Teodiceia

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Teodiceia é um ramo da teologia que trata da coexistência de um Deus todo-poderoso de bondade infinita com o mal.

O termo teodiceia provém do grego θεός - theós, "Deus" e δίκη - díkē, "justiça", que significa, literalmente, "justiça de Deus". O termo foi criado em 1710 pelo filósofo Alemão Gottfried Leibniz num trabalho intitulado Essais de Théodicée sur la bonté de Dieu, la liberté de l'homme et l'origine du mal. O propósito do ensaio era demonstrar que a presença do mal no mundo não entra em conflito com a bondade de Deus — ou seja, não obstante as diversas manifestações de iniqüidade no Mundo, este é o melhor dos mundos possíveis (ver Panglossianismo.)

A teodiceia é a parte da Filosofia que pretende demonstrar racionalmente a existência e os atributos de Deus. Para isso, usa apenas a razão humana, sem utilizar nenhum registro sagrado.

Prevê que existe um Deus que nos dá livre-arbítrio, ou seja, opção de escolha. As escolhas, porém, não sendo feitas com responsabilidade, conduzem o homem ao mal natural ou o mal moral.

Origem do mal[editar | editar código-fonte]

Deus, no versículo 7 do capítulo 45 do livro de Isaías da Bíblia cristã, tratando-se como 'o Senhor', informa que Ele cria, entre outras coisas, não apenas a paz, mas também o mal:

"Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu sou o Senhor, que faço todas estas coisas."[1]

Esse trecho tem sido alvo de muitas controversas, porém o estudo do texto original, no hebraico, mostra que a palavra "mal" nesse versículo é um adjetivo, contrapondo à "paz" [tempo de paz]. Portanto, é razoável interpretar como "tempo de guerra", ou aflição, adversidade, e não o mal ontológico[2] .

Referências

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Ver também[editar | editar código-fonte]