da bateria Larissa Nicolau [2]
Mestre-sala e porta-bandeira Mosquito e Luana
Coreógrafo Carlinhos Muvuca [2]
Desfile de 2015
Enredo O pequeno menino se tornou Grande Otelo
Horário 14 de Fevereiro
Entre 21:45 e 22:55
academicosdesantacruz.com

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos de Santa Cruz é uma escola de samba da cidade do Rio de Janeiro com sede no bairro de Santa Cruz, zona oeste.[3] Dentre as escolas de samba do carnaval carioca que já desfilaram na Marquês de Sapucaí, é a que se situa mais distante do sambódromo, localizada na Rua do Império em Santa Cruz. Atualmente é filiada a LIERJ, entidade que fundou juntamente com outras seis escolas em 2008, e participa da Série A.

Desde a sua estreia no carnaval carioca sempre foi tida como a escola de samba representante da zona rural do Rio, fato este que, por vezes implicava em preconceito por parte da mídia e de sambistas de outras escolas. Já no seu quarto ano de desfiles no Rio de Janeiro figurava entre as grandes do carnaval carioca. Fato este que se repetiria por mais oito vezes. A Acadêmicos de Santa Cruz porém, nunca permaneceu neste grupo.

A Santa Cruz sempre esteve atrelada as manifestações culturais do seu bairro e ligada aos projetos sociais. Estes já beneficiaram crianças e jovens, adultos e idosos ao longo dos anos. Acordos com a iniciativa privada, principalmente empresários e comerciantes locais sempre foram fundamentais para a realização dos seus desfiles e a manutenção destes projetos.[4]

História[editar | editar código-fonte]

Foi de um bloco de sujo, o Vai Quem Quer, nos anos 1950, que começou a desenhar-se a futura escola de samba Acadêmicos de Santa Cruz, cujas reuniões iniciais aconteciam no pontilhão da Rua do Império, esquina com a Rua Campeiro-Mór.[5]

A escola surgiu de uma dissidência de um grupo de foliões que desfilavam no bloco carnavalesco Garotos do Itá e, mais tarde, em 18 de fevereiro de 1959, fundava-se a nova escola que, nos anos de 1967 e 1968, começou a aglutinar sambistas de outras escolas de samba de Santa Cruz, como, Unidos da Jaqueira, Independentes do Morro do Chá, Garotos do Itá e Unidos do Caxias.[5]

O GRES Acadêmicos de Santa Cruz foi fundado por José Ramos Cordeiro (Zé Taqueiro), Altamiro de Oliveira, Guilherme José de Andrade, Luiz dos Santos Oliveira (Hominho), Benedito Antônio do Nascimento (Coragem), Hélio de Carvalho (Petico), Ubirajara das Neves (Bira), Áureo Cordeiro Ramos (Mestre Áureo), José Vieira Félix (Dindica), Otacílio de Souza, Manoel José de Santana (Biéca), Otávio Dantas (Tavinho) e Luiz Cordeiro Ramos.[5]

Tem as cores verde e branco. Teve como símbolo inicial a figura de um boi como referência ao matadouro que durante anos funcionou no bairro, um capelo fazia referência aos acadêmicos que fundaram a escola, juntamente a um pandeiro e um surdo como marcos da relação com o carnaval. Mais tarde o símbolo da escola foi substituído pela figura de uma coroa, sendo que em alguns anos a escola teve na bandeira uma estrela.[6]

Carnavais[editar | editar código-fonte]

Anos 60[editar | editar código-fonte]

Afilhada da Unidos de Bangu e madrinha da Unidos do Uraiti, a Acadêmicos de Santa Cruz desfilou em 1960, 1961 e 1962 na própria localidade de Santa Cruz, zona oeste da cidade do Rio Janeiro. Ainda em 1962, filiou-se à Confederação da Escolas de Samba e desfilou pela primeira vez no centro da cidade no dia 2 de dezembro, por ocasião do 1° Congresso do Samba. Em 1963, disputou o carnaval na Praça Onze (Grupo de Acesso B) e foi campeã. Em 1965, a Acadêmicos de Santa Cruz foi campeã do Grupo de Acesso A, por ocasião do carnaval do IV Centenário e já estava entre as grandes escolas do carnaval carioca no ano seguinte.[6]

Anos 70[editar | editar código-fonte]

