Araguaína

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Município de Araguaína
"Capital do Boi Gordo"
Bandeira de Araguaína
Brasão de Araguaína
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 1876
Gentílico araguainense
Lema Artéria palpitante no coração do Brasil
Padroeiro(a) Sagrado Coração de Jesus
Prefeito(a) Ronaldo Dimas Nogueira Pereira (PR)
(2017–2020)
Localização
Localização de Araguaína
Localização de Araguaína no Tocantins
Araguaína está localizado em: Brasil
Araguaína
Localização de Araguaína no Brasil
07° 11' 27" S 48° 12' 25" O07° 11' 27" S 48° 12' 25" O
Unidade federativa  Tocantins
Mesorregião Ocidental do Tocantins IBGE/2013[1]
Microrregião Araguaína IBGE/2013[1]
Municípios limítrofes Aragominas, Babaçulândia, Carmolândia, Filadélfia, Muricilândia, Nova Olinda, Palmeirante, Pau d'Arco, Piraquê, Santa Fé do Araguaia, Wanderlândia (TO) e Floresta do Araguaia (PA)
Distância até a capital 384 km
Características geográficas
Área 4 000,416 km² [2]
População 173 112 hab. (TO: 2º) –  IBGE/2016[3]
Densidade 43,27 hab./km²
Altitude 227 m
Clima tropical úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,752 alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 3 053 585 mil IBGE/2014[5]
PIB per capita R$ 18 265,69 IBGE/2014[5]
Página oficial
Prefeitura www.araguaina.to.gov.br

Araguaína é um município brasileiro do norte do Tocantins. Apresenta a segunda maior população do estado, de acordo com estatísticas do IBGE (2015)[6], e atende um total de 1,7 milhão de pessoas (2010)[7], além do próprio estado, do sudeste do Pará e do sudoeste do Maranhão. Tanto os limites do município quanto a sua microrregião homônima estão completamente inseridos na extensão geográfica do MATOPIBA, importante região de expansão da fronteira agrícola das regiões Norte e Nordeste. Por tal razão, dentre outros motivos, é considerada capital econômica do Tocantins e capital simbólica do MATOPIBA.

A partir da criação da unidade federativa do Tocantins com a Constituição de 1988, Araguaína foi a maior cidade do estado durante os seus primeiros anos, tendo sido depois ultrapassada em aspectos populacionais por Palmas, capital planejada que nasceu junto com o novo estado. A sua localização mesopotâmica entre os rios federais Araguaia e Tocantins, a proximidade com os estados do Pará e do Maranhão, o fortalecimento da região econômica do MATOPIBA e os acessos rodoviário e ferroviário tornam a cidade um importante centro regional, que se destaca nos quesitos comercial, educacional, de saúde e de serviços.

Araguaína se localiza a 384 km da capital Palmas, 1.143 km de sua antiga capital Goiânia e a 1.252 km da capital federal Brasília, além de ser próxima a importantes cidades da região, como Imperatriz, a 250 km; Marabá, a 280 km; e Belém, a 842 km. Além da rodovia federal BR-153 (Belém-Brasília), o município também é servido pelo Aeroporto de Araguaína (IATA: AUX, ICAO: SWGN) e, desde 2007, pela Ferrovia Norte-Sul.

História[editar | editar código-fonte]

Desbravamento[editar | editar código-fonte]

Os índios carajás foram os habitantes primitivos da vasta região compreendida entre os rios Andorinhas e Lontra, afluentes da margem direita do Rio Araguaia, área que viria a constituir a maior parte do atual município de Araguaína. Os remanescentes dos carajás ainda habitam as margens do Araguaia em reservas indígenas sob a orientação da FUNAI.

O desbravamento da região tem como marco a chegada de João Batista da Silva e sua família, em 1876, procedentes da Vila de Nossa Senhora do Livramento de Paranaguá, atual município de Parnaguá, no Piauí. A família se instalou à margem direita do Rio Lontra, local que denominaram "Livre-Nos Deus", que expressava o temor do ataque de indígenas e animais selvagens. O desbravador trouxe consigo a esposa, Rosalina de Jesus Batista, e os filhos, dentre os quais, Tomás Batista da Silva, na época aos nove anos de idade, ao qual muitos atribuem, erroneamente, a fundação do município. Poucos meses após a chegada da família, ainda no mesmo ano, outras começaram a chegar e se fixar no mesmo local, o que formou um povoado o qual passaram a chamar de "Povoado Lontra" por localizar-se à margem do rio homônimo.

