Geografia do Paraguai

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Geografia física do Paraguai

Mapa do Paraguai

Continente América do Sul
Região América Platina
Coordenadas geográficas 23° S 58° O
Área  
 - Ranking 59º maior
 - Total 406.750 km²
 - Terra 397.300 km²
 - Água 9.450 km²
Fronteiras  
 - Total 4.985km
 - Países vizinhos Argentina 2.880 km

Bolívia 750 km

Brasil 1.365 km

Linha costeira 0 km (sem saída para o mar)
Reivindicações marítimas  
 - Mar territorial 0 milhas náuticas
 - Zona contígua 0 milhas náuticas
 - Zona econômica exclusiva 0milhas náuticas
 - Plataforma continental 0 milhas náuticas
Extremos de elevação  
 - Ponto mais alto Cerro San Rafael, 850 m
 - Ponto mais baixo União do rio Paraguai com o rio Paraná, 46 m
Relevo terreno baixo cortado de norte a sul pelo rio Paraguai, prolongamento do Planalto Brasileiro (leste); escarpas cortadas por solos de aluvião (noroeste); planície do Chaco (oeste).
Clima tropical seco (norte e nordeste), tropical (centro) e subtropical (sul).
Recursos naturais Energia elétrica, madeira, ferro, manganês, calcário
Uso da terra  
 - Terra arável 7.47% (2005)
 - Cultivos permanentes 0.24% (2005)
 - Outros 92.29% (2005)
Terra irrigada 670 km²
Perigos naturais inundação local no sudeste (no início de setembro a junho); as planícies pobremente drenadas podem ficar pantanosas (no início do outubro ao junho)
Problemas ecológicos desmatamento; poluição da água; os meios inadequados para a eliminação de resíduos representam riscos para a saúde de muitos residentes urbanos; perda de áreas alagadas.

A Geografia do Paraguai é um domínio de estudos e conhecimentos sobre os aspectos geográficos paraguaios. No Paraguai existem três diferentes regiões geográficas: o Gran Chaco, o campo e a floresta.[1]

O Chaco é uma planície de grande extensão na parte ocidental do país. Em compartilhamento com Bolívia e Argentina, é caracterizado pela altitude que se declina gradualmente da parte norte-ocidental para a parte sul-oriental. É revestida de áreas pantanosas e ocorrem muitas cheias durante a época em que chove.[1]

O campo é a vegetação predominante da região central. Constituem vegetação característica a savana, as florestas de galeria e o pântano. A região florestal está situada num acidente de planície. Suas colinas pouco elevadas recortam essa região e alcançam aproximadamente 700 mm ao ano nas cordilheiras de Amambay e Mbaracayú, as duas cadeias de montanhas na fronteira com a República Federativa do Brasil.[1]

A rede hidrográfica é muito importante para o país. É composta pelos rios Paraná e Paraguai, servem de fronteira natural com o Brasil; pelo Pilcomayo, que é originário da Bolívia e desemboca no Paraguai; e pelos acidentes geográficos lacustres do Ypoá, do Ypacaraí e do Verá.[1] O clima é variado do tropical ao subtropical. Suas temperaturas são altas e chove muito na maior parte do ano.[1]

Regiões geográficas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Regiões do Paraguai

O rio Paraguai faz a divisão do país homônimo em ambas as regiões geográficas: a Região Oriental, na margem esquerda e a Região Ocidental ou Chaco, na margem direita.[2]

Região Oriental[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Região Oriental

O relevo da Região Oriental é uma extensão do Planalto Brasileiro, que nesta região alcança uma altitude média superior a 500 metros. Nas partes meridionais, oriental e ocidental do planalto, existe a ondulação de cadeias de morros. O terreno diminui aos poucos e se aplaina conforme chega mais perto, na parte ocidental do rio Paraguai e nas partes meridional e oriental do rio Paraná. A extensa região de altitude menor e de pântanos no decorrer do rio Paraguai tem uma população relativamente densa. Na parte meridional do Paraguai, perto do rio Paraná, as altitudes médias diminuem de 60 até 90 metros. Essa área é revestida por pântanos e florestas.[2]

Região Ocidental[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Região Ocidental

A grande e aplainada região do Chaco é extensa da margem direita do rio Paraguai. Essa região, de terras e planícies, revestida por uma vegetação espalha, equivale a dois terços do país. Pertence à região chamada Gran Chaco, composta mesmo pelo Brasil sul-ocidental, a Bolívia oriental e a Argentina setentrional. Na região do Chaco, o terreno cresce aos poucos desde o rio Paraguai e alcança mais de 300 metros na fronteira oeste do país. Mais de 40% dos paraguaios moram no Chaco. Nesta região há sérias dificuldades que fazem os automóveis, os caminhões e os ônibus atolarem nas estradas de terra em dias de chuva e a riqueza do solo não é tão grande como o solo do leste do Paraguai.[2]

Relevo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Relevo do Paraguai
Imagem de satélite do Paraguai.

