Sérgio Vieira de Mello

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o funcionário brasileiro da Organização das Nações Unidas. Para outras personalidades, veja Sérgio Vieira.
Sérgio Vieira de Mello
Nascimento 15 de março de 1948
Rio de Janeiro, Brasil
Morte 19 de agosto de 2003 (55 anos)
Bagdá, Iraque
Nacionalidade  Brasileiro
Ocupação Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos

Sérgio Vieira de Mello[1] (Rio de Janeiro, 15 de março de 1948Bagdá, 19 de agosto de 2003) foi um brasileiro funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU) durante 34 anos e Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos desde 2002. Morreu em Bagdá, juntamente com outras 21 pessoas, vítima de atentado a bomba contra a sede local da ONU. A organização extremista Al Qaeda assumiu a responsabilidade pelo ocorrido e afirmou que Mello era sim o alvo principal do ataque.

Vieira de Mello era considerado por muitos como o virtual sucessor de Kofi Annan na Secretaria-Geral das Nações Unidas.[2] Apesar de frequentemente confrontar-se com a impotência da ONU diante de tragédias humanas, sua biografia prova que ainda existe algo a ser defendido na organização.[3]

Desempenhou temporariamente as funções de representante especial do Secretário Geral Kofi Annan no Kosovo, onde foi substituído por Bernard Kouchner. De novembro de 1999 a maio de 2002, exerceu o cargo de administrador de transição da ONU em Timor-Leste. Em 12 de setembro de 2002, foi nomeado Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Em maio de 2003 fora indicado pelo secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, como seu representante especial, durante quatro meses no Iraque.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Filho dos brasileiros Gilda dos Santos e Arnaldo Vieira de Mello, diplomata brasileiro posteriormente aposentado compulsoriamente pelo ditadura militar no Brasil, Sérgio Vieira de Mello acompanhou o seu pai em várias missões pelo mundo. Depois de cursar o colegial no Colégio Franco-Brasileiro do Rio de Janeiro, estudou na Universidade de Paris (Sorbonne) onde obteve a sua licenciatura e o mestrado para o ensino em filosofia, em 1969 e 1970, respectivamente. Durante os quatro anos que se seguiram, Vieira de Mello prosseguiu seus estudos de filosofia na Universidade de Paris I , (Panthéon-Sorbonne), ao fim dos quais obteve um doutoramento do terceiro ciclo e, em 1985, o doutorado de estado em letras e ciências humanas, com a tese Civitas Maxima.

Tornou-se funcionário da ONU em 1969 - mesmo ano em que seu pai, então cônsul-geral em Stuttgart, Alemanha, foi aposentado compulsoriamente dos quadros do Ministério das Relações Exteriores brasileiro. Passou a maior parte de sua vida trabalhando no Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR, ou ACNUR, em português), servindo em missões humanitárias e de manutenção da paz: em Bangladesh, durante sua independência, em 1971; no Sudão e em Chipre, após a invasão turca de 1974. Por três anos foi responsável pelas operações do UNHCR em Moçambique, durante a guerra civil que se seguiu à independência do país, em 1975, e depois, no Peru.

Em 1981 foi nomeado conselheiro político sênior das forças da ONU no Líbano. Em 1982 decepcionou-se com os ataques sistemáticos do Hezbollah a partir de território libanês a Israel, o que acabou por iniciar a Guerra do Líbano, com Israel invadindo território daquele país visando desarmar o grupo terrorista financiado pelo Irã e apoiado pela Síria. Depois disso, desempenhou diversas funções importantes, no UNHCR, de 1983 a 1991. Foi chefe do Departamento Regional para Ásia e Oceania e diretor da Divisão de Relações Externas.

