Sport Club Gaúcho

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Gaúcho de Passo Fundo
SCGaucho.png
Nome Sport Clube Gaúcho
Alcunhas Periquito do Boqueirão

O mais querido da cidade

Mascote Periquito
Fundação 12 de maio de 1918 (99 anos)
Estádio BSBios Arena Wolmar Salton
Capacidade 5.000 pessoas
Localização Passo Fundo (RS) - Brasao.png Passo Fundo, Rio Grande do Sul RS, Brasil Brasil
Presidente Brasil Gilmar Rosso
Patrocinador BSBios = Universidade de Passo Fundo -UPF = Salton Vidros
Competição Rio Grande do Sul Campeonato Gaúcho - 3ª Divisão
Website Sport Club Gaúcho
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
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O Sport Clube Gaúcho é uma agremiação esportiva da cidade de Passo Fundo (RS). Foi fundado no dia 12 de Maio de 1918. É um dos mais tradicionais clubes do estado, sendo o segundo maior campeão do Campeonato Gaúcho de Futebol - Divisão de Acesso, com três títulos, bem como é o clube de Passo Fundo com mais títulos estaduais e o segundo maior campeão do Campeonato Citadino de Passo Fundo[1].

História[editar | editar código-fonte]

O Sport Clube Gaúcho, clube mais antigo em atividade da cidade de Passo Fundo, foi fundado em 12 de maio de 1918, no no varandão da antiga “Casa Barão” pelos desportistas Augusto Schell Loureiro, dona Carlota Bordallo Rico e os filhos do casal, Alfredo e Gil Rico Loureiro, mais os amigos Victor Loureiro Issler, Antônio Junqueira da Rocha, João e Aníbal Colavin e Antônio Pimpão Loureiro. Na ocasião, Gil Loureiro sugeriu o nome de Gaúcho justificando que somos gaúchos, povo guerreiro, determinado, batalhador, forte, e o nosso clube, além do nome, terá a alma gaúcha, oportunidade em que recomendou as cores verde a branca para o novo clube da cidade, em referência as cores dos Chimangos, grupo político da Revolução Federalista de 1893. Seu primeiro campo foi conhecido como a Cancha do Gaúcho

O Sport Clube Gaúcho sempre teve papel destacado na história do futebol de Passo Fundo, sendo um dos membros fundadores da Liga Passo-Fundense de Futebol em 28 de maio de 1926, juntamente com o 14 de Julho, atual Passo Fundo, e o extinto Riograndense[1]. Bem como é o segundo maior vencedor do Campeonato Citadino de Passo Fundo, com dezesseis conquistas[2]. É também o clube passo-fundense com melhor campanha no Campeonato Gaúcho de Futebol, com o terceiro lugar em 1939.

No ano de 1929 a crise mundial que assolou o Mundo atingiu também o Gaúcho, que acabou encerrando suas atividades até o ano de 1937, quando uma grande mobilização de autoridades municipais de Passo Fundo possibilitou o retorno do clube. O retorno do alviverde foi um sucesso, visto que o clube conseguiu nos dois primeiros anos do retorno, o bi-campeonato citadino.

Visando expandir sua força no futebol, em 1957 o Gaúcho construiu o Estádio da Montanha, posteriormente nomeado Estádio Wolmar Salton. Em partida inaugural contra o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

Em 1962 quando o Esporte Clube Cruzeiro de Porto Alegre regressava, em pleno mês de agosto, de uma excursão realizada em países europeus, tendo enfrentado, amistosamente, os maiores times da época, entre eles o Real Madrid de Puskas e Di Stéfano. O Gaúcho foi o convidado para o amistoso que marcaria o retorno do invicto Cruzeiro, em jogo disputado na Colina Melancólica, estádio alvi-azul cruzeirista, o Gaúcho não tomou conhecimento do adversário e venceu o amistoso por 3 a 2.

Em 18 de dezembro de 1966 o Sport Club Gaúcho venceu seu primeiro título estadual, com a conquista do Campeonato Gaúcho de Futebol - Divisão de Acesso, em decisão contra o Esporte Clube Uruguaiana, que havia vencido o primeiro jogo em Uruguaiana pelo placar de 1 a 0. Apesar de aplicar uma goleada de 5 a 0 no time de Uruguaiana, foi necessária uma prorrogação de 30 minutos para decidir o título, pois na época não existia saldo de gols. A decisão da prorrogação acabou com o placar de 1 a 0 para o Gaúcho, sendo o primeiro título estadual conquistado por uma equipe de Passo Fundo.

