Escola Estadual Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco

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EEMHACB
Escola Estadual Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco
Fachada da escola em dia de inverno.
Lema Educar é um ato de coragem, esperança e amor.
Tipo Pública estadual
Fundação 22 de setembro de 1881 (133 anos)
Abertura 12 de junho de 1882 (132 anos)
Localização Uberaba, Minas Gerais,  Brasil
Bairro Estados Unidos
Endereço Rua Padre Leandro, 121
CEP 38015-340
Cursos oferecidos ensino fundamental, ensino médio, Cursos técnicos e Magistério.
Diretor(a) Professor José Augusto da Silva Queiroz
Pessoas importantes Professor Leôncio Ferreira do Amaral (diretor)
Alunos 800, dos quais:
320 no ensino fundamental II
480 no ensino médio
Classes 28
Laboratórios 2
Quadras 3
Apelido Castelão
Cores Azul e branco
Página oficial #Castelo Branco
Contato (034) 3321-7066

A Escola Estadual Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, ou simplesmente Castelo Branco, é uma escola pública da cidade de Uberaba, no estado de Minas Gerais. A instituição oferece o ensino fundamental II ciclo (6º ao 9º ano), e o Ensino Médio, três cursos técnicos, nas áreas de Administração, Contabilidade e Informática, e um curso normal de Magistério. As aulas são lecionadas em três turnos (Matutino, Vespertino e Noturno).

História da Escola[editar | editar código-fonte]

Escola Normal de Uberaba, de 1881 à 1905[editar | editar código-fonte]

No final do século XIX, a população de Uberaba pedia pela implantação de uma Escola para normalistas na cidade. O governo do estado de Minas Gerais atendeu o pedido, e, pela lei estadual nº2.783, de 22 de setembro de 1881[1] , era criada a Escolla Normal Oficial de Uberaba. A Escola foi finalmente instalada em 15 de julho de 1882. A escola foi criada no intuito de preparar para o exercício do cargo de professor alunos de ambos os sexos. Na época, o diretor da escola era Joaquim José de Oliveira Pena[2] (Senador Pena). A escola contava com algumas dezenas de alunos, e nove professores. Sobreviveu à transição entre o Regime Monárquico e a República no Brasil. Entretanto, foi fechada em março de 1905, após 22 anos de atividade.

A Segunda Escola Normal, de 1928 à 1938[editar | editar código-fonte]

A escola foi recriada em 18 de fevereiro de 1928, e instalada no prédio do Lyceu de Artes e Ofícios (atual SENAI), e já possuía centenas de alunos. Entretanto, em 15 de janeiro de 1938, durante a administração do Governador de Minas Gerais Benedito Valadares, a escola foi suprimida "por motivos de economia".[3]

A reinauguração em 1948[editar | editar código-fonte]

Os esforços em prol do retorno da única instituição normalista da cidade resultaram dez anos mais tarde, em 1948, durante a gestão do governador Milton Campos, e do prefeito Boulanger Pucci. Finalmente, em 31 de agosto, é reinaugurada a da Escola Normal e Ginásio Estadual de Uberaba.

O novo prédio da instituição estava localizado à Rua Coronel Manoel Borges, nº 35, no bairro Centro. A cerimônia de inauguração foi marcada pela presença do Secretário de Educação, o Doutor Abgar Renault.

Nesta época, a escola foi dirigida pelo Professor Leôncio Ferreira do Amaral, um conceituado técnico em educação do estado de Minas Gerais.[4] [5]

1950: O novo prédio, projetado por Oscar Niemeyer[editar | editar código-fonte]

Até o final da década de 40, a escola crescia e o prédio em que estava instalada já não mais comportava a grande quantidade de alunos.

No início da década de 50, por ocasião da visita do então governador Juscelino Kubitschek à cidade de Uberaba, o diretor da escola, acompanhado de um grupo de alunas, solicitou ao governador a doação de um terreno para a construção de uma nova sede.