A década de 1970 foi marcada por homenagens a grandes músicos da cultura brasileira como a cantora Dalva de Oliveira em 1974, o poeta Catulo da Paixão Cearense em 1977 e o compositor Carlos Gomes em 1978.[6] Viveu períodos instáveis oscilando entre o segundo e terceiro grupo, com momentos de auge e também de grandes dificuldades. A agremiação conquistou um campeonato pelo grupo 3 em 1973. Na década de oitenta a escola de samba atingiria a maturidade necessária para sempre se mostrar na disputa por uma das vagas do grupo principal das escolas de samba.[6]

Anos 80[editar | editar código-fonte]

A quadra da escola de samba Acadêmicos de Santa Cruz começou a ser construída na década de 80.[7]

Em 1984, o ano de estreia do Sambódromo do Rio de Janeiro, a escola chegou em segundo lugar no Grupo de Acesso A com o enredo afro "Acima da coroa de um rei, só deus". Este resultado garantiu sua presença no supercampeonato, disputado no sábado seguinte ao carnaval. Porém neste desfile, que reunia as seis primeiras colocadas do grupo Especial mais a campeã e a vice do grupo de Acesso A, a Santa Cruz chegou apenas em oitavo lugar. O enredo abordava os santos e divindades das religiões africanas.[6]

O desfile de 1985, foi marcado por um grande atraso causado por um acidente na concentração, envolvendo um dos principais carros da escola e uma grande alegoria da Beija-Flor.[6] Seu desfile, orçado em 800 milhões de cruzeiros, cifra alcançada graças ao patrocínio do champanha Moët et Chandon e do Grupo Monteiro Aranha contou com a presença de muitos colunáveis, inclusive Martha Rocha, que desfilou entre os 2500 componentes. A escola se apresentou com duas alas de baianas e levou para a Sapucaí sob o comando de Mestre Áureo uma das melhores bateria. Aroldo Melodia era o intérprete do samba.[6]

Em 1986, a Santa Cruz fez um tributo aos estados brasileiros com o enredo E você o que é que dá? do carnavalesco José Lima Galvão, explorando suas riquezas, folclore, costumes, misticismo… mostrando a contribuição de cada estado para a grandeza do Brasil. Os anos seguintes foram marcados pelo bom humor e a crítica marcante do carnavalesco Luiz Fernando Reis com o enredo "Quem espera só se cansa" e o enredo "Como se bebe nesta terra…!"; este último enfocando as bebidas no Brasil.[6]

"Stanislaw, Uma História Sem Final", do experiente carnavalesco José Félix, foi o enredo que a escola da zona oeste escolheu para disputar o título do segundo grupo, uma homenagem ao jornalista e escritor Sérgio Porto. Com um desfile tecnicamente perfeito a escola conquistou o título e o acesso ao Grupo Especial no ano seguinte.[6]

Anos 90[editar | editar código-fonte]

Em 1990 a escola teve seu samba-enredo de maior repercussão: "Os Heróis da Resistência". Em grande parte devido ao intérprete Carlinhos de Pilares. Mais tarde o samba foi gravado na voz de Emílio Santiago.[6] Com um desfile grandioso em homenagem aos criadores do jornal O Pasquim, importante na luta contra a ditadura militar, os Acadêmicos de Santa Cruz não conseguiram se manter no Grupo Especial. O desfile contou com a presença de Adolfo Pérez Esquivel, prêmio Nobel da Paz.[6] No ano de 1991, a escola era favorita mas desfilou às escuras, por conta de um blecaute na Marquês de Sapucaí, onde se apresentava com o enredo "O Boca do Inferno", sobre o poeta baiano Gregório de Mattos e Guerra. O blecaute durou noventa minutos. A escola não foi julgada.[6] Posteriormente ganhou na Justiça o direito de desfilar entre as grandes no carnaval de 1992.[6]

No ano de 1992, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em inédita decisão obrigou a Liesa a deixar que a Acadêmicos de Santa Cruz abrisse o desfile do Grupo Especial. Porém a decisão veio semanas antes do carnaval. O enredo "De quatro em quatro, eu chego lá", dos carnavalescos Albeci Pereira e Ney Ayan, morto em 1991, tentou mostrar a mística do algarismo 4 e sua relação com o homem desde a pré-história. O despreparo da escola para desfilar no grupo de elite era evidente. Com um desfile marcado por atrasos, correria e quebras de carros o rebaixamento era dado como certo na quarta-feira de cinzas.[6]

Em 1993 a Acadêmicos de Santa Cruz conseguiu desenvolver uma mensagem política com propriedade. Financiada pelo Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro) e do fundo de pensão da estatal, o Petros, a escola conseguiu defender o monopólio estatal do petróleo com um bom samba. A escola, entretanto, não apresentou o carro abre-alas, fazendo com que o início de seu desfile não causasse tanto impacto. Entre os destaques, o ex-deputado Euzébio Rocha, autor do projeto que instituiu o monopólio da Petrobras em 1953, e Jair Amorim, um dos membros mais antigos do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e um dos líderes da campanha "O petróleo é nosso".[6]

