Dialética da Natureza

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Dialética da Natureza é uma obra inacabada escrita por Friedrich Engels em 1883. Nesta obra, Engels aplica as ideias marxistas, em particular o materialismo dialético, na ciência.

No prefácio de 1939, J. B. S. Haldane afirma que "a maior parte do manuscrito parece ter sido escrito entre 1872 e 1882, ou seja, refere-se à ciência da época. Por isso, muitas vezes é difícil acompanhar a obra se não se conhece a história da prática científica deste período. A ideia que chamamos hoje de conservação de energia estava começando a permear a física, a química e a biologia, mas era muito pouco pesquisada, e tão pouco aplicada. Palavras como 'força', 'movimento' e 'vis viva' eram usadas na época como sinônimos de energia". Alguns tópicos controversos dessa obra, teorias incompletas e imperfeitas, agora são entendidas, recuperando alguns dos ensaios antigos do filósofo. "O interesse de Engels não era tanto pela crítica detalhada das teorias, mas a abordagem dos problemas intelectuais".

Uma "lei" proposta na Dialética da Natureza é: "A lei da transformação da quantidade em qualidade e vice-versa". O exemplo mais frequente citado para essa lei é a mudança da água em líquido para gás, através do aumento de sua temperatura (embora Engels também descreva outros exemplos químicos). Na ciência contemporânea, este processo é conhecido como fase de transição. Houve um esforço também de aplicar essa lei para os fenômenos socias, por meio da ideia de que a população cresce como resultado das mudanças na estrutura social.

Esse estudo da dialética originou de Hegel que havia estudado o filósofo grego Heráclito. Heráclito descobriu que tudo está em constante transformação e que todas as coisas consistem em dois elementos opostos que mudam um ao outro, como a noite muda o dia, a luz torna escuridão, e a vida em morte, etc.

Esta obra de Engels segue o que ele disse sobre ciência no Anti-Dühring. O filósofo inclui nessa obra o famoso texto O Papel do Trabalho na Transformação do Macaco em Homem, que foi publicado separadamente como panfleto. Neste escrito, Engels argumenta que a mão e o cérebro do homem cresceram juntos - uma ideia apoiada por descobertas fósseis posteriormente.

A maior parte do trabalho está fragmentada, mas tem pontos interessante. Sobre biologia, Engels escreve: