Miami Heat

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Miami Heat
Conferência Leste
Divisão Sudeste
Fundado 1988 (26 anos)
História Miami Heat
(1988–presente)
Arena AmericanAirlines Arena
Cidade Miami, Flórida
Cores do Time Preto, Vermelho, Branco e Laranja
                   
Proprietário Micky Arison
Diretor Técnico Pat Riley
Técnico Erik Spoelstra
Afiliação na D-League Sioux Falls Skyforce
Campeonatos 3 (2006, 2012 e 2013)
Títulos de Conferência 5 (2006, 2011, 2012, 2013 e 2014)
Títulos de Divisão 11 (1997, 1998, 1999, 2000, 2005, 2006, 2007, 2011, 2012, 2013, 2014)

Miami Heat é um time de basquete profissional do Estados Unidos com sua sede localizada em Miami, na Flórida. O time é membro da Divisão Sudeste na Conferência Leste da NBA. O Heat manda seus jogos na AmericanAirlines Arena em Downtown Miami. Seu dono é Micky Arison, sendo treinado por Erik Spoelstra e presidido por Pat Riley. Seu mascote se chama Burnie.

O Heat foi fundado em 1988 numa expansão da NBA. Representa, junto com o Orlando Magic, o estado da Flórida. Desde sua fundação o Heat ganhou 11 títulos de divisão, 5 de conferência e 3 campeonatos, vencendo o Dallas Mavericks por 4-2 nas finais da NBA em 2006, o Oklahoma City Thunder por 4-1 em 2012 e o San Antonio Spurs por 4-3 em 2013. O Heat apareceu 18 vezes nos playoffs em 26 temporadas. De acordo com a revistas Forbes, em 2013, o Heat possuía o valor de $625 milhões, sendo a sexta franquia mais valiosa da NBA.[1] [2]

História[editar | editar código-fonte]

Criação do Time[editar | editar código-fonte]

O Heat mandou seus jogos na Miami Arena de 1988 a 1999.

A Flórida era um estado desprovido de franquias da NBA, grupos de Orlando, Tampa / St. Petersburgo e Miami todos disputaram as novas franquias. O grupo Miami Sports and Exhibition Authority finalmente aprovou um grupo liderado pelo Hall da Fama da NBA Billy Cunningham e o agente de esportes (e amigo de Cunningham) Lew Schaffel, que recebeu apoio financeiro da Carnival Cruise Lines fundada por Ted Arison, que seria proprietário da franquia. Em abril de 1987 a comissão de expansão da NBA aprovou as propostas das cidades de Charlotte e Minneapolis. Contudo a comissão ficou dividida entre a escolha terceira e última franquia para Miami ou Orlando, causando atritos e troca de farpas entre representantes de ambas as cidades. Finalmente, decidiu-se que a NBA iria se expandir para 4 equipes, com o Charlotte Hornets e o Miami Heat estreando na Temporada da NBA de 1988-89 e Minnesota Timberwolves e Orlando Magic na Temporada da NBA de 1989-90. Na pesquisa para a escolha do nome, Miami Heat derrotou Miami Vice, uma famosa série de TV.

1987-1995: Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

O Heat entrou na NBA na temporada 1988-89 tendo um ano improdutivo, com uma lista completa de jogadores jovens e veteranos. Entre os jogadores no plantel inaugural foram escolhas da primeira rodada do draft: Rony Seikaly e Kevin Edwards, Rookies: Grant Long e Sylvester Gray, bem como veteranos da NBA: Rory Sparrow, Jon Sundvold, Pat Cummings, Scott Hastings, Dwayne Washington e Billy Thompson. A equipe começou a temporada perdendo seus primeiros 17 jogos, incluindo uma derrota de 138-91 para o Los Angeles Lakers de Magic Johnson, na época, um recorde da NBA. Além disso o Heat foi colocado na Divisão Centro-Oeste da Conferência Oeste, forçando longas viagens para realizar seus jogos. Seu mais próximo adversário da divisão foi o Houston Rockets, mais de 900 milhas de Miami. A equipe terminou a temporada com 15 e 67 derrotas (A pior temporada na história da franquia).

Para ajudar a resolver a baixa produção do Heat a equipe draftou Glen Rice da Universidade de Michigan na primeira rodada do draft de 1989 e Sherman Douglas da Universidade de Syracuse na 2ª rodada. A equipe também se mudou para a Divisão Atlântico da Conferência Leste na temporada de 1989-90, onde permaneceria pelos próximos 15 anos. No entanto, o Heat continuou a sofrer e nunca ganhou mais de dois jogos consecutivos, com um registro de 18 vitórias e 64 derrotas. A temporada 1989-90 viu Miami conseguir a terceira escolha no draft e realizar trocas com Denver Nuggets e mais tarde com o Houston Rockets) para obter as escolhas 9 e 12 selecionando Willie Burton da Universidade de Minnesota e Alec Kessler da Universidade da Geórgia. Ambos os escolhidos fracassaram, como o Heat tentando mudar Burton de posição e Kessler sofrendo com problemas de lesão, não tendo condições físicas suficientes para ser uma potência NBA. Enquanto Rice, Seikaly e Douglas apresentaram melhora em relação ao ano anterior Miami só conseguiu 24 vitórias e 58 derrotas, permanecendo nos últimos lugares da classificação da Divisão do Atlântico. Rothstein iria renunciar ao cargo de treinador no final da temporada, mas depois voltaria para o Heat antes da temporada de 2004-05 como um assistente técnico, um papel que ele cumpre até hoje.

Glen Rice jogou no Heat por 6 temporadas de 1989 a 1995.

Para o lugar de Rothstein, o Heat contratou Kevin Loughery, que tinha 29 anos de experiência na NBA, como treinador e jogador. No Draft de 1991, a equipe selecionou Steve Smith de Michigan, um armador ágil, para inaugurar uma nova era de uma equipe de Heat. Com a ajuda do novato Smith, Rony Seikaly, e um mais experiente Glen Rice, o Heat terminou em quarto lugar na Divisão Atlântico, com um registro de 38 vitórias e 44 derotas, mesmo com uma derrota chocante contra o Cleveland Cavaliers por 148-80 e alcançou os playoffs pela pela primeira vez em sua história, tornando-se a primeira das quatro equipes novatas a disputar os playoffs. Jogando contra o Chicago Bulls de Michael Jordan o Heat foi varrido em três jogos. Steve Smith fez parte da equipe Rookie e Glen Rice em 10° na lista de jogadores que fizeram mais pontos na temporada

Na temporada da NBA de 1992-93 o Heat escolheu Harold Miner no draft assim como trocou de uma escolha de 1ª rodada (que se tornaria a 10º escolha) para Detroit Pistons por John Salley. Embora a adição de Salley foi feita com esperança por causa do papel que ele desempenhou nos Pistons, tornou-se rapidamente evidente que Salley era um jogador de papel de qualidade para um bom time, mas não um jogador de qualidade para um time medíocre como Miami era na época. Salley acabaria por ter o seu tempo de jogo diminuído, resultando em sua saída tomadas para o Toronto Raptors no projeto de expansão de 1995. Assim como o começo ruim o resto da temporada não foi diferente, com Smith tendo uma lesão no joelho e Burton ficando de fora durante a maior parte do ano, com uma lesão no pulso. Após o retorno de Smith, Miami registrou um recorde de vitórias de fevereiro a março, mas não foi o suficiente para irem aos playoff com um registro de 36 vitórias e 46 derrotas.

Uma temporada melhor viria em 1993-94, conseguindo na época o recorde de 42 vitórias e 40 derrotas se classificando em 8° para os playoffs contra o Atlanta Hawks. Depois de Miami abrir uma vantagem de 2-1 na série, Atlanta reuniu força para vencer a série em cinco jogos. Após essa temporada, Steve Smith seria selecionado como um membro do 2° Dream Team, a seleção de NBA All-Stars que foram selecionados para competir no Campeonato mundial de 1994 em Toronto. Seleção também formado por jogadores que no futuro fariam parte do Heat: Shaquille O'Neal, Alonzo Mourning, Dan Majerle e Tim Hardaway, viriam a ganhar o torneio. Na 1994-1995, a equipe inesperadamente reformulou seu elenco, trocando Seikaly, Smith e Grant Long em troca de Kevin Willis e Billy Owens. Foi uma decisão amplamente criticada porque a comunidade de Miami tinha simpatia por Grant, Long e Seikaly e a decisão dos proprietários de trocá-los longe deixou um gosto de insatisfação nos fãs.