No ano seguinte, o enredo abordava as grandes rotas comerciais pelos cinco cantos do mundo. Os comércios da Pérsia, China e Índia foram retratados em carros alegóricos. Para o carnaval de 1995, a Santa Cruz desenvolveu um enredo afro, "Deuses e costumes nas terras de Santa Cruz" que enfocava a música, a dança, a culinária e religiões da cultura africana. O samba foi puxado pela cantora Leci Brandão. No carnaval de 1996, com notas máximas em todos os quesitos a Santa Cruz levou o título do grupo de acesso A. O enredo "Ribalta, sonho, luz e ilusão" agradou os jurados, e enfim veio a vitória. Assim, a escola teve mais uma tentativa de permanecer na elite do carnaval em 1997.[6]

Com "Não Se Vive Sem Bandeira", do carnavalesco Albeci Pereira, a Santa Cruz iniciou a segunda noite de desfiles disposta a se safar das quatro últimas posições que determinavam o rebaixamento. O desfile ficou marcado pela nudez das musas da vinheta de carnaval da Rede Manchete. A sumária fantasia das três madrinhas da bateria, Kelly Cristina, Juli Alves e Marcela Milk teve de ser encoberta por três camisetas da escola, que foram amarradas na cintura das moças, então, liberadas para desfilar.[8]

No ano seguinte, a escola sofreu duas grandes perdas: o assassinato a tiros do presidente Nicolau Darze e do diretor de carnaval Roberto Costa na porta do barracão da escola em Santo Cristo.[9] O desfile, aguardado com polêmica, se revelou uma bela homenagem ao cantor e compositor do rock nacional Cazuza.[6]

Os desfiles de 1999 e 2000 foram sem brilho. A escola não obteve a pontuação necessária ao acesso à elite do carnaval carioca. Em 1999, o enredo homenageava o empresário e comunicador Abraham Medina que criou na televisão brasileira o programa Noite de gala - e que fez da rede de eletrodomésticos Rei da Voz um verdadeiro império. Apesar do bom samba, plasticamente a escola desfilou pobre e pouco criativa para contar o enredo. Já no carnaval do ano 2000, a Santa Cruz exaltou a reciclagem do lixo. As fantasias leves facilitavam a evolução do componente. Na apuração, notas baixas nos quesitos enredo e alegorias garantiram apenas a sexta colocação.[6]

Anos 2000[editar | editar código-fonte]

Passarela do Samba, Rio de Janeiro, Brasil: panorama a partir do Setor 9, durante desfile do Acadêmicos de Santa Cruz em 2006.

Em 2001, o desfile foi em homenagem ao ator, compositor e escritor Mário Lago. O artista porém fora proibido pelos médicos de desfilar.[10] O destaque do desfile foram as alas que representavam máquinas de escrever, tesouras (a censura), o Bola Preta, a televisão e o Fluminense, seu time de coração. Por pouco a escola não conseguiu o acesso ao Grupo Especial.

Em 2002, finalmente a escola conseguiu o sonhado retorno ao grupo principal das escolas de samba. Foi a campeã do grupo A com um enredo sobre a história e origem do papel, superando escolas tradicionais como Vila Isabel, Estácio e União da Ilha.[11] Mas a apuração das notas na quarta-feira de cinzas gerou acusações de manipulação de resultados por parte da Unidos de Vila Isabel. A Vila Isabel alegou na Justiça que uma das notas que recebera de uma jurada do desfile tinha sido trocada. Uma liminar favorável à azul-e-branco fez com que ela fosse aclamada campeã do Grupo de Acesso. O suposto erro deu o título de campeã à escola Acadêmicos de Santa Cruz, com um décimo de vantagem sobre a Vila Isabel, segunda colocada.[12]

A Santa Cruz em 2003 desfilou com pouco dinheiro, mas mesmo assim, segundo a crítica, fez um ótimo desfile contando a história do teatro pelo mundo com o enredo "Do Universo teatral à Ribalta do Carnaval". Na quarta-feira de cinzas a escola foi rebaixada com apenas uma nota dez dos jurados.[13]

De volta ao Grupo de Acesso, a escola ficou com o vice-campeonato em 2004, com um enredo sobre o bairro de Santa Cruz e toda sua importância histórica para o Brasil. Na concentração, minutos antes do desfile veio a falecer de infarto um dos diretores de bateria. A perda do título veio de um erro da comissão de frente.[14] O intérprete Luizinho Andanças tem o seu talento notadamente reconhecido e é contratado pela Porto da Pedra após o carnaval.[15]

