Aeroporto Regional Presidente Itamar Augusto Cautieiro Franco

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde outubro de 2014). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Aeroporto Regional Presidente Itamar Augusto Cautieiro Franco
Aeroporto Regional da Zona da Mata


IATA: IZA - ICAO: SBZM
Tipo Público MG (em regime de Parceria Público Privada)
Administração Consórcio Zona da Mata (formado pelas empresas Socicam e Universal Armazéns Gerais e Alfandegados)
Serve Juiz de Fora
Localização Rodovia MG-353, Km 36, s/nº - Rio Novo - MG. Tel. 32 3274-6200
Inauguração 13 de agosto de 2011 (3 anos)
Coordenadas 21° 30' 47" S 43° 10' 23" O
Altitude 411 m (1 348 ft)
Movimento em 2012 87 mil passageiros em 2012 [1]
1300 t de carga[2]
Capacidade anual 750.000 de passageiros
Website oficial Página oficial
Pistas
Cabeceiras Comprimento Superfície
08/26 2 530 m (8 301 ft) Asfalto

O Aeroporto Regional Presidente Itamar Augusto Cautieiro Franco (IATA:IZA / ICAO:SBZM), conhecido popularmente como Aeroporto Regional da Zona da Mata, é o segundo maior aeroporto[3] de Minas Gerais possui uma pista de (2530m)[4] , e situa-se a 411m acima do nível do mar. Foi construído entre as cidades de Goianá e Rio Novo, distando aproximadamente 46 km do centro de Juiz de Fora.

O acesso ao terminal de passageiros é feito pela MG-353, que se encontra em obras de desde Maio de 2013. Destinadas a melhorar a transitabilidade ao Aeroporto, o Governo do Estado anunciou ordem de construção do novo acesso através de recursos provenientes do programa “Caminhos Verdes de Minas”. O sítio aeroportuário e localiza-se um uma extensa área de vale cortado pelo Rio Novo de aproximadamente 315 hectares de extensão.

História[editar | editar código-fonte]

Idealizado pelo ex-presidente Itamar Franco no final da década de 90, o “Aeroporto Regional da Zona da Mata” (antiga denominação), surgiu como uma grande oportunidade de alavancar a economia local, facilitar o transporte de cargas e ampliar a oferta de transporte público na região. Desde o anúncio de sua construção em agosto de 2001 até a atualidade, foi motivo de debates e controvérsias sobre sua localização e instalação.

Na inviabilidade de expansão do Aeroporto Francisco Álvares de Assis (IATA:JDF / ICAO:SBJF) o "Serrinha", localizado na cidade de Juiz de ForaMG, que sofre constantemente com problemas de teto operacional, em novembro de 1999 o governo do estado de Minas Gerais iniciou projetos e estudos para a construção de um novo aeroporto em substituição ao anterior. Por meio de uma comissão formada pelo Ministério da Aeronáutica e do Governo Estadual realizou-se uma pesquisa nas cidades ao redor para escolha de uma área que melhor se adequasse ao projeto que se idealizava. O local escolhido situa-se na divisa entre as cidades de Rio Novo e GoianáMG. A escolha foi determinada por se tratar de uma localidade que apresentou melhores condições topográficas e climáticas para sua instalação. Nove meses mais tarde, o projeto saiu do papel e começou a se tornar realidade. As desapropriações foram inevitáveis, dando lugar às máquinas de terraplanagem que rapidamente mudaram a paisagem local. "É o primeiro Aeroporto do Brasil implementado a partir de um Plano Diretor elaborado pelo Comando da Aeronáutica, o Terceiro Comar"[4] .

Com obras inauguradas em 2005, o aeroporto não deslanchou inicialmente. Permaneceu esquecido durante alguns anos, até que o programa Fantástico da Rede Globo exibiu reportagem exclusiva em julho de 2007 sobre o descaso com o dinheiro público empregado naquela obra[5] . Na época o aeroporto ainda encontrava-se em processo burocrático de homologação, e por isso ainda não tinha iniciado suas operações. Segundo reportagem do Jornal Estadão em 1º de agosto de 2007[6] , o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Benjamin Zymler, determinou a coleta de informações junto à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) sobre a construção e as condições do aeroporto” foi solicitado também que se apurasse a existência de estudos que posicionem o aeroporto mineiro como saída para atenuar a concentração do fluxo aéreo na cidade de São Paulo.[6] Coincidentemente, na mesma data da solicitação do ministro, o aeroporto recebeu aprovação no teste de coeficiente de atrito realizado por solicitação da Infraero. Ainda no ano de 2007, foi anunciado pela Secretaria do Estado de Transportes e Obras Públicas (SETOP) investimentos a ordem de R$ 2.000.000,00 de reais[7] para que fosse executados serviços de terraplanagem, pavimentação de acesso, drenagem, climatização de salas, complementação da Estação Meteorológica, conclusão da estação e do controle ao incêndio e melhorias no terminal de passageiros.