1995-2001: A era Road Warriors[editar | editar código-fonte]

Em meio a seu histórico de derrotas e falta de uma identidade, os gerentes Billy Cunningham e Lewis Schaffel estavam em processo de venda de sua participação na equipe, jogando a organização em um abismo de incerteza. No entanto, o dono da franquia Ted Arison deixou o investimento na equipe para o seu filho, Micky Arison, que comprou o Heat em 13 de fevereiro, consolidando o controle da franquia para sua família. Como novo dono, Arison contratou Dave Wohl para gerente geral, que demitiu o técnico Kevin Loughery e o substituiu-o por Alvin Gentry para tentar mudar o registro de 17 vitórias e 29 derrotas do Heat. Gentry conseguiu 15 vitórias e 21 derrotas nos restantes 36 jogos da temporada, terminando com 32 vitórias e 50 jogos. Durante esse período provisório com Gentry, o Heat conseguiu sua melhor vitória na história, quando bateu o Los Angeles Clippers por 126-83. Além disso, Rice marcou 56 pontos contra o Orlando Magic, até então, estabelecendo o recorde de pontos de um jogador do Heat em uma partida. No NBA All-Star Game em Phoenix, Harold Miner ganhou o desafio de enterradas e Glen Rice ganhou o desafio de três pontos. Arison começou remodelar o Miami Heat, as melhorias contínuas dos jogadores chamou a atenção da grande mídia, embora o Heat iria perder os playoffs pela quinta vez em sete anos. No entanto, a sorte do Miami Heat mudou drasticamente no verão de 1995, o período de de pós-temporada do mesmo ano tornou-se um dos mais comoventes na história da franquia.

1995-1996: A chegada de Pat Riley[editar | editar código-fonte]

O presidente da equipe Pat Riley reestruturou o Miami Heat e levou o a equipe ao seu primeiro campeonato em 2006.

Para definir uma nova cara para o Heat, Arison contratou Pat Riley para ser o novo treinador e presidente do Heat. Riley renunciou ao cargo de treinador do New York Knicks imediatamente após a temporada 1994-1995. Em uma cerimônia de boas-vindas, a cidade de Miami organizou uma parada para Riley quando ele chegou pela primeira vez á cidade. Pouco tempo depois, Randy Pfund, ex-assistente de Riley no Los Angeles Lakers, foi trazido para ser o vice-presidente executivo do Miami Heat. Determinado a trazer um campeonato para Miami, Riley soltou uma bomba duas noites antes da temporada começar, o envio de Glen Rice, Matt Geiger e outros quatro jogadores para o Hornets em troca do pivô All-Star Alonzo Mourning. No início da temporada, o Heat venceu 11 de seus primeiros 14 jogos. Em meados de dezembro, o Heat enfrentou o Knicks pela primeira vez em Nova York; Riley recebeu uma recepção bastante negativa dos fãs, que muitas vezes o chamava de "Pat the Rat".

Até o final de fevereiro, com o Heat definhando em 24-29, Riley continuou remontando a equipe. Numa enxurrada de ofertas, Riley completou três acordos separados envolvendo 10 jogadores que incluía a aquisição de Tim Hardaway, Chris Gatling e Walt Williams. No entanto, diante da possibilidade da chegada dos três em Miami houve um jogo contra o Chicago Bulls. Com apenas oito jogadores disponíveis no plantel, o Heat correu para obter um nono jogador e entrar nas regras da liga, Tony Smith não chegou a tempo, com isso Riley teria dito que assinaria com 'alguém na rua'. Rex Chapman, que foi negociado com o Heat pelo Washington Bullets levou o Heat à maior vitória de virada da história de Miami, derrotando os Bulls por 113-104.

Ao se juntarem à equipe, Mourning e Hardaway rapidamente se tornaram peças centrais do Miami Heat. Juntos com o seu domínio de pontuação individual, Mourning e Hardaway formaram uma das duplas mais perigosas da temporada, trazendo um novo entusiasmo para a comunidade de Miami e transformando o Heat em um adversário sério. Terminando com um registro de 42-40, o Heat fez os playoffs pela terceira vez na história da franquia, mas foram varridos em três jogos pelos Bulls. No entanto, o novo Heat ganhou otimismo para um futuro brilhante, e eles continuaram a melhorar na temporada seguinte.

1996-1997: Fazendo as finais de Conferência[editar | editar código-fonte]

No verão de 1996 o Miami Heat continuou renovando sua lista de jogadores, trocando Tyrone Corbin, Terrence Rencher, Tony Smith, Gatling, Williams e Chapman. Eles estavam planejando trazer Juwan Howard e PJ Brown em julho, mas a liga anulou o negócio de Howard, impedindo-o de jogar pelo Heat. Por outro lado, Miami manteve Brown e ele assinou um contrato. Embora inicialmente um enigma como um jogador, o Brown se surpreendentemente atlético. Brown iria se tornar um dos atletas mais importantes para o time. Voshon Lenard e Dan Majerle também foram adicionados à equipe, tornando-se uma dupla perigosa na zona de defesa por sua tenacidade e sua especialização em três pontos. Majerle acrescentou alguma versatilidade. Adicionando uma peça final para a equipe, Riley adquiriu Jamal Mashburn, um atleta de alta pontuação que poderia desempenhar qualquer papel que lhe fosse pedido. Ao longo da temporada 1996-1997, Riley drasticamente transformou o Heat em um rolo compressor defensivo com grande espírito de equipe, de trabalho e cooperação. Rapidamente se tornando candidato ao título, o Heat conquistou um recorde de vitórias de 32-9 na temporada, ganhando o epíteto de "Road Warriors".

O Heat foi a maior surpresa ganhando o seu primeiro título da Divisão Atlântico, com um recorde de 61-21, o melhor registo da temporada regular na história do Miami Heat na época. Entrando nos playoffs o Heat enfrentou o Orlando Magic na primeira rodada, ganhando do Magic os dois primeiros jogos. Com a série em para Orlando, Rony Seikaly, que foi negociado, torceu o tornozelo no jogo 3. Penny Hardaway e Darrell Armstrong lideraram o Magic que ganhou os jogos 3 e 4, estendendo a série para o quinto jogo decisivo. No jogo 5, Miami esteve 17 pontos atrás no placar, liderado por Orlando, mas por três pontos no quarto período. Durante os segundos finais, Hardaway acertou uma cesta de três pontos, que derrotou o Magic, vencendo a primeira série de playoffs pelo Miami Heat. Em 8 de maio, Riley foi nomeado Treinador do Ano na NBA, tornando-se o primeiro treinador da NBA a ganhar o prêmio em três equipes diferentes.

Nas semifinais de Conferência, o Heat enfrentaria os Knicks, time com muito mais atributos defensivos e táticos que Miami. O jogo bruto conduziu a uma concorrência feroz em toda a série, o que provocou o início de uma das rivalidades mais cruéis da história da NBA. Patrick Ewing, com 24 pontos, liderou os Knicks à vitória no jogo 1. Duas noites mais tarde, Tim Hardaway com 34 pontos ajudou o Heat a empatar a série com uma vitória no jogo 2. Depois de ganhar os jogos 3 e 4 em Nova York, o Knicks assumiram a liderança da série por 3-1. Em 14 de maio, a série mudou para Miami com o jogo 5, que foi uma disputa muito intensa, com os nervos alterados e Miami crescendo no último quarto. Perto do final do jogo, PJ Brown e Charlie Ward se enroscaram depois de um jogador do Heat disparar um lance livre. O geralmente bem-educado Brown e Ward tiveram uma briga que envolveu os times inteiros. Isso resultou em suspensões para Ward Ewing e Allan Houston no jogo 6, bem como Larry Johnson e John Starks no jogo 7. Miami iria jogar o resto da série, sem Brown, que assistiu aos últimos dois jogos no seu quarto de hotel. Depois de vencer o jogo 6, o sétimo decisivo seria em Miami. Depois de Mourning ter cometido sua quinta falta, ele foi forçado a ficar de fora resto do jogo. Com isso, Hardaway assumiu o jogo, finalmente, fechando a série contra os Knicks.

Nas finais da Conferência pela primeira, o Heat enfrentou o Chicago Bulls. Depois de cair nos 3 primeiros jogos, Mourning garantiu a vitória no jogo 4. Jogando ao máximo o Heat venceu por oito pontos. No entanto, Mourning foi suspenso por cinco jogos devido a uma cotovelada em Scottie Pippen, os Bulls iriam derrotar o Miami Heat nos playoffs pelo segundo ano consecutivo. Assim terminava, até então, a melhor temporada da história do Heat.

1997-1999: Repetindo os duelos com New York[editar | editar código-fonte]

Durante a offseason, o foco da equipe deslocou-se para a construção de uma nova e melhor arena para substituir a Arena de Miami. Depois de superar a oposição política, a organização comemorou seu aniversário de 10 anos com a inauguração da AmericanAirlines Arena em 27 de Janeiro de 1998. O Heat teve outra grande temporada regular em 1997-98 com um registro de 55-27. Como na temporada anterior, antes de ir para os playoffs o Heat foi campeão novamente da Divisão do Atlântico. O Heat se classificou para os playoffs em 2° atrás apenas do Chicago Bulls. O New York Knicks ficou em 7°, o que significava que que o Heat enfrentaria novamente o rival da temporada anterior. Só que dessa vez, seria na primeira rodada dos playoffs, uma melhor de cinco jogos. As duas equipes pareciam equilibradas, com Miami vencendo os jogos 1 e 3 e Nova York levando os jogos 2 e 4. O momento mais memorável da série veio no final do jogo 4, quando uma briga começou entre Alonzo Mourning e Larry Johnson. Esta é a briga em que Jeff Van Gundy agarrou a perna de Mourning em uma tentativa de intervir. Com isso, Mourning foi suspenso para o jogo 5 da série. Muitos fãs de Heat sentiram que Johnson, sabendo que os Knicks já haviam vencido o jogo 4, provocou Mourning deliberadamente no final do jogo, não apenas para obter vantagem, mas para vingar as suspensões do ano anterior. Independentemente de sua intenção, ele conseguiu, provando que o Heat não era páreo para os Knicks no jogo 5, sem o seu capitão e central defensivo. Os Knicks levaram a série por 3-2, conseguindo uma virada primeira rodada. Depois que Mourning foi expulso no jogo 4, Riley foi visto fora do vestiário dos visitantes, no Madison Square Garden, apoiando as mãos na parede e lamentando a perda de Mourning para o último e decisivo jogo.