No dia 11 de novembro de 1973 em jogo contra o Ypiranga Futebol Clube pela Copa Governador do Estado, o Gaúcho editaria fato que ficou conhecido como A Batalha de Erechim. Em uma briga generalizada entre os jogadores do Gaúcho e do Ypiranga, iniciada em uma confusão entre Daizon Pontes e o goleiro Valdir numa cobrança de escanteio, o árbitro terminou expulsando 21 jogadores. Os dirigentes dos dois times tentam convencer o trio a continuar a partida, mas o juiz Hedo Porto Alegre se negou, afirmando havia expulsado os 11 jogadores do Ypiranga e 10 do Gaúcho. A exceção do jogo foi o ponta Mosquito, do Gaúcho.

Em 14 de fevereiro de 1975 o Gaúcho enfrentaria um dos maiores planteis do Brasil. O Palmeiras, conhecido na época como A Academia de Futebol, foi um dos únicos times que foram capazes de parar o Santos de Pelé nos anos 60. O Palmeiras que tinha Djalma Santos, Djalma Dias, Valdemar Carabina, Ademir da Guia, Gildo e Tupanzinho acabou vencendo pelo placar de 3 a 1, em um jogo memorável entre as duas equipes.

Repetindo o feito de 1966, em 1977 o Gaúcho voltou a vencer um título estadual, com a conquista do bicampeonato do Campeonato Gaúcho de Futebol - Divisão de Acesso. Em 1984 conquistaria o tricampeonato estadual do Campeonato Gaúcho de Futebol - Divisão de Acesso, se tornando o clube de Passo Fundo com o maior número de títulos estaduais.

No dia 3 de setembro de 1978 o Gaúcho venceu o Santo Ângelo por 9 a 1, sendo a maior goleada alviverde no campeonato estadual. Dos 13 jogadores do Gaúcho que participaram da partida, sete fizeram gol, sendo que o meia Pontes e o zagueiro Airton, do Santo Ângelo, fizeram dois gols contra.

Em situação difícil no fim dos anos 80, o Sport Clube Gaúcho acabou rebaixado no Campeonato Gaúcho de Futebol em 1986. A situação delicada dos clubes mais tradicionais de Passo Fundo, Gaúcho e 14 de Julho, acabou gerando um fato marcante para o futebol da cidade, a fusão entre os dois clubes, dando origem ao Esporte Clube Passo Fundo. No ano seguinte, entretanto, a fusão, que tinha prazo de um ano com possibilidade de renovação, acabou não permanecendo, e o Gaúcho resolveu abandonar a união.

No início do ano 2000, o Gaúcho participou de grandes campanhas no cenário estadual, vencendo a primeira partida de sua história contra a dupla Gre-Nal, vitória sobre o Internacional por 1 a 0 pela Copa FGF, além da conquista do Campeonato Gaúcho de Futebol - Série B (Segunda Divisão), o vice-campeonato da Copa FGF de 2004 e o vice-campeonato do Campeonato Gaúcho de Futebol - Divisão de Acesso em 2005. Entretanto, em 2007, o Sport Club Gaúcho enfrentaria a maior crise de sua história, com a penhora de seu estádio e demais bens por decisão judicial, bem como o rebaixamento no campeonato estadual, crise que luta até os dias de hoje para se recuperar.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Estaduais
Competição Títulos Temporadas
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Campeonato Gaúcho - 2ª Divisão 3 1966, 1977 e 1984
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Campeonato Gaúcho - 3ª Divisão 1 2000
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Torneio extra Everaldo Marques da Silva 1 1970
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Copa Brigadeiro Jerônimo Bastos 1 1977
Municipais
Competição Títulos Temporadas
Passo Fundo (RS) - Brasao.png Campeonato Citadino de Passo Fundo 16 1926, 1927Cscr-featured.png, 1928Cscr-featured.png, 1939Cscr-featured.png, 1948Cscr-featured.png, 1949, 1950, 1954Cscr-featured.png, 1961Cscr-featured.png, 1963, 1964, 1965Cscr-featured.png, 1966Cscr-featured.png, 1967Cscr-featured.png, 1968Cscr-featured.png e 1970Cscr-featured.png
Passo Fundo (RS) - Brasao.png Torneio Relâmpago do Campeonato Citadino 2 1947Cscr-featured.png e 1948Cscr-featured.png
Passo Fundo (RS) - Brasao.png Torneio Initium do Campeonato Citadino 8 1926Cscr-featured.png, 1940Cscr-featured.png, 1946Cscr-featured.png, 1948Cscr-featured.png, 1949Cscr-featured.png, 1950Cscr-featured.png, 1951Cscr-featured.png, e 1965Cscr-featured.png

