Fio Maravilha

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João Batista de Sales, o Fio Maravilha (Conselheiro Pena, 19 de janeiro de 1945) é um ex-futebolista brasileiro.

No Brasil, Fio Maravilha defendeu o Flamengo, o Paysandu, o CEUB de Brasília, a Desportiva Ferroviária e o São Cristóvão. Nos Estados Unidos, o atacante jogou por New York Eagles, Monte Belo Panthers e San Francisco Mercury.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Levado por seu irmão Germano (ex-ponta-esquerda do Flamengo, Milan e Palmeiras) ao Flamengo, João Batista começou a carreira no clube da Gávea, aos 15 anos. O jogador não era um craque, tinha um futebol "folclórico" e "desengonçado", mas era muito querido pela torcida flamenguista. Era conhecido por driblar zagueiros e logo depois, perder gols "feitos". Ganhou o apelido de "Fio Maravilha", após marcar o gol da vitória (1 a 0) de uma partida da equipe carioca contra o Benfica, de Portugal. Foi homenageado pelo cantor Jorge Ben Jor com a canção homônima, grande sucesso nacional.

No início dos anos 80, Fio mudou-se para os Estados Unidos, onde foi atuar no New York Eagles. Defendeu a equipe durante meia temporada (quatro meses) e depois recebeu um convite para defender um time semiprofissional de Los Angeles, o Monte Belo Panthers. Foi naquela época que Fio conheceu San Francisco. Gostou tanto da cidade que resolveu ficar por lá, mesmo que tivesse que abandonar a carreira. Foi o que fez, tornando-se entregador de pizzas.[2] Logo se tornou técnico e treinador de equipes de futebol infanto-juvenis.

Pelo Flamengo, João Batista marcou 44 gols em 167 partidas. Teve breve passagem pelo tradicional São Cristóvão, onde, em 1975, participou do jogo em que o São Cristóvão derrotou o Flamengo em pleno Maracanã. No ano de 1972, levado pelo técnico Walter Miraglia, teve ainda uma rápida passagem pelo Avaí.[3] No ano de 1973 disputou o campeonato brasileiro pela Desportiva Ferroviária, este o primeiro brasileiro disputado por um clube capixaba, mas uma coisa que poucos sabem foi que Fio não era o jogador que os diretores da Desportiva queriam, Ney Ventura vice presidente da Desportiva foi até o Rio de Janeiro em busca de uma contratação de impacto para chamar o público aos jogos da equipe capixaba, André Richer então presidente do Flamengo tinha um bom relacionamento com Ney, o que facilitou a conversa, os dois observavam os atletas da base do Flamengo quando Ney apontou para um atleta franzino que o interessou, Zagallo então técnico rubro negro vetou na hora, e ofereceu Fio Maravilha em seu lugar, o jogador que Zagallo não deixou a Desportiva levar era Arthur Antunes Coimbra, o Zico.

Em 2007, disse numa entrevista em rede nacional que seu processo contra Jorge Ben Jor fora um mal entendido e autorizava o cantor a voltar a cantar a música da forma original, utilizando seu apelido.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Flamengo[editar | editar código-fonte]

Desportiva, ES[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]