Entre 1991 e 1996 foi enviado especial do Alto Comissário ao Camboja, como diretor do repatriamento da Autoridade da ONU de Transição no Camboja (U.N. Transitional Authority in Cambodia, UNTAC), tendo sido o primeiro e único representante da ONU a manter conversações com o Khmer Vermelho. Foi diretor da United Nations Protection Force (UNPROFOR), a primeira força de paz na Croácia e na Bósnia e Herzegovina, durante as guerras da Iugoslávia. Foi também coordenador humanitário da ONU na região dos Grandes Lagos Africanos. Em 1996 foi nomeado assistente do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, antes de ser enviado para Nova Iorque, em janeiro de 1998, como Secretário-geral-adjunto para Assuntos Humanitários das Nações Unidas.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, afirmava que Vieira de Mello era "a pessoa certa para resolver qualquer problema". Foi o primeiro brasileiro a atingir o alto escalão da ONU. Como negociador da ONU atuou em alguns dos principais conflitos mundiais - Bangladesh, Camboja, Líbano, Bósnia e Herzegovina, Kosovo, Ruanda e Timor-Leste, entre 1999 e 2002, quando se mostraria inflexível nas denúncias dos crimes indonésios.

Atentado terrorista[editar | editar código-fonte]

Coronéis americanos seguram uma bandeira das Nações Unidas sobre o caixão de Sérgio Vieira de Mello, antes de uma cerimônia no aeroporto internacional de Bagdá.
Túmulo n° 743 de Sérgio Vieira de Mello no Cemitério de Plainpalais, Genebra.

Em maio de 2003, foi enviado como representante oficial do Secretário-geral das Nações Unidas para o Iraque, país que estava mergulhado em um sangrento conflito. Em julho daquele ano, Sérgio fez parte de uma equipe que vistoriou a Prisão de Abu Ghraib antes do local ser reformado.[4]

Foi na capital iraquiana, Bagdá, que acabou sendo morto em 2003 durante o ataque suicida ao Hotel Canal, com a explosão provocada por um caminhão-bomba. O hotel era usado como sede da ONU em Bagdá havia mais de uma década. Além dos 22 mortos, cerca de 150 pessoas ficaram feridas no ataque - o mais violento realizado contra uma missão civil das Nações Unidas até então. Abu Musab Zarqawi, chefe da organização terrorista Al Qaeda, assumiu a responsabilidade pelo atentado.[5] Segundo os autores do ataque, Mello foi assassinado pois ele era um "cruzado" que teria ajudado a extrair uma parte (o Timor Leste) do país muçulmano da Indonésia.[6] O atentado provocou a retirada dos funcionários estrangeiros da ONU do território iraquiano.

Segundo o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, momentos depois da explosão, Vieira de Mello telefonou para a ONU de seu celular, falando sobre a situação. Ele permaneceu preso sob os escombros durante mais de três horas.[7] Entretanto, segundo Samantha Power, que entrevistou mais de 400 pessoas (diversas das quais presentes no local da explosão) para escrever o livro "O homem que queria salvar o mundo", Vieira de Mello comunicou-se apenas com a equipe de resgate através de um buraco nos escombros. Ainda segundo Samantha Power, os contatos telefônicos com a sede da ONU em Nova Iorque partiram de Ramiro Lopes da Silva, vice de Vieira de Mello e funcionário responsável pela segurança. O chefe da administração civil dos EUA no Iraque, Paul Bremer, disse que possivelmente Vieira de Mello teria sido o alvo do atentado. "Tudo aconteceu debaixo da janela de Sérgio Vieira de Mello. Eu acho que ele era o alvo", disse Lone à rede BBC.