Em 2005 com alegorias grandes, embora sem criatividade, a Santa Cruz contou as conquistas e glórias da cidade do Rio de Janeiro. Com um desfile tecnicamente correto foi apontada entre as possíveis campeãs. No entanto, faltou samba e emoção. Rocinha, União da Ilha e São Clemente foram melhores e a Santa Cruz ficou com o quarto lugar. O samba foi resultado de uma junção entre duas obras empatadas na decisão. Mariah de Oliveira, sobrinha de Luma de Oliveira, desfilou como Princesa da Bateria.[16]

SOS Planeta Terra - Santuário da Vida foi o enredo no carnaval do cinquentenário da escola em 2009.

Em 2006, o enredo sobre a França surgiu em retribuição ao evento cultural Ano do Brasil na França. O patrocínio veio de um grupo de empresários franceses que frequentaram a quadra em inúmeras ocasiões. A escola levou componentes para se apresentar durante o evento na França. A homenagem a França proporcionou um desfile bem tradicional para a Santa Cruz porém não passou todo o luxo e glamour que o enredo pedia. A escola terminou a apuração na sexta posição.[6]

A proposta para 2007 era de uma mudança de estilo. Desvencilhar-se dos enredos históricos que sempre foi a marca da escola. Para isso se deu a contratação de um dos integrantes da vitoriosa comissão de carnaval da Beija-Flor, Fran-Sérgio, para ajudar a compor o enredo sobre o "tempo", já visto algumas vezes na avenida. Também foi contratado uma "voz de peso" para o microfone da escola: David do Pandeiro.[6]

Para 2008 a Santa Cruz aceita a proposta da prefeitura de elaborar um enredo temático dos 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, embora já tivesse firmado acordo com a prefeitura de Itaguaí. O enredo, então, conseguiu unir a abertura dos portos, momento da chegada dos portugueses, com a cidade de Itaguaí, que abriga um dos maiores portos da América Latina: o porto de Itaguaí. O samba escolhido foi resultante de uma fusão entre duas parcerias.[17]

Jaqueline Maia, entre o mestre-sala Eduardo Belo e a porta-bandeira Cínthia Ribeiro, é coroada rainha de bateria em 2009.

O ano de 2009, ano do jubileu de ouro da escola, foi marcado por perdas dentro da agremiação, como a da primeira dama e carnavalesca, dias depois do carnaval.[5] O desfile do ano seguinte acabaria lhe prestando uma homenagem. A rainha de bateria Renata Santos, deixou a escola após o carnaval e se tornou rainha de bateria da Mangueira.[18]

Desfiles recentes[editar | editar código-fonte]

No carnaval de 2011, a proposta de enredo era voltar no tempo para mostrar as transformações culturais, científicas e políticas dos anos 60.[19] Para 2012, após nove anos com uma comissão de carnaval no comando da parte plástica do seu desfile, a Santa Cruz voltou a ter uma dupla de carnavalescos, com o enredo sobre o radialista Antônio Carlos.[20] No carnaval de 2013, a Santa Cruz contou com Paulinho Mocidade como puxador de samba, e o retorno de Sylvio Cunha.[21] .O enredo escolhido para 2014 foi uma homenagem a cidade de Jundiaí, com uma proposta de intercâmbio entre o carnaval das duas cidades.[22] .

Segmentos[editar | editar código-fonte]

Presidentes[editar | editar código-fonte]

Nome Mandato Ref.
José Lima Galvão 1978 a 1986
Arthur Sabino da Costa Filho 1987 a 1988
José Colagrossi Neto "Juca Colagrossi" 1988 a 1990
Carlos Alberto Ferreira 1991 a 1993
Arthur Sabino da Costa Filho 1993 a 1994
Edgar Raimundo de Freitas 1994 a 1997
Nicolau Darze 1997 a 1998 [23]
Moisés Antônio Coutinho Filho "Zezo Coutinho" 1998 a 2015 [23] [2]

Diretores[editar | editar código-fonte]

Ano Diretor de Carnaval Diretor geral de harmonia Mestre de bateria Ref.
2014 Carlson Renato Carlson Renato Rafael Queiroz [2]
2015

Coreógrafo[editar | editar código-fonte]

Ano Nome Ref.
2003-2014 Carlinhos Muvuca [2]
2015

Casal de Mestre-sala e Porta-bandeira[editar | editar código-fonte]

