Escola Estadual Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco

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Castelo Branco
Escola Estadual Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco
Vista da fachada da Escola em agosto de 2013.
Vista da fachada da Escola em agosto de 2013.
Dados e estatísticas da escola
Localização  Brasil
Uberaba, Minas Gerais
Endereço Rua Padre Leandro, nº 121
Bairro Estados Unidos
Data de abertura 1881 (133 anos) - inauguração
1948 (66 anos) - reinauguração
Tipo escola pública
Director(a) Prof. José Augusto da Silva Queiroz
Número de alunos 1.321
Website www.castelobranco.tk

A Escola Estadual Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco é uma escola pública da cidade brasileira de Uberaba, no estado de Minas Gerais. A sede está localizada no bairro Estados Unidos, próxima ao Mercado Municipal. A instituição oferece escolaridade do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, além de três cursos técnicos: Administração, Contabilidade e Informática, além de um curso normal de Magistério.

História da Escola[editar | editar código-fonte]

Escola Normal de Uberaba, de 1881 à 1905[editar | editar código-fonte]

No final do século XIX, a população de Uberaba pedia pela implantação de uma Escola para normalistas na cidade. O governo do estado de Minas Gerais atendeu o pedido, e, pela lei estadual nº2.783, de 22 de setembro de 1881, era criada a Escolla Normal Oficial de Uberaba. A Escola foi finalmente instalada em 15 de julho de 1882. A escola foi criada no intuito de preparar para o exercício do cargo de professor alunos de ambos os sexos. Na época, o diretor da escola era o Senador Pena. A escola contava com algumas dezenas de alunos, e nove professores. Sobreviveu à transição entre o Regime Monárquico e a República no Brasil. Entretanto, foi fechada em 1905, após 23 anos de atividade.

A Segunda Escola Normal, de 1928 à 1938[editar | editar código-fonte]

A escola foi recriada em 18 de fevereiro de 1928, e instalada no prédio do Lyceu de Artes e Ofícios (atual SENAI), e já possuía centenas de alunos. Entretanto, em 15 de janeiro de 1938, durante a administração do Governador de Minas Gerais Benedito Valadares, a escola foi suprimida "por motivos de economia".[1]

A reinauguração em 1948[editar | editar código-fonte]

Os esforços pela volta da única instituição normalista da cidade resultaram dez anos mais tarde, em 1948, nas gestões do Governador de Minas Gerais Milton Campos, e do prefeito de Uberaba Boulanger Pucci, quando, finalmente, em 31 de agosto, é reinaugurada a nova sede da Escola Normal e Ginásio Estadual de Uberaba. A data é formalmente considerada como o "Aniversário da Escola", entretanto, alguns professores e alunos consideram a data anterior, 22 de setembro de 1881, como a data formal do aniversário.

O novo prédio da instituição estava localizado à Rua Coronel Manoel Borges, nº 35, no bairro Centro. A cerimônia de inauguração foi marcada pela presença do Secretário de Educação, o Doutor Abgar Renault.

Nesta época, a escola foi dirigida pelo Professor Leôncio Ferreira do Amaral, um conceituado e exemplar técnico em educação do estado de Minas Gerais.[2] [3]

1950: O novo prédio, projetado por Oscar Niemeyer[editar | editar código-fonte]

Até o final da década de 40, a escola crescia e o prédio em que estava instalada já não mais comportava a grande quantidade de alunos.

No início da década de 50, por ocasião da visita do então governador Juscelino Kubitschek à cidade de Uberaba, o diretor da escola, acompanhado de um grupo de alunas, solicitou ao governador a doação de um terreno para a construção de uma nova sede.

O governador não apenas atendeu ao pedido, doando um terreno de alguns milhares de metros quadrados, à Rua Padre Leandro, nº 121, que anteriormente pertenceu ao Ginásio Uberaba, como convidou seu amigo de longa data, o renomado arquiteto Oscar Niemeyer, com o qual já havia feito o projeto do Largo da Pampulha, em Belo Horizonte, para planejar o desenho da nova sede da escola. A planta seguia o projeto de várias outras escolas que haviam sido instaladas no estado anteriormente (visto de cima, o prédio da escola se assemelha às salas de aula da época), mas com modificações.

