Televangelismo

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O televangelista norte-americano Joel Osteen na megaigreja Lakewood Church, em Houston, no Texas.

Televangelismo é o uso da televisão para transmitir a fé cristã para muitas pessoas. O termo original deriva da inglês televangelism, um portmanteau de television e evangelism,[nota 1] cunhado pela revista americana Time.[1] Um "televangelista" é um religioso que faz pregações por meio de programas de televisão, em canais que atingem um grande número de telespectadores. O termo é geralmente usado em caráter pejorativo por críticos da prática para se referir a tais ministros. A prática do televangelismo é mais comum entre os neopentecostais, porém, existem televangelistas católicos e de outras subdivisões do cristianismo.

Origem[editar | editar código-fonte]

O televangelismo começou como um peculiar fenômeno americano, resultado de uma mídia sem regulamentação, em que as redes de televisão aberta e por assinatura estavam acessíveis a praticamente qualquer pessoa que pudesse pagar, combinada com a grande população cristã do país, capaz de fornecer o financiamento necessário para a compra de horários de televisão. A crescente globalização das mídias permitiu a alguns televangelistas americanos chegarem a públicos mais amplos fora dos Estados Unidos através de redes de televisão internacionais, especialmente as declaradamente cristãs, como Trinity Broadcasting Network e a GOD TV. A prática também se expandiu a outros países, criando televangelistas locais, tal caso ocorreu no Brasil. Alguns países têm maior controle da mídia e restringem a participação de Igrejas na televisão. Em tais países, a programação religiosa é geralmente produzida por companhias de televisão (algumas vezes como um requerimento ou serviço público obrigatório) ao invés de por interesse de grupos privados. Alguns televangelistas são também pastores regulares em seus ministérios e locais de culto (geralmente em megaigrejas), mas a maioria de seus seguidores vem da sua audiência na televisão e no rádio. Outros não têm filiação com ministérios específicos e acabam por ter atuação apenas nos canais de televisão.

História[editar | editar código-fonte]

O cristianismo sempre enfatizou a necessidade da pregação do evangelho para todos os povos. Historicamente, isso foi alcançado com a ajuda de missionários e a distribuição de bíblias e livros sobre o assunto. Alguns cristãos perceberam que a rápida disseminação de informações era possível por meio do rádio. Na década de 1920, ele começou a ser usado para essa tarefa, com a ida dos primeiros pregadores para o rádio. Transmissões via rádio eram vistas como uma atividade complementar para o tradicional missionarismo, permitindo o aumento no número de pessoas atingidas e redução de gastos para isso e também facilitando o acesso à mitologia cristã em países que tinham proibido a atividade dos missionários. O objetivo do rádio cristão era converter novas pessoas ao cristianismo e fornecer informações e apoio aos fiéis. Tal ideia continua a funcionar hoje, também via televisão. Existiram rádios de ondas curtas em todo mundo cristão, como HCJB, em Quito, Equador, WYFR da Family Radio e a Bible Broadcasting Network (BBN), entre outras.

Nos Estados Unidos, a Grande Depressão dos anos 1930 implicou em um ressurgimento das pregações via rádio nas regiões Centro-Oeste e Sul do país, alguns missionários iam de cidade em cidade com carros de som, vivendo de doações. Vários desses passaram ao rádio como resultado de sua popularidade. Um dos primeiros pregadores a usar extensivamente o rádio foi Samuel Parkes Cadman, iniciando em 1923.[2] [3] Em 1928, Cadman tinha um programa de rádio semanal na rádio da National Broadcasting Company (NBC), sua oratória conseguiu a audiência de mais de cinco milhões de pessoas em todos os Estados Unidos.[4]

Notas

  1. Television = televisão e evangelism = evangelismo.

Referências

  1. Time: 75th Anniversary issue, 1998-03-09
  2. Brooklyn Pastor, First of Radio Preachers, Succumbs to Peritonitis in Plattsburg (em inglês). The New York Times (1936-06-13). Página visitada em 8 de maio de 2012.
  3. Religion: Radio Religion (em inglês). Time Magazine U.S. (1946-01-21). Página visitada em 1 de março de 1995.
  4. Religion: Air Worship (em inglês). Time Magazine U.S. (1931-02-09). Página visitada em 12 de janeiro de 1997.