Administração[editar | editar código-fonte]

Em 16 de julho de 2010, o governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), e a empresa Multiterminais Alfandegários do Brasil Ltda. assinaram inicialmente um contrato de duração de 12 meses, que foram prorrogados por mais 48 , ao valor anual de R$ 6,3 milhões.[8] A transferência da administração do terminal sob responsabilidade da Infraero ocorreu de modo singular e sem demora. Coube à nova administradora cuidar da operação, da manutenção, da conservação e do apoio à exploração comercial e industrial do aeroporto. O objetivo da empresa era em desenvolver a área de transporte de carga, transformar o aeroporto em um polo de transporte da região, e explorar a localização privilegiada entre os grandes centros urbanos.[9] Foram realizadas também algumas obras essenciais para o início das operações no aeródromo: conformação da área em torno da pista, a alterações no relevo, implantação de áreas de segurança nas duas cabeceiras e implantação de área de giro em uma das cabeceiras para facilitar a manobra com grandes aeronaves. Após a efetivação das intervenções necessárias, o aeroporto passou a contar com estação de rádio, monitores para orientação dos passageiros, sala de controle, aparato de check-in, área de embarque e desembarque, máquinas de raios X e de detecção de metal entre outras estruturas essenciais para o início das operações. Na época foram investidos mais de R$ 1,5 milhão somente em equipamentos de segurança. Outras adequações exigidas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) também foram implantadas, como a ligação do NDB (uma espécie de GPS para orientação do voo) ao gerador de emergência do aeroporto. Os equipamentos para balizamento noturno também já foram adquiridos e instalados.[10]

Inauguração oficial e início de operações de voos comerciais[editar | editar código-fonte]

A inauguração do aeroporto somente ocorreu após uma década de espera. O custo da obra foi estimado em mais de 100 milhões de reais. A primeira data para realização do primeiro voo comercial foi marcada para o dia 22 de agosto de 2011, mas por motivos técnicos e de condições meteorológicas o voo foi alternado para o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. No dia seguinte, as 14h:45[11] desembarcaram no terminal 54 passageiros provenientes de Campinas – SP. Aproximadamente 30mim após a aeronave ATR-72-200 decola levando a mesma quantidade de passageiros para o estado de São Paulo.Curiosamente a Inauguração oficial do Aeroporto ocorreu cerca de três meses depois da data do primeiro voo. Ela aconteceu no dia 19 de novembro do mesmo ano.

“Na ocasião da cerimônia, estiveram presentes o então governador do estado de Minas Gerais, Antônio Augusto Anastasia, a filha do ex-presidente Itamar Franco, Fabiana Surerus Franco, e demais autoridades políticas, empresários, representantes de agências de desenvolvimento, autoridades militares, além de diretores e gerentes do Grupo Multiterminais.” Nesta mesma cerimônia foi sancionado um projeto de lei que homenageou o político juizforano, e a partir daquela data , foi instaurada a nomenclatura oficial do terminal, Aeroporto Presidente Itamar Augusto Cautiero Franco.[4]

Construção do novo acesso à BR-040[editar | editar código-fonte]

Diferentemente de outras obras que possuem em seu projeto um planejamento para interligar regiões com eficiência e eficácia, o Aeroporto Regional Presidente Itamar Franco não contou com essa sorte inicialmente. Ele foi inaugurado sem uma estrada que oferecesse um acesso rápido entre os centros urbanos e o terminal. Os estudos foram feitos previamente, mas a melhoria da malha rodoviária só foi iniciada no ano de 2013. O provável aumento do fluxo de veículos trafegando nessa região, foi preponderante para considerar o atual traçado inadequado por se tratar de uma estrada antiga, perigosa, com muitas curvas e trechos sem acostamento. Destaca-se como ponto negativo o tempo excessivo para se chegar à área de embarque, o que consequentemente diminui a demanda de passageiros no local e um possível aumento no número de voos e de destinos ofertados. O motivo de tamanha perda de tempo poderá ser também ser atribuída a exaustiva travessia por dentro de três cidades que possuem diversos redutores de velocidade.

Com o intuito de impulsionar o desenvolvimento da Zona da Mata, proporcionar maior fluidez de cargas e passageiros no local, o Governo de Minas iniciou intervenções que melhorassem o quadro. A previsão de que os trabalhos sejam executados em 18 meses, os 15 km que estão sendo abertos próximo ao bairro Barreira do Triunfo, em Juiz Fora, às margens da BR-040 ao entroncamento com a MG-353, na localidade de João Ferreira, em Coronel Pacheco, foi orçado em R$ 51 milhões e tem o aporte de recursos exclusivos do Governo do Estado. A obra consta no programa Caminhos Verdes de Minas desenvolvido pelo governo Anastasia.[12] . Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG), os serviços de terraplenagem e de drenagem estão avançados.

Companhias aéreas e destinos[editar | editar código-fonte]

Companhias Destinos
Brasil Azul Brazilian Airlines logo.png Campinas (Viracopos)
BrasilGol Linhas Aéreas Belo Horizonte (Confins)

Referências