Dalida

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Dalida
Dalida1954.jpg
Dalida em 1954, quando era Miss Egito.
Informação geral
Nome completo Yolanda Christina Gigliotti
Apelido Dalida
Nascimento 17 de Janeiro de 1933
Cairo, Província do Cairo
 Egito
Origem Egípcia/Italiana
País França
Data de morte 3 de maio de 1987 (54 anos)
Paris, Ile-de-France
 França
Gêneros Chanson, Pop, Disco
Instrumentos vocal
Período em atividade 1956 - 1987
Gravadora(s) Barclay (1956-1977)
Carrere (1977-1987)
Página oficial http://www.dalida.com/
Assinatura Dalida - signature.svg

Dalida, nome artístico de Yolanda Christina Gigliotti[1] (Cairo, 17 de janeiro de 1933Paris, 3 de maio de 1987) foi uma cantora e atriz de origem egípcia que fez carreira na França alcançando enorme sucesso no mundo todo.

Vendeu mais de 120 Milhões de cópias, recebeu 55 discos de ouro e foi a primeira cantora a receber um Disco de Diamante.

Dalida se apresentou e gravou em mais de 10 idiomas diferentes, entre eles francês, italiano, árabe, alemão, espanhol, inglês, holandês, japonês, hebraico e grego. Juntou ao longo de sua carreira mais de 19 músicas de sucesso atribuídas a seu nome (Em francês, italiano, alemão e árabe) e possui uma longa lista de nas paradas Top 10 e Top 20 em francês, italiano, alemão, espanhol e árabe, com sucesso de vendagens de compactos e discos por mais de 40 anos na França, Itália, Alemanha, Bélgica, Espanha, Holanda, Luxemburgo, Suíça, Áustria, Egito, Jordânia, Líbano, Grécia, Canadá, Rússia, Japão e Israel.

Quatro das gravações de Dalida em inglês ("Alabama Song", "Money Money", "Let Me Dance Tonight", e "Kalimba de Luna"), obtiveram bom sucesso principalmente na França e na Alemanha, sem mesmo terem sido distribuídos nos mercados dos Estados Unidos e Reino Unido. Por todo o mundo o número de vendagens de Dalida ultrapassa os 130 milhões, estabelecendo-a como uma das mais notáveis artistas poliglotas a gravar no século XX.

O idioma materno de Dalida era o italiano. Ela aprendeu o árabe-egípcio crescendo no Cairo, e adquiriu fluência em francês após se estabelecer em Paris em 1954. Mais tarde viria a aprender inglês e também conversações básicas em alemão e espanhol. Dalida também tinha facilidade em cumprimentar seus fãs em japonês.

Índice

[editar] Biografia

[editar] Nascimento e início de carreira

Yolanda Christina Gigliotti nasceu no distrito de Shoubra, no Cairo, Egito, em uma família de classe média. Seus pais eram italianos da Calábria e haviam imigrado ao Egito no começo do século. Filha do meio, tendo dois irmãos, Orlando e Bruno (que mais tarde na carreira de Dalida mudaria seu nome para Orlando, como seu outro irmão e se tornando seu produtor). O pai de Dalida, Pietro Gigliotti, foi o primeiro violinista (primo violino) no Cairo Opera House, ele morreu quando sua filha tinha apenas 12 anos. Yolanda viveu seus primeiros anos de vida em Shoubra, onde estudou na Scuola Tecnica Commerciale Maria Ausiliatrice, uma escola Católica italiana.

Em 1950, Yolanda largou seus óculos, os estudos e seu jeito de menina tímida participando do concurso de beleza Miss Ondine, ela ganhou o concurso, indo logo após trabalhar como modelo para um dos principais estúdios de moda do Cairo, Donna. Em 1954, aos 21 anos, Yolanda competiu e foi coroada Miss Egito 1954. Assim Yolanda conquistou a fama no seu país, sendo a moça mais bela de sua pátria.

Após ser Miss Egito, ela foi convidada a fazer vários filmes, ela teve que fazer aulas de canto, pois nesses filmes ela cantava o tempo todo. Yolanda fez os filmes Joseph et ses frères, Le masque de Toutankhamon, Un verre, une cigarette. Aí então ela foi descoberta pelo diretor francês Marc de Gastyne que estava excursionando o Egito e viu Dalida nas telas do cinema. Ele a aconselhou tentar carreira na França e ela, embora toda relutância de sua mãe, se mudou para Paris na véspera do Natal do mesmo ano, 1954, com a intenção de seguir carreira cinematográfica. Lá ela adota o nome artístico de Dalila.

A busca de Dalida no cinema francês foi um fracasso. Apesar disso, foi cantar em um cabaré na Itália. Bruno Coquatrix promove um programa aonde os jovens iam soltar a voz no, então recentemente reformado e re-inaugurado, Teatro Olympia de Paris. Dalida, que ainda era Dalila, interpretou a música "Étrangère Au Paradis". Bruno Coquatrix ficou encantado com Dalida que logo foi apresentada a Lucien Morisse e Eddie Barclay, que desempenharam papel fundamental na carreira da artista. Morisse foi produtor artístico do popular Radio Europe 1 e Barclay um reconhecido produtor de discos, os dois aconselharam Dalila a adotar um novo nome artístico, Dalida, que seria mais natural. Logo após firmar contrato com Barclay, o single de estréia de Dalida, "Madona" foi divulgado e promovido fortemente por Morisse e obteve moderado sucesso.

[editar] 1956-1964 - A era "Bambino"

O lançamento de "Bambino" em 1956 seria o grande sucesso da cantora, ficando 46 semanas nas paradas Top 10 da França, representando uma das maiores vendagens de discos na história francesa, e por suas vendas (que ultrapassaram as 300.000 cópias) Dalida recebeu seu primeiro Disco de Ouro, em 17 de Setembro de 1957. No mesmo ano, Dalida ainda auxiliaria Charles Aznavour no Olympia. O single precedente a "Bambino", a exótica "Gondolier", foi lançada no Natal de 1957, também sendo um grande sucesso, como outros trabalhos da mesma época, tais como "Come Prima (Tu Me Donnes)", "Ciao Ciao Bambina", e uma versão dos The Drifters "Save The Last Dance For Me", "Garde-Moi La Dernière Danse".

Dalida e seu produtor Lucien Morrise iniciam um romance, mas havia um problema, ele já era casado e era pai, Lucien prometeu a Dalida que iria se divorciar da esposa para ficar com ela, mas isso demorou vários anos.

Lucien consegue se divorciar da esposa e ele se casa com Dalida, mas Lucien tinha um vício: trabalho, e muitas vezes não tinha tempo para a esposa, Dalida se sentia abandonada e se disse apaixonada por um outro rapaz.

Eles se divorciaram em 1964.

Lucien cometeria suicídio em 1970.

Dalida percorreu grande turnê desde 1958 até o começo da década de 1960, se apresentando na França, Egito e Itália. Sua turnê no Egito e Itália difundiu sua fama fora da França e Dalida logo viria a ser reconhecida em toda Europa. Na mesma época Dalida apresentou um mês de shows no Olympia, cuja bilheteria se esgotou completamente. Logo após isso Dalida embarcou para turnê em Hong Kong e Vietnam. Em 1964, Dalida também terminaria a sua transformação para ficar loira. Por toda década de 1960 Dalida frequentemente encheria as apresentações no Olympia, e as apresentações internacionais se tornavam cada vez mais frequentes.

[editar] Tentativa de suicídio

Dalida inicia um romance com o cantor italiano Luigi Tenco, o qual havia passado cinco anos trabalhando em uma música chamada "Ciao amore ciao". Ele e Dalida a cantariam no Festival de Sanremo de 1967, o evento mais importante de música italiana, que ocorreu na trágica noite de 27 de janeiro.

