Djamila Ribeiro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Djamila Ribeiro
Conhecido(a) por ciberfeminismo e militância negra
Nascimento 1 de agosto de 1980 (40 anos)
Santos, São Paulo, Brasil
Residência Brasil
Nacionalidade brasileira
Alma mater Universidade Federal de São Paulo
Orientador(es) Edson Luís de Almeida Teles
Campo(s) Filosofia e feminismo

Djamila Taís Ribeiro dos Santos (Santos, 1 de agosto de 1980) é uma filósofa, feminista negra, escritora e acadêmica brasileira. É pesquisadora e mestra em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Tornou-se conhecida no país por seu ativismo na Internet, atualmente é colunista do jornal Folha de S. Paulo.[1]

Djamila Ribeiro tornou-se um nome conhecido quando se fala em ativismo negro no Brasil, tudo isso sob um espectro pop: presença ativa nas redes sociais, possuindo mais de 800 mil seguidores, somente no Instagram. Conhecida como filósofa pop, já que alguns de seus feitos englobam uma presença em diversos meios de comunicações populares, que estão desde participações no programa Saia Justa, do GNT, até um programa de entrevistas conduzido por ela no canal Futura. Em 2016, foi nomeada secretária-adjunta de Direitos Humanos e Cidadania da cidade de São Paulo.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Iniciou o contato com a militância ainda na infância. Uma das grandes influências foi o pai, estivador, militante e comunista, um homem que mesmo com pouco estudo formal, era culto. O nome Djamila, de origem africana, foi uma escolha dele.[1] Aos 18 anos se envolveu com a Casa da Cultura da Mulher Negra, uma organização não governamental santista, e passou a estudar temas relacionados a gênero e raça.[3]

Graduou-se em Filosofia pela Unifesp, em 2012, e tornou-se mestra em Filosofia Política na mesma instituição, em 2015, com ênfase em teoria feminista. Em 2005, interrompeu uma graduação em Jornalismo. Suas principais atuações são nos seguintes temas: relações raciais e de gênero e feminismo. É colunista online da CartaCapital, Blogueiras Negras e Revista AzMina e possui forte presença no ambiente digital, pois acredita que é importante apropriar a internet como uma ferramenta na militância das mulheres negras, já que, segundo Djamila, a "mídia hegemônica" costuma invisibilizá-las.[4]

Em maio de 2016, foi nomeada secretária-adjunta de Direitos Humanos e Cidadania da cidade de São Paulo durante a gestão do prefeito Fernando Haddad.[5]

Escreveu o prefácio do livro "Mulheres, raça e classe" da filósofa negra e feminista Angela Davis, obra inédita no Brasil e que foi traduzida e lançada em setembro de 2015.[1] Participa constantemente de eventos, documentários e outras ações que envolvam debates de raça e gênero.[6][7][8]

Em 2018, a ensaísta prolífica Djamila Ribeiro foi um dos 51 autores, oriundos de 25 países, convidados a contribuir para Os papéis da liberdade ("The Freedom Papers").[9] Ao longo de sua trajetória, recebeu algumas premiações como Prêmio Cidadão SP em Direitos Humanos, em 2016. Trip Transformadores, em 2017. Melhor colunista no Troféu Mulher Imprensa em 2018, Prêmio Dandara dos Palmares e está entre as 100 pessoas mais influentes do mundo abaixo de 40 anos, segundo a ONU. Também é conselheira do Instituto Vladimir Herzog e visitou a Noruega a convite do governo Norueguês para conhecer as políticas de equidade de gênero do país, em 2017. Foi escolhida como “Personalidade do Amanhã” pelo governo francês em 2019. Djamila foi capa da Revista Gol, Revista Claudia, colunista da Carta Capital e Revista Elle Brasil.[10][11]

Fez consultoria de conteúdo para a marca Avon[carece de fontes?], para a Rede Globo de Televisão no programa Amor e Sexo, entre outras empresas e instituições. É idealizadora e coordenadora do Selo Sueli Carneiro.[12]

Obras[editar | editar código-fonte]

  • O que é lugar de fala?. Belo Horizonte: Letramento, 2017. ISBN: 978-85-9530-040-8.
  • Quem tem medo do feminismo negro? São Paulo: Companhia das Letras, 2018. ISBN: 978-85-359-3113-6.
  • Pequeno manual antirracista. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. ISBN: 978-85-359-3287-4.
  • Lugar de Fala. São Paulo: Pólen Livros, 2019. ISBN: 978-85-98349-68-8.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Ana Flávia Oliveira (ed.). «Djamila Ribeiro, a voz da consciência negra feminina no Brasil». VICE. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  2. «Djamila Ribeiro: a filósofa que se tornou uma das principais vozes no combate ao racismo | Donna». GaúchaZH. 17 de maio de 2019. Consultado em 19 de fevereiro de 2020 
  3. Djamila Ribeiro (ed.). «Djamila Ribeiro». Afronta. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  4. Marieta Cazarré (ed.). «Movimentos sociais encontram na internet o caminho para mobilizar militantes». Agência Brasil. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  5. Norma Odara (ed.). «Djamila Ribeiro é nomeada secretária-adjunta de Direitos Humanos de São Paulo». Brasil de Fato. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  6. Rádio ONU (ed.). «Brasileiros são destaque em evento da ONU sobre afrodescendentes». Rádio ONU. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  7. Redação Hypeness (ed.). «Recém lançado, doc feminista 'Corpo Manifesto' reúne depoimentos de Laerte, Márcia Tiburi e Djamila Ribeiro». Hypeness. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  8. Artur Francischi (ed.). «Documentário brasileiro reúne histórias de mulheres negras; confira entrevista com a diretora Day Rodrigues». Prosa Livre. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  9. «Djamila Ribeiro - Prince Claus Fund». princeclausfund.org. Consultado em 19 de fevereiro de 2020 
  10. «Djamila Ribeiro já entrou para a História literária». Geledés. 10 de novembro de 2018. Consultado em 19 de fevereiro de 2020 
  11. «Djamila Ribeiro - Grupo Companhia das Letras». www.companhiadasletras.com.br. Consultado em 19 de fevereiro de 2020 
  12. «Djamila Ribeiro: a filósofa que se tornou uma das principais vozes no combate ao racismo | Donna». GaúchaZH. 17 de maio de 2019. Consultado em 19 de fevereiro de 2020