Hepáticas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Como ler uma caixa taxonómicaHepáticas
Sphaerocarpos texanus.jpg

Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Plantae
Subreino: Embryophyta
Superdivisão: Bryophyta sensu lato
Divisão: Marchantiophyta
Stotler & Stotl.-Crand., 1977 emend. 2000
Classes

Hepáticas são seres da divisão Marchantiophyta, também conhecida como Hepaticophyta ou então da classe Hepaticae (as três versões são utilizadas na literatura), com cerca de 6000 espécies, que constituem, junto com os antóceros e musgos, as briofitas sensu latu.

As hepáticas, assim como as demais briofitas s.l, possuem gametófitos (parte vegetativa da planta) de vida livre, autótrofos, independente e dominantes; e esporófitos (parte reprodutiva da planta)efêmeros e dependentes do gametófito. Suas gerações esporófitas e gametófitas são heteromórficas (que se distinguem em sua morfologia) alternantes.

Por serem avasculares, o transporte de nutrientes é feito por difusão, o que implica o tamanho minúsculo dessas plantas.

Principais características que diferem as hepáticas das outras briófitas:

  • Possuem fase em protonema (estado juvenil de desenvolvimento);
  • Esporófito sem estômato divido em seta curta e cápsula;
  • Cápsula com deiscência em 4 valvas;
  • Rizóides unicelulares;
  • Em suas capsulas há elatério, que auxiliam na disperção de esporos;
  • As hepáticas folhosas possuem filídios achatados em um plano, inteiros, lobados ou partidos, dispostos em 3 fileiras, 2 de igual tamanho e outra menor - o anfigastro;
  • Possuem vários cloroplastos por célula;
  • Células com oleocorpos;
  • Habitat: A maioria das hepáticas são de clima úmido temperado e tropicais. Algumas são epífitas e epífilas, e poucas são aquáticas.

Classificação[editar | editar código-fonte]

Lunularia cruciata
Marchantia

Os briologistas classificam as hepáticas na divisão Marchantiophyta. Este nome de divisão é baseada no nome do género mais reconhecido deste grupo, Marchantia.[1] Em adição a este nome baseado num táxon, as hepáticas são muitas vezes chamadas Hepaticophyta. Este nome é derivado de nome comum em latim, visto que era esta língua a que era utilizada pelos botânicos para publicar a descrição de espécies. Este nome levanta confusão, parcialmente porque parece um nome baseado num táxon dericado do género Hepatica, que é uma planta com flor da família Ranunculaceae. Par além disso, o nome Hepaticophyta é frequentemente mal escrito como Hepatophyta nos livros de texto, facto que aumenta ainda mais a confusão.

Apesar de não haver consenso entre briologistas sobre a classificação das hepáticas acima do nível de família,[2] Marchantiophyta pode ser subdividida em três classes:[3] [4] [5] [6]

O diagrama sumariza uma análise cladística de 2006 das hepáticas, baseada em três genes do cloroplasto, um gene nuclear e um gene mitocondrial.[3]

Marchantiophyta

Haplomitriopsida

Haplomitriales



Treubiales





Marchantiopsida

Blasiales




Sphaerocarpales



Marchantiales




Jungermanniopsida

Metzgeriales (part)




Jungermanniales



Metzgeriales (part)






É estimado que existam cerca de 9 mil espécies de hepáticas, pelo menos 85% pertencem ao grupo das folhosas.[9] [10] Apesar deste facto, nenhum genoma de hepáticas foi sequenciado até à data e apenas alguns genes foram identificados e caracterizados.[11]

Artigos relacionados[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Crandall-Stotler, Barbara. & Stotler, Raymond E. "Morphology and classification of the Marchantiophyta". page 63 in A. Jonathan Shaw & Bernard Goffinet (Eds.), Bryophyte Biology. (Cambridge: Cambridge University Press:2000). ISBN 0-521-66097-1
  2. Jones, E. W.. Liverwort and Hornwort Flora of West Africa. Meise: National Botanic Garden (Belgium), 2004. p. 30. vol. 30. ISBN 90-72619-61-7.
  3. a b c Forrest, Laura L.; Christine E. Davis, David G. Long, Barbara J. Crandall-Stotler, Alexandra Clark & Michelle L. Hollingsworth. (2006). "Unraveling the evolutionary history of the liverworts (Marchantiophyta): multiple taxa, genomes and analyses". The Bryologist 109 (3): 303–334. DOI:[303:UTEHOT2.0.CO;2 10.1639/0007-2745(2006)109[303:UTEHOT]2.0.CO;2].
  4. Heinrichs, Jochen. (2005). "Towards a natural classification of liverworts (Marchantiophyta) based on the chloroplast gene rbcL". Cryptogamie Bryologie 26 (2): 131–150.
  5. He-Nygrén, Xiaolan. (2006). "Illuminating the evolutionary history of liverworts (Marchantiophyta)—towards a natural classification". Cladistics 22 (1): 1–31. DOI:10.1111/j.1096-0031.2006.00089.x.
  6. a b Renzaglia, Karen S.. (2007). "Bryophyte phylogeny: Advancing the molecular and morphological frontiers". The Bryologist 110 (2): 179–213. DOI:[179:BPATMA2.0.CO;2 10.1639/0007-2745(2007)110[179:BPATMA]2.0.CO;2].
  7. Forrest, Laura L.. (2004). "A Phylogeny of the Simple Thalloid Liverworts (Jungermanniopsida, Metzgeriidae) as Inferred from Five Chloroplast Genes". Monographs in Systematic Botany 98: 119–140. Missouri Botanical Garden Press.
  8. Schuster, Rudolf M. The Hepaticae and Anthocerotae of North America, volume VI, page 26. (Chicago: Field Museum of Natural History, 1992). ISBN 0-914868-21-7.
  9. Crandall-Stotler, Barbara; Stotler, Raymond E.. In: Barbara. Bryophyte Biology. Cambridge: Cambridge University Press, 2000. p. 21. ISBN 0-521-66097-1.
  10. Sadava, David. Life: The Science of Biology. 9th. ed. New York: W. H. Freeman, 2009. p. 599. ISBN 1429246448.
  11. PMID 24939387 (PubMed)
    A citação será expandida automaticamente dentro de minutos. Passe à frente na fila ou expanda à mão

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Hepáticas
Wikispecies
O Wikispecies tem informações sobre: Hepáticas
Ícone de esboço Este artigo sobre briófitos, integrado no Projeto Plantas é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.