O Homem Elefante

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O Homem Elefante
The Elephant Man
Cartaz de lançamento original
 Estados Unidos
 Reino Unido

1980 •  p&b •  124 min 
Direção David Lynch
Produção Jonathan Sanger
Mel Brooks
(não creditado)
Produção executiva Stuart Cornfeld
Roteiro Christopher De Vore
Eric Bergren
David Lynch
Baseado em The Elephant Man and Other Reminiscences de Frederick Treves e
The Elephant Man: A Study in Human Dignity de Ashley Montagu
Elenco John Hurt
Anthony Hopkins
Anne Bancroft
John Gielgud
Wendy Hiller
Género drama biográfico, ficção histórica
Música John Morris
Cinematografia Freddie Francis
Edição Anne V. Coates
Companhia(s) produtora(s) Brooksfilms
Distribuição Estados Unidos Paramount Pictures
Reino Unido EMI Films
Lançamento Estados Unidos 3 de outubro de 1980 (premiere em Nova Iorque)
Reino Unido 9 de outubro de 1980 (premiere em Londres)
Estados Unidos 10 de outubro de 1980 (estreia nacional)
Reino Unido 16 de outubro de 1980 (estreia nacional)
Brasil 22 de dezembro de 1980[1]
Portugal 22 de maio de 1981
Idioma inglês
Orçamento US$ 5 milhões
Receita US$ 26 milhões
(América do Norte)[2]
Página no IMDb (em inglês)

O Homem Elefante[3][4](em inglês: The Elephant Man) é um filme britano-estadunidense[4] de 1980, do gênero drama histórico-biográfico, dirigido por David Lynch, baseado na história real de Joseph Merrick (que no filme é chamado de John Merrick), cuja doença deformou 90% de seu corpo e que viveu no final do século XIX em Londres. O filme foi estrelado por John Hurt, Anthony Hopkins, Anne Bancroft, John Gielgud, Wendy Hiller, Michael Elphick, Hannah Gordon e Freddie Jones. Foi produzido por Jonathan Sanger e Mel Brooks, sendo que o segundo foi intencionalmente deixado de fora dos créditos iniciais para se evitar que o público pensasse que o filme fosse uma comédia, uma vez que Brooks é mais conhecido por trabalhar nesse gênero.

O roteiro foi adaptado por Lynch, Christopher De Vore e Eric Bergren do livro The Elephant Man and Other Reminiscences (1923) escrito pelo próprio médico que cuidou de Merrick, Frederick Treves, e The Elephant Man: A Study in Human Dignity (1971) do antropólogo Ashley Montagu. Foi filmado totalmente em preto e branco e contou com o trabalho de maquiagem de Christopher Tucker.

The Elephant Man foi um sucesso crítico e comercial, recebendo oito indicações ao Óscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Ator, mas não venceu nenhum. Depois de receber críticas generalizadas por não honrar a produção com nenhuma estatueta, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas decidiu criar a categoria de Melhor Maquiagem já para a edição seguinte, uma vez que The Elephant Man recebeu inúmeros elogios pelos trabalhos realizados pelo maquiador Christopher Tucker para o rosto de John Merrick, que no filme foi interpretado por John Hurt. O filme ganhou os prêmios BAFTA nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator e Melhor Desenho de Produção, sendo também indicado a vários Globos de Ouro. Também venceu o prêmio francês César na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Durante o final do século XIX em plena era vitoriana, o Doutor Frederick Treves, cirurgião do Royal London Hospital, encontra John Merrick em um espetáculo de aberrações circense onde ele é apresentado como "O Homem-Elefante", sendo mantido pelo Sr. Bytes, um animador de circo alcoólico e sádico. Sua cabeça é mantida encapuzada e seu "dono", que o vê como deficiente intelectual, é pago por Treves para levá-lo ao hospital onde o médico trabalha para exibir Marrick em uma palestra no local. Treves apresenta Merrick aos seus colegas e destaca seu crânio monstruoso, que o força a dormir com a cabeça entre os joelhos, já que se ele se deitasse normalmente poderia morrer asfixiado. Em seu retorno para o beco de Bytes localizado no East End em Londres, Merrick é violentamente espancado pelo seu ganancioso dono, forçando o sádico animador a contatar Treves novamente para socorrer medicamente a criatura. Treves, então, leva John Merrick de volta ao hospital.

