Língua leonesa
A língua leonesa ou leonês (Llionés)1 é uma língua românica que surgiu a partir do latim vulgar e de contribuições de línguas pré-românicas faladas na região ocupada hoje pelas províncias espanholas de Leão e Zamora, e em algumas aldeias do Distrito de Bragança, em Portugal. Assemelha-se ao mirandês e ao asturiano, pertencendo ao grupo das línguas ibéricas e classificada no subgrupo linguístico asturo-leonês.2
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Território e falantes [editar]
Por ser uma língua falada por um grupo restrito, o Leonês é falado apenas no norte e oeste da província de Leão e entre gente da Serra de La Cabreira; já se encontra perto de ser extinto em Zamora. Em face disso, o Conselho Leonês, de Zamora, de Coyaza, de Mansiella de las Mulas ou La Bañeza fazem campanhas, em favor da sua não-extinção, ensinando o Leonês para a população mais jovem e, também, lutam na tentativa de conseguir aceitação desta linguagem entre a população urbana.
Essas campanhas têm obtido resultados satisfatórios. Houve um aumento do número de jovens que tem do Leonês se utilizado, ao menos na escrita.
A comunidade que vive em território Leonês e vários partidos políticos têm lutado para criar uma comunidade autônoma leonesa, à margem da comunidade de Castela e Leão, que obteve autonomia em 1983.
A língua leonesa e outras línguas romances [editar]
| Leonês | Português | Galego | Francês | Italiano | Vêneto | Castelhano | Catalão | Latim |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| facere | fazer | facer | faire | fare | fare | hacer | fer | facere |
| fiyu | filho | fillo | fils | figlio | fiolo | hijo | fill | filius |
| fame | fome | fame | faim | fame | fame | hambre | fam | fames |
| gochu | porco | porco, cocho |
cochon porc |
maiale | porselo | cerdo, puerco |
porc | sus |
| vieyu | velho | vello | vieux | vecchio | vecio | viejo | vell | vetus |
| chovere | chover | chover | pleuvoir | piovere | piòvare | llover | ploure | pluere |
Referências
- ↑ A língua leonesa é conhecida como:
- Llïonés (com trema) Denominação politizada. É utilizado pelas administrações públicas de Leão, em especial, as atividades promovidas pelo Departamento de Cultura da Cidade de Leão, as associações culturais "El Fueyu", "El Toralín" e "La Barda" (todos eles, do Conselho e associações presididos por membros da comunidade política "Conceyu xoven" ou ligados a ele), e alguns grupos e empresas. Grupos próximo da ideologia política de "Conceyu xoven" consideram o leonês e o asturiano, embora pertençam ao mesmo domínio linguístico, como duas línguas distintas.
- Llionés ou asturllionés: É usado por um número de grupos culturais, embora não pelas associações políticas ("Furmientu", "La Caleya", "Facendera pola Llengua", "Faceira", "El Teixu"...) e escritores (Eva Gonzalez, Roberto González-Quevedo, Hector Xil, Xosepe Vega ...) que fazem uso de regras ortográficas da Academia da Língua Asturiana, e que portanto (ortografia entre outros recursos) não usam o trema no ditongo. Este grupo acredita que leonês, asturiano e mirandês são nomes que, mesmo com suas peculiaridades dialectais, referem-se a mesma língua: o asturleonês, tal como é usado pela Real Academia de Línguas espanhola.
- Lleonés: Segundo o dicionário da Academia de la Lengua Asturiana.
- ↑ Boletín de Facendera pola Llengua
Bibliografia [editar]
- Menéndez Pidal, R.: "El dialecto Leonés". Revista de Archivos, Bibliotecas y Museos, 14. 1906.
- García Gil, Hector (2010). «El asturiano-leonés: aspectos lingüísticos, sociolingüísticos y legislación». Working Papers Collection. Mercator Legislation, Dret i legislació lingüístics. (25). ISSN 2013-102X.
- Academia de la Lengua Asturiana«Normes ortográfiques». 2005. ISBN 978-84-8168-394-3.
- García Arias, Xosé Lluis (2003). Gramática histórica de la lengua asturiana: Fonética, fonología e introducción a la morfosintaxis histórica. Academia de la Llingua Asturiana. ISBN 978-84-8168-341-7.
- González Riaño, Xosé Antón; García Arias, Xosé Lluis (2008). II Estudiu sociollingüísticu de Lleón (Identidá, conciencia d'usu y actitúes llingüístiques de la población lleonesa). Academia de la Llingua Asturiana. ISBN 978-84-8168-448-3.
- Galmés de Fuentes, Álvaro; Catalán, Diego (1960). Trabajos sobre el dominio románico leonés. Editorial Gredos. ISBN 978-84-249-3436-1.
- Linguasphere Register. 1999/2000 Edition. pp. 392. 1999.
- López-Morales, H.: “Elementos leoneses en la lengua del teatro pastoril de los siglos XV y XVI”. Actas del II Congreso Internacional de Hispanistas. Instituto Español de la Universidad de Nimega. Holanda. 1967.
- Staff, E.: "Étude sur l'ancien dialecte léonnais d'après les chartes du XIIIÈ siècle", Uppsala. 1907.
- Gessner, Emil. «Das Altleonesische: Ein Beitrag zur Kenntnis des Altspanischen».
- Hanssen, Friedrich Ludwig Christian (1896). Estudios sobre la conjugación Leonesa. Impr. Cervantes.
- Hanssen, Friedrich Ludwig Christian (1910). «Los infinitivos leoneses del Poema de Alexandre». Bulletin Hispanique (12).
- Krüger, Fritz. El dialecto de San Ciprián de Sanabria. Anejo IV de la RFE. Madrid.
- Morala Rodríguez, Jose Ramón; González-Quevedo, Roberto; Herreras, José Carlos; Borrego, Julio; Egido, María Cristina (2009). El Leonés en el Siglo XXI (Un Romance Milenario ante el Reto de su Normalización). Instituto De La Lengua Castellano Y Leones. ISBN 978-84-936383-8-2.
Ligações externas [editar]
- Héctor García Gil. Asturian-leonese: Linguistic, Sociolinguistic and Legal Aspects.
- Asturian Language Academy.
- González i Planas, Francesc. Institutum Studiorum Romanicorum «Romania Minor». The asturleonese dialects.
- Associação Cultural La Caleya
- Associação Cultural Furmientu
- Associação Cultural Faceira
- Associação Cultural El Teixu