Uma Mente Brilhante

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A Beautiful Mind
Uma Mente Brilhante (PT/BR)
Pôster de divulgação
 Estados Unidos
2001 •  cor •  135 min 
Direção Ron Howard
Produção Brian Grazer
Ron Howard
Roteiro Akiva Goldsman
Elenco Russel Crowe
Jennifer Connely
Ed Harris
Paul Bettany
Género Drama
Biográfico
Música James Horner
Direção de fotografia Roger Deakins
Edição Daniel P. Hanley
Mike Hill
Companhia(s) produtora(s) Imagine Entertainment
Distribuição Universal Pictures (EUA)
DreamWorks (internacional)
Lançamento 21 de dezembro de 2001
Idioma inglês
Orçamento US$ 60 000 000
Receita US$ 313 542 341
Página no IMDb (em inglês)

Uma Mente Brilhante[1][2] (em inglês: A Beautiful Mind), é um filme estadunidense de 2001, do gênero drama biográfico, dirigido por Ron Howard, sobre a vida do matemático John Forbes Nash.

O filme, cujo roteiro é uma adaptação feita por Akiva Goldsman do livro homônimo de Sylvia Nasar, foi produzido por Ron Howard e Brian Grazer, para a Universal Studios e DreamWorks.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

John Nash é um matemático prolífico e de pensamento não convencional, que consegue sucesso em várias áreas da matemática e uma carreira acadêmica respeitável. Após resolver na década de 1950 um problema relacionado à teoria dos jogos, que lhe renderia, em 1994, o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel (não confundir com o Prêmio Nobel), Nash se casa com Alicia. Após ser chamado a fazer um trabalho em criptografia para o governo dos Estados Unidos, Nash passa a ser atormentado por delírios e alucinações. Diagnosticado como esquizofrênico, e após várias internações, ele precisará usar de toda a sua racionalidade para distinguir o real do imaginário e voltar a ter uma vida normal assim como seus amigos.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

Roteiro[editar | editar código-fonte]

A narrativa do filme difere consideravelmente dos eventos reais da vida de Nash. O filme tem sido criticado por isso, mas os criadores do filme alegaram que nunca pretenderam contar literalmente a vida de Nash.[3]

Uma dificuldade foi a representação de sua doença mental e a tentativa de encontrar uma linguagem visual do filme para exprimir isso.[4] Sylvia Nasar disse que os criadores do filme "inventaram uma narrativa que, embora longe de ser literal, é fiel ao espírito da história de Nash".[5] Nash passou seus anos entre Princeton e o MIT como consultor da RAND Corporation na Califórnia, mas no filme ele é retratado como tendo trabalhado para o Departamento de Defesa no Pentágono. Seus mentores, tanto da faculdade quanto da administração, tiveram que apresentá-lo a assistentes e estranhos.[6] O documentário A Brilliant Madness, da PBS, procurou retratar sua vida com precisão.[7]

Poucos personagens do filme, além de John e Alicia Nash, correspondem diretamente a pessoas reais.[8] A discussão do equilíbrio de Nash foi criticada como excessivamente simplificada. No filme, Nash sofre alucinações esquizofrênicas enquanto está na pós-graduação, mas na vida real ele não teve essa experiência até alguns anos depois. Nenhuma menção é feita aos casos homossexuais de Nash na RAND,[5] que são destaque na biografia;[9] embora tanto Nash quanto sua esposa neguem que isso tenha ocorrido.[10] O filme não mostra que Nash teve um filho fora do casamento, John David Stier (nascido em 19 de Junho de 1953), por Eleanor Agnes Stier (1921–2005), uma enfermeira que ele abandonou quando ela lhe contou sobre sua gravidez.[11] O filme não inclui o divórcio de John com Alicia em 1963 e passa a impressão errônea de que eles sempre foram casados. Só depois de Nash ganhar o Prêmio Nobel em 1994 é que eles renovaram seu relacionamento. Mas é fato que a partir de 1970, Alicia permitiu que ele morasse com ela como pensionista. Eles se casaram novamente em 2001 e morreram em 2015, vítimas de um acidente de trânsito.[9]

