Língua lombarda

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Língua lombarda
Pronúncia: -
Outros nomes: -
Falado em: Itália e Suíça
Total de falantes: -
Posição: -
Família: Língua indo-européia
 Línguas itálicas
  Línguas românicas
   Línguas galo-itálicas
    Língua lombarda
Estatuto oficial
Língua oficial de: Regional (Itália e Suíça)
Regulado por: -
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: roa
ISO 639-3: lmo
ItalyLombardia.png

O lombardo (nome nativo lombard, lumbard, lumbaart) pertence à família linguística galo-itálica (também chamada galo-romance-cisalpina), família que constitui um sistema linguístico distinto, seja em relação ao italiano, seja em relação ao reto-romance.

O primeiro escrito em língua lombarda que chegou até nosso tempo é il Sermon divin de 1264, escrito talvez mais de 30 anos antes da Divina Comédia; o autor é Pietro da Bascapá, lombardo nascido na primeira metade de 1200.

A língua lombarda é falada principalmente na Lombardia, no cantão Tessino, nos Grisões e em algumas partes orientais do Piemonte.

As duas variantes principais do lombardo são o oriental e o ocidental, os quais apresentam diferenças (principalmente fonológicas) tão marcantes[1] , a ponto que poderiam ser consideradas duas línguas separadas[2] . Diferenças relevantes se encontram também no interior do ramo oriental, enquanto o ramo ocidental apresenta um número de variações mínimas[3] (principalmente com respeito ao grupo vocálico /o/, /ɔ/ e a passagem de /ts/ a /s/).

O Estado Italiano não reconhece os falantes da língua lombarda como minoria linguística. É também por este motivo que o lombardo é frequentemente considerado um dialeto do italiano (às vezes também pelos próprios falantes), embora faça parte de um outro sub-grupo das línguas românicas.

Carta européia das línguas regionais e minoritárias[editar | editar código-fonte]

Língua lombarda na Europa

O lombardo é registrado no censo da UNESCO como língua em perigo de extinção[4] , mas não é reconhecida como língua regional ou minoritária pelo Conselho Europeo[5] . Necessário ser dito, a propósito, que existem algumas dificuldades objetivas na atribuição do status de "língua" em vez de "dialeto", dado que tais distinções não encontram fundamento ontológico na linguística moderna[6] .

A "Carta européia das línguas regionais e minoritárias" foi aprovada em 25 de junho de 1992 e entrou em vigor em 1 de março de 1998. A Itália tem em sua constituição no Art. 6 a proteção às minorias linguísticas, mas não especifica quais são.

Referências

  1. Bernardino Biondelli, Saggio sui dialetti gallo-italici, Milano, 1853.
  2. (em inglês) Ethnologue report for language lmo
  3. Gian Battista Pellegrini, Carta dei dialetti d'Italia, Pacini, Pisa, 1977.
  4. Red book of endangered languages
  5. Carta europea delle lingue regionali o minoritarie
  6. R. Hudson, "Sociolinguistics". Cambridge University Press, 1996.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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