Brasílio Itiberê da Cunha

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Brasílio Itiberê
Retrato de Brasílio Itiberê.
Informação geral
Nome completo Brasílio Itiberê da Cunha
Nascimento 1 de agosto de 1846
Origem Paranaguá, Paraná
País Flag of Empire of Brazil (1822-1870).svg Império do Brasil
(hoje Brasil)
Data de morte 11 de agosto de 1913 (67 anos)
Local de morte Berlim
Flag of the German Empire.svg Império Alemão
(hoje Alemanha)
Gênero(s) Música erudita
Ocupação(ões) compositor, pianista, diplomata
Instrumento(s) piano

Brasílio Itiberê da Cunha (Paranaguá, 1º de agosto de 1846Berlim, 11 de agosto de 1913), foi um compositor, bacharel em direito e diplomata brasileiro. Foi irmão do poeta e crítico (literário e musical) João Itiberê da Cunha e tio do, também, compositor Brasílio Itiberê da Cunha Luz.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Brasílio Itiberê nasceu na cidade litorânea de Paranaguá, sendo filho de João Manuel da Cunha e de Maria Lourenço Munhoz da Cunha. Fez os estudos primários em sua terra natal e sua iniciação musical foi ao piano, aprendendo na casa dos seus pais.

Já pianista renomado na juventude transfere-se para a capital paulista para cursar a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, efetuando, nessa cidade, vários concertos. Após obter o diploma de Bacharel em Direito ingressa na carreira diplomática atuando no corpo diplomático em vários países, como: Itália, Peru, Bélgica, Paraguai e na Alemanha.

Sem deixar a música de lado, Brasílio teve relações de amizade com alguns dos maiores pianistas de seu tempo, como Anton Rubinstein, Sgambatti e Liszt.

Considerado um dos precursores do nacionalismo, foi um dos primeiros a inspirar-se em motivos populares e a imprimir à sua obra características nitidamente brasileiras.

Compôs música de câmara e coral, além de peças para piano. Sua rapsódia "A Sertaneja"[1] o popularizou, especialmente pela canção tradicional Balaio, meu bem, Balaio", tema musical folclórico recolhido por ele na cidade de Paranaguá.

A sua composição mais conhecida é, sem dúvida, "A Sertaneja" de 1869[2] .

Foi nomeado embaixador em Portugal, porém, morreu antes de assumir a função. Faleceu na capital alemã no dia 11 de agosto de 1913, numa segunda-feira, aos 67 anos de idade.

Uma das muitas homenagens ao autor de "A Sertaneja" está na capital paranaense que denominou uma das suas vias de Rua Brasílio Itiberê.

Obras de Brasílio Itiberê[editar | editar código-fonte]

  • Eco dos salões, valsa de bravura, Op. 3 (1865)
  • Os pífaros da esquadra, polca brilhante, Op. 5 (1867)
  • Valsa acadêmica, aos estudantes de S. Paulo, Op. 9
  • A graciosa, Op. 10
  • Stella maris (Grande mazurka de salão), Op. 11
  • Mazurka en la majeur, Op. 12
  • Barcarolle, Op. 13
  • Danse americaine, Op. 14
  • A Sertaneja, fantasia característica sobre temas brasileiros, Op. 15 (1869)
  • Valse-Caprice (A misteriosa, 3a grande valsa de bravura), Op. 16 (1869)
  • Sur les rives du Plata, méditation, Op. 18
  • Une larme (Uma lágrima), méditation, Op. 19 (1869)
  • Ballade des tropiques, Op. 20
  • Marcha fúnebre à memória de Gottchalk, Op. 21 (1870)
  • Poème d'amour, fantaisie, Op. 22
  • Gavotte sur l'air célèbre de Louis XIII, Op. 23
  • Soirées à Venise, trois morceaux, Op. 24
  • Barcarolle
  • Nocturne
  • Romance
  • Nuits orientales, Op. 27
  • Nocturne
  • La dahabieh (La gondole du Nil), Barcarolle
  • Le jardin des tropiques (devant l'Ille d'Eléphantine-Nil), Étude mélodique
  • Berceuse (Le filleul), Op. 28
  • Gavotte, Op. 30
  • Mazurka, Op. 31
  • Caprices à la mazurka, No. 3, Op. 32
  • Étude de concert d'après E. Bach, Op. 33
  • Sérénade, Op. 34
  • Grande Mazurca de Salão, Op. 41
  • Amizade, polka (1864)
  • Impromptu-Nocturne (1903)
  • Nocturne-Saudade (1864)
  • Segunde grande galope de concerto (-1870)
  • A Serrana, fantasia característica
  • Súplica de Escravo, meditação (-1870)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • MARCONDES, Marcos Antônio. Enciclopédia Música Brasileira. São Paulo: Art Editora/Publifolha, 1998.
  • PIRES, Fernando. Grande Enciclopédia Universal - Magister. Ed. Amazonas, 1980.
  • MURICY, José Candido de A. Panorama do Conto Paranaense. Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 1979.
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