Wilson de Souza Pinheiro

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Wilson de Souza Pinheiro (1933-1980) foi seringueiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia, no Acre, e membro da Comissão Municipal Provisória do Partido dos Trabalhadores naquele município.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Pinheiro liderou o que ficou conhecido como Mutirão contra jagunçada, episódio em que centenas de trabalhadores marcharam contra bandidos que ameaçavam os posseiros da região, preservando, ao mesmo tempo, a floresta amazônica. Tomaram dezenas de rifles e entregaram as armas ao Exército. O desfecho do episódio foi trágico - acuados pela liderança de Pinheiro, latifundiários da região mandaram matar o seringueiro na noite de 21 de julho de 1980[1].

A primeira fundação de apoio partidária instituída pelo PT ainda em 1981 - a Fundação Wilson Pinheiro - recebeu esta denominação em sua homenagem. Dilacerada por divergências internas, a FWP seria posteriormente substituida pela Fundação Perseu Abramo (FPA), ainda ativa[2].

Aos 30 anos de seu assassinato, em 2010, o Centro Sérgio Buarque de Holanda da FPA publicou um dossiê em sua Revista Perseu (n. 5), no qual consta uma seleção de documentos de seu acervo, entre os quais constam depoimentos de lutadores como Chico Mendes e Elson Martins que estavam presentes nessa jornada[3].

Referências

  1. Gadotti e Pereira (1989); Laitano (2002)
  2. Gadotti e Pereira (1989)
  3. Fundação Perseu Abramo (2010)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • FUNDAÇÃO PERSEU ABRAMO. Centro Sérgio Buarqued de Holanda. Perseu: História, Memória e Política, n. 5, 2010.
  • GADOTTI, Moacir; PEREIRA, Otaviano. Pra que PT: origem, projeto e consolidação do Partido dos Trabalhadores. São Paulo: Ed. Cortez, 1989.
  • GRUPO TORTURA NUNCA MAIS/RJ. Wilson Sousa Pinheiro. Rio de Janeiro, c2008. [1]. Acesso em 12 maio de 2013.
  • LAITANO, José Carlos. Essa coisa chamada justiça. Petrópolis: Vozes, 2002. 310 p.