Império Aiúbida

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Império Aiúbida

الأيوبيو

1171 — 1260 
Bandeira
Bandeira
Ayyubid Sultanate 1193 AD.jpg
Região Médio Oriente
Capitais Cairo (1171–1174)

Damasco (1174–1218)

Cairo (1218–1250)

Alepo (1250–1260)

Países atuais Egito

Síria

Líbano

Israel

Jordânia

Arábia Saudita

Iémen

Turquia

Líbia


Línguas mais usadas árabe e curdo
Religião Islão sunita

Forma de governo Sultanato
(confederação de principados)
Sultão
• 1174–1193  Saladino
• 1193–1198  Alaziz Otomão
• 1198–1200  Almançor
• 1200–1218  Adil I
• 1218–1238  Camil
• 1238–1240  Adil II
• 1240–1249  Sale Aiube
• 1250–1254  Axerafe

Período histórico Idade Média
• 1171  Fundação
• 1260  Dissolução [a]

Área
 • 1190  2 000 000 km²
 • 1200  1 700 000 km²

População
 • século XII   7 200 000  (est.) [b]

[a] ^ Um ramo da Dinastia Aiúbida reinou em Hicem Caifa, no sudeste da Anatólia, até ao início do século XVI.
[b] ^ A população total dos territórios aiúbidas é desconhecida. O número apresentado, referente ao final do século XII, inclui apenas o Egito, Palestina, Síria, Mesopotâmia Superior e Transjordânia. Outros territórios aiúbidas, nomeadamente o Hejaz, Iémen, Núbia e Cirenaica, não estão incluídos.

O Império Aiúbida é o nome que se dá ao Estado muçulmano governado pela linhagem dinástica dos aiúbidas, durante os séculos XII e XIII, nas regiões centradas nos atuais Síria e Egito.

Foram os responsáveis pela criação do exército mameluco, com o objectivo de criar uma força de combate mortal e altamente bem treinada. Os membros desta elite chegavam a ser comprados muito novos, com idades a rondarem os 14 e os 18 anos, para serem disciplinados numa cultura militar.

Os aiúbidas atingiram o auge do seu poder, no tempo de Saladino, quando este se imortalizou na história como um herói para os muçulmanos, mas a partir daí esta linhagem teve uma queda impressionante, sendo o autor do golpe final, o famoso general e posteriormente também sultão Baibars, que ao matar Al-Muazzam Turanshah e toda a sua possível descendência, impôs um novo rumo na história, elevando os mamelucos ao poder.

A morte do ultimo líder desta dinastia representa, como na altura e após a morte de Saladino, as várias tribos do Médio Oriente, se começaram a dividir, criando assim um clima propicio para que os mongóis, pudessem avançar em direcção ao Egito, pois enquanto os aiúbidas discutiam entre si, a Síria foi-se dividindo em outras pequenas dinastias situadas nas cidades de Alepo, Hama, Homs e Damasco.

Só quando os mamelucos se decidiram impor para se defenderem da invasão mongol e para expulsarem os cristãos da Palestina, é que houve uma certa noção de unidade muçulmana, embora isso fosse na altura mais uma aparência imposta à força do que algo aceite de pura liberdade.

A responsabilidade desta decisão coube a Aibaque, um comandante mameluco, que não apoiava os ideais dos líderes desta dinastia e por isso decidiu em conjunto com outros comandantes, ordenar um golpe de Estado, que pôs no poder o sultão Qutuz, por achar que os mamelucos eram os verdadeiros lutadores do império, pois eram eles que davam a vida em combate.

No apogeu[editar | editar código-fonte]

O Império Aiúbida, quando atingiu o seu apogeu, destacou-se muito na área da cultura, transformando o Egito num centro erudito e de literatura árabe, que fascinaria a qualquer apreciador de cultura. Foram lá encontrados diversos manuscritos sobre filósofos e escritores famosos daquela cultura.

A Síria de certa forma aperfeiçoou esta visão, tornando-se num centro cultural bastante procurado e servindo de complemento chave para a hegemonia aiúbida, conservando esse tesouro até no período moderno da história. Infelizmente, as constantes guerras e as marcas do tempo têm apagado essa grande visão, reduzindo a cinzas tudo o que foi símbolo de uma grande evolução intelectual.

Para se ter noção do que os aiúbidas representaram no mundo, estes eram muito mais evoluídos do que o mundo ocidental, principalmente nos ramos mais ligados às ciências, como por exemplo: matemática, medicina, astrologia e física.

Mas depois das invasões do Império Mongol tudo se perdeu.

O comércio e a economia[editar | editar código-fonte]

Em termos comerciais e económicos, o Império Aiúbida beneficiou-se muito da visão de Saladino, que cedo percebeu que poderia ganhar muito, em relações comerciais com os cristãos, que incrementaram o comércio daquelas regiões. Por isso teve a necessidade de conquistar e manter o Iémen sob controlo, pois este representava um ponto estratégico para que estas trocas pudessem beneficiar o império.

Neste tempo podemos dizer, que o Egito e a Síria atingiram em conjunto um período de grande prosperidade e desenvolvimento, tendo como base as exportações que tinham como destino o continente europeu. A razão para que esta balança comercial se tornasse tão favorável era o facto que os produtos orientais tinham uma grande procura, precisamente por serem raros, exóticos e até mesmo uma novidade para muitos dos ocidentais.

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre o Império Aiúbida