Guerra Civil Russa

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Guerra Civil Russa
CWRArticleImage.jpg
Compilação de imagens da Guerra da Guerra Civil Russa.
Data 7 de novembro de 191725 de outubro de 1922/16 de junho de 1923
Local Rússia, Mongólia, Tuva e Pérsia
Desfecho Vitória do Exército Vermelho na Rússia, Ucrânia, Bielorrússia, Geórgia, Cazaquistão, Azerbaijão, Tuva e Mongólia Exterior.

Vitória dos movimentos de independência na Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia.
Mudanças
territoriais
Consolidação da União Soviética;
Combatentes
Flag of Russia (1918–1920).svg Rússia Soviética

Red flag.svg Socialistas Revolucionários de Esquerda
Darker green and Black flag.svg Exército Verde


Black flag.svg Exército Insurgente Makhnovista
Exército Negro Anarquista (ocasionalmente)

Rússia Movimento Branco[nota 1]

Novas repúblicas
Flag of Poland (1928–1980).svg Polônia
Flag of the Ukranian State.svg Ucrânia
Geórgia
 Armênia
 Estônia
 Letônia
 Lituânia
Flag of Azerbaijan.svg Azerbaijão
Flag of the Mountainous Republic of the Northern Caucasus.svg República da Montanha
Flag of Don Cossacks.svg Republica de Don
Flag of Kuban People's Republic.svg República Popular de Kuban
e outros movimentos separatistas

Intervenção externa
França França
Reino Unido Império Britânico
Japão Império Japonês
Estados Unidos Estados Unidos
Polónia Polônia
Roménia Romênia
 Australia
 Canada
British Raj Índia britânica
 Checoslováquia
 Finlândia
State Flag of Greece (1863-1924 and 1935-1973).svg Reino da Grécia
Flag of Italy (1861-1946) crowned.svg Reino de Itália
República da China República da China
 Império Alemão
 Império Otomano
Principais líderes
Flag of Russia (1918–1920).svg Vladimir Lênin
Flag of Russia (1918–1920).svg Leon Trotsky
Flag of Russia (1918–1920).svg Jukums Vācietis
Flag of Russia (1918–1920).svg Sergey Kamenev

Black flag.svg Nestor Makhno

Rússia Aleksandr Kolchak
Rússia Lavr Kornilov
Rússia Nikolai Yudenich
Rússia Anton Denikin
Rússia Pyotr Wrangel
Forças
União Soviética 5 427 273 (auge)[1] Rússia 2 400 000 soldados do Exército Branco
Vítimas
950 000 mortos ou desaparecidos
1 200 000 mortos no Terror Vermelho[2]
650 000 mortos ou desaparecidos
300 000 mortos no Terror Branco
7 000 000 – 12 000 000 de mortos ou desaparecidos (entre civis e combatentes)

Guerra Civil Russa foi um conflito armado que eclodiu em abril de 1918 e terminou em 1921. Durante este período, exércitos e militares de diversos matizes políticos se enfrentaram com o objetivo de implantar o seu próprio sistema. As partes em conflito incluíram o Movimento Branco formado por ex-generais czaristas, republicanos liberais (os "cadetes" [nota 2]), o Exército Vermelho (bolchevique), milícias anarquistas (o Exército Insurgente Makhnovista, conhecido como "Exército Negro",[3] durante a Revolução Ucraniana), o nacionalista Exército Verde [3], exércitos separatistas como o Exército Azul e tropas de ocupação estrangeiras. Excetuando as perdas territoriais devido a movimentos separatistas, o Exército Vermelho foi o único vencedor do conflito, após o qual foi criado o Estado Soviético, sob liderança dos bolcheviques.[4]

Aproveitando-se do verdadeiro caos em que o país se encontrava, as nações aliadas da Primeira Guerra Mundial resolveram intervir a favor do Exército Branco (czaristas e liberais). Tropas inglesas, holandesas, americanas e japonesas desembarcaram tanto nas regiões ocidentais (Crimeia e Geórgia) como nas orientais (ocupação de Vladivostok e da Sibéria Oriental). Seus objetivos eram: derrubar o governo bolchevique (que era pela paz com o Império Alemão) e instaurar um regime favorável à continuação da Rússia na guerra; mas talvez seu objetivo maior fosse evitar a propagação dos ideais comunistas pela Europa Ocidental - daí a expressão utilizada por Georges Clemenceau, primeiro-ministro da França - de "Cordon Sanitaire".

No terreno económico, devido à situação de emergência e pelo próprio ímpeto revolucionário, o partido bolchevique instituiu o "comunismo de guerra".[4] O dinheiro e as leis do mercado foram abolidas, sendo substituídos por uma economia dirigida baseada na tributação em género sobre cereais produzidos pelos camponeses.[5] Uma das consequências negativas destas medidas foi desencorajarem o plantio, por levarem os camponeses a sentir que bastaria produzir para sustento de suas famílias,[5] o que resultou em os centros urbanos ficarem sem alimentos, provocando um êxodo das cidades para o campo - Petrogrado (atual São Petersburgo) e Moscou viram sua população reduzir-se pela metade.[6] Estes factores terão contribuído, na conjuntura da guerra civil e das intervenções estrangeiras, para a fome russa de 1921 - uma das maiores mortalidades na Rússia moderna, em que pereceram cerca de 6 milhões de pessoas.[6]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • William Appleman Williams, “American Intervention in Russia: 1917-20”, in David Horowitz, ed., “Containment and Revolution” (1967).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. A conotação branco em nada tem a ver com variáveis étnicas ou culturais neste caso. Foi usado pelo movimento contrarrevolucionário em oposição ao vermelho da revolução socialista.
  2. Os membros do Partido Constitucional Democrata eram chamados de Kadets, da abreviatura K-D do nome do partido em em russo: Конституционная Демократическая партия.

Referências

  1. G.F. Krivosheev, Soviet Casualties and Combat Losses in the Twentieth Century, pp. 7-38
  2. G.F. Krivosheev, Soviet Casualties and Combat Losses in the Twentieth Century, pp. 7-38
  3. a b Societal Dynamics: Understanding Social Knowledge and Wisdom. Autor: Frederick Betz. Springer Science & Business Media, 2011, pág. 43, (em inglês) ISBN 9780435327194 Adicionado em 03/01/2016.
  4. a b «Guerra Civil Russa». Infopédia. Consultado em 31 de julho de 2012. 
  5. a b Nove, A, 1982, An Economic History of the USSR, p. 62, citada no Flewers, Paul. «"War Communism in Retrospect"». Consultado em 20 de setembro de 2012. 
  6. a b Rabinowitch, Alexander (2007). The Bolsheviks in Power: The First Year of Bolshevik Rule in Petrograd. [S.l.]: Indiana University Press. 494 páginas. Consultado em 19 de setembro de 2012.