Francisco de Assis de Távora

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Francisco de Assis de Távora
Conde de Alvor
Marquês de Távora (jure uxoris)
Conde de São João da Pesqueira (jure uxoris)
Retrato de D. Francisco de Távora,
no Museu Nacional do Rio de Janeiro
Vice-Rei da Índia Portuguesa
Governo 18 de fevereiro de 1750 a
18 de setembro de 1754
Antecessor Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos
Sucessor Luís Mascarenhas, 2.º conde de Alva
 
Esposa Leonor Tomásia de Távora
Casa Casa dos Távoras
Nascimento 7 de outubro de 1703
Morte 13 de janeiro de 1759 (55 anos)
  Lisboa
Pai Bernardo António Filipe Neri de Távora
Mãe Joana de Lorena

Francisco de Assis de Távora, 3.º Conde de Alvor e por seu casamento, 3.º Marquês de Távora e 6.º Conde de São João da Pesqueira (7 de outubro de 1703 - Lisboa, 13 de janeiro de 1759) foi um nobre, militar e administrador colonial português. Foi vice-rei da Índia, entre 1750 e 1754. Vítima da conspiração conhecida como o "Processo dos Távoras", acabou por ser executado, junto com a Casa dos Távoras.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho e herdeiro do 2.º Conde de Alvor, Bernardo António Filipe Neri de Távora, e de sua mulher Dona Joana de Lorena, em 1718 casou-se com sua prima, Leonor Tomásia de Távora, 3.ª Marquesa de Távora e 6.ª Condessa de São João da Pesqueira.

Como tenente-general, foi nomeado governador da praça de Chaves. Em carta de Dom João V, de 18 de fevereiro de 1750, foi nomeado vice-rei da Índia, partindo ele e a esposa de Lisboa em 28 de março, chegando à Goa em 22 de setembro, sucedendo ao marquês de Alorna, Pedro Vasconcelos. Foi com o marquês à Índia o arcebispo António Taveira da Neiva Brum da Silveira, seu amigo de longa data[1] e nomeado Arcebispo de Goa.

Durante seu vice-reinado, teve uma notável ação na Índia, não só através das conquistas de várias fortalezas, como no domínio comercial, trazendo grandes vantagens aos portugueses. Empreendeu campanha contra o pirata Cananja, tomando-lhe o forte e queimando várias de suas naves. Declarou guerra ao rei de Sunda, tomando a praça de Piro e as fortalezas de Ximpem e de Conem, apossando-se também da esquadrilha que estava fundeada no rio Karwan. Invadiu depois as províncias de Pondá e de Zambaulim.

Processo dos Távoras[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Processo dos Távoras

Seu retorno à Corte veio junto com sua fama pelas vitórias e pela administração de sucesso na Índia. Dona Leonor, mulher política e bastante envolvida com as coisas do reino, não compartilhava das ideias do novo homem dos negócios do reino, Sebastião José de Carvalho e Melo, tido por ela como um novo-rico.

Com estes aspectos, o futuro Conde de Oeiras conseguiu ardir um julgamento contra toda a Família Távora, sob a acusação de tentativa de regicídio contra Dom José I.

Assim acabou por ser executado, junto com os seus, em 13 de janeiro de 1759, numa cruel execução.

Descendência[editar | editar código-fonte]

De seu casamento com Leonor da Távora, teve 11 filhos, dos quais destacam-se:

  • Luís Bernardo de Távora, 4.º marquês de Távora e também executado com sua família;
  • Leonor de Lorena e Távora, sobreviveu ao julgamento, casada com João de Almeida Portugal, 2.º Marquês de Alorna, não carregou nenhum título familiar.

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

Fontes[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos
Vice-Rei da Índia Portuguesa
17501754
Sucedido por
Luís Mascarenhas, 2.º conde de Alva