Os primeiros colonizadores se dedicaram inicialmente ao cultivo de cereais para subsistência. Posteriormente, no início do século XX, passaram a vender os grãos no Povoado Nova Aurora do Coco, atual município de Babaçulândia, a pouco mais de 60 km da região. Tentou-se ainda implantar a cultura do café como atividade predominante do povoado, mas foi abandonada pela dificuldade de escoamento da produção, decorrente da ausência de vias terrestres para transporte.

Municipalização[editar | editar código-fonte]

O povoado pertenceu inicialmente ao município de São Vicente do Araguaia, atual Araguatins, mas passou posteriormente para o município de Boa Vista do Tocantins, atual Tocantinópolis. Em razão do isolamento causado pela ausência de estradas, o povoado sofreu um longo período de estagnação que durou até o ano de 1925, quando se instalaram na região as famílias de Manuel Barreiro, João Brito, Guilhermino Leal, José Lira e João Batista Carneiro. As famílias recém-chegadas provocaram mudanças no povoado. Sob a sua liderança, ergueu-se, no mesmo ano, o primeiro templo católico da cidade, dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, seu padroeiro.

A primeira professora nomeada para o povoado foi Josefa Dias da Silva. Em 1936, criou-se o primeiro destacamento policial, cujo primeiro delegado foi o comandante Paulino Pereira. Em 1957, fundou-se a primeira Paróquia de Araguaína, sendo designado Pacífico Mecozzi o seu primeiro pároco. A primeira agência de vendas de passagens de ônibus foi criada em 1963 em uma sala do Hotel São Vicente, na Rua Cônego João Lima, que atendia as primeiras empresas interestaduais, como Expresso Braga, Rápido Marajó e Viação Jussara.

Com a criação do município de Filadélfia, em 1949, o então Povoado Lontra passou a lhe integrar, embora a sua denominação tenha mudado no mesmo ano para "Povoado Araguaína", cuja etnologia provém em homenagem ao Rio Araguaia, que atualmente delimita os municípios de Araguaína e Conceição do Araguaia, no Pará. Com a Lei Municipal nº 86, de 30 de setembro de 1953, o povoado se transformou em um distrito de Filadélfia, sendo Casimiro Ferreira Soares o seu primeiro administrador. Contudo, a necessidade de maior desenvolvimento da região ensejou maior autonomia política, o que culminou na sua municipalização. A Lei Municipal nº 52, de 20 de julho de 1958, autorizou o desmembramento do distrito, fixando-lhe os limites. Finalmente, em 14 de novembro de 1958, pela Lei Estadual nº 2.125, criou-se o município de Araguaína.

Araguaína se tornou oficialmente município no dia 1º de janeiro de 1959. O seu primeiro prefeito, não eleito, foi Casimiro Ferreira Soares, exonerado em 3 de outubro de 1960 e substituído por Henrique Ferreira de Oliveira. No ano seguinte, foram realizadas as primeiras eleições municipais da cidade, tendo sido Anatólio Dias Carneiro o primeiro prefeito eleito de sua história e Raimundo Falcão Coelho o vice-prefeito.

BR-153 (Belém-Brasília)[editar | editar código-fonte]

O desenvolvimento econômico e social de Araguaína decolou a partir da década de 60 com a construção da rodovia BR-153 (Belém-Brasília), que lhe permitiu um crescimento exorbitante em comparação às cidades próximas, maiores e até mesmo mais antigas. No período de 1960 a 1975, a cidade atingiu um ritmo de desenvolvimento sem precedentes na história do estado de Goiás. Em 1965, foi criada a Companhia Industrial e Mercantil da Bacia Amazônica. Em 1967, instalou-se o primeiro frigorífico da cidade, de propriedade do Grupo Boa Sorte, ainda hoje um dos maiores da região. A repercussão do rápido processo de desenvolvimento ultrapassou fronteiras do estado e do país, despertando interesse no exterior. Sobre o fenômeno, escreveu o sociólogo americano Thomas Sanders, em estudo publicado na revista Fieldstaff Reports.[8]

