João Nunes da Cunha
| João Nunes da Cunha | |
|---|---|
| Conde de São Vicente | |
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| Conde de São Vicente | |
| Reinado | 2 de abril de 1666 – 7 de novembro de 1668 |
| Antecessor(a) | Título criado |
| Sucessor(a) | D. Maria Caetana da Cunha, 2.ª Condessa de São Vicente |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 1619 |
| Morte | 7 de novembro de 1668 |
| Cônjuge | D. Isabel de Bourbon |
| Herdeiro(a) | D. Maria Caetana da Cunha, 2.ª Condessa de São Vicente |
| Pai | Nuno da Cunha |
| Mãe | D. Francisca de Lima |
| Filho(s) | D. Maria Caetana da Cunha, 2.ª Condessa de São Vicente |
João Nunes da Cunha, 1.º Conde de São Vicente (Lisboa, 1619 — Goa, 7 de novembro de 1668) foi um nobre e administrador colonial português. Em 2 de abril de 1666, por Carta Régia, foi feito Conde de São Vicente por Dom Afonso VI de Portugal.[1]
Biografia
[editar | editar código]Cunha nasceu em Lisboa, em 1619, e faleceu na Índia, em 1668. Era filho de Nuno da Cunha, Senhor dos Morgados da Coutadinha e da Landeira, um dos restauradores da Baía contra os Holandeses, em maio de 1625, e da sua mulher, D. Francisca de Lima.[1]
Teve uma educação jesuíta, no Colégio de Santo Antão-o-Novo, em Lisboa, frequentando a Aula da Esfera[2]
Foi deputado da Junta dos Três Estados; gentil-homem da câmara do Príncipe D. Teodósio e, posteriormente, de D. Afonso VI e do Príncipe-Regente D. Pedro; governador da Casa de D. Teodósio; conselheiro da Guerra; conselheiro de Estado de D. Afonso VI e, mais tarde, do Príncipe-Regente D. Pedro; senhor de Gestaçô, Panoias, do Morgado da Coutadinha e do de Refóios; comendador de Castelejo, São Romão do Erdal e Santa Maria de Vouzela, na Ordem de Cristo; censor e presidente da Academia dos Generosos, entre outros cargos.[1]
Foi nomeado Vice-Rei da Índia, em 11 de março de 1666, cargo que exerceu até à sua morte, tendo tomado posse a 17 de outubro.[1]
Organizou uma grande armada que enviou ao Estreito de Ormuz, com o objetivo de combater os Árabes e tomar Mascate; a expedição, contudo, não teve êxito devido a uma forte tempestade que dispersou a esquadra.[1]
Publicou um panegírico de D. João IV (1666) e uma Vida de D. Pedro, o Cruel, Rei de Castela. Deixou manuscritas várias obras de carácter matemático.[1]
Casou com D. Isabel de Bourbon, filha do 2.º Conde de Arcos. Foi sucedido no título pela sua filha e herdeira, D. Maria Caetana da Cunha, que se tornou 2.ª Condessa de São Vicente.[1]
Referências
[editar | editar código]- ↑ a b c d e f g Zuquete, Afonso Eduardo Martins (1961). Nobreza de Portugal. 3. Lisboa: Editorial Enciclopédia, Limitada. p. 356-360
- ↑ «A Ciência na Aula da Esfera do Colégio de Santo Antão, 1590-1759», Henrique Leitão, Lisboa: Comissariado Geral das Comemorações do V Centenário do Nascimento de S. Francisco Xavier, 2008, pág. 92
Fontes
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| Precedido por António de Melo e Castro |
Vice-Rei da Índia Portuguesa 1666 — 1668 |
Sucedido por 7.º Conselho de Governo Interino da Índia Portuguesa |
