Maria de Espanha, Imperatriz da Alemanha
Maria da Espanha (Madrid, 21 de Junho de 1528 - Villa Monte, 26 de Fevereiro de 1603), foi a primeira filha de Carlos V e de Isabel de Portugal. Foi esposa de Maximiliano II, Imperador da Alemanha.
A pedido do pai, Maria e o marido foram regentes de Espanha na sua ausência. Em 1552, Maria mudou-se para Viena, na Áustria.
O casal teve dezasseis filhos:
- Ana da Áustria (1 de Novembro de 1549 - 26 de Outubro de 1580). Casada com Filipe II de Espanha. Ela foi a mãe de Filipe III de Espanha.
- Fernando da Áustria (28 de Março de 1551 - 25 de Junho de 1552).
- Rodolfo II da Germânia (18 de Julho de 1552 - 20 de Janeiro de 1612).
- Ernesto, Arquiduque da Áustria, (15 de Julho de 1553 - 12 de Fevereiro de 1595). Ele atuou como Governador dos Países Baixos.
- Isabel da Áustria (5 de Junho de 1554 - 22 de Janeiro de 1592). Casou com Carlos IX de França.
- Maria de Áustria (27 de Julho de 1555 - 25 de Junho de 1556).
- Matias da Germânia (24 de Fevereiro de 1557 - 20 de Março de 1619).
- Um menino natimorto (20 de Outubro de 1557).
- Maximiliano III, Arquiduque da Áustria (12 de Outubro de 1558 - 2 de Novembro de 1618). Ele actuou como Grão-Mestre da Ordem Teutónica e Administrador da Prússia.
- Alberto de Áustria (15 de Novembro de 1559 - 13 de Julho de 1621). Ele serviu como Governador dos Países Baixos.
- Wenzel de Áustria (9 de Março de 1561 - 22 de Setembro de 1578).
- Frederico de Áustria (21 de Junho de 1562 - 16 de Janeiro de 1563).
- Maria de Áustria (19 de Fevereiro de 1564 - 26 de Março de 1564).
- Carlos de Áustria (26 de Setembro de 1565 - 23 de Maio de 1566).
- Margarida de Áustria (25 de Janeiro de 1567 - 5 de Julho de 1633). Foi freira.
- Leonor de Áustria (4 de Novembro de 1568 - 12 de Março de 1580).
Maria de Espanha teve grande influência sobre os filhos, os futuros imperadores Rudolfo II e Matias, que frequentemente não concordavam com a mãe, católica romana fervorosa.
Após a morte do marido em 1576, regressou à Espanha em 1582, tendo comentado estar muito feliz por viver "num país sem hereges".
Foi patrona de um compositor espanhol chamado Tomás Luís de Victoria, que teve a grande responsabilidade de escrever um Réquiem, em 1603, para o funeral de Maria de Espanha. Este requiem é considerado uma das melhores e mais refinadas obras de Tomás Luís.