Criação do Tocantins[editar | editar código-fonte]

Araguaína era a quarta maior cidade do estado de Goiás, de 1980 a 1986, estando logo atrás de Luziânia, Anápolis e Goiânia, e a maior da região separatista do Tocantins. Com a promulgação da Constituição de 1988 e a consequente emancipação do norte de Goiás, tornou-se a maior cidade do novo estado e a sua pretensa capital, mas não foi escolhida por fatores geográficos, sociais e políticos, principalmente por influência de José Sarney, então presidente da República, que, segundo o governo do estado na época, não queria prejudicar o desenvolvimento da cidade de Imperatriz, no Maranhão, a 250 km.

A inesperada escolha de Miracema como capital provisória por Siqueira Campos, então primeiro governador eleito do estado e um dos principais líderes do movimento pela emancipação, provocou uma revolta popular que interditou a rodovia federal Belém-Brasília por mais de um dia, deixando diversos carros e ônibus vandalizados. Miracema sequer manifestava a pretensão de se tornar capital, restando a disputa sobretudo entre Araguaína e Porto Nacional. O tumulto, protagonizado principalmente pela classe de caminhoneiros, somente encerrou após negociações envolvendo lideranças locais, incluindo o então prefeito Robson dos Santos, opositor de Campos e contrário à escolha de Miracema. À época, Santos denunciou que a decisão havia se dado por interesses imobiliários de empresas goianas financiadoras da campanha de Campos ao governo.[9]

História recente[editar | editar código-fonte]

Araguaína passou a ser conhecida como a "Capital do Boi Gordo" na década de 90, com a consolidação de grandes propriedades rurais, destacando-se a criação de gado para cria, recria, engorda e abate, a produção leiteira e de produtos agrícolas. Nos anos 2000, passou a receber grandes empreendimentos imobiliários e investimentos na infraestrutura, sobretudo devido à inauguração de trecho da Ferrovia Norte-Sul em 2007 e às novas expansões da fronteira agrícola do MATOPIBA.

Em junho de 2013, acompanhando a onda de manifestações populares que se espalharam por todo o Brasil, cerca de 7 mil pessoas marcharam nas ruas de Araguaína contra a corrupção e por mais investimentos em gastos sociais, como em saúde e educação. Na ocasião, foram apreendidos artefatos explosivos, latas de tintas, barras de ferro, produtos incendiários e outros. A Polícia Militar contou com a colaboração direta de manifestantes pacíficos que conclamavam por ordem e paz na manifestação.[10]

Economia[editar | editar código-fonte]

Araguaína é um centro econômico forte e estratégico, indutor de desenvolvimento regional, inserido em uma das regiões que mais crescem atualmente no Brasil. Destaca-se por seu centro comercial varejista e atacadista, atendendo um mercado de 2 milhões de consumidores em um raio de 250 km. O comércio é alimentado pela força do agronegócio, cada vez mais profissionalizado e produtivo. A agricultura de precisão na produção de grãos e a pecuária de ponta movimentam as demais cadeias produtivas. O município conta com 6 frigoríficos exportadores, além de 2 unidades produtoras e de abate de frango. Na silvicultura, os mais de 100 mil hectares de floresta plantados, incluindo eucaliptos, seringueiras e madeiras nobres, geram oportunidade de negócios nos setores de movelaria, produção de celulose e de carvão.

Nos últimos anos, Araguaína recebeu grandes empreendimentos imobiliários de alto padrão e passou a se verticalizar. Foram construídos novos conjuntos habitacionais, com infraestrutura completa, atingindo a meta de 6 mil moradias erguidas em 4 anos. A mais recente revisão do Plano Diretor Municipal permitiu o crescimento ordenado da cidade, sem ocupações irregulares, além de uma gestão de águas moderna e com proteção às nascentes fluviais em sua área.

O município é cortado por 3 grandes linhas de transmissão energética nacionais e se localiza a 80 km de uma hidroelétrica. Recentemente, iniciou um programa de incentivos fiscais para a produção de energia eólica, visando aproveitar a alta incidência solar da cidade.