Depois de uma perda devastadora virada para os Knicks nos playoffs de 1998, o Heat imediatamente se preparou para a temporada 1998-99. A dinastia Bulls estava terminando com Michael Jordan, Scottie Pippen e Phil Jackson saindo de Chicago, e o Heat foi considerado o principal candidato para tomar o primeiro lugar no leste. No entanto, apenas algumas semanas para a offseason, uma enorme paralisou a NBA. Esta foi a primeira paralisação na história da NBA, que resultou em jogos perdidos. Vários meses se passaram e tudo continuou sem solução. Finalmente, em janeiro de 1999, a NBA e a associação de jogadores chegaram a um consenso sobre um acordo de negociação coletiva. As equipes tiveram sua temporada encurtada e pouco tempo para se preparar.

Apesar da agenda cansativa, o Heat respondeu as expectativas na temporada que teve 50 jogos e terminou em primeiro lugar no Leste. Alonzo Mourning em particular teve uma grande temporada, liderando a liga em blocos e ganhando o prêmio de Jogador Defensivo do Ano. Ele também foi nomeado como o melhor pivô na temporada (batendo Shaquille O'Neal) e foi o 2° colocado no prêmio MVP, com Karl Malone ganhando o prêmio. Se tivesse ganhado o prêmio, Mourning igualaria Michael Jordan e Hakeem Olajuwon como os únicos jogadores a ganhar o MVP e Jogador Defensivo do Ano na mesma temporada. Miami teria um registro de 33 vitórias e 17 derrotas, número que deu a Miami o 1° lugar na temporada regular. Na primeira rodada, o Heat enfrentaria mais uma vez o New York Knicks, que lutou ao longo da temporada de 50 jogos e quase ficou de fora dos playoffs, se classificando em 8° lugar.

Os Knicks levaram os jogos 1 e 3, e o Heat os jogos 2 e 4, exatamente o oposto do ano anterior. Pelo terceiro ano consecutivo, houve um jogo decisivo em Miami. O Heat levou todo o último quarto e parecia estar próximo de vingar a derrota do ano anterior, mas os Knicks conseguiram a dfeirença para um ponto. Com apenas alguns segundos restantes de jogo, Terry Porter tinha Latrell Sprewell preso na linha de base e Miami estava à beira de escapar por pouco. Porter levou um toco e a bola ficou fora de jogo, mas os árbitros declararam que a possa era dos Knicks. Depois de Porter ter o jogo na mão, agora New York tinha uma chance de tentar a vitória. Os Knicks conseguiram realizar a jogada e fazer os pontos, entrando para história da NBA por ser o segundo time a bater o 1° colocado na Conferência depois de ter se classificado em 8°.

1999-2000: Última derrota para os Knicks[editar | editar código-fonte]

Depois de três tentativas fracassadas de conseguir chegar na final do campeonato e ser eliminado duas vezes pelos Knicks, o Heat aguardava com expectativa a temporada 1999-2000. Em preparação para a nova temporada, a franquia sofreu mudanças, tendo um novo conjunto de uniformes que são usadas até hoje. O logo foi atualizado, e no dia de Ano Novo de 2000, o Heat jogava sua primeira partida na AmericanAirlines Arena, sua nova casa. Mais uma vez, o Heat mostrou que seria candidato ao título na temporada regular, começando com um registro de 15-4. Em 2 de janeiro de 2000, o Miami Heat derrotou o Orlando Magic no primeiro jogo na AmericanAirlines Arena. O Heat terminou com 52 vitórias e 30 derrotas, ganhando a Divisão do Atlântico pela quarta vez e se classificando em 3° para os playoffs. Mourning liderou a liga em tocos e novamente ganhou o prêmio de Jogador Defensivo do Ano. Mourning e Hardaway levaram o Heat para os playoffs pelo quinto ano consecutivo, mas Hardaway sofreu uma lesão que o impediu de competir.

Na primeira rodada, o adversário foi o 7° colocado Detroit Pistons. Mesmo sem Tim Hardaway, Miami venceu a série por 3-0, a primeira varredura na história da franquia. Isso trouxe o Heat para as semifinais de conferência contra os Knicks, duelando com New York na pós-temporada pela quarta vez consecutiva. A série começou em Miami, com Hardaway voltando ao time titular, mas foi Mourning com 26 pontos que deu a vitória ao Heat. Os Knicks igualaram a série com uma vitória por seis pontos no jogo 2 em Miami. O jogo 3 no Madison Square Garden, acabou com o Heat vencendo na prorrogação. Com isso os Knicks ganharam o jogo 4 e o Heat o 5. No entanto, os Knicks venceram o jogo 6, forçando um sétimo jogo decisivo, em Miami. O Heat teve o controle do jogo, mas em uma falha de Mourning os Knicks passaram a frente com uma enterrada de Ewing, depois disso em outra falha do Heat os Knicks novamente conseguem os 2 pontos e ganham o jogo, eliminando mais uma vez o Heat.

2000-2001: Começo do declínio[editar | editar código-fonte]

AmericanAirlines Arena, casa do Heat desde 2000.

Depois de ser eliminado dos playoffs pelo New York Knicks no jogo decisivo da série pela terceira temporada consecutiva, Pat Riley decidiu que era hora do Heat sofrer algumas alterações. Depois de perder para o Orlando Magic a disputa por Tracy McGrady, Miami decidiu trocar Brown e Mashburn para o Charlotte Hornets em troca de Eddie Jones, Anthony Mason e Ricky Davis. Miami também pegou Brian Grant para formar o núcleo com Mourning, Hardaway, Majerle, Bruce Bowen e Anthony Carter. Naquele verão, Alonzo Mourning e Tim Hardaway viajaram para Sydney para fazer parte do segundo 'Dream Team' olímpico que acabaria por conquistar a medalha de ouro, tornando-se os dois primeiros jogadores do Heat a ganharem medalhas de ouro olímpicas.

Infelizmente, a euforia logo se transformou em medo. Na volta das Olimpíadas, Mourning notou que suas pernas estavam inchadas. Após a obtenção de um teste físico no dia seguinte descobriu-se que Mourning tinha uma doença renal crônica: glomerulosclerose segmentar focal. Em 16 de outubro de 2000, foi anunciado que Alonzo não iria jogar a temporada 2000-2001. O Heat perdeu Mourning por 69 jogos na 2000-01, mas encontrou o sucesso com Grant, Jones e Mason, o último foi nomeado para o jogo All-Star em primeiro lugar. Liderado por Hardaway, o Heat embarcou em outra temporada vencedora, com um registro de 50-32, ganhando a terceira colocação na Conferência Leste. Com 13 jogos restantes, Mourning surpreendentemente voltou a escalação do Heat em 27 de março de 2001 contra o Toronto Raptors. Ele iria fazer a enterrada vitoriosa de um jogo contra o Milwaukee Bucks. Com sua formação completa à disposição contato pela primeira vez durante todo o ano, o Heat se classificou para os playoffs pela sexta vez seguida. O Heat iria enfrentar o sexo colocado Charlotte Hornets na primeira rodada, a mesma equipe que tinha trocado Mashburn e Brown no verão anterior. Apesar de ter o registro melhor na temporada regular, o Heat foi absolutamente destruído pelos Hornets. Charlotte levou os dois primeiros jogos em Miami por 26 pontos cada, antes de fechar a série em sua casa por 15 pontos. Mourning não era o mesmo jogador que tinha sido candidato ao prêmio de MVP. Esta perda marcou o fim da era de Mourning-Hardaway que durou cinco anos. O Heat não chegaria aos playoffs novamente por vários anos.

2001-2003: Duas temporadas difíceis[editar | editar código-fonte]

As duas seguintes temporadas foram duas das piores na história Heat. Pat Riley ficou de fora dos playoffs pela primeira vez em sua carreira de treinador e muitos jogadores (Hardaway, Bruce Bowen e Marjerle). Miami completou seu elenco com jogadores decadentes como: Rod Strickland, Chris Gatling, Jim Jackson, LaPhonso Ellis e Kendall Gill junto com Mourning, Jones, Grant e Carter, a quem o Heat assinou um controverso contrato de três anos, que muitos acharam exagero para o jovem jogador. E para adquirir Gatling, Riley e o Heat negociaram Ricky Davis, um jogador jovem e promissor. O negócio gerou uma série de críticas na época. O Heat também assinou com dois jovens jogadores, Malik Allen e Mike James. Miami também assinou com Vladimir Stepania para fazer sombra a Mourning no centro. O time de veteranos ficou de fora dos playoffs, com um histórico registro de 36 vitórias e 46 derrotas.