Ano 1 casal 2 casal Ref.
2000 a 2001 Eduardo Belo e Gizele José Mauro e Sheila
2002 a 2010 Eduardo Belo e Cínthia José Mauro e Fátima (2002-2004)/ Andressa(2005-2006)/ Thaisa (2007-2010)
2011 Eduardo Belo e Thayane Loureiro José Mauro e Thaisa
2012 a 2013 Eduardo Belo e Thaisa José Mauro e Sheila (2012)/Nathália Freire (2013)
2014 Róbson e Ana Paula José Mauro e Nathália Freire [2]
2015

Corte de bateria[editar | editar código-fonte]

Período Rainha Princesa Ref.
1988 Diana Burle
1989 – 1992 Vera Benévolo
1995 – 1996 Lorena Macedo
1997 Lorena Macedo Marcela Milk
Juli Alves
Kelly Cristina
[8]
1998 Paula Burlamaqui
1999 Alessandra
2000 – 2004 Renata Santos
2005 – 2006 Mariah de Oliveira [16]
2007 – 2009 Larissa Nicolau
2010 – atualidade Jaqueline Maia Larissa Nicolau [2]

Carnavais[editar | editar código-fonte]

Acadêmicos de Santa Cruz
Ano Colocação Grupo Enredo Carnavalesco Intérprete Ref./Nota
1960 Vice-campeã Santa Cruz Nero, O Imperador Abílio Correia de Souza [24] [25] [26]
1961 Campeã Santa Cruz Grandes Vultos Abílio Correia de Souza [24] [25] [26]
1962 Campeã Santa Cruz O Baile da Família Imperial Abílio Correia de Souza [24] [25] [26]
1963 Campeã 3 Rio de Outras Eras Joceil Vargas [24] [25] [26]
1964 5º lugar 2 Costumes e tradições da Bahia Joceil Vargas [24] [25] [26]
1965 Campeã 2 Rio, Quatro Séculos de Glórias Joceil Vargas [24] [25] [26]
1966 9º lugar 1 Epopéia de uma raça Joceil Vargas [24] [25] [26]
1967 5º lugar 2 Núpcias Imperiais Joceil Vargas [24] [25] [26]
1968 5º lugar 2 Moedas e Medalhas do Brasil Joceil Vargas [24] [25] [26]
1969 Campeã 2 O Rio dos Vice-Reis Wilson Paixão [24] [25] [26]
1970 10º lugar 1 Bravura, Amor e Beleza da Mulher Brasileira
Compositores:Rubens Fausto e Paulo Fernandes Lima.
Joceil Vargas [24] [25] [26]
1971 9º lugar 2 Três Fases da Poesia Wilson Paixão Waldir Cruz [24] [25] [26]
1972 12º lugar 2 Brasil Folclórico
Compositor:Waldir Cruz.
Wilson Paixão Waldir Cruz [24] [25] [26]
1973 Campeã 3 O Rio de todos os tempos Wilson Paixão [24] [25] [26]
1974 8º lugar 2 O Rouxinol da Canção Brasileira
Compositores:Luiz e Valdir Cruz.
Wilson Paixão Coro da escola [24] [25] [26]
1975 9º lugar 2 Bahia de São Salvador, Tenda dos Milagres
Compositor:Bené
Charrão Amauri de Castro [24] [25] [26]
1976 17º lugar 2 Brasília, Sonho Imperial, Realidade Nacional
Compositor:Bené
Wilson Paixão Bené [24] [25] [26]
1977 4º lugar 3 Luar do Sertão Aganipe Guimarães [24] [25] [26]
1978 16º lugar 2 Carlos Gomes, O Mestre da Musicologia Nacional
Compositor:Jotabê.
Aganipe Guimarães Dominguinhos do Estácio [24] [25] [26]
1979 8º lugar 2A Afro-Brasileiro e seu Mundo Maravilhoso José Lima Galvão [24] [25] [26]
1980 Campeã 2A Um Domingo na Quinta da Boa Vista José Lima Galvão [24] [25] [26]
1981 6º lugar 1B Amazonas, Verde que te quero Verde José Lima Galvão Quinzinho [24] [25] [26]
1982 3º lugar 1B Braguinha, Carnaval de Sonho
Compositores:Zé Carlão, Doda e Lavoura.
José Lima Galvão e Lucas Pinto Quinzinho [24] [25] [26]
1983 3º lugar 1B Uma Andorinha só não faz Verão
Compositores:Enoque, Helson, Netinho e Alexandre.