Nash é mostrado se juntando ao Wheeler Laboratory no MIT, mas não existe tal laboratório. Em vez disso, ele foi indicado como instrutor do C. L. E. Moore no MIT.[12] A tradição da cerimônia das canetas em Princeton mostrada no filme é completamente fictícia; nunca existiu tal cerimônia.[6][13] No filme, John Nash diz em 1994: "Tenho tomado novos medicamentos", mas na verdade, ele não tomava nenhum medicamento desde 1970, algo destacado na biografia de Sylvia Nasar. Mais tarde, Howard explicou que eles inventaram essa fala porque senão o filme poderia ser criticado por sugerir que todos os esquizofrênicos podem dispensar os remédios.[6] Além disso, Nash nunca fez discurso de agradecimento na cerimônia do Prêmio Nobel.

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Oscar 2002 (EUA)

BAFTA[desambiguação necessária] 2002 (Reino Unido)

  • Venceu nas categorias de melhor ator em papel principal (Russell Crowe) e melhor Atriz coadjuvante (Jennifer Connelly).
  • Indicado nas categorias de melhor filme e melhor roteiro adaptado.
  • Ron Howard foi indicado ao prêmio David Lean de melhor direção.

Golden Globe Awards Globo de Ouro 2002 (EUA)

  • Venceu nas categorias de melhor filme - drama, melhor atuação de um ator em cinema - drama (Russell Crowe), melhor atuação de uma atriz em papel coadjuvante em cinema (Jennifer Connelly) e melhor roteiro - cinema.
  • Indicado nas categorias de melhor diretor - cinema e melhor trilha sonora - cinema.

MTV Movie Awards 2002 (EUA)

  • Indicado na categoria de melhor atuação masculina (Russell Crowe).

Referências

  1. Uma Mente Brilhante (em português) no AdoroCinema (Brasil)
  2. Uma Mente Brilhante (em português) no CineCartaz (Portugal)
  3. "Ron Howard Interview" Arquivado em janeiro 25, 2012[Erro data trocada], no WebCite. About.com. Retrieved September 27, 2012.
  4. «A Beautiful Mind». Mathematical Association of America. Consultado em 13 de outubro de 2013.. Cópia arquivada em 14 de outubro de 2014 
  5. a b «A Real Number». Slate Magazine. Consultado em 16 de agosto de 2007.. Cópia arquivada em 24 de agosto de 2007 
  6. a b c Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome DVD.com
  7. «A Brilliant Madness». PBS.org. Consultado em 16 de agosto de 2007.. Cópia arquivada em 14 de julho de 2007 
  8. Sylvia Nasar, A Beautiful Mind, Touchstone 1998.
  9. a b Nasar, Sylvia (1998). A Beautiful Mind: A Biography of John Forbes Nash, Jr. [S.l.]: Simon & Schuster. ISBN 0-684-81906-6 
  10. «Nash: Film No Whitewash». CBS News: 60 Minutes. 14 de março de 2002. Consultado em 16 de agosto de 2007.. Cópia arquivada em 7 de agosto de 2007 
  11. Goldstein, Scott (10 de abril de 2005). «Eleanor Stier, 84». The Boston Globe. Consultado em 5 de dezembro de 2007.. Cópia arquivada em 8 de maio de 2008 
  12. «MIT facts meet fiction in 'A Beautiful Mind'». Massachusetts Institute of Technology. Consultado em 16 de agosto de 2007.. Cópia arquivada em 12 de julho de 2007 
  13. «FAQ John Nash». Seeley G. Mudd Library at Princeton University. Consultado em 16 de agosto de 2007.. Arquivado do original em 16 de julho de 2007 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]