Sérgio Vieira de Mello foi enterrado no cemitério de Plainpalais (Cimetière des Rois), em Genebra. Alguns meses após o atentado, a ONU realizou uma homenagem póstuma, entregando o Prêmio de Direitos Humanos das Nações Unidas àquele que foi um dos mais importantes funcionários da entidade.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Em Timor-Leste, Sergio conheceu Carolina Larriera, uma economista de nacionalidade argentina do Departamento de Missões de Manutenção da Paz das Nações Unidas, formada na Universidade de Harvard. Sergio e Carolina tinham uma união civil que durou até a sua morte.[8][9][10][11] O julgamento da união estável civil foi o resultado de um processo ganho por Larriera contra Annie, seus herdeiros e o Espólio, e foi concedido por um painel de três juízes liderado pela juíza Regina Fábregas da Vara da Família da Comarca da Capital, Poder Judiciário, Rio de Janeiro, Brasil, após um processo de mais de dez anos.[12]

Vieira de Mello estava legalmente separado de sua ex-esposa Annie, uma francesa, no momento da sua morte, conforme ordem assinada pelo Juiz Presidente do Tribunal de Família, Daniel Delpeuch, no Tribunal Civil de Thonon-les-Bains, Haute Savoie, França. Eles tinham separação de corpos ha mais de quinze anos, desde o final dos anos 80. O tribunal francês ordenou que o casal separasse seus bens pessoais, que Sergio pagasse uma pensão alimentícia à sua ex-esposa e aplicou uma ordem de não-contato entre o ex-casal.[13] Após a morte de Sergio, as Nações Unidas esvaziaram os apartamentos de Sergio e Carolina em Bagdá e Genebra, e entregaram todos os pertences pessoais do casal à sua ex-esposa Annie.[9][11] Com Annie, Mello teve dois filhos: Laurent (n. 1978) e e Adrien (1980), ambos atuando na área científica.[14][15]

Legado[editar | editar código-fonte]

Vieira de Mello obteve êxito e visibilidade no cenário internacional por sua atividade profissional. Até a sua trágica morte, esteve dedicado a apoiar a reconstrução de comunidades afetadas por guerras e violências extremas. Seu modelo de atuação, por sua firme defesa dos princípios da independência e da imparcialidade, foi o sueco Dag Hammarskjöld (1905-1961), ex-Secretário Geral das Nações Unidas, morto a serviço da ONU em missão de paz no Congo (1961), e Prémio Nobel da Paz (1961). O caráter humanista da formação de Mello, associado ao seu talento para a negociação e a defesa da democracia, mesmo em situações adversas, foram fatores-chave do sucesso de muitas de suas iniciativas. Seu exemplar desempenho em defesa dos direitos e dos valores humanos inspira a perpetuação de sua memória e o permanente debate do seu pensamento.

Em memória[editar | editar código-fonte]

Monumento em memória às vítimas do atentado de Bagdá, atrás do Palácio Wilson, em Genebra na Suíça, busto de Sérgio Vieira de Mello projetado e oferecido pelo escultor de origem georgiana Zurab Tsereteli ao Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos em 28 de junho de 2007.

Com Sérgio Vieira de Mello, chefe da missão das Nações Unidas, morreram no mesmo atentado:

  • Nadia Younes, egípcia, chefe da equipe de Vieira de Mello
  • Renam Al-Farra, jordaniano, trabalhava para o gabinete de coordenação humanitária das Nações Unidas
  • Ranillo Buenaventura, filipino, trabalhava para o gabinete de coordenação humanitária das Nações Unidas
  • Arthur Helton, advogado de imigração, estadunidense, e integrante da organização não-governamental Council on Foreign Relations, sediada em Nova Iorque, que visitava Vieira de Mello no momento da explosão
  • Rick Hooper, estadunidense, trabalhava no Departamento de Assuntos Políticos. Atuou pelas Nações Unidas em Gaza
  • Jean-Sélim Kanaan, de nacionalidade francesa, italiana e egípcia, funcionário do gabinete de Vieira de Mello
  • Chris Klein-Beckman, canadense, trabalhava como coordenador do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF)
  • Alya Souza, iraquiana, trabalhava para o Banco Mundial
  • Martha Teas, estadunidense, gerente de projeto para o centro de informação humanitária do Iraque
  • Fiona Watson, britânica, funcionária do gabinete de Vieira de Mello, no programa de petróleo por alimento
  • Omar Kahtan Mohamed al-Orfali, iraquiano que trabalhava como motorista para uma organização não governamental que não foi identificada
  • Raid Shaker Mustafa al Mahdawi, eletricista iraquiano, que trabalhava para a unidade de inspeção de armas, UNMOVIC
  • Leen Assad al Qadi, funcionário iraquiano do gabinete de coordenação humanitária
  • Alyawi Bassem, iraquiano, também conhecido como Mahmoud u Taiwi Basim
  • Gillian Clark, 47, de Toronto, canadense, ajudante do projeto Fundo das Crianças Cristãs
  • Reza Hosseini, de Mashhad, nordeste do Irã, iraniano, funcionário do gabinete da ONU de Coordenação Humanitária no Iraque
  • Manuel Martin Ora, 57, capitão naval espanhol, que atuava como ligação das forças ocupantes com a ONU
  • Khidir Saleem Sahir, iraquiano, identificado apenas como funcionário da ONU
  • Emaad Ahmed Salman, funcionário iraquiano, do gabinete de Vieira de Mello
  • Ihsan Taha Husein, funcionário iraquiano, do gabinete da ONU.

O Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil - CCOPAB, centro de preparação das tropas a serem utilizadas em missões da ONU, tem a denominação histórica "Centro Sérgio Vieira de Mello".

Dia Mundial Humanitário[editar | editar código-fonte]

Em sessão plenária de 11 de dezembro de 2008, a Assembleia Geral das Nações Unidas resolveu designar o 19 de agosto, dia do ataque à sede da ONU em Bagdad, como Dia Mundial Humanitário, em memória de todos os trabalhadores que perderam suas vidas na promoção da causa humanitária.

Centro Sérgio Vieira de Mello[editar | editar código-fonte]

O Centro Sergio Vieira de Mello, criado por Gilda Vieira de Mello e Carolina Larriera em 2008. “Nossa visão, assim como refletida nas ações de Sergio e nos valores que ele liderou, é contribuir para a criação de uma sociedade justa que lembre seu passado, ouça todas as vozes e busque dignidade e tolerância para todos. Sergio Vieira de Mello levou sua vida com honra e integridade. Nosso objetivo é honrar a vida e o legado de Sergio, e inseri-lo em todo o tecido de nossa sociedade internacional, para perpetuar uma vida que vale a pena compartilhar e lembrar. É por isso que o Centro opera nesta estrutura.”[16]

Fundação Sérgio Vieira de Mello[editar | editar código-fonte]

Dedicada à promoção do diálogo visando a resolução pacífica de conflitos, a Fundação Sergio Vieira de Mello tem como objetivo prosseguir a missão de Sérgio através de:

  • Atribuição anual do Prêmio Sergio Vieira de Mello a pessoas, instituições ou comunidades que, por seu trabalho excepcional, propiciam a reconciliação do povos divididos por conflitos.
  • Realização da Conferência Anual em Memória de Sergio, em parceria com o Institut des Hautes Etudes Internationales et du Développement (HEID), por volta do dia 15 de março, data do aniversário de Sergio.
  • Bolsa Sergio Vieira de Mello atribuída a jovens cujas famílias foram vítimas de crise humanitária decorrente de conflito armado.
  • Apoio a iniciativas e esforços em favor da reconciliação e da coexistência pacífica entre pessoas ou comunidades em conflito.
  • Um manifesto em favor dos trabalhadores humanitários, qualquer que seja seu empregador ou local de atuação.

Prêmio Direitos Humanos Sérgio Vieira de Mello[editar | editar código-fonte]

Timor-Leste criou o Prémio de Direitos Humanos “Sérgio Vieira de Mello”[17], destinado a reconhecer e a destacar a atividade de cidadãos timorenses e estrangeiros, de organizações governamentais e não governamentais,na promoção, defesa e divulgação dos Direitos Humanos em Timor-Leste[18].