Por volta do ano de 1952, começava a construção do novo prédio, que foi paralisada em 1957, devido à falta de recursos. Tal parada é dita por alguns estudiosos que foi responsável pelo abandono de Oscar Niemeyer da autoria do projeto do prédio, já que, em pesquisa recente, foi descoberto um projeto, assinado por Niemeyer, diferente da construção atual. O segundo pavilhão de salas, neste esboço encontrado, na verdade, seria um lugar destinado à um grande auditório, além de uma cabine de projeção, salas de jogos, refeitório e salas destinadas à direção e orientação, com as conhecidas curvas características do arquiteto. [4] [5]

Em 1953, com a já antiga e lotada sede sem espaço para receber novos alunos, foram improvisadas algumas salas de aula no fundo do prédio. A frágil extensão da escola pôs em risco os alunos que estudavam naquela área, e as salas vieram a desabar em meados de 1958, quase atingindo um professor que passava no corredor naquele horário. Enquanto isto, a obra no Bairro Estados Unidos continuava paralisada, e as condições da sede tornaram-se praticamente insustentáveis. Em 16 de fevereiro de 1959, o jornal "Correio Católico de Uberaba" criticou os engenheiros e a obra da escola, que estava paralisada há anos.

Sob forte pressão popular, principalmente dos habitantes do bairro onde seria instalada a nova sede, dos alunos e professores da escola, e da mídia, a obra foi concluída, provavelmente, às pressas, fator que os estudiosos consideram pelo não seguimento do projeto inicial de Niemeyer. A perda de contato com o arquiteto, além da necessidade de se concluir a obra rapidamente, fez com que os engenheiros tomassem medidas imediatas e desistissem de seguir corretamente o plano. O segundo pavilhão só foi realmente entregue na década de 70.

A demora na entrega do prédio também, provavelmente, foi motivo de insatisfação por parte de Niemeyer. A obra demorou nove anos para ser completada. Um tempo, em tese, absurdo, já que a própria cidade de Brasília, também projetada pelo arquiteto, foi construída em menos da metade do tempo. [6] Finalmente, em 10 de março de 1959, a Escola se transferia para o novo prédio, situado à Rua Padre Leandro, nº 121, Bairro Estados Unidos, onde está instalada até os dias atuais. As aulas começaram a ser ministradas na nova sede no dia seguinte.

O significado do projeto, que ficou marcado na história da escola, foi como o primeiro pavilhão original, representando o quadro negro; a rampa, que dá acesso ao segundo andar, representa o apagador; O arco na portaria da escola, o mata-borrão; e a caixa d'água, nos fundos da escola, o giz (apesar de ela ter sido construída décadas depois).

Em 1 de maio de 1959, a população uberabense quis homenagear o Professor Leôncio, diretor da escola desde o ano da reinauguração, por sua luta pela expansão da escola, além de seu método de educação, exemplar em todo o estado, e deu à escola seu nome: Escola Normal Oficial Professor Leôncio Ferreira do Amaral.

Década de 1960: O afastamento do diretor[editar | editar código-fonte]

O Professor Leôncio, diretor da escola, teve sua identidade abalada nesta década.[7] [8] Ele foi acusado de envolvimento na falsificação de diplomas e desvio de verbas dadas pelo governo à escola. A Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais expulsou-o do seu cargo, o que o fez, além de perder o emprego e remuneração, também recebesse a humilhação e indignação de pais, alunos e da comunidade.

Em seu lugar, assumiu interinamente o Dr. Paulo Pontes, vice-diretor da escola, e, posteriormente, foi feita uma intervenção com participação da Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais.

Em 1969, a justiça determinou que a acusação contra o diretor era falsa. O professor Leôncio foi ressarcido por danos morais, e conseguiu novamente o cargo na direção da Escola Normal.

Década de 1970: O novo nome da escola[editar | editar código-fonte]

Em maio de 1970, o Professor Leôncio deixava definitivamente a direção da Escola. No dia 12 do mesmo mês, nomeado no Diário Oficial de Minas Gerais, assumia a direção da escola o Professor José Thomaz da Silva Sobrinho.

