Brasiléia

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Município de Brasiléia
Rua Palmeiras - Brasiléia Acre

Rua Palmeiras - Brasiléia Acre
Bandeira indisponível
Brasão de Brasiléia
Bandeira indisponível Brasão
Hino
Fundação 3 de julho de 1910 (107 anos)
Gentílico brasileense
Padroeiro(a) Nossa Senhora das Dores
Prefeito(a) Fernanda de Souza Hassem Cesar[1] (PT)
(2017–2020)
Localização
Localização de Brasiléia
Localização de Brasiléia no Acre
Brasiléia está localizado em: Brasil
Brasiléia
Localização de Brasiléia no Brasil
11° 00' 36" S 68° 44' 52" O11° 00' 36" S 68° 44' 52" O
Unidade federativa  Acre
Mesorregião Vale do Acre
Microrregião Brasiléia IBGE/2008
Municípios limítrofes Assis Brasil, Sena Madureira, Xapuri e Epitaciolândia
Distância até a capital 234 km
Características geográficas
Área 3 916,507 km² [2]
População 23 378 hab. (AC: 6º) –  IBGE/2014[3]
Densidade 5,97 hab./km²
Altitude 172 m
Clima Tropical
Fuso horário UTC-5
Indicadores
IDH-M 0,614 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 174 720,651 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 8 811,37 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura http://www.brasileia.ac.gov.br/

Brasiléia[nota 1] é um município brasileiro localizado no sul do estado do Acre. Sua população, estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2014, era de 23 378 habitantes. Sua área é de 3916,507 km² (com uma densidade de 5,46 h/km²).

Localizado a 237 km ao sul de Rio Branco, na fronteira com a Bolívia, tem limites com os municípios de Epitaciolândia, Assis Brasil, Sena Madureira e Xapuri. Apesar de instituída como área de livre comércio, a mesma ainda não foi regulamentada. Atualmente, registra-se forte dependência comercial com o vizinho município boliviano de Cobija, contrariando o ocorrido em décadas passadas, quando o fato era o inverso.

História[editar | editar código-fonte]

Brasiléia se originou de uma pequena faixa de terra, a partir de um antigo Seringal Carmen, em 3 de Julho de 1910, usando o nome de Brasília.

Posteriormente, em 1943, o nome da cidade foi mudado, para não ser confundido com a futura capital federal. Recebeu uma nova denominação, derivada da união das palavras Brasil (Bras) e Hiléia (floresta), utilizada até hoje.

Em 1992, a cidade teve sua área dividida, toda a área e população localizados na margem direita do Rio Acre, originou o município de Epitaciolândia.[6]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Está localizado numa altitude média de 250 metros. Possui um clima equatorial, caracterizado por chuvas abundantes boa parte do ano, principalmente entre os meses de novembro a março, e uma breve estação seca que estende-se de junho a setembro. As temperaturas na maior parte do ano são elevadas,chegando até aos 36 °C porém Brasiléia e a vizinha Epitaciolândia costumam registrar as menores temperaturas do Acre, podendo chegar a valores próximos de 7 °C. As ocasionais ondas de frio podem ocorrer entre maio e setembro. Em junho de 2001 a cidade teve um frio comparado aos padrões andinos, com temperatura máxima de apenas 11 °C e sensação térmica próxima de zero grau. É banhada pelos Rios Acre e Xapuri. Com o primeiro faz limite com a vizinha República da Bolívia. Em março de 2012 a cidade foi arrasada pela maior cheia dos últimos tempos do Rio Acre, que trouxe prejuízos incalculáveis. Nas primeiras décadas deste século viveu o auge da exploração extrativista da castanha e da borracha, que eram transportadas pelo rio Acre através de navios de carga conhecidos como "chatas". Hoje esse tipo de transporte desapareceu, para dar lugar ao transporte rodoviário através da rodovia BR-317 que liga a capital do Estado, Rio Branco, totalmente asfaltada, constituindo-se na sua principal via de acesso.

Demografia[editar | editar código-fonte]

O município ocupa o sexto lugar em número de habitantes, com 23 378 habitantes, na proporção de 64,22% urbana, 12 243 habitantes; e 35,78% rural, 6822 habitantes. Sendo que destes, 1060 são ribeirinhos, que habitam comunidades nas margens do rio Acre.

Economia[editar | editar código-fonte]

Composição econômica de Brasiléia [7]
Serviços

60,5 %

Agropecuária

12,8 %

Indústria

7,6 %

Ponte Binacional Wilson Pinheiro sobre o rio Acre, liga Brasiléia com a cidade de Cobija, na Bolívia.

A economia da cidade vem sofrendo uma grande perda, pela falta de fiscalização e os baixos preços da Bolívia comparados com os do Brasil, e não são só consumidores que estão se voltando a economia Boliviana, mas empresários para a zona livre de comércio de Cobija (a capital do departamento de Pando e da província de Nicolás Suárez). A cada dia novos estabelecimentos e empresas são construídos por brasileiros, que moram nas cidades vizinhas de Epitaciolândia, Brasiléia e até quem reside na capital Rio Branco, está investindo nas terras bolivianas. A fronteira desprotegida dos dois países é também passagem para o tráfico de drogas, armas, combustíveis, e mercadorias.

As atividades econômicas encontram-se praticamente paralisadas, sua agricultura é tradicional, a indústria dá lentos sinais de recuperação, com a instalação de uma beneficiadora de leite, que permitirá abastecer mercados como Epitaciolândia e Cobija (Bolívia); algumas serrarias e fábricas de móveis, no setor de prestação de serviços estão completamente paralisadas. A pecuária possui um efetivo considerável, principalmente de gado de corte. Existe grande potencial para o ecoturismo, precisando apenas de maior divulgação de seu potencial.

Atualmente a cidade de Brasiléia não conta com uma infraestrutura hoteleira e de restaurantes capaz de atender ao fluxo de turistas que fazem compras na zona franca de Cobija, principalmente nos finais de semana.

Notas

Referências

  1. Resultado para prefeito - 2016 Eleições 2016
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  3. «Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data de referência em 1º de julho de 2014» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 28 de agosto de 2014. Consultado em 31 de agosto de 2014 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 29 de agosto de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
  6. «IBGE - cidades@ - Histórico - BRASILEIA (ac)». ibge.gov.br. Consultado em 12 de junho de 2012 
  7. Governo do Estado do Acre (9 de Março de 2010). «Acre em Números 2009». Consultado em 2 de Agosto de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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