John é cuidado pela Sra. Mothershead, a enfermeira-chefe do hospital e pelas suas ajudantes na enfermaria que, inicialmente, demonstram ter medo da aparência de Merrick. O diretor da clínica, Sr. Francis Carr-Gomm, é contra a internação de Merrick, já que o hospital não aceita "incuráveis". Para tentar provar que Merrick pode fazer progressos, Treves ensina-o a dizer algumas frases para uma posterior conversa com o diretor Carr-Gomm, mas durante esta o diretor percebe que Merrick não sabe dizer absolutamente nada e nota que Merrick apenas decorou algumas palavras ensinadas pelo Dr. Treves; Carr-Gomm presume que o pobre doente deve deixar o hospital, mas ao deixar o quarto Merrick começa a recitar o Salmo 23, continuando além da parte que Treves havia lhe ensinado previamente. Merrick então finalmente diz a Treves e a Carr-Gomm que, além de saber falar, também sabe ler e que já havia memorizado o Salmo 23 pois lia a Bíblia todos os dias e diz que aquele é o seu versículo favorito. Carr-Gomm repensa suas considerações e permite que Merrick fique; Merrick passa seu tempo no hospital praticando bons modos com Treves e construindo uma réplica em maquete de uma catedral que ele vê de sua janela em seu quarto.

Merrick é convidado a tomar chá com Treves e sua mulher, ele fica tão impressionado com a gentileza do casal que mostra a foto de sua mãe a eles. Ele acredita que deve ter sido uma "decepção" para sua mãe, mas conclui que ela poderia se orgulhar de vê-lo com "amáveis amigos". Merrick começa a receber diversas visitas em seu quarto no hospital, incluindo a atriz Madge Kendal, que atua em uma peça sobre Romeu e Julieta de Shakespeare. Merrick rapidamente se torna um objeto de curiosidade para a alta sociedade e a Sra. Mothershead manifesta preocupação de que ele ainda esteja sendo exibido como uma aberração. Treves começa a questionar a moralidade de suas ações. Enquanto isso, um vigia noturno do hospital chamado Jim começa a cobrar dinheiro para os moradores locais em troca de "visitas escondidas" para verem o "Homem-Elefante" à noite.

A questão da residência de Merrick é contestada em uma reunião do conselho do hospital, mas ele tem a garantia de internação permanente por ordem da própria Rainha Vitória do Reino Unido, que envia uma mensagem através de sua nora Alexandra que vai até a clínica notificar os dirigentes do local. No entanto, Merrick é logo sequestrado por Bytes durante uma das apresentações noturnas sorrateiras de Jim. Bytes deixa a Inglaterra e leva Merrick consigo utilizando-o mais uma vez como um show de aberração. Treves descobre as atividades maliciosas de Jim e o confronta numa briga no hospital questionando-o onde Merrick está, mas Jim diz não saber sobre o destino dele, Mothershead acaba demitindo o vigia.

Durante uma de suas apresentações forçadas em algum lugar na Bélgica, John Merrick desmaia causando fúria em Bytes que lhe desfere diversos golpes, mesmo estando desacordado; posteriormente naquela noite Bytes embebeda-se e tranca John em uma gaiola para deixá-lo morrer, mas Merrick é solto por outras "criaturas" do show de horrores que se conscientizaram de sua deplorável situação. Merrick é levado por eles até um porto onde um navio irá partir para a Inglaterra e ele embarca para retornar ao seu país de origem. Chegando em Londres trajando seu capuz, John sofre ataques de crianças dentro da Estação de Liverpool-Street e derruba acidentalmente uma pequena menina causando revolta nos transeuntes; em meio à confusão seu capuz é retirado por um dos revoltosos, ele é perseguido pela multidão até ser encurralado dentro do banheiro masculino da estação. Acuado, Merrick grita: "Eu não sou um elefante! Eu não sou um animal! Eu sou um ser humano! Eu sou um homem!" antes de desmaiar; alguns policiais chegam e, ao reconhecerem Merrick, eles o levam de volta ao hospital onde é recebido por Treves.

