Aeroporto Regional Presidente Itamar Augusto Cautieiro Franco

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Aeroporto Regional Presidente Itamar Augusto Cautieiro Franco
Aeroporto Regional da Zona da Mata
Juiz de Fora Airport.jpg
IATA: IZA - ICAO: SBZM
Tipo Público MG (em regime de Parceria Público Privada)
Administração Consórcio Zona da Mata (formado pelas empresas Socicam e Universal Armazéns Gerais e Alfandegados)
Serve Juiz de Fora e região
Localização Rodovia MG-353, km 36 - Goianá - MG
Inauguração 13 de agosto de 2011 (4 anos)
Coordenadas 21° 30' 47" S 43° 10' 23" O
Altitude 411 m (1 348 ft)
Movimento em 2012 87 mil passageiros em 2012 [1]
1300 t de carga[2]
Capacidade anual 750.000 de passageiros
Website oficial Página oficial
Pistas
Cabeceiras Comprimento Superfície
08/26 2 530 m (8 301 ft) Asfalto

O Aeroporto Regional Presidente Itamar Franco (IATA: IZA / ICAO: SBZM), conhecido popularmente como Aeroporto Regional da Zona da Mata, é o segundo maior aeroporto[3] de Minas Gerais. Possui uma pista de 2.530 m[4] , e situa-se a 411 m acima do nível do mar. Foi construído entre as cidades de Goianá e Rio Novo, distando 45 km do centro de Juiz de Fora. Há ônibus executivos que fazem o trajeto aeroporto - rodoviária de Juiz de Fora.

O acesso ao terminal de passageiros é feito pela MG-353, que se encontra em obras de desde maio de 2013. Destinadas a melhorar a transitabilidade ao aeroporto, o Governo do Estado anunciou ordem de construção do novo acesso através de recursos provenientes do programa “Caminhos Verdes de Minas”. O sítio aeroportuário localiza-se em uma extensa área de vale cortado pelo Rio Novo de aproximadamente 315 hectares de extensão.

História[editar | editar código-fonte]

Idealizado pelo ex-presidente Itamar Franco no final da década de 90, o “Aeroporto Regional da Zona da Mata” (antiga denominação), surgiu como uma grande oportunidade de alavancar a economia local, facilitar o transporte de cargas e ampliar a oferta de transporte público na região. Desde o anúncio de sua construção em agosto de 2001 até a atualidade, foi motivo de debates e controvérsias sobre sua localização e instalação.

Devido ao Aeroporto Francisco Álvares de Assis (IATA:JDF / ICAO:SBJF), o "Serrinha", localizado na cidade de Juiz de ForaMG, que sofre constantemente com problemas de teto operacional e com a impossibilidade de expansão em virtude de seu local em que está situado, em novembro de 1999, o governo do estado de Minas Gerais iniciou projetos e estudos para a construção de um novo aeroporto em substituição ao anterior. Por meio de uma comissão formada pelo Ministério da Aeronáutica e do Governo Estadual realizou-se uma pesquisa nas cidades ao redor para escolha de uma área que melhor se adequasse ao projeto que se idealizava. O local escolhido situa-se na divisa entre as cidades de Rio Novo e Goianá, ambas em MG. A escolha foi determinada por se tratar de uma localidade que apresentou melhores condições topográficas e climáticas para sua instalação. Nove meses mais tarde, o projeto saiu do papel e começou a se tornar realidade. As desapropriações foram inevitáveis, dando lugar às máquinas de terraplanagem que rapidamente mudaram a paisagem local. "É o primeiro Aeroporto do Brasil implementado a partir de um Plano Diretor elaborado pelo Comando da Aeronáutica, o Terceiro Comar"[4] .

Com obras inauguradas em 2005, o aeroporto não deslanchou inicialmente. Permaneceu esquecido durante alguns anos, até que o programa Fantástico da Rede Globo exibiu uma reportagem exclusiva em julho de 2007 sobre o descaso com o dinheiro público empregado naquela obra[5] . Na época, o aeroporto ainda encontrava-se em processo burocrático de homologação, e por isso ainda não tinha iniciado suas operações. Segundo reportagem do Jornal Estadão em 1º de agosto de 2007[6] , o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Benjamin Zymler, determinou a coleta de informações junto à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) sobre a construção e as condições do aeroporto” foi solicitado também que se apurasse a existência de estudos que posicionem o aeroporto mineiro como saída para atenuar a concentração do fluxo aéreo na cidade de São Paulo.[6] Coincidentemente, na mesma data da solicitação do ministro, o aeroporto recebeu aprovação no teste de coeficiente de atrito realizado por solicitação da Infraero. Ainda no ano de 2007, foi anunciado pela Secretaria do Estado de Transportes e Obras Públicas (SETOP) investimentos a ordem de R$ 2.000.000,00 de reais[7] para que fosse executados serviços de terraplanagem, pavimentação de acesso, drenagem, climatização de salas, complementação da Estação Meteorológica, conclusão da estação e do controle ao incêndio e melhorias no terminal de passageiros.