Lucas Pinto Enoque [24] [25] [26]
1984 Vice-campeã 1B Acima da Coroa de um Rei, Só um Deus
Compositores:Enoque, Netinho, Thiago e Henri.
José Lima Galvão Enoque [24] [25] [26]
1985 14° lugar 1A Ibrahim, de Leve Eu Chego Lá
Compositores:Zé de Angola e Grajaú.
José Lima Galvão e Viriato Ferreira Aroldo Melodia [24] [25] [26]
1986 8° lugar 2 E você, o que é que dá?
Compositores:Aroldo Melodia, N’Angelo, Renato Nobre, Maya, Nilson, Colored e Brucutu.
Gil Ricon Aroldo Melodia [24] [25] [26]
1987 4º lugar 2 Quem Espera Só se Cansa
Compositores:Noé Angelo, Renato Nobre, Almir Antunes, Barbosinha.
Luiz Fernando Reis Quinzinho [24] [25] [26]
1988 5º lugar 2 Como se Bebe nessa Terra...!
Compositores:Mocinho, Fuguete, Quinha e Zezé do Cavaco.
Luiz Fernando Reis Quinzinho [24] [25] [26]
1989 Campeã 2 Stanislaw, uma História sem Final
Compositores:Nei, Daguinho, Edinho e Cuca.
José Felix Marcos Moran [24] [25] [26]
1990 15º lugar Especial Os Heróis da Resistência
Compositores:Zé Carlos, Carlos Henri, Carlinhos de Pilares, Doda, Mocinho e Luís Sérgio.
José Félix Carlinhos de Pilares [24] [25] [26]
1991 Hors Concours[nota 1] 1 O Boca do Inferno
Compositores:Tião da Roça, Doda, Luiz Sérgio, Mocinho, Giovanni e Carlos Henry
José Félix Sobrinho [24] [25] [26]
1992 15º lugar Especial De Quatro em Quatro, Eu Chego lá
Compositores:Ney, Brucutu, Jaime, Da Roça, Geovani e Luiz Carlos.
Albeci Pereira e Ney Ayan Sobrinho [24] [25] [26]
1993 4º lugar 1 Quo Vadis? Meu Negro de Ouro
Compositores:Doda, Zé Carlos, Carlos Henry, Luis Sérgio, Mocinho e Carlinho 18.
Lucas Pinto Sobrinho [24] [25] [26]
1994 7º lugar 1 Na Rota dos Mercadores Albeci Pereira Quinzinho [24] [25] [26]
1995 5ºlugar 1 Deuses e Costumes nas Terras de Santa Cruz
Compositores:Agostinho e Hugo Reis.
Albeci Pereira Leci Brandão [24] [25] [26]
1996 Campeã Acesso A Ribalta, Luz, Sonho e Ilusão
Compositor:Hugo Reis.
Albeci Pereira Claudinho Tricolor [24] [25] [26]
1997 14º lugar Especial Não Se Vive sem Bandeira
Compositores:Carroça, Pepê e Carlinhos 18
Albeci Pereira Claudinho Tricolor [24] [25] [26]
1998 3º lugar Acesso A O Exagerado Cazuza, nas Terras de Santa Cruz
Compositores:José Luiz e Cláudio Carioca.
Fábio Ancillotti e Gebran Smera Carlinhos de Pilares e Sandra de Sá [24] [25] [26]
1999 4º lugar Acesso A Abraham Medina - Em Noite de Gala
Compositores:Pepê, Carroça, Marcelo Porquinho e Charuto.
Fábio Ancillotti e Lucas Pinto Carlinhos de Pilares [24] [25] [26]
2000 6° lugar Acesso A Brasil: Do Extrativismo à Reciclagem, 500 anos de Riquezas
Compositores:Dito Foguete e Carlinhos Moleque.
Fernando Alvarez Carlinhos de Pilares [24] [25] [26]
2001 3ºlugar Acesso A Mário Lago - Na Rolança do Tempo, uma Vida de Histórias
Compositores:Da Roça, Luiz Carlos Fininho, Henri, Ditão e Luizinho Andanças.
Fernando Alvarez Claudinho Tricolor [24] [25] [26]
2002 Campeã Acesso A Papel - Das Origens à Folia - História, Arte e Magia
Compositores:Doutor, Jorge Charuto, Eli Penteado, Fernando de Lima e Pepê.
Fernando Alvarez Luizinho Andanças [24] [25] [26]
2003 14º lugar Especial Do Universo Teatral à Ribalta do Carnaval
