Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10

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Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10
Álbum de estúdio de Sociedade da Grã-Ordem Kavernista
Lançamento Agosto de 1971[1][2]
Gravação 1971
Gênero(s) MPB, rock psicodélico, marcha, valsa, samba, bolero, choro, baião e partido-alto
Duração 29:35
Idioma(s) Português
Formato(s) LP
CD (relançamentos em 1995, 2000 e 2010)
Gravadora(s) CBS[3]
Rock Company (relançamento em 1995)[4]
Sony Music Entertainment (relançamentos em 2000 e 2010)[4]
Produção Mauro Motta[5]
Cronologia de de estúdio por Raul Seixas
Raulzito e os Panteras
(1968)
Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock
(1973)

Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 é o único álbum lançado pela banda Sociedade da Grã-Ordem Kavernista pela gravadora CBS, em agosto de 1971.[1][2] O grupo contava com a participação do cantor, ator, dançarino, produtor teatral e artista plástico Edy Star, da cantora brasileira Míriam Batucada, do cantor e compositor brasileiro Raul Seixas e do cantor e compositor brasileiro Sérgio Sampaio.

História[editar | editar código-fonte]

Foi gravado em 1971 nos estúdios da CBS, no Rio de Janeiro, pelos quatro kavernistas. Quando lançado, o disco não obteve sucesso nem de público nem de crítica. Foi abandonado à própria sorte até mesmo pela gravadora, cujos executivos tanto no Brasil como na matriz, nos Estados Unidos não gostaram do resultado final. Com isso, não houve investimento em divulgação do trabalho nas rádios e programas musicais da época.

Muitas lendas cercam esse disco que traz 11 faixas intercaladas por vinhetas. A principal delas diz que Raul, Sérgio, Edy e Míriam gravaram as músicas às escondidas, à noite, sem que ninguém na CBS soubesse, e que por esse motivo Raul Seixas, então um bem-sucedido produtor da gravadora, teria sido demitido. No entanto, segundo Edy Star, único sobrevivente dos quatro artistas (Raul morreu em 1989, Sérgio e Míriam em 1994), o trabalho foi profissional e feito com o conhecimento da gravadora. Durou 15 dias, com hora marcada no estúdio e anuência do diretor artístico da CBS. E Raul não foi demitido. Tanto que no ano seguinte, em 1972, produziu o compacto Diabo no Corpo, de Míriam Batucada, e o LP de estreia da cantora Diana, na própria CBS. Raul só saiu da gravadora meses depois desse último trabalho, sendo contratado pela RCA Victor.

A ideia inicial foi de Raul Seixas, inspirado pelos recém lançados discos Freak Out (1966), de Frank Zappa, e Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967), dos Beatles, além da brasileira Tropicália, mas a obra foi levada a cabo em conjunto pelos quatro 'kavernistas'. Cada um cantou duas canções sozinho – Raul e Sérgio cantaram juntos outras três. Raul tocou praticamente todos os instrumentos. As composições são todas de Raul e Sérgio Sampaio, exceto "Soul Tabarôa", de Antônio Carlos e Jocáfi e "Chorinho Inconsequente", parceria de Sampaio com Edy Star.

Míriam Batucada não foi a primeira opção de voz feminina no grupo. A prioridade era Diana, mulher de Odair José, mas como ela estava muito identificada com o iê-iê-iê e a música romântica, foi descartada. Em seguida, pensou-se em chamar Lena Rios (que, no ano seguinte, defenderia uma música de Raul – "Eu Sou Eu, Nicuri é o Diabo" – no VII Festival Internacional da Canção), que estava iniciando na CBS sob recomendação de Torquato Neto. Mas Míriam apareceu na gravadora e sua voz rouca e bom humor conquistou Raul, Sérgio e Edy.

Depois de muito tempo condenado ao ostracismo por ter ficado fora de catálogo, o disco voltou às lojas no formato CD, primeiro numa edição limitada da Rock Company (1995) e, depois, pela Sony (2000 e 2010). A edição de 2000 foi bastante criticada à época por não trazer as letras nem a contracapa com ficha técnica e fotos dos integrantes do grupo. A edição de 2010 tem capa e contracapa restaurados, encarte com ficha técnica e letras das músicas, e som remasterizado.[4] As edições de 1995 e 2000 são difíceis de encontrar atualmente, bem como os LPs originais, considerados itens de colecionador que valem pequenas fortunas. Surpreendentemente, a faixa "Eu Vou Botar Pra Ferver" tem sido tocada em algumas rádios.

Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 traz músicas de vários estilos, como uma seresta (Sessão das 10) cantada por Edy; chorinho ("Chorinho Inconsequente") cantado por Míriam; e o único samba composto e gravado por Raul Seixas, "Aos Trancos e Barrancos".

Faixas[editar | editar código-fonte]

N.º Título Compositor(es) Duração
1. "Êta Vida"   Raul Seixas / Sérgio Sampaio 2:28
2. "Sessão das Dez"   Raul Seixas 2:44
3. "Eu Vou Botar pra Ferver"   Raul Seixas / Sérgio Sampaio 2:25
4. "Eu Acho Graça"   Sérgio Sampaio 2:49
5. "Chorinho Inconsequente"   Edy Star / Sérgio Sampaio 1:56
6. "Quero Ir"   Raul Seixas / Sérgio Sampaio 2:20
7. "Soul Tabarôa"   Antônio Carlos e Jocáfi 2:44
8. "Todo Mundo Está Feliz"   Sérgio Sampaio 2:56
9. "Aos Trancos e Barrancos"   Raul Seixas 2:27
10. "Eu não Quero Dizer Nada"   Sérgio Sampaio 3:06
11. "Dr. Paxeco"   Raul Seixas 3:11
12. "Finale"   Edy Star / Míriam Batucada / Raul Seixas / Sérgio Sampaio 0:29

Interpretação[editar | editar código-fonte]

  • Edy Star: Sessão das Dez, Eu não Quero Dizer Nada e Finale (vinheta).
  • Miriam Batucada: Chorinho Inconsequente, Soul Tabarôa e Finale (vinheta).
  • Raul Seixas: Êta Vida, Eu Vou Botar pra Ferver, Quero Ir, Aos Trancos e Barrancos, Dr. Paxeco e Finale (vinheta).
  • Sérgio Sampaio: Êta Vida, Eu Vou Botar pra Ferver, Eu Acho Graça, Quero Ir, Todo Mundo Está Feliz e Finale (vinheta).

Ficha técnica[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. a b MOREIRA, 2000, p.46.
  2. a b FEREZINI, 2013, p.17.
  3. Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10, publicado em CliqueMusic. Acesso em: 07 de novembro de 2011.
  4. a b c Relíquia de Raul Seixas em pacote de reedições, O Estado de S. Paulo, 03.03.2010
  5. MENDES, 2003, p. 24.