Todo o território do Paraguai faz parte da imensa bacia do Prata, que é composta pelos rios Paraguai e Paraná. É formado de planícies, e somente na região leste surgem baixas montanhas, cuja estrutura tem ligação ao Pantanal Brasileiro.[3]

O rio Paraguai, que desce de norte a sul, separa o país em ambas as porções bem diferentes. Na região ocidental é extenso o Chaco, uma repetitiva planície que cresce sem percepção entre as margens do rio e o altiplano boliviano. A grande planície, que preenche igualmente porções dos territórios argentino e boliviano, abrange mais de 2/3 do território do Paraguai. Na parte oriental do rio Paraguai, o terreno cresce com suavidade e compõe uma região de morro que, nos pontos culiminante das cadeias montanhosa de Amambay e Mbaracayú, alcançam 700m acima do nível do mar. Na parte sul-oriental, o terreno diminui novamente dirigindo-se para o vale do rio Paraná, o qual em certos lugares desce pelo planalto homônimo, o que teria propiciado que fossem construídas represas e usinas hidrelétricas.[3]

Clima, flora e fauna[editar | editar código-fonte]

Paisagem do Chaco no Paraguai.

O Paraguai é cortado pelo Trópico de Capricórnio. As médias térmicas, ao longo do verão, variam de 25º a 40º C, e no inverno de 10º a 20º C. Chove muito no verão, porque as massas de ar deslocam-se do oceano Atlântico e atingem 2 000 mm por ano nas elevações do leste do país. No Chaco, mais a noroeste, a precipitação média é de 500 mm por ano; na beira do rio Paraguai, de 1 200 mm anuais.[3]

Já que as temperaturas são elevadas e chove muito, a vegetação natural é densa nos morros e terras médias do leste do país. Existem também enormes regiões revestidas de florestas na porção do Chaco, bem perto do rio Paraguai, entretanto, dirigindo-se para oeste a paisagem vai secando mais e a imensa planície é revestida de cactos e demais vegetais com capacidade de não esmorecer à demorada seca. No percurso do rio Paraguai, grandes terras baixas transbordam por muitos meses todo o ano, o que não deixa crescer árvores de grande altura e origina uma vegetação de ervas de enorme altura.[3]

A fauna do Paraguai, que é parecida com a da região Centro-Oeste do Brasil, abrange a onça, bem comum no Chaco, o cervo, o queixada, tamanduá e tatu. Existem também espécies de pássaros e aves de clima tropical, como garças, emas, seriemas, papagaios e tucanos.[3]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Hidrografia do Paraguai
Paisagem do rio Paraguai.

Três volumosos rios dirigem-se para o sul do país: o Pilcomayo, o Paraná e o Paraguai. As nascentes deste último estão no Brasil, corta grandes planícies de aluvião e separa o país em ambas partes, oriental e ocidental. Próximo a Assunção, aí desemboca o Pilcomayo, o qual, vem da Bolívia, desce no sentido noroeste-sudeste por meio do Grande Chaco. Apesar de sua grandeza, o Pilcomayo possui regime bem irregular e, na estiagem, a movimentação de suas águas passa a ser interrompida em certas montanhas.[3]

Da mesma forma o rio Paraguai varia de caudal, no entanto, possui navegabilidade no seu trecho paraguaio inteiro. Deságuam na margem oeste, procedentes do Chaco, e apenas descem quando chove muito. Apesar de sua maior estreiteza, os da margem leste, como o Apa, o Aquidabán, o Ypané, o Jejuí e o Tebicuary possuem regime bem regular.[3]

O Paraná, que vem do Brasil, possui navegabilidade em quase seu percurso inteiro no país e suas águas, represadas em diversos lugares, abastecem a Usina Hidrelétrica de Itaipu. Em sua margem no Paraguai, desembocam o Monday e o Acaray.[3]

Referências

  1. a b c d e Sol 90 2005, p. 83.
  2. a b c Arruda 1988, pp. 6059-6060.
  3. a b c d e f g h Garschagen 1998, pp. 113-114.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Arruda, Ana (1988). «Paraguai: A Terra e Seus Recursos: Regiões Naturais». Enciclopédia Delta Universal. 11. Rio de Janeiro: Delta 
  • Garschagen, Donaldson M. (1998). «Paraguai: Geografia física». Nova Enciclopédia Barsa. 11. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda 
  • Sol 90 (2005). Atlas Geográfico Mundial: para conhecer melhor o mundo em que vivemos: América do Sul, Central e Antártida. 3 3ª ed. Barcelona (Espanha): A Editora 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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