Saúde e educação[editar | editar código-fonte]

Histórica referência regional na saúde, Araguaína apresenta, pela rede pública, o HDT-UFT, hospital universitário especializado em doenças tropicais. Pelas redes estadual e municipal, conta com modernos centros de reabilitação para atender os estados vizinhos. O município é referência estadual em educação e também para o sul dos estados do Pará e do Maranhão. Por tal razão, estudantes de outros estados se deslocam para a cidade, que se ajustou nos últimos anos à faceta de cidade universitária. Além do ensino básico e fundamental, o município conta com 5 universidades, sendo 3 públicas (Universidade Federal do Tocantins, Instituto Federal do Tocantins e a recém-criada Universidade Federal do Norte do Tocantins, da qual o município será sede). O município apresenta também as maiores escolas técnicas e profissionalizantes do estado do Tocantins.

Destacam-se os cursos de Medicina, Direito, Administração e outros voltados principalmente à economia local, como Medicina Veterinária, Zootecnia, Logística, Cooperativismo, Turismo e Engenharia de Produção. A UFT oferece ainda os cursos de Matemática, Física, Biologia, Química, Letras, Geografia e História. O Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos (ITPAC), maior universidade particular da região, oferece também, além daqueles já mencionados, os cursos de Ciências Contábeis, Educação Física, Enfermagem, Sistema de Informação, Pedagogia, Farmácia, Odontologia e Engenharias (de Produção, Civil e Elétrica).

Transportes[editar | editar código-fonte]

A localização geográfica de Araguaína possibilitou uma forte integração inter-regional para a circulação de pessoas e mercadorias, através de transportes aéreo e terrestre, contando com estradas federais, estaduais e municipais. Destaca-se, por sua importância histórica e econômica à cidade, a BR-153 (Belém-Brasília), quarta maior rodovia brasileira. Desde outubro de 2007, durante o governo de Luís Inácio Lula da Silva, o município também passou a ser servido pela Ferrovia Norte-Sul.

O município dispõe do Aeroporto de Araguaína (IATA: AUX, ICAO: SWGN) com capacidade para pouso e decolagem de aeronaves de pequeno e médio porte, sendo, em 2017, reformado e redimensionado para atender um maior número de voos. O primeiro aeroporto foi construído onde hoje é a Vila Aliança; o segundo, próximo ao Terminal Rodoviário; e o atual, no Setor Aeroporto, próximo ao Bairro de Fátima. Desde 2017, o aeroporto é servido por voos da Passaredo, que opera em parceria com a LATAM.

O transporte coletivo da cidade era inicialmente operado pela empresa Rápido Amazonas, que tinha apenas um ônibus. Posteriormente, a concessão passou para Rubens Gonçalves Aguiar, ex-mecânico da Rápido Amazonas e proprietário da nova Viação Lontra, então encarregada pelo serviço. Em 2015, o contrato com a Viação Lontra se encerrou, passando a concessão para a Cooperlota, que faliu meses depois por motivos financeiros e judiciais. Em junho de 2016, a prefeitura contratou uma nova empresa, Passaredo, que desde então dá continuidade aos serviços de transporte coletivo municipal.

Comunicação[editar | editar código-fonte]