Algum tempo depois John recupera parte de sua saúde, mas está cada vez mais sofrendo de doença pulmonar obstrutiva crônica. Treves e Mothershead levam Merrick para ver um dos shows da Sra. Kendal no teatro com a atriz dedicando a performance da noite a Merrick, que é homenageado e ovacionado de pé pela platéia; de volta ao hospital, Merrick agradece Treves por tudo que ele fez e se despede dele. Sozinho em seu quarto, Merrick termina seu modelo de maquete da catedral que estava construindo; ele então se deita de costas na cama, imitando uma criança dormindo em uma foto na parede de seu quarto e falece durante o sono. O filme se encerra com Merrick tendo uma visão de sua mãe como se ela o estivesse consolando e recitando o poema "Nothing Will Die" ("Nada morrerá") do poeta Alfred Tennyson.

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Elenco[editar | editar código-fonte]

  • John Hurt como John Merrick, um homem inteligente, amigável e de bom coração, mas que é temido pela maioria das pessoas da sociedade por causa de sua grave deformidade
  • Anthony Hopkins como Dr. Frederick "Freddie" Treves, o médico que tira John do show de horrores para ser cuidado no hospital
  • Anne Bancroft como Sra. Kendal, a renomada atriz de teatro que se encanta com a gentileza de John, transformando-se em uma grande amiga dele
  • John Gielgud como Sr. Francis Carr-Gomm, o diretor do Royal London Hospital
  • Wendy Hiller como Sra Mothershead, enfermeira-chefe do hospital
  • Freddie Jones como Sr. Bytes, o animador de circo responsável por apresentar John Merrick em seu show de horrores
  • Dexter Fletcher como o menino que ajuda o Sr. Bytes em suas apresentações
  • Michael Elphick como Jim, o vigia noturno do hospital que cobra dinheiro de pessoas para visitarem de forma escondida John Merrick durante seu expediente
  • Hannah Gordon como Ann Treves, esposa de Frederick Treves que recepciona John Merrick durante um chá da tarde em sua casa
  • Helen Ryan como a Princesa Alexandra da Dinamarca, responsável por comunicar a decisão da Rainha aos diretores do Royal London Hospital de que Merrick deve permanecer no local
  • John Standing como Dr. Fox, assistente cirúrgico de Treves
  • Lesley Dunlop como Nora, uma das enfermeiras assistentes de Mothershead e que tem medo da aparência de John
  • Morgan Sheppard como um dos homens que pede a Jim para ver "O Homem Elefante" no bar
  • Kenny Baker como o anão do show de horrores que solta John Merrick da gaiola e o leva para o porto onde Merrick regressa em um navio para a Inglaterra
  • Phoebe Nicholls como a mãe de John Merrick que aparece na pequena fotografia que ele carrega sempre consigo e no fim do filme recitando "Nothing Will Die"

Produção[editar | editar código-fonte]

Jonathan Sanger, produtor do filme, resolveu investir no roteiro dos escritores Christopher Devore e Eric Bergen depois de lê-lo. Sanger trabalhava como diretor-assistente de Mel Brooks em High Anxiety. Sanger mostrou a Brooks o roteiro que, após ser lido por ele, foi financiado posteriormente através de sua nova produtora Brooksfilms. O assistente pessoal de Brooks, Stuart Cornfeld, sugeriu David Lynch para a direção a Jonathan Sanger.

