Baptiste Louis Garnier

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Baptiste Louis Garnier
Nascimento 4 de março de 1823
Morte 1 de outubro de 1893 (70 anos)
Ocupação editor

Baptiste-Louis Garnier (Paris, 4 de março de 1823Rio de Janeiro, 1 de outubro de 1893)[1] foi um dos principais editores do Brasil da segunda metade do século XIX.[2] Vindo da França, no Rio de Janeiro construiu a Livraria Garnier, que editava seus livros no Brasil e os imprimia em Paris e em Londres.[3] Segundo conta-se, "parece ter sido o primeiro editor brasileiro a encarar a impressão e a edição como atividades completamente diferentes"[4]

Seu relacionamento profissional com Machado de Assis, publicando pela primeira vez obras como Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1891), durou cerca de 20 anos,[5] e ampliou o mercado editorial da época.[6]

No final do século XIX, sua saúde ficou precária e a editora foi ao declínio. A área editorial da Garnier foi fechada em 1934, cedendo à "depressão e ao sucesso" do concorrente José Olympio.[7]

Referências

  1. Alexandra Santos Pinheiro. «Baptiste Louis Garnier: O Homem e o Empresário» (PDF). Consultado em 7 dez. 2010 
  2. Allan Alvaro Jr Santos, Adolfo Caminha, p.200.
  3. Rinaldo de Fernandes,Tripoli Gaudenzi, O Clarim e a oração: cem anos de Os sertões (Geração Editorial, 2002), p.230. ISBN 8575090550
  4. Vera Teixeira de Aguiar,Alice Áurea Penteado Martha, Territórios da leitura: da literatura aos leitores (UNESP, 2006), Volume 2004, p.246. ISBN 8598605085
  5. ASSIS, Machado de. "Garnier" in A Semana, Gazeta de Notícias, 08/10/1893.
  6. Reis, Rutzkaya Queiroz dos. "Machado de Assis e Garnier: o escritor e o editor no processo de consolidação do mercado editorial", p.5. Disponível em http://www.livroehistoriaeditorial.pro.br/pdf/rutzkayaqueiroz.pdf
  7. Vera Teixeira de Aguiar,Alice Áurea Penteado Martha, p.247.