Miami começou a se reconstruir em 2002-03. o Heat draftou Caron Butler na primeira rodada e Rasual Butler na segunda rodada do Draft de 2002. Miami perdeu Yao Ming por uma bola no sorteio do Draft. Mourning perdeu toda a temporada devido a sua saúde debilitada e Eddie Jones também perdeu uma grande parte da temporada com uma lesão no tornozelo. Miami assinou com Travis Best para ser o armador da equipe. O Heat foi liderado por Caron Butler e muitos dos jogadores jovens que enchiam a lista do Heat desde 2000, incluindo Eddie House, Carter, Stepania, Allen e James. O Heat terminou a temporada com um registro de 25-57, com Riley deixando o cargo de treinador principal e a equipe terminando em 7º lugar na Divisão do Atlântico.

2003-2010: A era Dwayne Wade[editar | editar código-fonte]

Dwyane Wade foi draftado em 5° lugar pelo Heat em 2003. Ele ganhou o MVP das finais em 2006.

O enorme contrato de Alonzo Mourning expirou no verão seguinte, dando o Heat algum espaço financeiro para se reconstruir. No entanto, Miami ainda estava longe de ter recursos para assinar com um jogador top. Em 1 de julho de 2003, Miami estava à espera de ouvir de Bill Duffy, agente de Anthony Carter, que era esperado para fazer uma proposta de 4,1 milhões de dólares para a próxima temporada.A agência de Duffy nunca retornou a equipe de Miami e deixou o jogador livre do contrato. Além disso, na temporada anterior, LaPhonso Ellis honrosamente anulou uma cláusula em seu contrato que teria forçado o Heat a pagar Ellis na temporada seguinte, um fardo que o Heat não poderia se dar ao luxo com um processo de reconstrução em andamento.

Com espaço no teto financeiro, Miami mirou no agente livre restrito Elton Brand na agência livre e ofereceu-lhe uma proposta no valor de 82 milhões dólares ao longo de seis anos. No entanto, surpreendentemente, o proprietário do Clippers, Donald Sterling igual a oferta de Miami. O Heat assinou com o ala Lamar Odom e o armador Rafer Alston. O Heat também optou por draftar Dwayne Wade da universidade de Marquette com a 5° escolha do 2003 NBA Draft em vez de assinar com um grande armador agente livre, como Gilbert Arenas. A escolha foi um pouco surpreendente, no momento, uma vez que era esperado que Miami escolhesse um armador e não um ala-armador. Miami também assinou com Udonis Haslem da Universidade da Flórida, que não foi draftado uma temporada antes. Odom, Alston, Haslem e Wade formaram com Grant, Jones, Allen e ambos os Butlers, formando um dos times mais surpreendentes da temporada.

Poucos dias antes do início do temporada da 2003-04, Riley chocou o mundo de basquete, quando ele deixou o cargo de treinador para se concentrar mais em seu papel como presidente da equipe e contratar Stan Van Gundy para a posição de treinador principal. A equipe era apontada como uma das que estariam entre as piores do campeonato por analistas da NBA. Depois de lidar com problemas de contusão com Odom, Wade e ambos os Butlers, a equipe mudou e fizeram o que a maioria dos membros da equipe consideraram ser a temporada mais divertida de suas carreiras. Os recém-chegados do Heat trouxeram juventude e energia para a equipe. Wade quebrou recordes de calouro e vários jogadores do Heat ressuscitaram sua carreira. Wade liderou o Heat sobre o New Orleans Hornets, a mesma equipe que tinha varrido o Heat na reconstrução do time três temporadas antes. Miami perdeu para o Indiana Pacers por 4-2 nas semifinais da Conferência.

2004-2005: Shaq chega, Riley retorna[editar | editar código-fonte]

Shaquille O'Neal foi adquirido em uma troca de verão envolvendo Caron Butler, Lamar Odom e Brian Grant. Ele formou uma grande dupla com Dwyane Wade.

Após a promissora temporada 2003-04, Miami deu passos importantes para se tornar uma franquia campeã. Miami adquiriu o astro e pivô Shaquille O'Neal em 14 de julho de 2004, em uma troca histórica com o Los Angeles Lakers por Lamar Odom, Caron Butler e Brian Grant. Riley também tentou Karl Malone, mas Malone decidiu aposentar-se. Wade e O'Neal funcionaram bem como uma dupla. A temporada também reuniu vários ex-membros da equipe. Ron Rothstein, primeiro treinador do Heat, tornou-se assistente técnico, Steve Smith voltou ao clube e Alonzo Mourning foi re-contratado depois de ser liberado do Toronto Raptors após a troca de Vince Carter em dezembro.

O Heat alcançou seu segundo melhor registro na história da franquia: 59-23. A equipe também teve 14 vitórias consecutivas, que continua a ser um recorde da franquia. Classificou em primeiro lugar na temporada regular, e varreu os dois primeiros rounds contra New Jersey e Washington, avançando para as finais da Conferência Leste contra o atual campeão Detroit. As equipes venceram duas vezes cada nos quatro primeiros jogos antes de Miami ter uma vitória de 88-76 no jogo 5, mas no processo perderam Wade com uma lesão no músculo e acusou Rasheed Wallace de agressão. Com a lesão de Wade, o Heat perdeu de 91-66 no jogo 6 em Detroit, forçando o jogo 7, em Miami. Wade voltou a jogar e o Heat tinha uma vantagem de seis pontos com três minutos restantes. Uma série de arremessos e posse de bola perdidos se seguiu, que custou o Heat seu primeiro jogo-7 em finais, perdido por 88-82. Wade pareceu lutou durante todo o jogo e marcou 20 pontos.

Na pós-temporada, o Heat se refez. No que era para ser a maior troca da história da NBA, envolvendo 5 equipes e 13 jogadores: Heat negociou Eddie Jones, Rasual Butler e Qyntel Woods e em troca recebeu a estrela Antoine Walker, Jason Williams, e James Posey. Miami também assinou com Gary Payton, Jason Kapono e Wayne Simien. O agente livre Damon Jones optou por aceitar uma maior oferta oferecida pelo Cleveland Cavaliers. Os críticos foram rápidos a debater se a equipe do Heat reformada teria problemas de relacionamento e/ou estava muito velha (O'Neal, Mourning e Payton estavam todos acima dos trinta anos). Depois de um início 11-10, com O'Neal já machucado, os críticos pareciam estar certos.

Então, em 12 de dezembro de 2005 Riley anunciou que iria tornar-se treinador principal pela segunda vez, depois que Van Gundy inesperadamente deixou o cargo devido a razões pessoais e familiares. A equipe respondeu bem e passou a ganhar os seus três primeiros jogos sob o comando de Riley. Eles ainda estavam sendo criticados por serem incapazes de vencer equipes renomadas da NBA. Esta crítica só iria crescer no Heat. Embora terminou janeiro com 10 vitórias e 5 derrotas, ainda havia provas de que não poderiam vencer o melhor na NBA. Eles já haviam perdido para o atual campeão San Antonio Spurs por duas vezes, duas vezes para o Phoenix Suns, em uma transmissão em rede nacional foram derrotados por 36 pontos pelo seu adversário nas finais de 2006, Dallas Mavericks. Os meses de Fevereiro e Março foram de muito sucesso para o Heat, incluindo um registro de 15 vitórias em 16 jogos, que começou com uma vitória sobre o campeão da Conferência Leste Detroit Pistons. Wade e O'Neal ajudaram o Heat a fazer uma marca de 52 vitórias e 30 derrotas, o suficiente para que o segundo lugar na Conferência Leste estivesse garantido. Seu registro foi respeitável, mas era visto como algo abaixo em comparação as 59 vitórias e o primeiro lugar na temporada anterior.

2005-2006: Vencendo o Campeonato[editar | editar código-fonte]

O Heat eliminou o sétimo colocado Chicago Bulls na primeira rodada. O Heat venceu os dois primeiros jogos em casa, apesar de Udonis Haslem ser expulso no primeiro jogo e suspenso durante o segundo por lançar seu protetor bucal na direção do árbitro. O time perdeu o terceiro e o quarto jogo em Chicago, mas se recuperou para ganhar o jogo cinco em casa. Ao vencer o sexto jogo em Chicago, o Heat fechou a série e enfrentaria os Nets na segunda rodada. O Heat perdeu um jogo em casa, mas venceu os quatro seguintes para derrubar o Nets dos playoffs pelo segundo ano consecutivo. O Heat avançou para a sua segunda Final de Conferência em muitos anos. Eles abriram as finais da Conferência Leste de 2006, em Detroit, em uma revanche das finais do ano anterior. O Heat roubou a vantagem de decidir em casa ao vencer o jogo 1. Apesar de Miami perder o segundo jogo por 92-88. Ganhando os jogos 3 e 4 por 98-83 e 89-78 assumindo a liderança da série. Os Pistons, então, ganharam o jogo 5 em Detroit, mas o Heat respondeu ao vencer o jogo 6 e avançar à sua primeira Final da NBA na história da franquia contra o Dallas Mavericks de Dirk Nowitzki, que também estava em sua primeira final da NBA.

