Escola perenialista

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Escola Perenialista é uma escola de pensamento baseada na Filosofia Perene, como formulada por três grandes metafísicos ao longo do século XX: o francês René Guénon (1886-1951), o suíço-alemão Frithjof Schuon (1907-1998) e o anglo-indiano Ananda Kentish Coomaraswamy (1877-1947).

Doutrina[editar | editar código-fonte]

A Escola Perenialista sustenta a universalidade da revelação e a unidade transcendente das religiões. Ao mesmo tempo, critica a mentalidade materialista e relativista da modernidade por não basear-se em princípios metafísicos universais e perenes. A este respeito, um dos precursores do Perenialismo, o filósofo grego Aristóteles, ensina o seguinte: aqueles que dizem que tudo está sujeito à mudança e a um fluxo permanente de câmbio, inclusive a verdade, se contradizem, pois, se é assim, não haveria nem mesmo uma posição estável e fixa a partir da qual se poderia fazer uma afirmação válida (citado por Titus Burckhardt em The Essential Titus Burckhardt (EUA, 2005). Ou seja, se tudo é relativo não haveria nem mesmo como constatar isso. Esta é a contradição básica do moderno relativismo.

Origens[editar | editar código-fonte]

Além de Aristóteles, a Escola Perenialista se reporta também a Platão, Plotino e ao indiano Shânkara. Nas religiões monoteístas, seus precursores são Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino, Mestre Eckhart e Dante Alighieri, no Catolicismo; São Gregório Palamas, no Cristianismo oriental; e Ibn Arabi, Rumi e o cheikh Ahmad al-Alawi no Islã.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Frithjof Schuon: Raízes da Condição Humana (São José dos Campos, 2014)
  • Frithjof Schuon: Forma & Substância nas Religiões (São José dos Campos, 2010)
  • Frithjof Schuon: A Transfiguração do Homem (São José dos Campos, 2009)
  • Frithjof Schuon: A Unidade transcendente das religiões (São Paulo, 2013)
  • Frithjof Schuon: O Homem no Universo (São Paulo, 2001)
  • Frithjof Schuon: O Sentido das Raças (São Paulo, 2002)
  • René Guénon: A Crise do Mundo Moderno (Lisboa, 1977)
  • René Guénon: Os Símbolos da Ciência Sagrada (São Paulo, 1989)
  • Titus Burckhardt: A Arte Sagrada no Oriente e no Ocidente (São Paulo, 2004)
  • Martin Lings: Sabedoria Tradicional e Superstições Modernas (São Paulo, 1998)
  • Martin Lings: Arte Sagrada de Shakespeare (São Paulo, 2004)
  • William Stoddart: Lembrar-se num Mundo de Esquecimento (São José dos Campos, 2013)
  • William Stoddart: O Budismo ao seu alcance (Rio de Janeiro, 2004)
  • William Stoddart: O Hinduísmo (São Paulo, 2005)
  • Tage Lindbom: O Mito da Democracia (São Paulo, 2007)
  • Mateus Soares de Azevedo: Homens de um Livro Só: o fundamentalismo no Islã, no Cristianismo e no Pensamento Moderno (Rio de Janeiro, 2008)
  • Mateus Soares de Azevedo: A Inteligência da Fé: Cristianismo, Islã, Judaísmo (Rio de Janeiro, 2006)
  • Mateus Soares de Azevedo: Christianity and the Perennial Philosophy" (EUA, 2005).
  • Mateus Soares de Azevedo: Religião & Ocultismo em Freud, Jung e Mircea Eliade (São Paulo, 2011)
  • Mateus Soares de Azevedo: Mística Islâmica: atualidade e convergência com a espiritualidade cristã (Petrópolis, Vozes, 2001, 3a. edição)
  • Mateus Soares de Azevedo: Iniciação ao Islã e Sufismo (Rio de Janeiro, Record, 2.000, 4a. ed.)
  • Mateus Soares de Azevedo: O Livro dos Mestres" (São Paulo, 2016, no prelo)

Ver também[editar | editar código-fonte]