Compositores:Doutor, Eli Penteado, Jorge Charuto, Marquinho Bombeiro e Fernando de Lima.
Comissão de Carnaval
(Cahê Rodrigues, Rosele Nicolau e Munir Nicolau)
Luizinho Andanças [24] [25] [26]
2004 Vice-campeã Acesso A Nas Páginas do Brasil, Santa Cruz Escreveu Sua História
Compositores:Ditão, Marquinho Bombeiro, Doutor, Eli Penteado e Fernando de Lima.
Comissão de Carnaval
(Rosele Nicolau, Munir Nicolau e Alan Castilho)
Luizinho Andanças [24] [25] [26]
2005 4º lugar Acesso A Rio - conquistas e glórias de uma cidade de histórias
Compositores:Ditão, Marquinho Bombeiro, Doutor, Eli Penteado, Fernando de Lima, J. Charuto, M. Borboleta, Careca, Rafael e Valdir Paiva.
Comissão de Carnaval
(Rosele Nicolau, Munir Nicolau, André Marins e Jack Vasconcelos)
Daniel Silva [24] [25] [26]
2006 6° lugar Acesso A Liberdade, Igualdade, Fraternidade - Um Sonho Chamado França
Compositores:Doutor, Marquinhos Bombeiro, Ditão, Eli Penteado e Fernando de Lima
Comissão de Carnaval
(Rosele Nicolau, Munir Nicolau, André Marins e Fran-Sérgio)
Daniel Silva [24] [25] [26]
2007 3º lugar Acesso A O Tempo Que o Tempo Tem
Compositores:Marcelo Borboleta, Charuto, Ditão, Valdir e Fernando de Lima.
Comissão de Carnaval
(Rosele Nicolau, Munir Nicolau e Fran-Sérgio)
David do Pandeiro [24] [25] [26]
2008 3º lugar Acesso A Da Abertura dos Portos à Cidade do Porto, Itaguaí - Uma História Real
Compositores:Melo, Foca, Hipólito, Lelê, Márcio Bombeiro, Marcelo Borboleta, Charuto, Ditão, Valdir e Fernando de Lima.
Comissão de Carnaval
(Rosele Nicolau, Munir Nicolau, Fran-Sérgio e Ricardo Dennis)
David do Pandeiro [24] [25] [26]
2009 6º lugar Acesso SOS Planeta Terra - Santuário da vida
Compositores:Marcelo Borboleta, Charuto, Xerú, Bolão e Macumbinha.
Comissão de Carnaval
(Rosele Nicolau, Munir Nicolau, Ricardo Dennis e André Marins)
Celino Dias [24] [25] [26]
2010 4º lugar Acesso Nos Passos do Compasso
Compositores:Doutor, Ditão, Bolão, Macumbinha e Fernando de Lima.
Comissão de Carnaval
(André Marins, Munir Nicolau, Ricardo Dennis e Carlinhos Muvuca)
Igor Vianna [24] [25] [26]
2011 5º lugar Acesso Paz e amor, o sonho não acabou...
Compositores:Jorge Charuto, Ditão, Felipe Antunes, Doutor e Fernando de Lima.
Comissão de Carnaval
(Orlando Júnior, Munir Nicolau e Carlinhos Muvuca)
David do Pandeiro [24] [25] [26]
2012 6º lugar Acesso Nas ondas do rádio... “Acorda Brasil Para Escutar! O Show do Antônio Carlos Está No Ar"
Compositores:Charuto, Marcelo Borboleta, Ivan Ribeiro, Doutor e Fernando de Lima.
Lane Santana David do Pandeiro [24] [25] [26]
2013 10º lugar Série A O dragão do mar e a lenda do Ceará
Charuto, Doutor, Fernando de Lima, Ivan Ribeiro e Marcelo Borboleta
Silvio Cunha Paulinho Mocidade
2014 12º lugar Série A Do toque do criador à cidade saudável do Brasil - Jundiaí, uma referência nacional
Preguinho, Léo do Tamborim, Douglas Ramos, Robinho do Cavaco e Rodolfo Frez
Silvio Cunha Paulinho Mocidade
2015 Série A O pequeno menino se tornou Grande Otelo Comissão de Carnaval
(Lane Santana, Flávio Campello ,Munir Nicolau)
David do Pandeiro
Pavarotti

