Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo

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Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo
IGc - USP
Fundação 1934 (curso)
Tipo de instituição Instituto autônomo
Localização cidade de São Paulo, São Paulo,  Brasil
Diretor(a) Prof. Dr. Marcos Egydio da Silva
Vice-diretor(a) Prof. Dr. Paulo César Fonseca Giannini
Campus Rua do Lago, 562 - Butantã
Página oficial IGc

O Instituto de Geociências da USP é uma unidade da Universidade de São Paulo, localizada na cidade de São Paulo. Proporciona formação profissional nos níveis de graduação e pós-graduação na área de geociências, integrado a pesquisa científica com a prática profissional em todas as áreas correlatas às ciências da Terra.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1934, foi implantado o curso de Ciências Naturais da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL) da Universidade de São Paulo (USP), sob a responsabilidade do Gabinete de Mineralogia e Geologia, onde as primeiras aulas de geociências começaram. Três anos mais tarde, foram constituídos os departamento de Geologia e Paleontologia e de Mineralogia e Petrologia.[1]

Em 1957, o curso de Geologia é oficialmente instituído e se instala em sua sede no Palacete Glete na alameda de mesmo nome, São Paulo, onde ficou por cerca de 20 anos. Com a reforma universitária de 1969, é criado o Instituto de Geociências e Astronomia, que se muda para uma sede provisória no campus da Cidade Universitária.[1]

Já em 1972, o Instituto de Geociências e Astronomia passa a se chamar de Instituto de Geociências. As áreas de Astronomia e Geofísica são realocadas no novo Instituto Astronômico e Geofísico, que hoje se denomina Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas. Em 1977, é construído o prédio do Instituto de Geociências, sua sede atual, na Rua do Lago, 562, para onde foram transferidas do Palacete da Glete toda as atividades de ensino e pesquisa.[1]

Em 1999, o instituto é novamente reestruturado em dois grandes departamentos pela resolução de número 4657: Mineralogia e Geotectônica (GMG) e Geologia Sedimentar e Ambiental (GSA). Em 2004, inaugurou-se uma nova graduação no instituto, a Licenciatura em Geociências e Educação Ambiental.[1][2]

Objetivos[editar | editar código-fonte]

O instituto trabalha com quatro objetivos permanentes, que são sua base para o ensino e a pesquisa:[1]

  • divulgação das geociências, por meios de extensão universitária e cultura, ressaltando a importância da área para a vida e para o meio ambiente
  • divulgação e tornar mais conhecida a profissão de geólogo
  • formação de recursos humanos, tanto na graduação quanto na pós-graduação
  • apoio em pesquisas na área que visem o progresso científico e tecnológico do país, sintonizado com o desenvolvimento sustentável e preservação do meio ambiente

Estrutura[editar | editar código-fonte]

O instituto é dividido em dois grandes departamentos, os de Mineralogia e Geotectônica (GMG) e Geologia Sedimentar e Ambiental (GSA).[3] Conta ainda com uma extensa biblioteca, referência na área, proporcionando uma infra-estrutura informacional necessária ao desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão, através do acesso, disseminação e divulgação da informação geológica.[4]

O Museu de Geociências fica no primeiro andar do instituto e se desenvolveu a partir do antigo Museu de Mineralogia do Departamento de Mineralogia e Petrologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL), da então recém-criada Universidade de São Paulo, em 1934, por iniciativa do Prof. Dr. Ettore Onorato, que doou sua coleção pessoal em prol das aulas práticas para o curso.[4]

Além da doação do professor Onorato, o governo do estado de São Paulo arrematou a coleção particular do engenheiro Araújo Ferraz, em 1935, e de Luiz Paixão, em 1954. Com estes primeiros núcleos, o acervo se expandiu através de coletas realizadas em campo por alunos e professores. Em 1984, outra grande doação aumentou o acervo do museu, da coleção de Carlos Luiz Schnyder.[5] Desde 1991, o museu ocupa uma área atual com 550 metros quadrados, com aproximadamente 15 mil amostras, das quais 5 mil em estão em exposição de longa duração, e o restante está armazenado na reserva técnica. Uma de suas peças mais valiosas é o terceiro maior meteorito brasileiro, o Itapuranga.[5]

Referências

  1. a b c d e «Institucional». Instituto de Geociências. Consultado em 27 de junho de 2018 
  2. «Guia do Estudante». Guia do Estudante. Consultado em 27 de junho de 2018 
  3. «Departamentos». Instituto de Geociências. Consultado em 27 de junho de 2018 
  4. a b «Biblioteca». Instituto de Geociências. Consultado em 27 de junho de 2018 
  5. a b «Museu». Instituto de Geociências. Consultado em 27 de junho de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]