Cscr-featured.png Campeão Invicto

Torneios Amistosos[editar | editar código-fonte]

  • Medalha de Prata - Livraria A Minerva: 1 (1918)
  • Estatueta Cine Coliseu: 1 (1920)
  • Torneio da Cruz Vermelha Brasileira: 1 (1942)
  • Taça Café Vitória: 1 (1954)
  • Taça Arno Pini: 2 (1967 e 1990)
  • Taça Oliquerque: 2 (1975 e 1977)

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Participações[editar | editar código-fonte]

Participações em 2015
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última P Aumento R Baixa
Rio Grande do Sul Campeonato Gaúcho 19 3º colocado (1928 e 1939) 1928 2007 3 3
Segunda Divisão 24 Tricampeão (1966, 1977 e 1984) 1954 2013 1 2
Terceira Divisão 4 Campeão (2000) 2000 2015
Copa FGF 2 Vice-campeão (2004) 2004 2005
Brasil Série C 1 2ª Fase (2005) 2005 2005

Campanhas de destaque[editar | editar código-fonte]

Artilheiros[editar | editar código-fonte]

  1. Bebeto - 1973 (13 gols) e 1975 (13 gols).
  1. Bebeto - 1984 (19 gols).
  1. Paulo Gaúcho - 2000 (15 gols)
  1. Marcelo Buda - 2001 (13 gols)

Estádios[editar | editar código-fonte]

Cancha do Gaúcho[editar | editar código-fonte]

Fundando em 1918, o Esporte Clube Gaúcho jogou durante anos na mesma área onde posteriormente seria erguido o seu novo estádio. Em terreno pertencente a família Barreiro de Passo Fundo, a chamada Cancha do Gaúcho era um campo sem estrutura onde o clube passo-fundense realizava seus jogos no período amador[3]. Em 1954, com a profissionalização do clube, o mesmo terreno foi adquirido e iniciou-se a construção do Estádio Wolmar Salton.

Estádio Wolmar Salton[editar | editar código-fonte]

Inicialmente chamado de Estádio da Montanha, o Estádio Wolmar Salton foi um estádio de futebol localizado na cidade de Passo Fundo, no estado do Rio Grande do Sul, inaugurado em 1957 em partida contra o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Tinha capacidade para 5.500 pessoas[4] e pertenceu ao Sport Club Gaúcho. Foi a casa do Gaúcho de 1957 até 2012 quando foi vendido para o Hospital São Vicente de Paulo a fim de quitar dívidas do clube [5]. O estádio foi demolido em 2014[6] e dará lugar a novos prédios do Hospital São Vicente de Paulo.

Arena Wolmar Salton[editar | editar código-fonte]

Visando quitar suas dívidas e construir um novo estádio, o Gaúcho vendeu o Estádio Wolmar Salton e conseguiu junto à administração local a concessão de nova área para a construção de uma nova Arena[7][8]. Parte do dinheiro levantado com a venda da antiga casa foi destinado à construção da nova Arena Wolmar Salton[5], com pedra fundamental lançada em 13 de dezembro de 2013[9]. A previsão do clube é que a nova Arena seja inaugurada em 2015, no início da disputa do Campeonato Gaúcho Segunda Divisão[10], sendo a nova Arena do Gaúcho contará com capacidade para 8 mil espectadores[11], possuindo cabines de imprensa e gramado em tamanho oficial, 105 x 68 m, este com drenagem e sistema de irrigação, já instalados.[12]

A Lenda[editar | editar código-fonte]

