El Gran Carlemany

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El Gran Carlemany
Português:  O Grande Carlos Magno
Bandeira de Andorra

Hino Nacional de  Andorra
Letra Juan Benlloch i Vivó
Composição Enric Marfany Bons
Adotado 8 de setembro de 1921

El Gran Carlemany (pronúncia catalã: / əɫ ɣɾaŋ kərləmaɲ/; em português: O Grande Carlos Magno) é o hino nacional do Principado de Andorra. Enric Marfany Bons compôs a música, enquanto a letra foi composta por Juan Benlloch i Vivó, em uma narrativa em primeira pessoa. Foi adotado como hino nacional em 8 de setembro de 1921, que também é o dia nacional de Andorra. As letras fazem referência a vários aspectos-chave da cultura andorrana e da história de Andorra, como a herança do Império Carolíngio.[1]

História[editar | editar código-fonte]

El Gran Carlemany foi composto por Enric Marfany Bons (1871-1942),[2] que foi um padre.[3] A letra da música foi escrita por Juan Benlloch i Vivó (1864-1926), que foi Bispo de Urgel entre 1906 e 1919. Esta posição também o tornou o Copríncipe de Andorra ex officio.[3][4] A canção foi oficialmente designada como o hino nacional do país em 8 de setembro de 1921,[5][6] quando foi cantada na catedral do país pela primeira vez.[7] O dia em que foi adotado –  8 de setembro[3] - é o Dia Nacional de Andorra. Isso coincide com o dia da festa de Nossa Senhora de Meritxell, a santa padroeiro do país, que é mencionada na letra.[5]

Letra[editar | editar código-fonte]

El Gran Carlemany
(Catalão)
[8]
El Gran Carlomagno
(Versão espanhola)
[9]
Le Grand Charlemagne
(Versão francesa)
[10]
O Grande Carlos Magno
(Tradução para o português)
Primeira estrofe

El gran Carlemany, mon pare,
dels alarbs em deslliurà,
I del cel vida em donà,
de Meritxell, la gran Mare.

El gran Carlomagno, mi padre,
me liberó de los árabes,
Y del cielo vida me dio,
de Meritxell, la gran Madre,

Le Grand Charlemagne mon père
nous délivra des arabes
et du ciel me donna la vie,
de Meritxell la grande Mère.

O grande Carlos Magno, meu pai,
dos sarracenos me libertou
E do céu me deu vida,
de Meritxell, a grande Mãe.

Segunda estrofe

Princesa nasquí i Pubilla
entre dues nacions, neutral;
sols resto l'única filla,
de l'imperi Carlemany.

Princesa nací y heredera,
entre dos naciones, neutral
Soy la única hija que queda
del Imperio Carolingio.

Je suis née Princesse héritière,
neutre entre deux nations,
Je reste la seule fille
de l'empereur Charlemagne.

Princesa nasci e herdeira,
Entre duas nações, neutra;
Sou a única filha restante,
do Império Carolíngio.

Terceira estrofe

Creient i lliure onze segles,
creient i lliure vull ser.
Siguin els furs mos tutors
i mos Prínceps defensors!

I mos Prínceps defensors!

Creyente y libre once siglos;
creyente y libre quiero ser.
¡Sean los fueros mis tutores
y mis Príncipes defensores!

¡Y mis Príncipes defensores!

Croyante et libre onze siècles,
croyante et libre je veux demeurer
Que les Fueros soient mes tuteurs
et mes Princes mes défenseurs!

Et mes Princes mes défenseurs!

Crente e livre por onze séculos,
Crente e livre eu serei.
Que sejam os costumes legais meus tutores,
e meus Príncipes[nota 1] defensores!

E meus príncipes defensores!

Contexto[editar | editar código-fonte]

A letra conta sucintamente a história de Andorra "em uma narrativa de primeira pessoa".[5] Reconhece a tradicional lenda andorrana que Carlos Magno teria reconquistado a região dos mouros entre 788[11] e 790, depois que o povo catalão guiou seu exército através dos vales escarpados, e Carlos Magno conquistou a independência do país,[12] e suas primeiras fronteiras foram delimitadas nesse mesmo ano.[11] Formou parte da Marca Hispanica, uma zona-tampão formada por Magno para proteger seu estado (o Império Carolíngio).[13] Segundo a lenda, ele foi responsável pela reestruturação do país, reintroduzindo o Cristianismo para o povo e supervisionando a construção de mosteiros. Por causa dessas realizações, ele recebeu "uma aura mítica" e é considerado o fundador de Andorra.[14] O hino começa com "O grande Carlos Magno, meu pai" ("Grande Charlemagne meu pai"),[15] e faz memória a ele, além de celebrar o status do país como "a única filha restante do império carolíngio",[16] uma vez que é o único remanescente da Marca Hispanica.[13]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Em seu livro de referência Andorra, Augustin traduz "prínceps" incorretamente para "princesa". A tradução correta seria "príncipes", aludindo aos copríncipes de Andorra.

Referências

  1. «Bandeiras de Andorra e símbolos e hino nacional». too.by. Consultado em 6 de fevereiro de 2020 
  2. Xavier Maugendre (1996). L'Europe des hymnes dans leur contexte historique et musical. [S.l.]: Editions Mardaga. p. 145. ISBN 978-2-87009-632-1 
  3. a b c Augustin (2008), p. 99.
  4. Lichfield, John (2 de setembro de 2006). «The Not-so-Rough Guide to Andorra – The land that Europe forgot». The Independent. London. pp. 26–27. Consultado em 7 de maio de 2014 
  5. a b c «Andorra». The World Factbook. CIA. Consultado em 7 de maio de 2014 
  6. «Country's Profile – Andorra». Sochi2014.com. Sochi 2014 Olympics. Consultado em 7 de maio de 2014. Cópia arquivada em 6 de abril de 2014 
  7. Principat D'Andorra, 1278–1978: È Centenari de la Signatura Dels Pareatges – Recull Oficial D'informació. [S.l.]: Casa de la Vall. 1978 
  8. «Andorra – El Gran Carlemany». NationalAnthems.me. Consultado em 19 de maio de 2014 
  9. «National Anthems & Patriotic Songs - El Gran Carlemany + traducción al Español». lyricstranslate.com (em espanhol). Consultado em 6 de fevereiro de 2020 
  10. «Hymne National Andorre - La musique et les paroles». Hymne National (em francês). Consultado em 6 de fevereiro de 2020 
  11. a b Geyer, Helen (novembro de 2013). «Sprachpolitik und-praxis in Andorra» (PDF). Diputació de Girona. Interlinguistische Informationen (em alemão). 20. 68 páginas. ISSN 1432-3567. Consultado em 8 de maio de 2014 
  12. Principat D'Andorra, 1278–1978: È Centenari de la Signatura Dels Pareatges : Recull Oficial D'informació. [S.l.]: Casa de la Vall. 1978 
  13. a b Shelley, Fred M. (23 de abril de 2013). Nation Shapes: The Story Behind the World's Borders. [S.l.]: ABC–CLIO. p. 8 
  14. Pineda, Enric Bassegoda (2010). «Carlemany No Va Conquerir Girona». Diputació de Girona. Revista de Girona (em catalão). 261. 39 páginas. Consultado em 8 de maio de 2014 
  15. Gale Group; Moshe Y. Sachs (1984). Worldmark Encyclopedia of the Nations. [S.l.]: Gale Group. p. 9 
  16. McDonogh, Gary (28 de setembro de 2010). Iberian Worlds. [S.l.]: Routledge 
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