Shaquille O'Neal, Pat Riley e o elenco do Heat visitando o presidente George W. Bush após a conquista do Campeonato

O Heat perdeu os dois primeiros jogos em Dallas. Wade liderou o Heat a uma vitória de virada no jogo 3, em um jogo que o Heat perdia por 13 pontos. Com sua confiança recuperada o Heat destruiu os Mavs com Wade marcando 43 pontos e Payton novamente defendendo muito bem. Com Pat Riley dando a famosa declaração "um terno, uma camisa, uma gravata", a equipe ganhou o jogo 6, em Dallas, conquistando o seu primeiro título da NBA. Eles tornaram-se a terceira equipe a ganhar uma série de final depois de reverter uma desvantagem de 2 jogos, igualando Boston Celtics e Portland Trail Blazers O Heat superou um início infeliz com uma diferença de 14 pontos para os Mavericks, e liderada por um ponto 49-48 no intervalo. Mais uma vez, Wade teve um papel vital, levando o Heat a obter vantagem. Ele foi ajudado por cinco tocos de por Alonzo Mourning (o Heat teve mais de 10 tocos no jogo) e com arremessos de James Posey que deu ao Heat 6 pontos de vantagem, faltando 3 minutos para o final. Os Mavericks diminuíram para três com alguns segundos restantes depois de dois lances livres perdidos por Wade. No entanto, Dallas seria ficaria sem chance após Wade conseguir o rebote, oportunamente terminando o jogo lançando a bola no ar depois de uma tentativa de três pontos perdida por Jason Terry. Wade viria a ganhar o MVP da finais.

O campeonato provou ainda a capacidade dos super stars veteranos de Miami: Alonzo Mourning, Gary Payton, Jason Williams e Antoine Walker que nunca tinham vencido um campeonato. Mourning e Payton renovaram com o Heat para a temporada 2006-07. O campeonato marcou o sétimo título para o treinador Riley (quinto como treinador principal), e o quarto para O'Neal, feito que cumpriu promessas para Miami (quando Riley chegou pela primeira vez, disse que ele "imaginou um desfile em Biscayne Boulevard") e (quando O'Neal chegou, ele prometeu "trazer o título para casa"). O'Neal também proclamou durante o desfile campeonato que iria ganhar o campeonato seguinte, depois de esclarecer essa promessa dizendo que somente seria possível se Wade estivesse presente e saudável para os playoffs.

2007-2008: Problemas pós-título[editar | editar código-fonte]

O Heat começou mal em 2007, perdendo para o Bulls por 42 pontos (66-108), a pior derrota em casa na história da equipe e a pior derrota de um campeão no dia de abertura da temporada da NBA. O'Neal jogou os primeiros jogos pelo o Heat, em seguida, perdeu mais de 30 com uma lesão no joelho direito. Membros-chave do título do Heat, Antoine Walker e Gary Payton, foram perdendo espaço na equipe para Jason Kapono e Dorell Wright. A primeira metade da temporada do Heat estava cheia de infortúnios. O treinador Riley tirou uma licença por tempo indeterminado, Wade brevemente machucou o pulso direito, enquanto James Posey e Walker foram retirados da equipe depois de terem falhado em um exame de massa corporal. As coisas melhoraram para a equipe. Rothstein, primeiro treinador do Heat, voltou de forma interina. Posey e Walker foram restabelecidos. Ex-estrela do Heat Eddie Jones foi re-contratado depois de ser dispensado pelo Memphis Grizzlies. O'Neal voltou a jogar em janeiro. Riley retomou as suas funções como treinador no início da segunda metade da temporada. Em 21 de fevereiro, em um jogo contra o Houston Rockets, Wade deslocou o ombro esquerdo e deixou a quadra em uma cadeira de rodas. Logo após a lesão, Wade anunciou que iria optar por reabilitação em vez da cirurgia, com a esperança de voltar para os playoffs. A reabilitação foi bem sucedida o suficiente para que ele retornasse em 9 de abril. Wade estava enferrujado, e disse que ele não tinha "pernas para jogar".

Após a lesão de Wade, muitos previram que o Heat não poderia chegar nos playoffs. Essas previsões foram rapidamente descartadas como o Heat disparando, vencendo 11 de 14 jogos. Nesse tempo, Miami conseguiu uma marca de nove vitórias consecutivas (derrotando equipes como o Pistons, Wizards, Bulls e Jazz), conseguindo vencer 14 jogos em casa. O'Neal foi a principal causa do ressurgimento do Heat, jogando seu melhor basquete da temporada e servindo como peça principal da parte ofensiva da equipe. Ter um plantel cheio de veteranos e estrelas também teve um benefício notável com a perda de Wade. Miami foi capaz de conseguir um registro 16-7 sem ele e no processo foram capazes de conquistar um título de divisão pelo terceiro ano consecutivo.

Pouco depois da volta de Wade, o avô de O'Neal morre, fazendo com que ele perdesse dois jogos. Além disso, Udonis Haslem e Gary Payton ficaram machucados. O Heat terminou a temporada regular com um recorde de 44-38 e enfrentou o Chicago Bulls na primeira rodada dos playoffs da NBA de 2007, para quem perdeu por 4-0 na melhor de sete séries. O Heat tornou-se o primeiro campeão defendendo o título a ser eliminado na 1° rodada dos playoffs desde 1957. Essa também foi a primeira varredura que o Heat levou em sua história.

2008-2010: Reconstrução[editar | editar código-fonte]

Michael Beasley foi a escolha mais alta do Heat em um draft, que aconteceu em 2008, ele foi considerado um fracasso.

Depois da decepcionante temporada 2006-07, o Heat parecia melhorar. Miami manteve as escolhas 20 e 39 no Draft da NBA de 2007. Em 28 de junho de 2007, o Miami Heat selecionou Jason Smith do Estado do Colorado com a escolha 20 e o mandou para o Philadelphia 76ers em troca da escolha 21 Daequan Cook do Estado de Ohio e uma quantia em dinheiro. Com a escolha 39, o Miami Heat selecionou Stanko Barac, um pivô da Bósnia, mas depois os seus direitos foram negociados com o Indiana Pacers por uma escolha de segunda rodada no futuro. O Heat perdeu Jason Kapono para o Toronto Raptors e James Posey para o Boston Celtics. O Heat conseguiu um armador, muito necessário, quando assinou com o 'free agent' Smush Parker um contrato de três anos. O Heat também assinou com o veterano Penny Hardaway, reunindo a dupla Shaq-Penny da equipe do Orlando Magic da década de 90. Hardaway foi depois dispensado em dezembro. Também em 2007, no período de pós-temporada, o Miami Heat fez uma troca envolvendo cinco jogadores com o Minnesota Timberwolves, trazendo de volta Ricky Davis e Mark Blount. Deixaram o Heat: Antoine Walker, Wayne Simien, Michael Doleac, e uma escolha de primeira rodada no draft. Davis esteve no Heat em agosto de 2000, mas teve problemas com Riley. Quando a troca ocorreu ele se tornou um artilheiro mais polido e foi projetado como uma terceira opção para o Heat para complementar Dwyane Wade e Shaquille O'Neal.

Em 19 de dezembro de 2007, durante o primeiro quarto do jogo contra o Atlanta Hawks, enquanto ficava para trás em uma pausa rápida, Alonzo Mourning rompeu o tendão patelar do joelho direito e foi submetido a uma cirurgia no joelho que custou toda a temporada. Em 5 de fevereiro de 2008, a ESPN informou que o Heat estava interessado em negociar o pivô Shaquille O'Neal, ao contrário do que havia dito Pat Riley um mês antes de que o Heat não estava interessado em negociar o 13 vezes All-Star. No dia seguinte, no entanto, o Heat concordou em trocar O'Neal com o Phoenix Suns por Shawn Marion e Marcus Banks, efetivamente terminando a era Wade-O'Neal. O Heat teve o pior recorde na NBA com um registro 15-67. No final da temporada, com o Heat sem chances reais de disputar os playoffs, o treinador Pat Riley perdeu dois jogos, para analisar jogos da NCAA de basquete, para se preparar, já que o Heat tinha grande chance de receber as escolhas 1 ou 2 no Draft.