Após se conhecerem, David Lynch e Jonathan Sanger compartilharam entre si os dois scripts em que eles estavam trabalhando (The Elephant Man de Sanger e Ronnie Rocket de Lynch). Lynch disse a Sanger que ele adoraria dirigir o roteiro depois de lê-lo e Sanger concordou depois de conhecer melhor as ideias de David. No entanto, Brooks não tinha ouvido falar de David Lynch na época. Sanger e Cornfeld montaram uma exibição de Eraserhead em uma sala de projeção na sede da 20th Century Fox para Brooks assistir; após ver o filme Brooks aprovou-o e permitiu que Lynch dirigisse The Elephant Man. O próprio Brooks pediu que seu nome não constasse nos créditos iniciais do filme para evitar que o público pensasse que o longa seria uma comédia.[carece de fontes?]

O orçamento total do filme foi de cinco milhões de dólares, sendo que quatro milhões foram bancados por Fred Silverman. A quantia restante veio da empresa inglesa EMI Films.[5] O longa foi filmado em preto e branco por decisão de Mel Brooks.

Para o seu segundo longa e primeiro filme de estúdio, embora financiado independentemente, David Lynch realizou também a direção musical. Lynch também tentou criar a maquiagem para o rosto de John Merrick, mas não teve o resultado esperado;[carece de fontes?] coube a Christopher Tucker realizar a função. A maquiagem da cabeça de Merrick foi projetada diretamente a partir de moldes do corpo do próprio John, que haviam sido mantidos guardados num setor privado do Royal London Hospital. A maquiagem levava de sete a oito horas para ser finalizada e colocada em John Hurt em cada gravação diária e duas horas para ser desfeita e retirada do ator de forma delicada. Por conta disso, John Hurt chegava no set às 5 da manhã e só gravava suas cenas apenas por volta do meio-dia até às 10 da noite. Certa vez, após suas primeiras atuações com a máscara que simulava a deformidade facial de John Merrick, Hurt chegou a reclamar com sua esposa dizendo: "Acho que eles finalmente conseguiram me fazer odiar o trabalho".

Por causa desse empecilho, Hurt teve que gravar em dias alternados.[carece de fontes?] Lynch originalmente queria que Jack Nance interpretasse o personagem-título, "mas isso não estava no plano da equipe de produção", segundo o próprio Lynch; o papel foi para John Hurt depois que Brooks, Lynch e Sanger assistiram seu desempenho em The Naked Civil Servant onde John atuou como Quentin Crisp.[6]

À seu próprio estilo, Lynch filmou o longa com sequências surrealistas centradas em torno da mãe de Merrick e sua morte. Lynch usou Adagio for Strings, de Samuel Barber, para cenas no fim do filme (que mostram a morte de Merrick). O compositor da trilha sonora do filme, John Morris, argumentou contra o uso da música dizendo: "Esta canção será usada repetidas vezes no futuro... E toda vez que for usada em um filme, isso diminuirá o efeito da cena onde ela será tocada".[7]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Crítica[editar | editar código-fonte]

O Homem Elefante foi recebido com aclamação da crítica. No Rotten Tomatoes, o filme tem uma classificação de 90%, com base em 42 avaliações e com uma pontuação média de 8,4/10. O consenso do site diz: "O segundo recurso relativamente direto de David Lynch encontra uma síntese admirável de compaixão e contenção no tratamento de seu tema e apresenta performances notáveis ​​de John Hurt e Anthony Hopkins."[8]

Vincent Canby escreveu: "O Sr. Hurt é realmente notável. Não deve ter sido fácil atuar com uma máscara tão pesada... A produção física é linda, especialmente a fotografia em preto e branco de Freddie Francis".[9]

Um pequeno número de críticos foi menos receptivo ao filme. Roger Ebert deu-lhe 2 de 4 estrelas, escrevendo: "Fiquei me perguntando o que o filme estava realmente tentando dizer sobre a condição humana, como refletido por John Merrick [...]".[10] No livro The Spectacle of Deformity: Freak Shows and Modern British Culture Nadja Durbach descreve o trabalho como "muito mais maçante e moralizante do que se esperaria do principal cineasta surrealista pós-moderno" e "vergonhosamente sentimental"; ela culpou essa indiferença pelo uso das memórias de Treves como material de origem para o enredo.

