Poptical

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Poptical
Álbum de estúdio de Ed Motta
Lançamento 2003
Gravação Rio de Janeiro, de janeiro a fevereiro de 2003, no estúdio AR
Gênero(s) Pop, Soul, Funk
Idioma(s) Português
Formato(s) CD
Gravadora(s) Trama
Produção Ed Motta
Cronologia de Ed Motta
Dwitza
(2002)
Aystelum
(2005)

Poptical é o oitavo disco da carreira do cantor Ed Motta, lançado em maio de 2003 é também seu sétimo disco solo. Seu primeiro álbum após a saída da gravadora internacional Universal Music, Ed Motta resolve voltar a seu estilo jazz/pop que consagrou em Manual Prático Para Festas, Bailes E Afins e ao mesmo tempo tentando manter a fase exploradora que teve em Dwitza.

O álbum vem recheado de participações especiais, como de Seu Jorge na música Tem espaço na van, alem de Zélia Duncan e Adriana Calcanhoto. O nome é uma homenagens a dois movimentos artísticos, a optical art e a pop art.[1]

Análise[editar | editar código-fonte]

A saída de Ed Motta da multinacional Universal em direção à nacional - e supostamente mais íntegra - Trama sinalizou não apenas uma mera manobra mercadológica. Tanto que Poptical, disco produzido por Ed Motta para estrear no novo selo, é na verdade a inauguração de uma nova fase na carreira do cantor. E nada melhor que começar uma fase nova em uma casa nova. Depois da viagem instrumental/experimental de Dwitza (2002), Ed Motta recua, sem saudosismo, à síntese pop-jazzistica-black que cristalizara em Manual Prático para Festas, Bailes e Afins (1997). Mas recua mantendo em mente as possibilidades exploradas em Dwitza. É como se, tendo contemplado todo um universo polvilhado de referências e influências no disco anterior - o jazz afrocêntrico, a canção popular norte-americana, o samba-jazz, e até o rock - Ed Motta voltasse os olhos para seu "velho ofício" com uma sabedoria renovada, uma sofisticação ainda maior. Poptical é portanto o Ed Motta de Colombina e Falso Milagre do Amor de volta. Mas é uma volta mais malandra, e nem por isso menos cosmopolita.

Cosmopolita e gregário pois Poptical vem recheado de parcerias e participações. Algumas das uniões acabam (re)despertando em Ed Motta um pouco do que a trip de Dwitza tinha ocultado; o dom para o suingue fácil, a fusão de várias referências sonoras numa única e coesa melodia pop. É o caso da parceria com o onipresente Seu Jorge, em Tem Espaço na Van, ou na contribuição de Nelson Motta em Minha Casa, Minha Cama, Minha Mesa. Cada qual em seu campo - a primeira um balançado funk, a segunda um R&B mais lento, tingido de groove de samba-jazz - essas músicas exemplificam o que Ed Motta tem de melhor como compositor pop. Sem pretensões, sem forçar a barra. Já a união com os "artistas reunidos" Jair Oliveira (Pra Se Lembrar) e Daniel Carlomagno (Que Bom Voltar) resulta menos espontânea, carregada de um falso suingue quase caricatural; talvez seja excesso de cerebralidade, vontade de empacotar mais referências e pegadinhas estilísticas do que as canções comportariam. Quando quer, Ed Motta pode soar sofisticado sem perder o que há de espontâneo em si. A prova são as belas The Rose That Came to Bloom e Fox do Detetive, que, mesmo encharcadas de flair hollywoodiano, exalam também naturalidade. Ou nas pequenas incursões mais jazzisticas, que surgem aqui e ali (Quem Pode Surpreender?, Rainbow's End). Sente-se que Ed Motta d.D. (ou seja, depois de Dwitza) já é outro. Mais seguro, sabendo que pode atingir a tão sonhada sofisticação sem alienar os que curtem suas composições no rádio e nas pistas. Resta apenas dosar as quase incontroláveis facetas de sua inquieta musicalidade.

Faixas[editar | editar código-fonte]

  1. "Minha casa, minha cama, minha mesa"
  2. "Tem espaço na van"
  3. "Eu avisei"
  4. "The rose that came to bloom"
  5. "Que bom voltar"
  6. "Coincidência"
  7. "Rainbow's end"
  8. "Pra se lembrar"
  9. "My rules"
  10. "Fox do detetive"
  11. "Gifts and sorrows"
  12. "Quem pode se surpreender?"

Poptical vendeu mais de 40 mil cópias.

Referências

Web

Cliquemusic | Análise de Marco Antonio Barbosa.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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