Conjuntamente à mudança definitiva no Corpo Dirigente da Escola, seu nome também foi mudado: O decreto estadual nº 12.866 mudava, em 31 de julho de 1970, o nome da escola, de Escola Estadual Professor Leôncio Ferreira do Amaral, para "Escola Estadual Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco" , em homenagem ao presidente do regime militar, nome vigente até os dias atuais.

Ainda no início da administração do Professor José Thomaz, foi desapropriada uma área de 1707 , situado à Rua Padre Zeferino, s/nº, para futuras ampliações da escola. A área hoje compreende um grande ginásio, quadras esportivas, vestiários e local de armazenamento de itens para Educação Física.

Décadas de 1980 e 1990[editar | editar código-fonte]

A escola tornou-se, nesta época, [carece de fontes?] uma das referências regionais em qualidade de educação. A escola também possuía rígidas medidas disciplinares, datadas da época do primeiro diretor, que favoreciam o bom comportamento dos alunos.

Após 13 anos na direção do colégio, o Professor José Thomaz da Silva Sobrinho deixava o cargo, e dava o lugar, em 30 de maio de 1983, ao Professor Raimundo Edmundo de Freitas.

Cinco anos depois, em 12 de dezembro de 1988, era feita mais uma mudança na direção da escola. O diretor agora era o renomado Professor Ademar Agrelli. Em sua administração, a Escola Castelo Branco viveu seu melhor momento.

Em 31 de dezembro de 1991, Ademar deixava o cargo. Em seu lugar, entrava, em 4 de janeiro de 1992, a professora Mariana Agrelli.

Em 9 de agosto de 1993 assumia o Professor Paulo Lemos de Oliveira. Durante sua administração, foram inaugurados, no segundo pavilhão da Escola, um Anfiteatro, com grande espaço para apresentações teatrais e palestras, e o Laboratório de Ciências da Escola.

Em 11 de julho de 1997 assumia à direção a Professora Lívia Beatriz da Silva Oliveira. Em sua administração, a escola foi pintada e reformada. Em agosto de 1998, por ocasião do aniversário de 50 anos da escola (a direção optou escolher a data de reinauguração para comemorar o aniversário, e não a data de criação), foram feitas comemorações simbólicas, a inauguração de placas comemorativas e projetos pela escola.

Década de 2000: Declínio[editar | editar código-fonte]

Na década de 2000, a escola começava a perder sua identidade. Surgem os problemas estruturais e disciplinares, e a escola deixa de se tornar uma referência no estado..

Em 6 de abril de 2004 assumia à direção a Professora Maria de Lourdes Leandro Rocha, conhecida como 'Lourdinha'. Ela permaneceu no cargo por oito anos, até 2012.

Em 2008, por ocasião das Eleições municipais, o Grêmio Estudantil resolveu convidar os candidatos para fazerem entrevistas na escola. O projeto terminou em confusão, visto o não comparecimento do candidato à reeleição Anderson Adauto, que havia confirmado presença. Em seu lugar, foi o vice-prefeito, Paulo Mesquita. O político foi vaiado pelos alunos da escola e a imagem do candidato foi denegrida pela falta de compromisso.[9]

No mesmo ano, houve a publicação da segunda versão do jornal da Escola: o Tecendo a Palavra, desta vez anual, diferentemente do antigo O Estadual, é feito em colaboração com professores de Português, professores do Uso da Biblioteca e outros docentes das demais matérias, incluindo a Equipe Dirigente da escola. O jornal tem como intenção mostrar todas as atividades e projetos desenvolvidos pelos professores e alunos durante o ano corrido.[10]

Década de 2010: Reestruturação[editar | editar código-fonte]

A partir do início da década de 2010, a escola começou novamente a crescer. Em 2011, fechou no 1º Lugar do ENEM entre todas as escolas públicas de Uberaba.

Em 21 de janeiro de 2012, assume a direção da Escola a professora Adriana Cristina Fernandes Vaz Lemos Armada, eleita pela maioria dos votos na eleição para direção do ano anterior.