Foi anunciado em 10 de março de 2008, que o ala-armador Dwyane Wade ficaria inativo pelo resto da temporada para recuperar o joelho machucado e a lesão no ombro que tinha se agravado, na esperança de participar dos Jogos Olímpicos de 2008 em Pequim . Também em 10 de março o Heat anunciou a dispensa de Smush Parker, abrindo a oportunidade de acrescentar um jogador que assinaria um contrato de 10 dias. Em 12 de março de 2008, o Heat assinaria com Bobby Jones por 10 dias. No final de março, o Heat obteve o terceiro placar mais baixo na história da NBA durante a derrota de 96-54 para o Toronto Raptors em 19 de março, seguido por um novo recorde de menor número de cestas feitas com 17, em mais um jogo perdido contra o Boston Celtics em 30 de março. Em 28 de abril de 2008, Pat Riley que deixaria o cargo de treinador principal do Heat, mas manteve-se presidente da equipe. Ele se substituiu por seu treinador assistente de longa data Erik Spoelstra, que aos 37 anos, se tornou o treinador mais jovem da história na NBA. Riley terminou sua carreira com 1.210 vitórias, terceiro maior vencedor de todos os tempos, atrás de Lenny Wilkens e Don Nelson.

Em 20 de maio de 2008, obteve a escolha número 2 no draft da NBA. Era esperado o Heat escolhesse Michael Beasley ou O. J. Mayo. Imediatamente após o sorteio, Pat Riley sugeriu que a equipe iria ouvir qualquer oferta de troca pela a segunda escolha geral. O que acabou não dando certo. Em 26 de junho de 2008, os Bulls selecionaram como esperado, Derrick Rose deixando Beasley como principal opção para o Heat. Na segunda rodada, com a escolha 52 no geral, o Heat escolheu Darnell Jackson do Kansas. Um tanto inesperadamente, foi anunciado que o Heat concordou em negociar a menor das suas três escolha na segunda rodada de 2009 com o Minnesota Timberwolves pelo direitos do talentoso armador de Kansas Mario Chalmers, que ajudou a levar Kansas ao título da NCAA, inclusive o acerto de uma cesta de três pontos que levou o jogo para a prorrogação. Foi também anunciou mais tarde que os direitos de Darnell Jackson foram comercializados com o Cleveland Cavaliers, em troca da menor de escolha de segunda rodada em 2009. No início de julho, o período de agente livre começou e com pouco espaço financeiro o Heat assinou com James Jones, um especialista da equipe em cestas de três pontos. Junto com a aquisição de Yakhouba Diawara e Jamaal Magloire, o Heat adicionou profundidade e experiência ao seu elenco. Em 29 de setembro de 2008, Randy Pfund deixou o cargo de Gerente Geral, elevando Pat Riley para essa posição. Quatro dias depois, o Miami Heat assinou com o armador Shaun Livingston, ex-Los Angeles Clippers. Em 5 de novembro de 2008, o novato e estreante Mario Chalmers do Heat bateu o recorde da franquia de 9 roubos de bola no jogo contra o Philadelphia 76ers. Que superou o recorde antigo de Tim Hardaway com o maior número de roubos de bola por um novato na história do Heat. Em 13 de fevereiro de 2009, o Heat negociou Shawn Marion e Marcus Banks com o Toronto Raptors por Jermaine O'Neal e Jamario Moon. Haviam espalhados boatos que Miami poderia estar perseguindo O'Neal, bem como Amar'e Stoudemire e Carlos Boozer. Em 3 de abril de 2009, o Miami Heat conquistou um lugar nos playoffs com uma vitória sobre o Charlotte Bobcats. O Heat se classificou para os playoffs com um registro de 43 vitórias e 39 derrotas. Miami foi eliminado em sete jogos pelo quarto colocado Atlanta Hawks. No entanto, Dwyane Wade liderou a liga em pontos com 30,2 pontos por jogo, tornando-se o primeiro jogador da franquia a fazê-lo.

O Heat começou a temporada 2009-10 com um registro 7-1 em seus primeiros oito jogos, mas foram inconsistentes no resto do caminho, terminando em 35-34 os primeiros 69 jogos. Em 5 de janeiro de 2010, o Heat negociou Chris Quinn com o New Jersey Nets por uma escolha de segunda rodada em 2012, o que permitiu que a equipe assinasse com o armador Rafer Alston. A equipe pegou o ritmo tarde, com um registro 12-1 nos últimos 13 jogos e se classificando em 5° para os playoffs, terminando com 47-35 e fazendo uma temporada melhor que a anterior. Porém, o Heat perdeu em cinco jogos na primeira rodada dos playoffs da Conferência Leste para o Boston Celtics.

2010-2014: O Big Three[editar | editar código-fonte]

O Big Three do Miami Heat: LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh.

Começando a temporada 2010-11 com um espaço de quase 46 milhões de dólares no teto salarial, o Heat causou um grande espanto na agência livre de 2010, acrescentando Chris Bosh e LeBron James ao time que já contava com o astro local Dwyane Wade, que haviam renovado por um período de seis anos com um contrato de 107,59 milhões dólares. Durante sua decisão aguardada, e transmitida pela ESPN, James anunciou que iria levar seus "talentos para South Beach e se juntar ao Miami Heat", que desencadeou uma reação de grande raiva, principalmente nos fãs de Cleveland. O proprietário dos Cavaliers Dan Gilbert cheio de mágoa disse que Cleveland iria ganhar um campeonato antes de James em Miami. Mais tarde naquela noite, o Heat anunciou a troca de Michael Beasley para o Minnesota Timberwolves por duas escolhas de segunda rodada no draft e uma quantia em dinheiro. Em 9 de julho, o Heat completou suas negociações, com o envio de um total de quatro futura escolhas de primeira rodada e duas de segunda rodada para os Raptors por Bosh e para os Cavs por James (que assinaram contratos de 6 anos e 110,1 milhões dólares cada). Anunciado como um "Big Three", Wade, James e Bosh fizeram sua estréia na abertura de 2010. Bem-vindo à o AmericanAirlines Arena, onde foram introduzidos como Os Três Reis pelo locutor do Heat co-anfitrião e do evento Eric Reid, Durante a festa de boas vindas, James descaradamente previu uma dinastia para o Heat e fez alusão a vários campeonatos: "não dois, não três, não quatro, não cinco, e não seis, não sete", uma declaração que recebeu fortes críticas. Howard Beck do The New York Times descreveu a reação dos fãs: "Todo mundo viu algo: arrogância, grandeza, auto-indulgência, ousadia, covardia, orgulho, amizade, cumplicidade, alegria, cinismo, heróis, mercenários".

2010-2011: Decepção nas finais[editar | editar código-fonte]

Começando a temporada com muita visibilidade e muitos considerando o Heat como a equipe a que quebraria o recorde de 72 vitórias na temporada regular estabelecido pelo Chicago Bulls. No jogo de abertura da temporada, transmitido na TNT e com a estreia de James e Bosh com os uniformes do Heat, o jogo foi o mais assistido da NBA na televisão a cabo. No entanto, depois de reunião a sós dos jogadores, a equipe conseguiu uma sequência de 12 vitórias (10 delas por dois dígitos) e fazendo 100 pontos em todos os jogos. O Heat estava invicto na segunda metade de dezembro, e Erik Spoelstra foi nomeado Treinador do Mês da NBA. Em 27 de janeiro de 2011, através da votação de fãs, Wade (ala-armador) e James (ala) foram selecionados para fazer parte do time titular no All-Star Game de 2011; Bosh foi selecionado como reserva para a ala. o Heat perdeu todos os jogos da temporada regular para o Chicago Bulls, levando muitos a questionarem se o Heat realmente poderia competir com as grandes do topo da Conferência Leste, mas o Heat derrotou os Celtics em um de seus últimos jogos na temporada regular. Naquela altura em 3° lugar, atrás de Chicago e Boston. Com um grande registro final, o Heat terminou a temporada regular com 58 vitórias e 24 derrotas, o terceiro melhor da história da equipe e se classificou em 2°, atrás dos Bulls com 60 vitórias, liderado pelo então MVP Derrick Rose. Nos playoffs tão esperados, Miami derrotou o Philadelphia 76ers na primeira rodada, Boston Celtics nas semifinais de conferência e os Bulls nas finais de conferência, todos os confrontos em cinco jogos. O Heat chegou às finais da NBA pela segunda, e também pela segunda vez contra o Dallas Mavericks, mas perdeu em seis jogos. James recebeu as críticas pela perda, com média de apenas 3 pontos no quarto período da série. Sua média baixa de pontuação de 17,8 pontos por jogo significou uma queda de 8,9 ponto em relação a temporada regular, a maior queda na história da liga. Ele também contribuiu com 6,8 assistências e 7,1 rebotes por jogo, com média de 23,6 pontos, 8,3 rebotes e 5,8 assistências por jogo em todo os playoffs.

