Fio Maravilha

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Disambig grey.svg Nota: Se procura a canção de Jorge Ben Jor, veja Fio Maravilha (canção).
Fio Maravilha
Fio Maravilha
Doval (em pé) e Fio em 1971
Informações pessoais
Nome completo João Batista de Sales
Data de nasc. 19 de janeiro de 1945 (76 anos)
Local de nasc. Conselheiro Pena, Minas Gerais, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Apelido Fio Maravilha
Informações profissionais
Clube atual aposentado
Posição atacante
Clubes de juventude
1960–1965 Flamengo
Clubes profissionais
Anos Clubes
1965–1973
1972
1973–1974
1974
1975–1976
1975
1975
1977–1980
1981
1981–1983
1983–1985
Flamengo
Avaí (emp.)
Desportiva Ferroviária
Paysandu
CEUB
Bangu (emp.)
São Cristóvão (emp.)
São Cristóvão
New York Eagles
Monte Belo Panthers
San Francisco Mercury

João Batista de Sales, mais conhecido como Fio Maravilha (Conselheiro Pena, 19 de janeiro de 1945), é um ex-futebolista brasileiro que atuava como atacante.

No Brasil, Fio Maravilha defendeu o Flamengo, o Avaí, a Desportiva Ferroviária, o Paysandu, o CEUB, o Bangu e o São Cristóvão. Nos Estados Unidos, o atacante passou por três clubes: New York Eagles, Monte Belo Panthers e San Francisco Mercury.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Levado por seu irmão Germano (ex-ponta-esquerda do Flamengo, Milan e Palmeiras) ao Flamengo, João Batista começou a carreira no clube da Gávea, aos 15 anos. O jogador não era um craque, tinha um futebol "folclórico" e "desengonçado", mas era muito querido pela torcida flamenguista.[2]

Era conhecido por driblar zagueiros e logo depois, perder gols "feitos"[carece de fontes?]. Ganhou o apelido de "Fio Maravilha", após marcar o gol da vitória (1 a 0) de uma partida da equipe carioca contra o Benfica, de Portugal. Foi homenageado pelo cantor Jorge Ben Jor com a canção homônima, grande sucesso nacional.

No início dos anos 1980, mudou-se para os Estados Unidos, onde foi atuar no New York Eagles. Defendeu a equipe durante meia temporada (quatro meses) e depois recebeu um convite para defender um time semi-profissional de Los Angeles, o Monte Belo Panthers. Foi naquela época que Fio conheceu São Francisco. Gostou tanto da cidade que resolveu ficar por lá, mesmo que tivesse que abandonar a carreira. Foi o que fez, tornando-se entregador de pizzas. Logo se tornou técnico e treinador de equipes de futebol infanto-juvenis.

Pelo Flamengo, marcou 79 gols em 289 partidas.[3] Teve breve passagem pelo tradicional São Cristóvão, onde, em 1975, participou do jogo em que o São Cristóvão derrotou o Flamengo em pleno Maracanã. No ano de 1972, levado pelo técnico Válter Miraglia, teve ainda uma rápida passagem pelo Avaí. No ano de 1973 disputou o Campeonato Brasileiro pela Desportiva Ferroviária, este, o primeiro Campeonato Brasileiro disputado por um clube capixaba. Uma coisa que poucos sabem é que Fio não era o jogador que os diretores da Desportiva queriam; Ney Ventura, vice-presidente da Desportiva, foi até o Rio de Janeiro em busca de uma contratação de impacto para chamar o público aos jogos da equipe capixaba. André Richer, então presidente do Flamengo, tinha um bom relacionamento com Ney, o que facilitou a conversa. Os dois observavam os atletas da base do Flamengo, quando Ney apontou para um atleta franzino que o interessou. Zagallo, então técnico rubro-negro, vetou na hora, e ofereceu Fio Maravilha em seu lugar. O jogador que Zagallo não deixou a Desportiva levar era Arthur Antunes Coimbra, o Zico.[4]

Em 2007, disse numa entrevista em rede nacional que seu processo contra Jorge Ben Jor fora um mal entendido e autorizava o cantor a voltar a cantar a música da forma original, utilizando seu apelido.[5]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Flamengo[editar | editar código-fonte]

Desportiva[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Fio Maravilha - Que fim levou?». Terceiro Tempo. Consultado em 9 de junho de 2020 
  2. Leandro Stein (19 de janeiro de 2015). «O atacante folclórico que fez o maior golaço da MPB completa 70 anos: Fio Maravilha». Trivela. Consultado em 9 de junho de 2020 
  3. Mauro Cezar Pereira (22 de outubro de 2013). «O que há entre o simplório Fio Maravilha e artistas intelectualizados das biografias não autorizadas». ESPN.com.br. Consultado em 9 de junho de 2020 
  4. Murilo Cuzzuol (16 de maio de 2020). «Zico quase fechou com a Desportiva em 1973, mas quem chegou foi Fio Maravilha». A Gazeta. Consultado em 9 de junho de 2020 
  5. Juca Kfouri (19 de janeiro de 2020). «O pecado de Fio Maravilha, que completa 75 anos». Folha de S.Paulo. Consultado em 9 de junho de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]