Em 2013, dois alunos da Escola foram vencedores nacionais do concurso Cientista por um Dia, da NASA.

Nos dias atuais, a escola mostra-se como referência de ensino em Uberaba e região, regularmente tendo seus alunos ganhado provas, olimpíadas de raciocínio lógico, como a OBMEP, etc.

No final de 2013, a então diretora Adriana Cristina Armada deixa o cargo, e a escola fica provisoriamente sob direção do então vice-diretor José Augusto da Silva Queiroz, que é finalmente nomeado no cargo em 24 de março.

No ano de 2014, a escola conta com cerca de 1.420 alunos matriculados.

Símbolos da Escola[editar | editar código-fonte]

Hino[editar | editar código-fonte]

Hino da Escola Estadual Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco
Hino de Brasil
Letra Professor Santino Gomes de Mattos, década de 60
Composição Maestro Renato Frateschi, década de 60
Adotado a partir da década de 70, provavelmente.

O Hino da Escola Estadual Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco foi criado pelo Professor Santino Gomes de Mattos, e tem música do Maestro Renato Frateschi. Foi criado para exaltar o método de ensino da escola e a própria imagem desta.[11]

Letra do Hino da Escola Castelo Branco

Caminheiros da nobre jornada
Das conquistas em prol do saber,
Pouco importam espinhos na estrada
Se sabemos cumprir o dever.

Contra o erro que a treva acoberta
Se levante o farol da instrução.
Numa esteira de luz sempre aberta
Aos que cegos, sem rumo, se vão.

Seja, assim, nesta casa querida
Que se forme nossa alma ainda em flor,
Pra batalha incessante, renhida,
Na missão de ensinar com amor.

Combatentes do santo combate,
Sempre viva tenhamos a fé
Do heroísmo que nunca se abate,
Pela Pátria lutando, de pé!

Logotipo[editar | editar código-fonte]

O logotipo atual da escola foi desenhado provavelmente no ano de 1997.

Ele era constituído originalmente de uma elipse, e em seu centro, haviam três faixas, nas cores: ciano, azul e azul escuro, em substituição ao vermelho que era a cor oficial da escola, usada desde a década de 50. No centro das faixas, havia um triângulo tridimensional (provavelmente derivado da bandeira do Estado de Minas Gerais) com as iniciais do nome da escola: "E E M H A C B". Este logotipo permaneceu até o ano de 2013, quando foi feita uma eleição para um novo logotipo da escola, e foi sugerida até a volta das cores vermelhas.

Em decisão formal, a Equipe Dirigente da Escola resolveu adotar um novo logotipo: Excluiu a elipse e as três faixas, e manteve apenas o triângulo no centro do logotipo, com as inscrições de costume. Os três tons de azul anteriormente utilizados pela escola foram substituídos por um tom de azul único, de cor hexadecimal #4C97FF.

Bandeira[editar | editar código-fonte]

Bandeira da Escola Estadual Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco
Aplicação
FIAV 111111.svgFIAV normal.svg
Proporção 7:10
Adoção provavelmente em 7 de setembro de 1998
Criador A bandeira foi criada por professores, e é usada em jogos e no desfile de 7 de setembro
Cores
  Azul
  Branco
Descrição Um retângulo branco com bordas azuis, onde no seu centro estão três faixas em três tons de azul, e ao centro um triângulo tridimensional com as iniciais do nome da escola, tal como no logotipo. Abaixo das faixas, há a inscrição: "CASTELO BRANCO".

A bandeira da escola foi feita pela primeira vez provavelmente no ano de 1998. Ela é usada quando a escola desfila nas comemorações da Independência do Brasil, nos dias 7 de setembro. A bandeira também é pendurada durante jogos intercolegiais em Uberaba.

Suas características são: num fundo branco, um retângulo branco com bordas azuis, onde, no seu centro, são colocadas três faixas azuis, e ao centro das faixas, o logotipo da escola, um triângulo tridimensional, onde estão as iniciais do nome da escola. Abaixo das faixas, há a inscrição "CASTELO BRANCO".

Referências