2011-2012: Segundo título[editar | editar código-fonte]

Durante o período de pós-temporada, o Bulls selecionou Norris Cole em 28° no draft de 2011, mas em uma série de acordo, os seus direitos foram posteriormente negociados com o Minnesota Timberwolves que, em seguida, o mandou para o Heat. Após o fim do locaute, o Heat melhorou seu elenco assinando com o veterano Shane Battier. No abreviada temporada 2011-12, o Heat teve um registro inicial de 27-7, e pelo segundo ano consecutivo, James, Wade e Bosh foram selecionados para o NBA All-Star Game. No entanto, eles se esforçaram na segunda metade da temporada com um registro de 19-13. O Heat terminou com 46 vitórias e 20 derrotas, se classificando em 2° lugar para os playofs de 2012. Na primeira rodada, o Heat abriu uma vantagem de 3-0 contra o New York Knicks, mas, como sua série anterior contra o Sixers, não foi capaz de fechá-la no jogo 4. Uma vitória no jogo 5 fez o Heat para segunda rodada contra o Indiana Pacers. Em uma vitória em casa no jogo 1, Chris Bosh se tornou uma baixa com uma lesão abdominal, e perdeu o resto da série contra Indiana. Depois de perder dois jogos, o 2 em casa e o 3 em Indiana, muitos criticaram o fraco desempenho de Dwyane Wade, chamando a atenção para o fato de que ele teve uma discussão verbal com Spoelstra. No entanto, com Wade visitando seu antigo treinador de colégio, a equipe superou as adversidades e derrotou os Pacers nos próximos três jogos, com James e Wade frequentemente combinando uma média de 70 pontos. Nas finais da Conferência Leste o Heat enfrentou os Celtics, tendo vencido os dois primeiros jogos, antes de perder os próximos três, incluindo uma derrota em casa, onde Bosh voltou de lesão. A maioria dos críticos dava a série como perdida, mas em 7 de junho, o Heat conseguiu uma estrada grande vitória em Boston por 98-79 e empatou a série em 3 a 3, James teve uma notável atuação com 45 pontos e 15 rebotes. O jogo decisivo foi em Miami, embora o Celtics tenham amplamente dominado durante o primeiro tempo, a segunda metade viu mudanças significativas. Com menos de dois minutos, o Heat vencia por 101-88, alcançando as finais da NBA pelo segundo ano consecutivo. No tão esperado duelo com o Oklahoma City Thunder, o Heat dividiu os dois primeiros jogos, vencendo uma vez fora e varrendo os próximos três em casa. James foi nomeado o MVP da finais, ganhando o seu primeiro título da NBA. O Heat tornou-se o primeiro time da NBA a vencer a final, apesar de estar perdendo em três diferentes séries anteriores (1-2 contra Indiana, 2-3 contra Boston 0-1 contra OKC).

2012-2013: Defendendo o título[editar | editar código-fonte]

Em 11 de julho de 2012 o Heat assinou com os veteranos Ray Allen um contrato de três anos e com Rashard Lewis um contrato de dois anos. Allen e Lewis se reúnem novamente depois de terem jogado juntos no Seattle Supersonics por 4 anos. Como atual campeão, o Heat sediou a abertura da temporada, no mesmo dia em que levantou sua 2° bandeira de campeão e realizou a cerimônia de entrega do anel, estreando contra o Boston Celtics. O Heat fechou a temporada regular como o melhor time da NBA, além de sua melhor campanha na história, 66-16, com direito a uma sequência de 27 vitórias (segunda na história, atrás dos 33 jogos vencidos pelos Lakers em 1971-72). James pelo segundo ano consecutivo foi eleito MVP da temporada regular. Nos playoffs, Miami venceu três times da Divisão Central, Milwaukee Bucks na primeira rodada, Chicago Bulls na segunda rodada e o Indiana Pacers na final da conferencia, se classificando para sua terceira final consecutiva, desta vez contra o San Antonio Spurs. O Heat venceu os Spurs em sete jogos, vencendo seu terceiro campeonato, o segundo consecutivo. LeBron James foi novamente eleito MVP das Finais.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Títulos Anos
Larry O'Brien Championship Trophy.png Campeonatos 3 2006, 2012 e 2013
Conferência Leste 5 2006, 2011, 2012, 2013 e 2014
Divisão Sudeste 11 1997, 1998, 1999, 2000, 2005, 2006, 2007, 2011, 2012, 2013 e 2014

Uniformes[editar | editar código-fonte]

Kit body thinsidesonwhite.png
1988–1999 (mandante) jersey
Kit shorts thinsidesonwhite.png
Team colours
1988–1999 (mandante)
Kit body thinsidesonblack.png
1988–1999 (visitante) jersey
Kit shorts.png
Team colours
1988–1999 (visitante)
Kit body miamiheath.png
1999–presente (mandante) jersey
Kit shorts miamiheath.png
Team colours
1999–presente (mandante)
Kit body miamiheata.png
1999–presente (visitante) jersey
Kit shorts miamiheata.png
Team colours
1999–presente (visitante)
Kit body miamiheats3.png
2001–presente (3° uniforme) jersey
Kit shorts miamiheats3.png
Team colours
2001–presente (3° uniforme)

Os primeiros uniformes do Miami Heat consistiam apenas em faixas nas laterais das camisas e shorts. Os uniformes de mandante eram brancos com letras em vermelho, preto e laranja enquanto os uniformes de visitante eram pretos com vermelho branco e laranja guarnição. Os números eram branco com vermelho, preto e laranja, usando a mesma fonte do clássico Los Angeles Lakers. O logotipo original 'Bola de fogo' ficava perna esquerda do calção enquanto a palavra 'Miami' na perna direita. Na Temporada da NBA de 1995-96 o Heat introduzido um uniforme vermelho alternativo com letras e números em preto e com branco e laranja.

Os uniformes atuais têm sido utilizados desde a temporada 1999-2000. Estes uniformes, embora sejam semelhantes têm diferenças marcantes como a distribuição em ambos os lados, a mudança de laranja para amarelo, as letras com fonte atualizadas, e um logo modificado na perna direita. No uniforme preto os números são brancos e vermelhos. O 3° uniforme vermelho foi introduzido durante a Temporada da NBA de 2001-02, e apresenta o nome da cidade e números em branco com preto. o Heat também foi a única equipe a ter o logotipo da NBA no ombro direito em vez do esquerdo, até a introdução da Adidas 30 uniformes em 2010, que obrigou todas as equipes a usarem o logotipo no ombro esquerdo. Na temporada 2009-10 os uniformes vermelhos foram ajustados para incluir o logo secundário "MH" na perna esquerda que também foi adicionada na linha de cintura dos uniformes de visitante e mandante, o logotipo do Heat também foi transferido para a perna esquerda. Similar ao Utah Jazz, Chicago Bulls e Orlando Magic, o Heat teve uma regra que proíbe jogadores de usarem faixas de cabeça na quadra. Desde 2009 , porém, o Heat tem permitido o uso de faixas na cabeça, começando com Jermaine O'Neal e depois com LeBron James, Eddie House, Erick Dampier e Mike Bibby.

Desde a temporada de 2008, o Heat participa da promoção Noche Latina da NBA, ou noites latinas. Em comemoração a ocasião o Heat usa seu uniformes preto com a inscrição El Heat.

Na temporada 2011-12, o Heat planejava usar um 4° uniforme todo preto, além dos 3 existentes uniformes. Estes uniformes foram revelados em 2010 com o uso exclusivo para fãs e não para uso jogo, mas depois o Heat começou a usá-los nos jogos em casa da temporada 2011-12 (contra equipes como os Bulls, Thunder, Knicks, Mavericks, Lakers e etc.).

O Miami Heat também homenageia o extinto time da ABA Miami Floridians.

Rivalidades[editar | editar código-fonte]

vs. New York Knicks[editar | editar código-fonte]

A rivalidade entre o New York Knicks e Miami Heat foi resultado do encontro em 4 séries consecutivas de playoffs de 1997 a 2000. Cada série chegou ao número de 7 jogos. A rivalidade foi intensificada por uma rixa entre Pat Riley, inicialmente, o treinador dos Knicks de 1991-1995 e treinador do Miami Heat 1996-2003 e 2005-2008 com o seu sucessor nos Knicks Jeff Van Gundy, em Nova York. Os dois primeiros anos foram marcados pela violência física durante a série, com suspensões a jogadores que determinaram o resultado.

Esta rivalidade diminuiu com o tempos, com as crises do Knicks e do volume de negócios do Miami Heat para conseguir uma nova safra de jogadores. Desde o realinhamento das divisões, com a adição do Charlotte Bobcats, o Miami Heat foi transferido para a Divisão Sudeste. No entanto, todas as vezes que se enfrentam seus jogadores dão o melhor para vencer o confronto. Nos últimos anos a rivalidade reacendeu com o Heat assinando com LeBron James e Chris Bosh, enquanto os Knicks assinaram com Amar'e Stoudemire e Carmelo Anthony. Os dois times se enfrentaram na primeira rodada dos playoffs da temporada 2011-12, onde o Heat venceu em cinco jogos.

vs. Chicago Bulls[editar | editar código-fonte]

A rivalidade com o Chicago Bulls começou quando o Miami Heat se tornou candidato a ir as finais de durante os anos 90, uma década dominada pelos Bulls de Michael Jordan. Durante esse período, o Heat foi eliminado três vezes pelos Bulls, que viria a ganhar o campeonato da NBA. Depois de Jordan se aposentar e o Heat se enfraquecer no início dos anos 2000, a rivalidade esfriou e voltou logo depois com Heat ganhando a série de 2005-06 por 4-2 e na temporada seguinte ser varrido pelo Bulls na primeira rodada dos playoffs.