The Elephant Man desde então tem sido classificado como um dos melhores filmes da década de 1980 como numa eleição da revista Time Out, onde ficou em 19º lugar,[11] e na revista Paste, onde ficou em 56º.[12] A produção também recebeu cinco votos positivos na revista Sight & Sound em 2012.[13]

Premiações e honrarias[editar | editar código-fonte]

The Elephant Man foi indicado para oito Óscars,[14] empatando com Raging Bull em indicações durante a 53ª cerimônia de premiação da Academia nas categorias de melhor filme, melhor ator principal (John Hurt),[15] melhor direção de arte (Stuart Craig, Robert Cartwright e Hugh Scaife), melhor figurino, melhor diretor (David Lynch), melhor edição (Anne V. Coates), melhor trilha sonora e melhor roteiro adaptado.[16] No entanto, não ganhou nenhum.

Alguns especialistas e críticos de cinema ficaram decepcionados com o fato do filme não ter sido premiado por sua maquiagem quando a Academia anunciou suas indicações na época. Uma carta de protesto foi enviada ao Conselho de Governadores da Academia para pedir ao filme um prêmio honorário. A Academia recusou, mas em resposta às críticas, ela decidiu criar aos maquiadores sua própria categoria. Um ano depois, o Oscar de melhor maquiagem e penteados foi introduzido na cerimônia com Um Lobisomem Americano em Londres sendo o primeiro premiado.[17]

Ganhou os Prêmios BAFTA de melhor filme, melhor ator (John Hurt) e melhor desenho de produção, além de ser indicado à outros prêmios na mesma cerimônia como melhor diretor, melhor roteiro, melhor cinematografia e melhor edição.

O filme também foi nomeado em 2005 pelo American Film Institute para entrar na lista AFI's 100 Years...100 Movie Quotes (que lista as 100 melhores citações em filmes americanos) com a frase "I am not an animal! I am a human being. I am a man." dita por John Merrick quando este é cercado pelos curiosos no banheiro masculino na estação de trem de Londres.[18]

Mídia doméstica[editar | editar código-fonte]

Houve muitos lançamentos do filme em VHS, Betamax, CED, LaserDisc e DVD; a versão lançada em DVD possui bônus que incluem o trailer do filme, galeria de fotos, filmografias de David Lynch, Anthony Hopkins, John Hurt e Anne Bancroft, além de um pequeno documentário sobre a verdadeira história de Joseph Merrick chamado The Real Elephant Man (O Verdadeiro Homem Elefante), sendo lançada em 2006 pela Universal Home Entertainment e StudioCanal.[19][20]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

The Elephant Man
Trilha sonora de John Morris
Lançamento 1980
Gênero(s) Orquestra
Formato(s) LP, K7
Gravadora(s) 20th Century Fox Records
Produção John Morris
Cronologia de John Morris
O Hábito Não Faz o Monge (1984)
History of the World, Part I (1981)

A partitura musical de The Elephant Man foi composta e conduzida por John Morris e foi tocada pela National Philharmonic Orchestra. Em 1980, a 20th Century Fox Records publicou a trilha sonora original deste filme nos formatos LP e cassete nos Estados Unidos. A capa do álbum apresenta o personagem John Merrick utilizando seu capuz assim como o cartaz teatral do filme.

Em 1994 a trilha sonora foi lançada em CD pela gravadora Milan Records, empresa especializada em álbuns de trilhas sonoras de filmes.[21]

Lista de faixas do lançamento em LP nos Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Lado um

  1. "The Elephant Man Theme" - 3:46
  2. "Dr. Treves Visits the Freak Show and Elephant Man" - 4:08
  3. "John Merrick and Psalm" - 1:17
  4. "John Merrick and Mrs. Kendal" - 2:03
  5. "The Nightmare" - 4:39

Lado dois

  1. "Mrs. Kendal's Theater and Poetry Reading" - 1:58
  2. "The Belgian Circus Episode" - 3:00
  3. "Train Station" - 1:35
  4. "Pantomime" - 2:20
  5. "Adagio for Strings" - 5:52
  6. "Recapitulation" - 5:35