O primeiro posto de correio oficioso, criado em 1969, funcionava na prefeitura e operava o sistema de postagem simples (cartas simples), tendo como primeira administradora Izabel Milhomem. O transporte de malas era feito por Francisco Luz, em um Jeep, por Carolina, no estado do Maranhão, de onde seguia por via aérea para os respectivos destinos. Em 1972, o posto passou ser denominado "Agência Postal Rádio Telegráfica", cuja instalação oficial ocorreu em 5 de abril do mesmo ano em um espaço cedido pela prefeitura na Praça das Nações, sob jurisdição da Diretoria Regional do Pará. Em 8 de maio de 1973, sob a gerência de Lúcia Godói, a agência foi transferida para uma sede própria, construída em terreno doado pela prefeitura. Com a nova instalação, os serviços postais passaram a ser diretos, não mais via Maranhão. Atualmente, além da própria sede, há duas outras agências, uma localizada na Estação Rodoviária de Araguaína e outra na Cônego João Lima, importante avenida no centro da cidade.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Dentre os pontos turísticos da região urbana de Araguaína, destacam-se o Parque Cimba, o Lago Azul e o Cristo Redentor. Também são oferecidos diversos serviços de lazer, como paintball, cinemas, boates e grandes festas universitárias. Contudo, o forte do município é a exploração do ecoturismo, um dos segmentos que mais crescem no país segundo a Organização Mundial do Turismo. A cidade é privilegiada por suas belezas naturais, com fauna, flora e, principalmente, água abundante que forma belas paisagens. O seu potencial hídrico, formado principalmente por rios, cachoeiras, córregos e ribeirões nos arredores da cidade, proporciona diversos pontos de lazer em clubes e chácaras que oferecem diversão à população local e turistas.[11] A 26 km do município se localiza a Cachoeira Véu de Noiva, onde se oferece áreas de camping, churrasco, campos de futebol, piscinas, sala de jogos, restaurante e quartos para aluguel, chegando a receber, em média, 250 pessoas nos finais de semana mais movimentados, como feriados.

Araguaína sedia uma das maiores e mais tradicionais cavalgadas do país, reunindo cerca de cinco mil cavaleiros e amazonas de várias partes do estado, com seus objetos e trajes tradicionais, como o berrante e a cabaça. Além destes, participam dezenas de comitivas de todo o Tocantins e mais de 100 mil espectadores (2014)[12]. As cavalgadas são eventos anuais que abrem a programação da Exposição Agropecuária de Araguaína (Expoara), realizada nos meses de junho.

Durante o mês de julho, quando baixa o nível das águas do Rio Araguaia, inicia-se a temporada de praias do estado, o que incrementa consideravelmente a estrutura e os recursos oferecidos pelas secretarias regionais de turismo. As praias que surgem, muitas vezes ilhadas, são locais propícios para camping, festas, churrasco e lazer em família. As mais próximas são as do Garimpinho, do Genésio, dos Porcos e do Urubu, a cerca de 35 km da cidade e cujo acesso se dá pela rodovia estadual TO-226, mas se destacam também as praias de Araguanã e do Escapole, distantes cerca de 100 km da cidade, no município de Araguanã.[13]

Clima[editar | editar código-fonte]

Gráfico climático para Araguaína
J F M A M J J A S O N D
 
 
244
 
29
23
 
 
255
 
29
23
 
 
281
 
29
23
 
 
207
 
29
22
 
 
87
 
30
22
 
 
16
 
31
21
 
 
9
 
33
20
 
 
18
 
35
21
 
 
57
 
36
23
 
 
132
 
35
24
 
 
175
 
33
23
 
 
224
 
31
23
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: [14]

O clima do município de Araguaína é tropical úmido, do tipo "Aw" na classificação climática de Köppen-Geiger, com uma estação definida de chuvas, entre os meses de outubro a maio, e uma estação seca, entre os meses de junho a setembro, com precipitação anual acima de 1,700 mm. As temperaturas são elevadas durante todo o ano, com mínima de 22 ºC e máxima de 32 ºC, chegando aos 36 ºC em setembro.[14] Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a menor temperatura registrada, desde 1984, foi de 11,3 ºC nos dias 11 de agosto de 1986 e 20 de agosto de 1988.[15] A maior, por sua vez, atingiu 38,2 ºC em 23 de setembro de 2011 e 15 de setembro de 2010.[16] O maior acumulado de chuva observado em 24 horas foi de 137,8 mm, em 25 de abril de 1997.[17] Em março de 1987 foi registrado o maior volume de chuva em um mês, de 572,6 mm.[18]

Cultura e lazer[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

O primeiro cinema de Araguaína se instalou em dezembro de 1960, sob o nome de Cine Luz, localizado na Avenida Castelo Branco, sendo o seu proprietário Carlos Oliveira da Luz. Posteriormente, instalou-se também o Cine Natal, de propriedade da Igreja Católica, localizado na Praça São Luiz Orione. O primeiro foi desativado em meados de março de 1979, quando o seu proprietário se mudou para o Pará. O segundo, por sua vez, passou a ser alugado para particulares, restringindo a programação a pornografia e artes marciais. O fechamento se deu em 1985 por razões judiciais, após o locatário trazer uma trupe de atores para fazer sexo ao vivo, escândalo punido com a rescisão do contrato.