A rivalidade se intensificou com o ressurgimento dos Bulls com Derrick Rose e do Heat com Dwyane Wade (que recusou a chance de ir para os Bulls) e com astros recém-adquiridos Chris Bosh e LeBron James (que também preferiu não ir para Chicago). A rivalidade tem envolvido faltas duras entre os jogadores. As equipes se encontraram em 2011 nas finais da Conferência Leste com o Heat vencendo em cinco jogos.

vs. Boston Celtics[editar | editar código-fonte]

Em 2010, o Heat perdeu na primeira rodada para o Boston Celtics. Dwyane Wade declarou que seria sua última derrota na primeira rodada, depois de três classificações seguidas que acabavam cedo. Com a aquisição de LeBron James - que já havia sofrido derrotas pelos Celtics no Cavaliers - e Chris Bosh, com "três grandes" que se contrapunham aos três do Celtics (Kevin Garnett, Ray Allen e Paul Pierce), voltariam a se rever nas duas temporadas seguintes, com o Heat vencendo na segunda rodada em 2011 e nas finais do Leste em 2012. Wade já declarou que odeia o Celtics,[3] e James recusava-se a falar o nome do time em 2011.[4] Ao mesmo tempo, Garnett e Pierce reagiram mal a Allen ir para o Heat em 2013.[5] [6]

vs. Indiana Pacers[editar | editar código-fonte]

A rivalidade recente foi desencadeada com o Indiana Pacers nas semifinais da Conferência Leste dos Playoffs de 2012. Embora as duas equipes tenham se enfrentado nos Playoffs da NBA de 2004 (Indiana venceu por 4-2), os dois únicos jogadores que jogaram aquela série e que ainda atuam em uma das equipes são Dwyane Wade e Udonis Haslem do Heat. Indiana teve uma breve vantagem quando abriu 2-1 na série. Logo depois Miami perdeu Chris Bosh devido a uma lesão abdominal. Nos três jogos seguintes, LeBron James e Dwyane Wade lideraram Miami à vitória por 4-2 na série. Esta série foi marcada por vários confrontos, suspensões e faltas flagrantes entre os jogadores. Na temporada seguinte notou-se melhoras em ambas as equipes, Miami adquiriu Ray Allen e Chris Andersen. O Heat e os Pacers se encontraram nas finais da Conferência Leste dos Playoffs da NBA 2013 em 22 de maio de 2013. Novamente a série foi marcada por várias faltas técnicas e flagrantes. O Heat sobreviveu ao Jogo 1 graças a uma bandeja de LeBron James. No final, o Heat venceu a série por 4-3, após uma vitória por 99-76 no jogo 7.

Torcida[editar | editar código-fonte]

Heat Nation

Jogadores[editar | editar código-fonte]

Elenco temporada 2014/2015[editar | editar código-fonte]

[editar | editar código-fonte]

Miami Heat
Jogadores Comissão Técnica
Pos. # País Nome Altura Peso Universidade
F/C 1 EUAEstados Unidos Chris Bosh (C) 836 ft 11 in 2 11 m 235 lb 107 kg Georgia Tech
G 3 EUAEstados Unidos Dwyane Wade (C) 766 ft 4 in 1 93 m 220 lb 100 kg Marquette
F 4 EUAEstados Unidos Josh McRoberts 826 ft 10 in 2 08 m 240 lb 109 kg Duke
C 7 EUAEstados Unidos Justin Hamilton 847 ft 0 in 2 13 m 255 lb 116 kg Louisiana State
F 9 SDNSudão Luol Deng 816 ft 9 in 2 06 m 220 lb 100 kg Duke
F/C 11 EUAEstados Unidos Chris Andersen 826 ft 10 in 2 08 m 245 lb 111 kg Blinn College*
G 13 EUAEstados Unidos Shabazz Napier 736 ft 1 in 1 85 m 170 lb 77 kg Connecticut
G 15 EUAEstados Unidos Mario Chalmers 746 ft 2 in 1 88 m 190 lb 86 kg Kansas
C 21 EUAEstados Unidos Hassan Whiteside 847 ft 0 in 2 13 m 260 lb 118 kg Marshall
G/F 22 EUAEstados Unidos Danny Granger 816 ft 9 in 2 06 m 222 lb 101 kg New Mexico
G 24 EUAEstados Unidos Andre Dawkins (DL) 776 ft 5 in 1 96 m 219 lb 99 kg Duke
G 30 EUAEstados Unidos Norris Cole 746 ft 2 in 1 88 m 175 lb 79 kg Cleveland State*
F 32 EUAEstados Unidos James Ennis 796 ft 7 in 2 01 m 208 lb 94 kg Long Beach State
F/C 40 EUAEstados Unidos Udonis Haslem 806 ft 8 in 2 03 m 235 lb 107 kg Flórida
F 43 EUAEstados Unidos Shawne Williams 826 ft 10 in 2 08 m 230 lb 104 kg Memphis
Técnico
Técnicos assistentes

Legenda
  • (C) Capitão
  • (D) Escolhido no Draft
  • (FA) Free agent
  • (IN) Inativo
  • (S) Suspenso
  • (DS) Liga de desenvolvimento
  • (INJ) Contundido

Elenco
• Última atualização: 09-12-2014

Ídolos do passado[editar | editar código-fonte]

  • Jamal Mashburn (1997–2000) — Mashburn foi peça-chave do tetra-campeonato do Heat na divisão do Atlântico.
  • Alonzo Mourning (1995–2001 e 2004–2008) — Mourning é o recordista de bloqueios (1625) da franquia. Sua marca de 9.459 pontos pelo Heat foi ultrapassada por Dwyane Wade em 14 de março de 2009. Mourning fez cinco All-star Games como membro da equipe e ganhou dois prêmios de defensor do ano (1999 e 2000).
  • Shaquille O'Neal (2004–2008) — O'Neal foi peça-chave na participação do Heat na final de Conferência em 2005 e no título da NBA de 2006 sobre o Dallas Mavericks
  • Glen Rice (1989–1995) — Depois de uma média de 13,6 pontos por jogo em sua temporada de estréia, Rice teve médias de mais de 20 pontos por jogo nas suas cinco temporadas restantes em Miami. A equipe fez duas participações nos playoffs durante o contrato de Rice. Rice foi negociado para o Charlotte Hornets e Alonzo Mourning veio para o Heat.
  • Rony Seikaly (1988–1994) – Primeira escolha do Heat no draft. Nomeado Most Improved Player em 1990, sendo esse o primeiro prêmio individual do Heat.
  • Tim Hardaway (1996–2001) — Hardaway levou o Heat a algumas de suas melhores temporadas e é o líder de todos os tempos em cestas de 3 pontos (806) da franquia, o número de sua camisa foi aposentado em 2009.

Campeões olímpicos[editar | editar código-fonte]

Membros do Hall da Fama do Basquete[editar | editar código-fonte]

Números aposentados e números de honra[editar | editar código-fonte]

O Heat já se aposentou três números, embora apenas dois deles jogaram na franquia. Pat Riley retirou o número #23 de Michael Jordan antes de seu jogo final em Miami durante a temporada 2002-03 como um tributo à sua carreira. Alonzo Mourning teve o seu número #33 aposentado durante uma cerimônia de intervalo em 30 de março de 2009. Em 28 de outubro de 2009 o número #10 de Tim Hardaway foi aposentado durante a abertura do Heat na temporada 2009-10 contra o New York Knicks.

Durante a temporada 2005-06 a organização estabeleceu o número #13 como número de honra em homenagem a Dan Marino por causa de suas contribuições para o Miami Dolphins da NFL. No entanto, o número #13 não está aposentado e pode ser usado pelos jogadores de Heat.

Números aposentados:

Números de Honra:

Treinadores[editar | editar código-fonte]

O Miami Heat teve seis treinadores em sua história . O primeiro deles foi Ron Rothstein, que dirigiy o time por três temporadas. Pat Riley, depois de ter treinado o Heat por onze temporadas é o líder da franquia em número de: jogos na temporada (849), vitórias na temporada regular (454), jogos de playoff (50) e vitórias em playoffs (26); Stan Van Gundy é o líder da franquia em porcentagem de vitórias na temporada regular (0,605). Riley é o único treinador do Heat ser nomeado um dos 10 melhores treinadores da história da NBA, ser escolhido treinador do ano, campeão da NBA com o Heat em 2006 e ser escolhido para o Hall da Fama da NBA em 2008. Erik Spoelstra é o único treinador que trabalhou apenas no Heat em toda a sua carreira, estando na equipe desde 2008. Os diretores do Heat foram Lewis Schaffel (1988-1995), Dave Wohl (1995-1996), Randy Pfund (1996-2008) e Pat Riley nomeado Executivo do Ano da NBA em 2011.

Recordes e prêmios da franquia[editar | editar código-fonte]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]