O governador não apenas atendeu ao pedido, doando um terreno de alguns milhares de metros quadrados, no entroncamento entre as ruas Padre Leandro, Padre Zeferino e XV de Novembro, que anteriormente pertencia ao Ginásio Uberaba, como convidou seu amigo de longa data, o renomado arquiteto Oscar Niemeyer, com o qual já havia feito o projeto do Largo da Pampulha, em Belo Horizonte, para planejar o desenho da nova sede da escola. A planta seguia o projeto de várias outras escolas que haviam sido instaladas no estado anteriormente (visto de cima, o prédio da escola se assemelha às salas de aula da época).

Por volta do ano de 1952, começava a construção do novo prédio, que foi paralisada em 1953, devido à falta de recursos e desengajamento por parte do poder público. Tal paralisação nas obras é entendida por alguns estudiosos como sendo responsável pelo afastamento de Oscar Niemeyer da autoria do projeto da sede. Este tese pôde ser afirmada em pesquisa recente, quando foi descoberto um projeto assinado por Niemeyer, com esboços diferentes da construção que se vê atualmente. A área atualmente ocupada por um segundo pavilhão de salas de aula, seria um espaço destinado à um grande auditório, além de uma cabine de projeção, salas de jogos, refeitório e salas destinadas à direção e orientação, com as conhecidas curvas características do arquiteto. O esboço mostrava também um grande arco, que funcionaria como cobertura. O conjunto da estrutura do auditório com o arco lembrariam um livro aberto, se vistos de cima. [6] [7]

Em 1953, com a já antiga e lotada sede sem espaço para receber novos alunos, foram improvisadas algumas salas de aula no fundo do prédio. A frágil extensão da escola pôs em risco os alunos que estudavam naquela área, e as salas vieram a desabar em meados de 1958, quase atingindo um professor que passava no corredor naquele horário. Enquanto isto, a obra no Bairro Estados Unidos continuava paralisada, e as condições da sede tornaram-se praticamente insustentáveis. Em 16 de fevereiro de 1959, o jornal "Correio Católico de Uberaba" criticou os engenheiros e a obra da escola, que estava paralisada há anos.

Sob forte pressão da comunidade, alunos, professores e da mídia, a obra teve de ser concluída às pressas. A perda de contato com Niemeyer (que trabalhava arduamente na projeção de prédios em Brasília), além da necessidade de se concluir a obra rapidamente, fez com que os engenheiros tomassem medidas drásticas e desistissem de seguir corretamente o plano. O segundo pavilhão só seria realmente edificado e entregue na década de 70.

A demora na entrega do prédio também, provavelmente, foi motivo de insatisfação por parte de Niemeyer. A obra demorou nove anos para ser completada. Um tempo, em tese, absurdo, já que a cidade de Brasília, também projetada pelo arquiteto, foi construída em menos da metade deste tempo. O arquiteto nunca registrou o projeto da escola em suas listas de obras. [8] Finalmente, em 10 de março de 1959, a Escola se transferia para o novo prédio, situado à Rua Padre Leandro, nº 121, Bairro Estados Unidos, onde está instalada até os dias atuais. As aulas começaram a ser ministradas na nova sede no dia seguinte.

O significado final do projeto, da forma com a qual ficou reconhecido baseia-se na ideia de que a estrutura do primeiro pavilhão simboliza um quadro-negro; a rampa que dá acesso ao segundo pavimento, representando um apagador. O arco, na entrada da escola, um mata-borrão; e a caixa d'água, aos fundos da escola, um giz (apesar de ela ter sido construída décadas depois).

Em 1 de maio de 1959, a população uberabense quis homenagear o diretor pela expansão da instituição e seu método de educação, acrescendo ao nome da escola, o seu nome: Escola Normal Oficial Professor Leôncio Ferreira do Amaral.

Década de 1960: O afastamento do diretor[editar | editar código-fonte]

O Professor Leôncio, diretor da escola, teve sua identidade abalada nesta década.[2] [9] Ele foi acusado de envolvimento na falsificação de diplomas e desvio de verbas dadas pelo governo à escola. A Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais expulsou-o do seu cargo, o que o fez, além de perder o emprego e remuneração, também recebesse a humilhação e indignação de pais, alunos e da comunidade.