Os jurados não gostaram da canção e eles foram desclassificados. Tenco ficou arrasado e não compareceu ao jantar dos artistas após as apresentações. Depois Dalida foi para o hotel e encontrou Luigi morto no chão do quarto do hotel. O cantor se suicidara com um tiro de pistola na orelha, deixando claro em um bilhete que não se matou porque cansara de viver, mas sim como forma de protesto contra os jurados do festival. A partir daí, Dalida perdeu completamente o sentido de viver.

Um mês depois do suicídio de Tenco, Dalida também tentou se matar através de um plano bem arquitetado. Fingiu sair de Paris, indo ao Aeroporto de Orly, e pegar um vôo para a Itália, porém ao invés de fazê-lo, se hospedou no quarto 410 do Hotel Príncipe di Galles, o mesmo em que havia se hospedado com Tenco antes de Sanremo. Dalida pendurou na porta uma mensagem com o aviso “Não perturbe”, e antes de ingerir vários medicamentos, escreveu três cartas. Uma ao ex-marido, uma à mãe, na qual rogava para que não se desesperasse e outra endereçada a seu público.

Dalida foi salva graças a uma camareira que percebeu pelo rodapé da porta uma luz acesa, há mais de 48 horas, advertindo então o gerente do hotel. Um funcionário conseguiu então acessar o quarto da cantora através de um vizinho, e a encontrou na cama em estado de coma. Dalida viria a sair do estado de inconsciência após 5 dias.

Dalida ficou de repouso por quatro meses, voltando a se apresentar em junho de 1967. Emocionada, ela foi aclamada pelo público francês, após tanta preocupação.

[editar] 1968-1976

Em Dezembro de 1968, foi condecorada com a Medalha da Presidência da República, pelo General de Gaulle, sendo ela a única pessoa do mercado fono mecânico a receber essa condecoração.

O início da década de 1970 representou uma fase de transição para a cantora, abrilhantada por alguns de seus singles de maior sucesso. Após adquirir aguçado interesse por estudos na metade da década de 1960, após a sua tentativa de suicídio Dalida tentava quebrar a solidão e o tédio lendo muitos livros sobre psicologia, Freud e etc, Dalida optou por cantar canções com letras mais profundas. Bruno Coquatrix questionava a evolução da carreira de Dalida, e ficou bastante duvidoso em vendê-la para uma série de apresentações em 1971. Dalida alugou o local das apresentações do próprio bolso, e seu show teve uma comovente aceitação de público. Em 1973, uma versão em francês para a música italiana "Paroles Paroles", originalmente gravada por Mina, foi gravada por Dalida e seu amigo pessoal Alain Delon. A canção se transformou num grande hit e foi o single de número 1 nas paradas da França e Japão. Em seguida, "Il Venait d’Avoir Dix-Huit Ans", alcançou número 1 em nove países, e vendeu três milhões e meio de cópias na Alemanha.

Dalida e o cantor Richard Chanfray iniciam um romance em 1973. No começo até que os dois se davam bem, mas depois de um certo tempo, Richard se revelou um homem agressivo, machista e insuportável, as brigas eram muitas e Dalida tentava se separar dele muitas vezes, mas ele fazia cenas de arrependimento e sentimentalismo tão intensas que Dalida sentia pena dele e dava outras chances à Richard.

"Gigi L’Amoroso", lançada em 1974, viria a apresentar maiores números nas listas que seu predecessor, alcançando o topo das paradas em 12 países. Aí começava uma fase de vendas extraordinárias, com Dalida se apresentando no Japão, Canadá e Alemanha. Em Fevereiro de 1975, os críticos de música da França premiaram a cantora com o prestigiado Prix de l'Académie du Disque Français (Prêmio da Academia do Disco Francês).

