Nuno da Cunha
Nuno da Cunha | |
|---|---|
| Governador da Índia | |
| Período | 1529 — 1538 |
| Antecessor(a) | Lopo Vaz de Sampaio |
| Sucessor(a) | Garcia de Noronha |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 1487 |
| Morte | 1539 (52 anos) |
| Progenitores | Mãe: Antónia Pais Pai: Tristão da Cunha |

Nuno da Cunha (1487 — 1539), 2.º Senhor de Gestaçô e de Panóias, foi 9.º governador da Índia.
Antes disso, em 27 de Dezembro de 1521, El-Rei D. Manuel tinha-o nomeado vedor da Fazenda, por renúncia de Tristão da Cunha, seu pai.[1]
Biografia
[editar | editar código]Filho de Tristão da Cunha, que acompanhou à Índia em 1506, e de Antónia Pais.
Nomeado governador em 1527, partiu a 18 de abril de 1528, com 11 naus e 1 500 homens. No caminho, a 18 de novembro do mesmo ano, conquistou a cidade de Mombaça, fazendo o respectivo rei tributário da coroa portuguesa. Chegou a Goa a 22 de outubro de 1529.[2]
Como governador foi competente e honesto.
Em 1531 mandou edificar a fortaleza de Chalé para melhor vigiar Calecute e, em 1534, obteve do sultão de Cambaia as ricas terras de Baçaim.
Em 1535 o sultão de Cambaia, Bahadur Xá de Guzarate, pede auxílio aos portugueses contra os mogóis, oferecendo-lhe em troca a ilha de Diu através do Tratado de Baçaim.
Regressou a Portugal, depois de ter entregue o governo a seu sucessor D. Garcia de Noronha, no início de janeiro de 1539, tendo falecido por doença nessa viagem e sido sepultado no mar, em março do mesmo ano, já depois de dobrado o Cabo da Boa Esperança.[2]
Escrevendo no século XIX, o historiador Oliveira Martins lembra que os cronistas contemporâneos chamavam a Nuno da Cunha "vencedor de Cambaia, herói de Baçaim e fundador de Diu".[3]
Casou duas vezes, sendo a segunda vez com Isabel da Silveira (ou de Vilhena), irmã do 1.º conde da Sortelha, D. Luís da Silveira, e filha de Nuno Martins da Silveira, 16.º Senhor de Góis, 4.º Senhor de juro e herdade de Oliveira do Conde e 3.º Senhor de Terena, e de Maria de Vilhena (da casa dos senhores de Unhão), com geração. (João Nunes da Cunha, 1.º conde de São Vicente em 1666, era tetraneto por varonia deste casamento).[2]
Ligações externas
[editar | editar código]
| Precedido por Lopo Vaz de Sampaio |
Governador da Índia Portuguesa 1529 — 1538 |
Sucedido por Garcia de Noronha |
Referências
- ↑ «A governação de D. João III: a Fazenda Real e os seus vedores», Autor: Maria Leonor García da Cruz, Editora: Centro de História da Universidade de Lisboa, Data: 2001, p. 36
- 1 2 3 Braamcamp Freire, Anselmo (1921). Brasões da Sala de Sintra. Livro Primeiro. Robarts - University of Toronto. Coimbra: Imprensa da Universidade. pp. 174–175. Consultado em 1 de março de 2026
- ↑ Martins, Joaquim Pedro Oliveira (1880). História de Portugal. Tomo I. Lisboa: Livraria Bertrand. p. 242. Consultado em 1 de março de 2026