Em seu lugar, assumiu interinamente o Dr. Paulo Pontes, vice-diretor da escola, e, posteriormente, foi feita uma intervenção com participação da Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais.

Em 1969, a justiça determinou que a acusação contra o diretor era falsa. O professor Leôncio foi ressarcido por danos morais, e conseguiu novamente o cargo na direção da Escola Normal.

Década de 1970: O novo nome da escola[editar | editar código-fonte]

Em maio de 1970, o Professor Leôncio deixava definitivamente a direção da Escola. No dia 12 do mesmo mês, nomeado no Diário Oficial de Minas Gerais, assumia a direção da escola o Professor José Thomaz da Silva Sobrinho.

Conjuntamente à mudança definitiva no Corpo Dirigente da Escola, seu nome também foi mudado: O decreto estadual nº 12.866 mudava, em 31 de julho de 1970, o nome da escola para Colégio Estadual Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, em homenagem ao presidente da república.

Em 1974, por ocasião da abolição da maioria dos colégios em Minas, o nome foi novamente alterado para Escola Estadual Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, vigente até os dias atuais.

Ainda no início da administração do Professor José Thomaz, foi desapropriada uma área de 1707 , situado à Rua Padre Zeferino, s/nº, para futuras ampliações da escola. A área hoje compreende um grande ginásio, quadras esportivas, vestiários e local de armazenamento de itens para Educação Física.

Décadas de 1980 e 1990[editar | editar código-fonte]

Após 13 anos na direção do colégio, o Professor José Thomaz da Silva Sobrinho deixava o cargo, e dava o lugar, em 30 de maio de 1983, ao Professor Raimundo Edmundo de Freitas.

Em 1988, a Escola comemorava seu 40º Aniversário da reinauguração. No dia 12 de dezembro, era feita mais uma mudança na direção da escola. O diretor agora era o conceituado Professor Ademar Agrelli, vice há quase duas décadas. Em sua administração, a Escola Castelo Branco viveu seu melhor momento.

Em 31 de dezembro de 1991, Ademar se aposentava. Em seu lugar assumiu, em 4 de janeiro de 1992, a professora Mariana Agrelli.

Em 9 de agosto de 1993 assumia o Professor Paulo Lemos de Oliveira. Durante sua administração, foram inaugurados, no segundo pavilhão da Escola, um Anfiteatro, com grande espaço para apresentações teatrais e palestras, e o Laboratório de Ciências da Escola.

Em 11 de julho de 1997 assumia à direção a Professora Lívia Beatriz da Silva Oliveira. Em sua administração, a escola foi pintada e reformada. Em agosto de 1998, a Escola comemorava os 50 anos da reinauguração.

Década de 2000[editar | editar código-fonte]

Em 6 de abril de 2004 assumia à direção a Professora Maria de Lourdes Leandro Rocha, conhecida como 'Lurdinha'. Ela permaneceu no cargo por oito anos, até 2012.

Em 2008, por ocasião das Eleições municipais, o Grêmio Estudantil resolveu convidar os candidatos para fazerem entrevistas na escola. O projeto terminou em confusão, visto o não comparecimento do candidato à reeleição Anderson Adauto, que havia confirmado presença. Em seu lugar, foi o vice-prefeito, Paulo Mesquita. O político foi vaiado pelos alunos da escola e a imagem do candidato foi denegrida pela falta de compromisso.[10]

No mesmo ano, houve a publicação da segunda versão do jornal da Escola: o Tecendo a Palavra, desta vez anual, diferentemente do antigo O Estadual, é feito em colaboração com professores de Português, professores do Uso da Biblioteca e outros docentes das demais áreas, incluindo a Equipe Dirigente da escola. O jornal tem como intenção mostrar todas as atividades e projetos desenvolvidos pelos professores e alunos durante o ano letivo.[11]

Década de 2010[editar | editar código-fonte]

Em 2011, a escola fecha em 2º Lugar do ENEM entre todas as escolas públicas de Uberaba.