Durante os anos 2000, coexistiram como cinemas o Espaço Cultural, na Avenida Tocantins, e o Top Cine, na Cônego João Lima (centro). Mais recentemente, passou a operar também o Mobi Cine, na Marginal Neblina.

Esporte[editar | editar código-fonte]

Araguaína dispõe do Estádio Leôncio Miranda, também conhecido como "Mirandão", administrado pelo governo estadual, com capacidade de até 15.000 torcedores e local de mando dos jogos do Araguaína Futebol e Regatas, fundado em 1997, e do Sociedade Desportiva Sparta, fundado em 2006. O primeiro, apelidado de "Tourão do Norte" por seus torcedores, chegou a ser a equipe de futebol de maior torcida do estado, tendo disputado o Campeonato Brasileiro da Série C (2011) e sido o primeiro time de futebol masculino do Tocantins, desde a criação do estado, a subir de série em uma competição nacional. O Sparta, por sua vez, conquistou em 2016 o seu primeiro título do Campeonato Tocantinense.

Política[editar | editar código-fonte]

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

A ideia de geminação de cidades, ou de cidades-irmãs, é uma iniciativa do Núcleo das Relações Internacionais, que busca a integração entre municípios nacionais e estrangeiros, firmada por convênios de cooperação com o objetivo de assegurar a manutenção da paz entre os povos, baseada em fraternidade, felicidade, amizade e respeito recíproco entre as diferentes nações.[19] Araguaína tem duas cidades-irmãs oficiais[20], sendo elas:

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais (19 de julho de 2013). «Divisão Territorial do Brasil». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 27 de setembro de 2013 
  2. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. Cópia arquivada em 9 de novembro de 2011 
  3. «ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NO BRASIL E UNIDADES DA FEDERAÇÃO COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2015» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 28 de agosto de 2015. Consultado em 29 de agosto de 2015 
  4. http://g1.globo.com/brasil/idhm-2013/platb/
  5. a b «Produto Interno Bruto dos municípios - 2012». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 26 dez. 2014 
  6. IBGE (2014). «Pesquisa IBGE 2014.» 
  7. «Araguaína está entre as 20 metrópoles do futuro de "Veja", impulsionada pelo setor de serviços». www.clebertoledo.com.br. Consultado em 11 de julho de 2017 
  8. Barros, Raylinn (14 de novembro de 2014). «João Batista e família». Jornal do Tocantins 
  9. Givaldo Corcinio (25 de novembro de 2011), Manifestação Araguaina 1988, consultado em 11 de julho de 2017 
  10. «Sete mil pessoas participam de manifestação em Araguaína e Polícia Militar garante a ordem pública - Notícias - Polícia Militar». www.pm.to.gov.br. Consultado em 11 de julho de 2017 
  11. Helen, Monik. «Praias e cachoeiras compõem cenário turístico de Araguaína». T1 Notícias. Consultado em 20 de julho de 2017 
  12. «Tradicional cavalgada em Araguaína reúne cerca de cinco mil pessoas». Tocantins. 9 de junho de 2014 
  13. Pires, Luiz. «Turismo - Praias do Rio Araguaia, no Tocantins, misturam animação com tranquilidade junto à natureza». T1 Notícias. Consultado em 20 de julho de 2017 
  14. a b Instituto Nacional de Meteorologia. «Climatologia: Araguaína - TO». Climatempo. Consultado em 31 de julho de 2014 
  15. «BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Mínima (ºC) - Araguaína». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 31 de julho de 2014 
  16. «BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Máxima (ºC) - Araguaína». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 31 de julho de 2014 
  17. «BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Precipitação (mm) - Araguaína». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 31 de julho de 2014 
  18. «BDMEP - Série Histórica - Dados Mensais - Precipitação Total (mm) - Araguaína». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 31 de julho de 2014 
  19. «Home page - Center for International Relations». Center for International Relations 
  20. «História de Araguaína». Scribd 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]