Matemateca

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Matemateca
Matemateca IME-USP
Inauguração 2003 (14–15 anos)
Website http://matemateca.ime.usp.br/
Geografia
País  Brasil
Cidade Bandeira da cidade de São Paulo.svg São Paulo
Localidade Rua do Matão, 1010

A Matemateca (Matemateca IME-USP) reúne um acervo de objetos relacionados à matemática e ao ensino da matemática que está abrigado no Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo.[1] Trata-se de numa iniciativa que remonta ao ano de 2003, quando professores ligados ao IME se mobilizaram e contaram com o apoio das Pró-Reitorias de Graduação e de Cultura e Extensão da USP ( Universidade de São Paulo) e do CNPQ ( Conselho Nacional de Pesquisa) para a organização do acervo. A Matemateca organiza exposições abertas ao público.[2]

Os professores que iniciaram o projeto foram:

  • Deborah Raphael, Profa. Dra. do Departamento de Matemática do IME-USP ( Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo);
  • Eduardo Colli, Prof. Dr. do Departamento de Matemática Aplicada do IME-USP ( Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo).
  • Sônia Garcia, Profa. Dra. do Departamento de Matemática Aplicada do IME-USP ( Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo);

Professores colaboradores:

  • Artur Simões Rozestraten, Prof. Dr. do Departamento de Tecnologia da Arquitetura da FAU-USP ( Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo)

A matemateca também faz parceria com o Laboratório de Modelos e Ensaios da FAU-USP ( Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo) (LAME)[3].

A linguagem matemática é pesada e impeditiva para a maioria das pessoas. (...) Nosso objetivo é apresentar as diferentes facetas da área de modo lúdico.[1]
Deborah Raphael, professora no IME-USP e uma das responsáveis pela Matemateca

História[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2002 a exposição itinerante francesa da Cité des sciences et de I’industrie, visitou o IME, causando em alguns professores o desejo de construir um acervo com propósito de divulgar a estudantes da área de exatas conteúdos matemáticos não abordados em cursos de graduação. A estreia da Matemateca aconteceu durante a Primeira Semana da Licenciatura do IME. Em seguida foi levada para Salvador, Bahia, com o intuito de ser exposta na II Bienal da Sociedade Brasileira de Matemática. Uma apresentação no Rio de Janeiro, no IV Congresso Mundial de Centros de Ciência, em conjunto com a Estação Ciência da USP, evidenciou aos organizadores o potencial do acervo para o público geral, principalmente estudantes de todos os níveis. O projeto passou a visar a popularização da matemática, dando preferência a objetos interativos e que pudessem ser abordados por meio de desafios diretos ao visitante. Como forma de ampliar o campo de acesso, a Matemateca participou de um projeto em que houve a liberação de determinadas imagens pertencentes ao acervo, sendo arquivos digitais, sob a licença livre Creative Commons na Wikimedia Commons.[4]

Acervo[editar | editar código-fonte]

O acervo da Matemateca é dividido em aproximadamente quarenta temas distintos que englobam equações e funções entre outros conceitos da matemática e da estatística. Aos frequentadores, sejam eles alunos da USP, familiares, professores ou alunos de outras escolas e faculdades é concedida permissão total para manusear todo o conteúdo exposto, dessa forma permitindo e incentivando uma aprendizagem experimental interativa.[5] Alguns itens podem ser vistos a seguir.

Chapas feitas de metal, em várias formatações, cobertas com pó de serragem, que ao sofrer interferência das notas musicais emitidas pelo toque de um arco de violino, espalha-se e forma figuras geométricas.

  • Roda D'água Caótica[6]

Feita por estudantes de graduação, em um curso ministrado por dois professores do Departamento de Matemática do IME e um professor da FAU, a roda d’água caótica é composta por uma roda feita de material acrílico, posicionada verticalmente junto com vários copos, assim exercendo um movimento giratório imprevisível, sempre alternando lados. A obra manifesta o caos, visto na teoria dos sistemas dinâmicos 

Prato de Chladini.
Balancinho.

Tendo o nome oficial de harmonógrafo, a estrutura conhecida como Balancinho, uma analogia aos balanços de parques, é composta por uma superfície coberta com papel sulfite, sendo em seguida colocada em movimento para que uma caneta, fixada a uma haste de madeira, faça desenhos na folha por meio do balanço.

Topologia de superfície.
  • Topologia de superfície[6]

Retratação em que se duas superfícies, ao sofrerem deformações e tomarem formatos iguais sem rompimento, serão consideradas semelhantes.

  • Superfícies Regradas[6]

Referência à estruturas curvadas, que contém em sua composição apenas retas.

  • Pêndulo Duplo e o Efeito Borboleta
  • Braços Articulados
  • Anamorfose do cilindro Espelhado
  • Centro de Massa de Figuras planas
  • Topologia Algébrica
  • Teoria dos Nós e Enlaces
  • Poliedros Convexos e Faces Regulares
  • Régua de Cálculo
  • Ladrilhamentos
  • Poliedros flexíveis
  • Equidecon Ponibilidade
  • Películas de Sabão
  • Geometria na Esfera
  • Triângulo de Reuleaux
  • Elipsográfos
  • Simetrias do Cubo
  • O Jogo " Hex "
  • Arruelas Descendentes
  • O Cone que Sobe a Rampa
  • Árvores de Steiner
  • Montanhas de Areia
  • A Rampa tautócrona
  • A Máquina de Somar - Base 2
  • A Série Harmônica
  • Rodas Dentadas
  • Tabuleiro de Galton
  • Jogo da Vingança Olímpica
  • As pontes de königsberg
  • Jogo da Velha Tridimensional
  • Icosiano
  • O Que Tem nos Chocalhos?
  • Dados Não Transitivos
  • O sorteio de Amigo Secreto
  • O Trângulo Impossível
  • Quebra de simetria
  • Máquinas de Simetria
  • Poliedros

Deslocamento[editar | editar código-fonte]

O museu se encaixa em um padrão itinerante devido à falta de espaço da USP para sua constante exposição, por isso o acervo fica guardado e é exposto quando surge a oportunidade de apresentação do material em alguma situação. A Matemateca possui um histórico de algumas exposições expostas a seguir.[7]

  1. USP São Carlos: curta temporada, 1 a 11 de outubro, no Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC)[8].
  2. UNICAMP: outubro de 2012, no Museu Exploratório de Ciências.[9]
  3. IME – USP: 12 de novembro a 12 de dezembro de 2014, juntamente com a “Porquoi les Mathématiques?”, exposta pela primeira vez em São Paulo. O evento marcou o início da colaboração entre a Matemateca e a Maison des Mathématiques et de l’Informatique de Lyon.[10]
  4. Virada Malba Tahan: 5 e 6 de maio de 2017, no próprio IME com organização do Centro de Aperfeiçoamento do Ensino da Matemática.[11]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Matemateca