Em 21 de janeiro de 2012, assume a direção da Escola a professora Adriana Cristina Fernandes Vaz Lemos Armada, eleita pela maioria dos votos na eleição do ano anterior.

Em 2013, os alunos Julia Campos e Nícolas de Oliveira foram vencedores nacionais do concurso Cientista por um Dia, da NASA.

Nos dias atuais, a escola tem bom desempenho, regularmente tendo seus alunos ganhado provas, olimpíadas de raciocínio lógico, como a OBMEP, etc.

No final de 2013, a então diretora Adriana Cristina Armada deixa o cargo, e a escola fica provisoriamente sob direção do então vice-diretor José Augusto da Silva Queiroz, que é finalmente nomeado no cargo em 24 de março.

No ano de 2014, a escola conta com cerca de 800 alunos matriculados.

Símbolos da Escola[editar | editar código-fonte]

Hino[editar | editar código-fonte]

Hino da Escola Estadual Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco
Hino de Brasil
Letra Professor Santino Gomes de Mattos, década de 60
Composição Maestro Renato Frateschi, década de 60
Adotado a partir da década de 70, provavelmente.

O Hino da Escola Estadual Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco foi criado pelo Professor Santino Gomes de Mattos, e tem música do Maestro Renato Frateschi. Foi criado para exaltar o papel das Escola na formação de alunos.[12]

Letra do Hino da Escola Castelo Branco

Caminheiros da nobre jornada
Das conquistas em prol do saber,
Pouco importam espinhos na estrada
Se sabemos cumprir o dever.

Contra o erro que a treva acoberta
Se levante o farol da instrução.
Numa esteira de luz sempre aberta
Aos que cegos, sem rumo, se vão.

Seja, assim, nesta casa querida
Que se forme nossa alma ainda em flor,
Pra batalha incessante, renhida,
Na missão de ensinar com amor.

Combatentes do santo combate,
Sempre viva tenhamos a fé
Do heroísmo que nunca se abate,
Pela Pátria lutando, de pé!

Logotipo[editar | editar código-fonte]

O logotipo atual da escola é usado desde o ano de 1998.

Ele era constituído originalmente de uma elipse, sendo que dentro desta passavam três faixas horizontais, cada uma colorida com um tom de azul. Entre as faixas, há um derivado do triângulo de Penrose (provavelmente inspirado na bandeira do Estado de Minas Gerais) onde estão inscritas as iniciais do nome da escola: E E M H A C B. Este conceito foi alterado posteriormente em 2013, quando as faixas e a elipse foram retiradas, permanecendo apenas o tribarra no centro do logotipo. Os três tons de azul anteriormente utilizados pela escola foram substituídos por um tom de azul celeste único.

Bandeira[editar | editar código-fonte]

Bandeira da Escola Estadual Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco
Aplicação
FIAV 111111.svgFIAV normal.svg
Proporção 7:10
Adoção provavelmente em 7 de setembro de 1998
Criador A bandeira foi criada por professores, e é usada em jogos e no desfile de 7 de setembro
Cores
  Azul celeste
  Branco
Descrição Um retângulo branco com bordas azuis, onde no seu centro estão três faixas em três tons de azul, que rodeiam o logotipo da instituição. Abaixo das faixas, há a inscrição: "CASTELO BRANCO".

A bandeira da escola foi feita e usada pela primeira vez provavelmente no ano de 1998. Ela é usada quando a escola desfila nas comemorações da Independência do Brasil, nos dias 7 de setembro. A bandeira também é pendurada durante jogos intercolegiais em Uberaba.

Suas características são: num fundo branco, um retângulo branco com bordas azuis, onde, no seu centro, são colocadas três faixas azuis, e ao centro das faixas, o logotipo da escola. Abaixo das faixas, há a inscrição "CASTELO BRANCO".

Referências