[editar] 1976-1987

1976 significou uma reinvenção de carreira para Dalida; o lançamento que é considerado o primeiro single de Disco Music francês, "J’Attendrai". Na mesma época, a popularidade dos shows de variedades era febre por toda a Europa e Dalida fez inúmeras apresentações de TV nessa época, não só na França mas em toda Europa. Em 1978, gravou "Salma Ya Salama", composição francesa com inspiração árabe, que originalmente fora gravada em francês, e dado a seu grande sucesso foi versionada para o árabe, italiano e alemão.

Essa e outras canções em árabe gravadas por Dalida (como "Helwa Ya Baladi", e "Ahsan Nas") se tornaram extremamente populares no Egito, fazendo de Dalida a única cantora a quebrar a barreira entre a Música Árabe e a Música Ocidental. Sua amiga, a cantora libanesa Fairouz foi outra grande artista a cruzar as fronteiras musicais, mas no lado oposto, do Oriente para o Ocidente, com seu imenso sucesso em toda Europa, América do Norte e Sul, e Austrália.

O sucesso de "Salma Ya Salama" foi seguido pelo primeiro single francês de medleys, "Génération ‘78", em estilo disco, trazendo alguns de seus maiores sucessos. Esse também se tornou o primeiro single francês a ser acompanhado de um videoclip. Em Novembro daquele ano, Dalida apresentou um musical Broadway no Carnegie Hall de Nova York, com coreografia de Lester Wilson, quem criou as coreografias de John Travolta no ano anterior para o filme Saturday Night Fever. Dois anos depois, acompanhando o sucesso de "Monday Tuesday… Laissez-Moi Danser" no Verão de 1979, ela repetiria a mesma apresentação no Palais des Sports, e cada show fechado encorajava mais ainda a cantora a embarcar numa turnê nacional que duraria até o Outono. No mesmo ano, a canção "Gigi In Paradisco", uma continuação à já conhecida "Gigi L’Amoroso" foi lançada.

Em 1981, Dalida finalmente se separa de Richard que era apresentado como tendo problemas mentais, ele era alquimista e dizia ter poderes paranormais como ressuscitar animais mortos, transformar metal comum em ouro, como também dizia também ser a reencarnação do misterioso Conde de St. Germain que viveu no século XVIII. Richard acabou se suicidando em 1983.

O ano de 1981 ficou marcado com o lançamento de "Rio do Brasil". Neste ano também Dalida se apresentou por diversas vezes no Olympia, igualando o sucesso da turnê de 1980. Na noite de sua primeira apresentação ela se tornou a primeira cantora do mundo a ser premiada com um Disco de Diamante, em reconhecimento de suas magníficas vendagens que até aquele ponto da carreira passavam os 86 milhões de discos. Dalida passou grande parte de 1982 e 1984 em turnê, lançando o álbum "Les P'tits Mots" em 1983 que trazia grandes hits como "Lucas", "Femme", uma versão francesa de "Smile" de Charles Chaplin, e "Mourir Sur Scène". O álbum "Dali" foi lançado em 1984, e foi acompanhado do lançamento de diversos singles, incluindo "Soleil", "Pour Te Dire Je T’Aime", versão francesa para “I Just Called To Say I Love You" de Stevie Wonder, e "Kalimba de Luna", originalmente gravada por Tony Esposito. Todos estes três apresentaram moderados números de sucesso, e seu próximo álbum, em 1986, "Le Visage de L’Amour", seria seu último álbum de canções totalmente inéditas (Com exceção da última canção, sendo esta "Mourir Sur Scène").

Dalida foi submetida a duas intervenções oftalmológicas em 1985, a obrigando a dar um intervalo em sua carreira, mas isso não a impediu de gravar mais dois grandes sucessos naquele ano: "Reviens-moi" e "Le temps d'aimer".

Ainda em 1985 ela começa um romance com seu médico François Naudy, mas o romance não era satisfatório, ele era um homem frio e ausente, o que fazia Dalida sofrer, mas eles ainda ficaram juntos durante dois anos.

