Francisco Mignone

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Francisco Mignone
Nascimento 3 de setembro de 1897
São Paulo
Morte 19 de fevereiro de 1986 (88 anos)
Rio de Janeiro
Ocupação Pianista

Francisco Mignone (São Paulo, 3 de setembro de 1897Rio de Janeiro, 19 de fevereiro de 1986) foi um pianista, regente e compositor erudito brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Começou a estudar música com o pai, o flautista Alferio Mignone, que emigrou da Itália para o Brasil. No Conservatório Dramático e Musical de São Paulo formou-se em piano, flauta e composição. Foi aluno de Luigi Chiaffarelli e de Agostino Cantù.

Iniciou sua carreira na música popular, sob o pseudônimo de Chico Bororó. Era conhecido por tocar nas rodas de choro em bairros como o Brás, Bexiga e Barra Funda.

Bolsista na Itália[editar | editar código-fonte]

Em 1920, agraciado com uma bolsa de estudos concedida pelo Pensionato Artístico do Estado de São Paulo, foi estudar em Milão com Vincenzo Ferroni e lá escreveu sua primeira ópera, O Contratador de Diamantes. A primeira audição da Congada, uma peça orquestral dessa ópera, deu-se sob a batuta de Richard Strauss com a Orquestra Filarmônica de Viena, no Rio de Janeiro.

Carreira no Brasil[editar | editar código-fonte]

Em 1929, já de volta ao Brasil, iniciou um período de amizade e parceria com Mário de Andrade. Em colaboração com o escritor compôs algumas de suas principais obras como a suíte Festa das Igrejas e o bailado Maracatu do Chico Rei, além da Sinfonia do Trabalho.

Em 1934 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se tornou professor de regência no Instituto Nacional de Música.

Deu início à sua fase nacionalista, que se estendeu até 1959, quando preferiu admitir o uso de qualquer processo de composição que lhe conferisse liberdade ao escrever a música. Sua obra musical inclui numerosas canções, obras para piano, óperas, um balé, obras de cunho nacionalista. Dentre elas, de se citar a belíssima Valsa de Esquina nº. 2, em que se pode bem notar uma melodia executada com a mão esquerda no registro grave (contraponto), ao mesmo tempo que a melodia propriamente dita, executada pela mão direita no registro médio e agudo. Em 1950 apresentou as músicas do filme Modelo 19.

Em 1961 foi o regente do primeiro concerto da recém fundada Orquestra da Rádio MEC, atual, Orquestra Sinfônica Nacional (OSN-UFF).

Foi casado com a concertista Marie Joséphine Bensoussan (nas artes, Maria Josephina) de quem teve uma filha, Anete.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BARROS, José D'Assunção. "Francisco Mignione e sua obra orquestral nacionalista", Música e Linguagem, volI, n°3, 2013, p.38-56. Vitória (ES): 2013.
  • CACCIATORE, Olga Gudolle. Dicionário biográfico de música erudita brasileira. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2005.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Portal A Wikipédia possui o
Portal da Música Erudita
Accordrelativo20060224.png Este artigo sobre um(a) músico(a) é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.