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Arte contemporânea

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Mural Etnias no Rio de Janeiro

A arte contemporânea constitui o conjunto de manifestações estéticas que, emergindo na segunda metade do século XX — com especial vigor a partir da década de 1960, e extende-se até hoje—, assinala o esgotamento do projeto modernista e a transição para um modelo de pluralidade discursiva.[1] Esta vertente abdica da autonomia da forma e da busca pela beleza canónica para se instituir como um campo de interrogação crítica. Nela, a distinção entre as belas-artes e o quotidiano desvanece-se, permitindo que a obra se manifeste através de uma amálgama de materiais e linguagens — desde dispositivos tecnológicos a objetos triviais e ações efémeras.

A este cenário sobrepõe-se a arte pós-contemporânea, definida não como um período cronológico posterior, mas como uma mudança na própria estrutura temporal da atualidade, manifestando-se como um tempo onde o futuro determina o presente. Nesta condição, o presente deixa de ser a categoria primária da experiência estética, sendo "antecipado pelo futuro" através de um complexo temporal especulativo onde a infraestrutura técnica — composta por algoritmos, grandes volumes de dados e ferramentas de modelagem como o BIM integram já as nossas ações presentes.[2]

Artistas contemporâneos trabalham em um mundo globalmente influenciado, culturalmente diverso e tecnologicamente avançado. Diversificada e eclética, a arte contemporânea como um todo se distingue pela própria falta de um princípio organizador uniforme, ideologia ou " -ismo ". A arte contemporânea faz parte de um diálogo cultural que diz respeito a estruturas contextuais mais amplas, como identidade pessoal e cultural, família, comunidade e nacionalidade.

Depois da guerra, os artistas mostraram-se voltados às verdades do inconsciente e interessados pela reconstrução da sociedade.[3] Sobrepôs-se aos costumes a necessidade da produção em massa. Quando surgia um movimento na arte, este revelava-se por meio das variadas linguagens, através da constante experimentação de novas técnicas.[4]

A arte contemporânea se mostrou mais evidente na década de 50, período que muitos estudos consideram o início do seu estado de plenitude.[4] A efervescência cultural da década começou a questionar a sociedade do pós-guerra, rebelando-se contra o estilo de vida difundido no cinema, na moda, na televisão e na literatura.

Além disso, os avanços tecnológicos foram convulsivamente impulsionados pela corrida espacial e, como amostra dessa influência, as formas dos objetos tornaram-se, quase subitamente, aerodinâmicas e alusivas ao espaço, com forte recorrência ao brilho do vinil. A ciência e a tecnologia abriram caminho à percepção das pessoas, de que a arte feita por outros, poderia estar a traduzir as suas próprias vidas.[5]

Se a velocidade das máquinas e o movimento foram dois dos pilares da arte moderna, a percepção do tempo, por sua vez, continua sendo fator motivante para as expressões artísticas contemporâneas. Tal fato pode ser percebido nas interações em tempo real, fruto de assombrosos avanços tecnológicos, bem como das reflexões cada vez mais profundas sobre a inter-relação do homem com o espaço quadridimensional.[6]

Outro enfoque da produção contemporânea, propôs auto descobertas àqueles que observam e fruem, por meio de experiências midiáticas organizadas em instalações.[4]

A consciência ecológica e o reaproveitamento de materiais são temas recorrentes, que se popularizaram no final do século XX.[7]

Em paralelo, a revolução digital e a consequente globalização, por meio da internet, formam o período mais recente da contemporaneidade.[8]

Períodos

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Este é um termo historicamente enraizado — com ele designa-se a arte de vanguarda desde o fim da Segunda Guerra Mundial até ao presente. Está geneticamente ligada à arte do vanguarda ou do modernismo, mas representa um novo ciclo de linguagens visuais, com ênfase nos próprios modelos linguísticos (o que é característico de todos os outros tipos de cultura e formas de conhecimento neste período). Inclui um espectro cada vez maior de técnicas, impulsionado tanto pelo desenvolvimento das tecnologias quanto pelo conhecimento do homem sobre o seu próprio corpo e o seu lugar no mundo. O espectro temático da arte contemporânea é infinitamente amplo; ela reage a quaisquer manifestações da atividade humana (às quais, nas últimas décadas, se somaram as atividades de outros organismos biológicos, bem como de robôs), e de modo algum apenas a manifestações chocantes e provocatórias[9].

Diz o curador da obra, que consiste em um espelho montado sobre tela: “Em vez de olhar para uma imagem feita pelo artista, o espectador é agora confrontado por si mesmo, questionando assim uma noção de longa data de que a pintura transcende a realidade.”

Entre 1945 e 2021

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Entre os movimentos mais célebres estão: Arte bruta, Arte informal, Expressionismo abstrato, Arte cinética, Combine, Assemblage, Pop art, Fluxus, Op art, Instalação entre outros.[1]

Pós 1960

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Entre os movimentos mais célebres estão: Minimalismo, Arte conceptual, Body art, Hiper-realismo, Videoarte, Happening, Arte povera, Transvanguarda, Internet art, Arte urbana, Graffiti entre outros.[1]

Referências

  1. 1 2 3 Dempsey, Amy. Estilos, escolas e movimentos: Guia enciclopédico da arte moderna. Tradução: Carlos Eugênio Marcondes de Moura. São Paulo: Cosac & Naify, 2003. 304 p.
  2. Avanessian, Armen; Hennig, Anke (2016). The Post-Contemporary. Cambridge: Polity. ISBN 978-1509509263
  3. Andrew Graham-Dixon (2012). Arte, o guia visual definitivo. [S.l.]: Publifolha. 612 páginas. p.500-501
  4. 1 2 3 Enciclopédia Itaú Cultural (10 de novembro de 2011). «Arte Contemporânea». Consultado em 24 de julho de 2013
  5. Rosemary Lambert (1981). A Arte do Século XX. [S.l.]: História da Arte da Universidade de Cambridge. 90 páginas. p. 80
  6. Ocvirk, Otto G. (2013). «Fundamentos de Arte - Busca por uma nova dimensão espacial». McGrall Hill. Consultado em 17 de fevereiro de 2015 p. 254.
  7. Maria Fernanda Vomero (10 de maio de 2013). «Exposição une arte e ecologia». Globo.com. Consultado em 25 de julho de 2013. Arquivado do original em 22 de fevereiro de 2014
  8. Lev Manovich (2001) The Language of New Media Cambridge, Massachusetts: The MIT Press. (em inglês)
  9. «Sergey Popov. Texto sobre arte contemporânea. Artguide». Artguide. Consultado em 9 de agosto de 2017. Cópia arquivada em 8 de agosto de 2017

Ligações externas

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