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Virgílio Várzea

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Virgílio Várzea
Nascimento6 de janeiro de 1863
Desterro, Santa Catarina, Império do Brasil
Morte29 de dezembro de 1941 (78 anos)
Rio de Janeiro, Brasil
NacionalidadeBrasileiro
CidadaniaBrasil
OcupaçãoPoeta e jornalista
Obras destacadasOs Argonautas

Virgílio dos Reis Várzea (Florianópolis, 6 de janeiro de 1863Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 1941) foi um escritor, jornalista e político brasileiro.

Biografia

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Filho de um marinheiro, nascido na freguesia de São Francisco de Paula de Canasvieiras, norte da Ilha de Santa Catarina, aos treze anos foi para a Escola Naval do Rio de Janeiro, onde ficou por três anos e saiu para percorrer o mundo. A bordo do navio Mercedes conheceu o Uruguai, Argentina, Patagônia e Antilhas. A bordo do navio britânico Theodore, conheceu Cabo Verde e viajou pela Europa. Esteve também na África do Sul, e navegou pelo Oceano Índico.

Em 1881, passou a viver na Ilha de Santa Catarina, trabalhando em serviços burocráticos, estudando jornalismo e literatura. Liderou, de 1883 a 1887, a "Guerrilha Literária Catarinense" contra o conservadorismo romântico, visando a implantar a "Ideia Nova", ou seja, a renovação estética do Realismo-Naturalismo

Foi eleito deputado estadual ao Congresso Representativo de Santa Catarina (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), foi constituinte em 1892 e, durante a 1ª Legislatura (1892-1893), desempenhou a função de 2º Secretário da Mesa Diretora.

Em 1890 partiu para o Rio de Janeiro, onde passou a morar. Reunido a outros escritores sulistas na capital, tentou afirmar uma identidade cultural sulista de modo a ocupar o campo literário.[1]

Escreveu várias obras, algumas ambientadas no cotidiano da Florianópolis de então. Seu livro Santa Catarina: A Ilha é valiosa fonte de informação histórica sobre a Ilha de Santa Catarina. Em suas obras abordou contextos tão diversos como as Cruzadas e o Rio Ganges.

Amigo do poeta Cruz e Sousa, foi seu parceiro no livro Tropos e Fantasias (1885).[2]

Junto com Cruz e Sousa liderou a Guerrilha Literária Catarinense, quando se declarou adepto da estética naturalista.[3]

Participou da comissão de tradução da Tradução Brasileira das Sagradas Escrituras (Bíblia Sagrada). [4]

Obras principais

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  • Traços Azuis (1884)
  • Tropos e Fantasias (1885) - em parceria com Cruz e Sousa
  • Mares e Campos (1895)
  • Rose Castle (1895)
  • Santa Catarina: A Ilha (1900)
  • George Marcial (1901)
  • O Brigue Flibusteiro (1904)
  • Histórias rústicas (1904)
  • Nas Ondas
  • Os Argonautas (1908)

Representação na cultura

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Ligações externas

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Notas e referências

  1. Mendes, Leonardo (7 de agosto de 2023). «Virgílio Várzea e o naturalismo do sul». ITINERÁRIOS – Revista de Literatura (56). ISSN 0103-815X. doi:10.58943/irl.v1i56.18135. Consultado em 18 de março de 2026
  2. EW, Atelaine Normann; FILIPOUSKI, Ana Mariza Ribeiro. Literatura Brasileira e Portuguesa. In: LUFT, Celso et al. Novo Manual de Português. 3. edição São Paulo: Editora Globo, 1996. p. 337
  3. Mendes, Leonardo; Ferreira, Alexandre Amaral (13 de outubro de 2014). «Virgílio Várzea, escritor naturalista». Revista SOLETRAS (27). ISSN 2316-8838. doi:10.12957/soletras.2014.10409. Consultado em 18 de março de 2026
  4. Giraldi, Luiz Antonio (5 de junho de 2014). A Bíblia no Brasil República: Como a liberdade religiosa impulsionou a divulgação da Bíblia. [S.l.]: Sociedade Bíblica do Brasil. ISBN 9788531113437
  5. «EBM Virgílio dos Reis Várzea - Canasvieiras - Florianópolis». virgiliodosreisvarzea.blogspot.ca. Consultado em 21 de abril de 2018
  6. «Contos de amor, de Virgílio dos Reis Várzea». www.literaturabrasileira.ufsc.br. Consultado em 21 de abril de 2018


Precedido por
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