Livros[editar | editar código-fonte]

  • (em português) Wagner Sarmento, Sergio Vieira de Mello - O legado de um herói brasileiro. Editora: Olhares, 2018, 168 p. ISBN 978-85-62114-81-6
  • (em português) Samantha Power, O Homem Que Queria Salvar o Mundo: Uma Biografia de Sergio Vieira de Mello. Editora: Companhia das Letras, 2008, 688 p. Tradução: Ivo Korytowski. ISBN 978-85-359-1284-5
  • (em português) Jacques Marcovitch, Sérgio Vieira de Mello: Pensamento e memória. Editora: EDUSP, 2004, 344 p. ISBN 853140867.
  • (em francês) Jean-Claude Buhrer e Claude B. Levenson, Sergio Vieira de Mello, un espoir foudroyé. Paris: Mille et une nuits, 2004. 199 p., 20 cm. ISBN 2-84205-826-7.
  • (em francês) George Gordon-Lennox e Annick Stevenson, Sergio Vieira de Mello : un homme exceptionnel. Genebra: Éditions du Tricorne, 2004. 143 p., 25 cm. ISBN 2-8293-0266-4. – No apêndice, seleção de textos de Sergio Vieira de Mello.
  • (em inglês) Samantha Power, Chasing the Flame: Sergio Vieira de Mello and the Fight to Save the World, Penguin USA, 2008.

Filmes[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Pelo acordo ortográfico em vigor, o nome do biografado, conforme a onomástica, deve ser grafado Sérgio Vieira de Melo
  2. Folha Online, 1° de novembro de 2003 Morte de Sérgio Vieira de Mello: Brasileiro membro da ONU morre em atentado terrorista no Iraque
  3. Veja, 23 de janeiro de 2008.O homem que quis consertar o mundo
  4. Gourevitch, Philip; Errol Morris (2008). «2». Procedimento Operacional Padrão. São Paulo: Companhia das Letras. p. 34. 334 páginas. ISBN 978-85-359-1365-1 
  5. Benson, Pam, "CIA: Zarqawi tape 'probably authentic' Arquivado em 3 de outubro de 2012, no Wayback Machine.", CNN World, 7 de abril de 2004.
  6. Don't bother looking for explanations for terrorist attacks. - By Christopher Hitchens - Slate Magazine
  7. O Globo Online, 19 de agosto de 2003.Morre Sérgio Vieira de Mello, vítima de atentado contra sede da ONU em Bagdá
  8. Larriera, Carolina. «Uma voz para as vítimas». PÚBLICO 
  9. a b «Uma voz para as vítimas». O Globo. 19 de agosto de 2018 
  10. «La batalla que la pareja de comisionado de DDHH le ganó a la ONU». The Clinic (em espanhol). 30 de agosto de 2018 
  11. a b «Carolina Larriera: "Eu me senti humilhada por não ter um papel assinado"». CLAUDIA 
  12. «Processo 0419880-27.2008.8.19.0001 | Escavador». Escavador. Consultado em 25 de outubro de 2018 
  13. [1]
  14. UOL Educação. «Biografia.Sérgio Vieira de Mello» 
  15. Biography - Sergio Vieira de Mello Foundation. «Biografia.Sérgio Vieira de Mello» 
  16. «Centro Sergio Vieira de Mello: Português». sergiovieirademello.org. Consultado em 18 de maio de 2019 
  17. Criado pelo Decreto 15/2009, de 18 de Março de 2009. Jornal da República. Quarta-Feira, 18 de Novembro de 2009 $ 2.75 Série I, N.° 41. Jornal consultado em 16 de junho de 2017.
  18. Decreto do presidente da república n.º 32/2016, de 8 de agosto. Jornal da República (Timor-Leste), quarta-feira, 7 de setembro de 2016, Série I, N.° 35. Jornal consultado em 16 de junho de 2017.
  19. «Documentário sobre Sérgio Vieira de Mello é exibido em Sundance» 🔗 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Administração pela Organização das Nações Unidas
Governador do Timor Português
1999 — 2002
Sucedido por
Reconhecimento da Independência de Timor-Leste