Premiações[editar | editar código-fonte]

Os campeonatos e principais premiações recebidas pelo trabalho dos segmentos da Santa Cruz.[27]

Campeonatos[editar | editar código-fonte]

  • 1961 - Santa Cruz - "Vultos imortais"
  • 1962 - Santa Cruz - "O baile da família imperial"
  • 1963 - Grupo 3 - "Rio de outras eras"
  • 1965 - Grupo 2 - "Rio, quatro séculos de glórias"
  • 1969 - Grupo 2 - "O Rio dos vice-reis"
  • 1973 - Grupo 3 - "Rio de todos os tempos"
  • 1980 - Grupo 2A - "Um domingo na Quinta da Boa Vista"
  • 1989 - Grupo 2 - "Stanislaw, uma história sem final"
  • 1996 - Grupo de Acesso A - "Ribalta, luz, sonho e ilusão"
  • 2002 - Grupo de Acesso A - "Papel - Das origens à folia, história, arte e magia"

Estandartes de Ouro[editar | editar código-fonte]

  • Mestre-Sala - Alex (1990)
  • Samba Enredo do Grupo 1 (1991)
  • Samba Enredo do Grupo Acesso (1995)

Referências

  1. Unidos de Bangu (25/03/2014). História. 25/03/2014. Página visitada em 25/03/2014.
  2. a b c d e f g h i j Acadêmicos de Santa Cruz. Diretoria. Página visitada em 04/01/2011. Cópia arquivada em 30/12/2013.
  3. Samba Rio Carnaval. Acadêmicos de Santa Cruz. Página visitada em 04/01/2011.
  4. TOP RIO participou do lançamento do “PROJETO SOCIAL CRESCER” do G.R.E.S. Acadêmicos de Santa Cruz. TOP RIO (18 de novembro de 2008).
  5. a b c d A fundação. GRES Acadêmicos de Santa Cruz (18 de novembro de 2008).
  6. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t Trajetória. GRES Acadêmicos de Santa Cruz (18 de novembro de 2008).
  7. Acadêmicos de Santa Cruz. A quadra. Página visitada em 18/12/2011.
  8. a b Acadêmicos de Santa Cruz abre o segundo dia de desfile em clima morno na Marquês de Sapucaí. GRES Acadêmicos de Santa Cruz (8 de fevereiro de 2008).
  9. Revolta marca enterro de presidente de escola de samba assassinado. FolhaUOL (8 de fevereiro de 1998).
  10. Reportagem. GRES Acadêmicos de Santa Cruz (31 de outubro de 2010).
  11. Reportagem. GRES Acadêmicos de Santa Cruz (15 de fevereiro de 2009).
  12. Unidos de Vila Isabel contesta resultado do grupo de acesso. Folha (15 de fevereiro de 2002).
  13. Apuração. GRES Acadêmicos de Santa Cruz (15 de fevereiro de 2009).
  14. Apuração. GRES Acadêmicos de Santa Cruz (15 de fevereiro de 2009).
  15. LUIZINHO ANDANÇAS. Sambario (31 de outubro de 2010).
  16. a b A sobrinha de Luma. IstoéGente (7 de fevereiro de 2005).
  17. Grupo A:Santa Cruz funde dois sambas. O Dia (29 de outubro de 2007).
  18. Renata Santos é coroada rainha da bateria da Mangueira. Galeria do Samba (27 de julho de 2009).
  19. Santa Cruz fica com o 5º lugar. Acadêmicos de Santa Cruz (9 de março de 2011).
  20. Simone Fernandes, para o Tudo de Samba (28 de julho de 2011). Radialista Antônio Carlos será enredo em 2012. Página visitada em 29 de julho de 2011.
  21. Santa Cruz fica com o 10º lugar. Acadêmicos de Santa Cruz (13 de fevcereiro de 2013).
  22. Carnavalesco. Deu zebra! Parceria de Preguinho desbanca Fernando de Lima na final de samba da Santa Cruz. Página visitada em 28/09/2013.
  23. a b Academia do Samba. Diretoria. Página visitada em 15/05/2014.
  24. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af ag ah ai aj ak al am an ao ap aq ar as at au av aw ax ay az ba A fundação (18 de novembro de 2008 publicado=GRES Acadêmicos de Santa Cruz).
  25. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af ag ah ai aj ak al am an ao ap aq ar as at au av aw ax ay az ba Compositores (18 de novembro de 2008 publicado=GRES Acadêmicos de Santa Cruz).
  26. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af ag ah ai aj ak al am an ao ap aq ar as at au av aw ax ay az ba Carnavalescos (18 de novembro de 2008 publicado=GRES Acadêmicos de Santa Cruz).
  27. Premiações. GRES Acadêmicos de Santa Cruz (18 de novembro de 2008).

Notas

  1. A escola desfilou às escuras por conta de um blecaute na Marquês de Sapucaí. onde se apresentava com o enredo "O Boca do Inferno", sobre o poeta baiano Gregório de Mattos e Guerra. O blecaute durou noventa minutos. A escola não foi julgada.