Em 1986, ela faria o papel de uma jovem avó no filme de Youssef Chahine "Le Sixième Jour", cuja participação teve positiva repercussão por parte da crítica. Ainda em 1986, ela ainda gravaria mais alguns sucessos como "Parce que je ne t'aime plus", "Les hommes de ma vie", uma nova versão de "La danse de Zorba" e uma canção sobre o seu filme "Le sixiéme jour", esta última seria a última canção gravada de sua vida. Sua derradeira apresentação ao vivo foi no final de abril de 1987 em Ancara, na Turquia, aonde ela cantou para o presidente da Turquia.

[editar] Vida pessoal

Após 31 anos de sucesso ininterrupto, Dalida tinha uma incrível habilidade de trasmitir alegria e otimismo apesar de estar tão ferida sentimentalmente. Dalida foi um ímã para homens suicidas, cada vez mais sozinha e angustiada, terrivelmente arrependida por passar sua vida inteira dedicada a sua carreira e a homens que só a fizeram sofrer e a privaram de seu maior desejo: o de ser mãe.

Os anos começaram a pesar-lhe, talvez a canção dela que mais justifique o seu sofrimento seja "Je suis malade".

Dalida tentou muito encontrar razões para viver, mas ela se cansou, o que culminou com o seu ato final, ela sofreu uma overdose de barbitúricos, aos 54 anos.

[editar] Legado

Desde sua morte Dalida tem se tornado figura cultuada por uma nova geração de fãs. Em 1988, a Enciclopédia Universal encomendou uma pesquisa que foi publicada no periódico “Le Monde”, cujo objetivo seria revelar as personalidades de maior impacto na sociedade francesa. Dalida levou o segundo lugar, perdendo apenas para o General de Gaulle.

Em 1992 foi lançada a primeira série trazendo toda sua obra discográfica, distribuída em dois tomos, a saber "Les Années Barclay", em 1992 composto de 10 CD's, e "Les Années Orlando", cinco anos depois, composto de 12 CD's.

Em 1997, no cruzamento das ruas Girardon e Abreuvoir , o "Butte Montmartre" em Paris, foi reinaugurado com o nome de Place Dalida (Praça Dalida) e um busto de Dalida foi erigido ali.

Em 2000, seu amigo de longa data Charles Aznavour gravou o sucesso "De La Scène À La Seine", uma canção alegre sobre sua vida na França, e em 2002, o Governo Francês homenageou sua memória com um selo postal feito em comemoração aos 15º aniversário de sua morte. No mesmo ano, o Grupo Universal Music relançou os primeiros álbuns de Dalida em embalagens de edição especial, tendo todas suas faixas remasterizadas digitalmente. Sua saída da música também foi tema para vários álbuns de remixes. Dalida vendeu um total de mais de 130 milhões de cópias de 1956 a 2006. Desde sua morte, muitos dos sucessos de Dalida foram remixados no estilo techno e dance, sendo sucesso em vários países até os dias de hoje.

Em 1999 a peça "Solitudini - Luigi Tenco e Dalida", escrita e dirigida por Maurizio Valtieri, foi apresentada em Roma.

Em 2005, sua vida foi tema de um documentário para a TV em duas partes, trazendo no papel de Dalida a atriz Sabrina Ferilli.

De 11 de Maio a Setembro de 2007, o Paris City Hall comemorou o 20º aniversário da morte de Dalida com a exposição de suas roupas e fotografias inéditas.

Seu irmão, Orlando, cujo nome verdadeiro é Bruno, que foi seu produtor e empresário detém os direitos de imagem e fonográficos da cantora.

[editar] Discografia

[editar] Filmografia

(Em Francês)

[editar] Referências

Commons
O Commons possui multimídias sobre Dalida
  1. trocou o nome para Yolanda, na França

[editar] Ligações externas

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