Houve um tempo em que nenhum time poderia se julgar merecedor de reinar no Rio Grande do Sul sem sobreviver ao teste de Passo Fundo. Eram os anos 60, o estadual havia acabado de trocar o formato das fases regionalizadas por um torneio longo, próximo do que se tem hoje, e o Sport Club Gaúcho passara a ser figura cativa na elite do Estado. Daison fazia dupla com seu irmão, João Pontes, e juntos os dois formaram a mais temida defesa do interior. Antes da criação dos cartões de advertência, em 1970, quando um jogador ser excluído da partida era raridade, Daison acumulou doze das suas dezoito expulsões na carreira – somente no insano 1964, foi mandado aos vestiários mais cedo em quatro ocasiões. João, o irmão mais novo, fora convidado a se retirar sete vezes. Daison não admitia desrespeito. Matou um cusco, bateu em criança, e certa vez destruiu com uma joelhada a coluna do argentino Nestor Scotta, do Grêmio, ao vê-lo cuspir na área do Gaúcho.

O lendário zagueiro chegou a tentar a sorte no Rio, de onde foi mandado embora por bater demais nos atacantes durante os treinos. Construiu sua fama em Passo Fundo. Estimulou a mística varonil da cidade, sendo suspenso do futebol por tudo o que um jogador poderia imaginar. Doping incluído. Em 1974, insultou o árbitro José Luiz Barreto após a marcação de um pênalti contra seu time, e ouviu do apitador que, se os dois se encontrassem fora de Passo Fundo, o cartão vermelho subiria para Pontes. “Se me expulsar, te quebro a cara”, respondeu Daison, que fez mais: prometeu só parar depois de atorar um árbitro. Semanas depois, Daison e Barreto se reencontraram em Santa Maria, num jogo do Gaúcho contra o Inter local. O juiz cumpriu a promessa. O beque, também. Daison foi o primeiro jogador a bater em um árbitro no Brasil. Foi a última expulsão da carreira de Daison, que, pela agressão, mergulhou numa suspensão de um ano e meio antes de voltar a vestir a camiseta alviverde que tanto amou.

Rivalidade[editar | editar código-fonte]

Nos primeiros anos de história, o principal rival do Gaúcho foi o Grêmio Esportivo e Recreativo 14 de Julho, decidindo diversos campeonatos citadinos de Passo Fundo. Em 10 de janeiro de 1986, o Grêmio Esportivo e Recreativo 14 de Julho e o Sport Club Gaúcho fundiram-se, dando origem ao Esporte Clube Passo Fundo. Em 1987 o Gaúcho desfez a união, sendo que passou a rivalizar com o novo clube da cidade no clássico conhecido como Clássico do Planalto Médio ou Ga-Pas.

Publicações sobre o Gaúcho[editar | editar código-fonte]

Livros
  • DAMIAN, Marco Antonio. Futebol de Passo Fundo: contribuição à sua história. Passo Fundo: Editora do Autor, 2011. ISBN 978-85-64997-08-0
  • DAMIAN, Marco Antonio. O Mais Querido da Cidade - A história do Sport Club Gaúcho. Passo Fundo: Editora do Autor, 2001. ISBN 978-85-64997-47-9
  • DAMIAN, Heleno Alberto; DAMIAN, Marco Antonio. Páginas da Belle Époque Passo-Fundense. Passo Fundo:

Passografic, 2008. ISBN 978-85-61035-44-0

  • LECH, Osvandré. 150 Momentos mais Importantes da História de Passo Fundo. Passo Fundo: Editora Méritos, 2007. ISBN 978-85-89769-40-2
  • MIRANDA, Fernando Borgmann Severo; MENDES, Jeferson dos Santos. Passo Fundo: O Passo das Ruas. Passo Fundo: Editora Méritos, 2011. ISBN 978-85-89769-93-8
  • SANTOS, Sabino. Os Imortais de Passo Fundo. Passo Fundo: Instituto Social Padre Berthier, 1963.
  • SCHERER, Lucas. Bebeto: O Canhão da Serra. Passo Fundo: Editora Passografic, 2010. ISBN 9788561035587
  • SCHERER, Lucas. Os Donos da Bola: O Campeonato Citadino de Futebol de Passo Fundo. Passo Fundo: Editora do Autor, 2012. ISBN 978-85-913323-0-4

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

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