Administração[editar | editar código-fonte]

Em 16 de julho de 2010, o governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), e a empresa Multiterminais Alfandegados do Brasil Ltda. assinaram inicialmente um contrato de duração de 12 meses, que foram prorrogados por mais 48 , ao valor anual de R$ 6,3 milhões.[8] A transferência da administração do terminal sob responsabilidade da Infraero ocorreu de modo singular e sem demora. Coube à nova administradora cuidar da operação, da manutenção, da conservação e do apoio à exploração comercial e industrial do aeroporto. O objetivo da empresa era em desenvolver a área de transporte de carga, transformar o aeroporto em um polo de transporte da região, e explorar a localização privilegiada entre os grandes centros urbanos.[9] Foram realizadas também algumas obras essenciais para o início das operações no aeródromo: conformação da área em torno da pista, a alterações no relevo, implantação de áreas de segurança nas duas cabeceiras e implantação de área de giro em uma das cabeceiras para facilitar a manobra com grandes aeronaves. Após a efetivação das intervenções necessárias, o aeroporto passou a contar com estação de rádio, monitores para orientação dos passageiros, sala de controle, aparato de check-in, área de embarque e desembarque, máquinas de raios X e de detecção de metal entre outras estruturas essenciais para o início das operações. Na época foram investidos mais de R$ 1,5 milhão somente em equipamentos de segurança. Outras adequações exigidas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) também foram implantadas, como a ligação do NDB (uma espécie de GPS para orientação do voo) ao gerador de emergência do aeroporto. Os equipamentos para balizamento noturno também já foram adquiridos e instalados.[10]

Inauguração oficial e início de operações de voos comerciais[editar | editar código-fonte]

A inauguração do aeroporto somente ocorreu após uma década de espera. O custo da obra foi estimado em mais de 100 milhões de reais. A primeira data para realização do primeiro voo comercial foi marcada para o dia 22 de agosto de 2011, mas por motivos técnicos e de condições meteorológicas o voo foi alternado para o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. No dia seguinte, as 14:45h,[11] desembarcaram no terminal, 54 passageiros provenientes de Campinas – SP. Aproximadamente 30 minutos depois, a aeronave ATR-72-200 decolava levando a mesma quantidade de passageiros para o estado de São Paulo. Curiosamente a inauguração oficial do aeroporto ocorreu cerca de três meses após a data do primeiro voo. Ela aconteceu no dia 19 de novembro do mesmo ano.

“Na ocasião da cerimônia, estiveram presentes o então governador do estado de Minas Gerais, Antônio Augusto Anastasia, a filha do ex-presidente Itamar Franco, Fabiana Surerus Franco, e demais autoridades políticas, empresários, representantes de agências de desenvolvimento, autoridades militares, além de diretores e gerentes do Grupo Multiterminais.” Nesta mesma cerimônia foi sancionado um projeto de lei que homenageou o político juizforano, e a partir daquela data , foi instaurada a nomenclatura oficial do terminal: Aeroporto Presidente Itamar Augusto Cautiero Franco.[4]

Aeroporto da Zona da Mata - IZA

Construção do novo acesso à BR-040[editar | editar código-fonte]

Diferentemente de outras obras que possuem em seu projeto um planejamento para interligar regiões com eficiência e eficácia, o Aeroporto Regional Presidente Itamar Franco não contou com essa sorte inicialmente. Ele foi inaugurado sem uma estrada que oferecesse um acesso rápido entre os centros urbanos e o terminal. Os estudos foram feitos previamente, mas a melhoria da malha rodoviária só foi iniciada no ano de 2013. O provável aumento do fluxo de veículos trafegando nessa região, foi preponderante para considerar o atual traçado inadequado por se tratar de uma estrada antiga, perigosa, com muitas curvas e trechos sem acostamento. Destaca-se como ponto negativo o tempo excessivo para se chegar à área de embarque, o que consequentemente diminui a demanda de passageiros no local e um possível aumento no número de voos e de destinos ofertados. O motivo de tamanha perda de tempo poderá ser também ser atribuída a exaustiva travessia por dentro de três cidades que possuem diversos redutores de velocidade.

Com o intuito de impulsionar o desenvolvimento da Zona da Mata, proporcionar maior fluidez de cargas e passageiros no local, o Governo de Minas iniciou intervenções que melhorassem o quadro. A previsão de que os trabalhos sejam executados em 18 meses, os 15 km que estão sendo abertos próximo ao bairro Barreira do Triunfo, em Juiz Fora, às margens da BR-040 ao entroncamento com a MG-353, na localidade de João Ferreira, em Coronel Pacheco, foi orçado em R$ 51 milhões e tem o aporte de recursos exclusivos do Governo do Estado. A obra consta no programa Caminhos Verdes de Minas desenvolvido pelo governo Anastasia.[12] . Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG), os serviços de terraplenagem e de drenagem estão avançados.

Companhias aéreas e destinos[editar | editar código-fonte]

Companhias Destinos Aeronaves
Brasil Azul Brazilian Airlines logo.png Campinas (Viracopos), São Paulo (Guarulhos). ATR-72, Embraer 190, Embraer 195
BrasilGol Linhas Aéreas São Paulo (Congonhas). Boeing 737-700

Referências