Influências culturais[editar | editar código-fonte]

O ex-baixista da banda The Jam Bruce Foxton inspirou-se fortemente no filme e escreveu a canção Freak, com a capa do single fazendo referência ao filme.[22]

O ator Bradley Cooper afirmou ter assistido o filme com seu pai quando era criança e que a produção teria lhe inspirado a ser ator. Cooper interpretou o personagem num show da Broadway em 2013.[23]

O apresentador de TV britânico Karl Pilkington costuma citar O Homem Elefante como seu filme favorito. O amor de Pilkington pelo filme trouxe muitos novos recursos para suas várias podcasts e seus programas de rádio.[24]

Portal A Wikipédia tem os portais:

Referências

  1. http://www.adorocinema.com/filmes/agenda/?week=1980-12-22 Agenda de cinema no Brasil a partir de 18 de dezembro de 1980 - AdoroCinema
  2. «The Elephant Man (1980)». Box Office Mojo. Consultado em 30 de julho de 2017 
  3. «O Homem Elefante». Brasil: CinePlayers. Consultado em 23 de outubro de 2018 
  4. a b «O Homem Elefante». Portugal: CineCartaz. Consultado em 23 de outubro de 2018 
  5. AT THE MOVIES: SERIOUSLY, FOLKS, THERE'S A SERIOUS MEL BROOKS Ryan, Desmond. Philadelphia Inquirer 3 Nov 1985: L.2.
  6. Potter, Maximillian (agosto de 1997). «Erased». Premiere 
  7. Sandomir, Richard (29 de janeiro de 2018). «John Morris, Composer for Mel Brooks's Films, Dies at 91». The New York Times. Consultado em 29 de janeiro de 2018 
  8. «Rotten Tomatoes: The Elephant Man». Uk.rottentomatoes.com. Consultado em 12 de novembro de 2014 
  9. Vincent Canby (3 de outubro de 1980). «Movie Review - The Elephant Man». The New York Times. Consultado em 29 de janeiro de 2018 
  10. «Roger Ebert: The Elephant Man review». Rogerebert.suntimes.com. Consultado em 12 de setembro de 2012 
  11. «The 30 best '80s movies». Time Out New York (em inglês). Consultado em 21 de novembro de 2017 
  12. «The 80 Best Movies of the 1980s». pastemagazine.com (em inglês). Consultado em 21 de novembro de 2017 
  13. «Votes for The Elephant Man (1980) | BFI». www.bfi.org.uk (em inglês). Consultado em 21 de novembro de 2017 
  14. «David Lynch - The Elephant Man and Dune - An Auteur In Hollywood». www.britishfilm.org.uk. Consultado em 23 de novembro de 2017 
  15. Harmetz, Aljean; Times, Special to the New York (18 de fevereiro de 1981). «'ELEPHANT MAN' AND 'BULL' UP FOR 8 OSCARS EACH». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Consultado em 23 de novembro de 2017 
  16. «NY Times: The Elephant Man». NY Times. Consultado em 31 de dezembro de 2008 
  17. Roger Clarke (2 de março de 2007), «The Elephant Man», The Independent 
  18. «AFI's 100 Years...100 Movie Quotes Nominees» (PDF). Consultado em 30 de julho de 2016 
  19. «The Elephant Man on StudioCanal Collection». Consultado em 1 de agosto de 2010. Arquivado do original em 26 de julho de 2012 
  20. «StudioCanal Collection». Consultado em 1 de agosto de 2010 
  21. «Milan Records - IMDbPro». Consultado em 29 de janeiro de 2018 
  22. «Jam, The - Nostalgia Central». nostalgiacentral.com. Consultado em 29 de janeiro de 2018 
  23. «Bradley Cooper talks about playing 'Elephant Man'». TODAY.com. Consultado em 29 de janeiro de 2018 
  24. «Ricky Gervais Explains The Mind Of Karl Pilkington @ TeamCoco.com». teamcoco.com. Consultado em 26 de setembro de 2015 
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