Paraguai

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República del Paraguay (espanhol)
Tetã Paraguái (guarani)

República do Paraguai
Bandeira do Paraguai
Brasão de armas do Paraguai
Bandeira do Paraguai Brasão das Armas
Lema: Paz y Justicia
(Espanhol: "Paz e Justiça")
Hino nacional: Paraguayos, República o Muerte
Gentílico: paraguaio(a);
paraguaiano(a)[1]

Localização República do Paraguai

Capital Assunção
Cidade mais populosa Assunção
Língua oficial Espanhol e guarani
Governo República unitária presidencialista
 - Presidente Mario Abdo Benítez
 - Vice-presidente Hugo Velázquez
Independência da Espanha 
 - Declarada 15 de maio de 1811 
Área  
 - Total 406 752 km² (58.º)
 - Água (%) 2,3
 Fronteira Argentina, Bolívia e Brasil
População  
 - Estimativa para 2019 7 152 703 hab. (106.º)
 - Densidade 17,93 hab./km² (192.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2018
 - Total US$ 94,477 bilhões*[2] 
 - Per capita US$ 13 395[2] 
PIB (nominal) Estimativa de 2018
 - Total US$ 41,604 bilhões*[2] 
 - Per capita US$ 5 898[2] 
IDH (2019) 0,728 (103.º) – alto[3]
Gini (2018) 48[4] 
Moeda Guarani (PYG)
Fuso horário (UTC−4)
Cód. Internet .py
Cód. telef. +595
Website governamental www.presidencia.gov.py

Mapa República do Paraguai

Paraguai (pronunciado em português europeu[pɐɾɐˈgwaj]; pronunciado em português brasileiro[paɾaˈgwaj]; em castelhano: Paraguay, pronunciado: [paɾaˈɣwaj]; em guarani: Paraguái), oficialmente República do Paraguai (em castelhano: República del Paraguay; em guarani: Tetã Paraguái), é um país do centro da América do Sul, limitado a norte e oeste pela Bolívia, a nordeste e leste pelo Brasil e a sul e oeste pela Argentina.[5] Possui uma área de 406 752 quilômetros quadrados,[6] um pouco maior que o estado brasileiro de Mato Grosso do Sul.[7] A população paraguaia foi estimada em cerca de 7,1 milhões de habitantes em 2019,[8] a maioria dos quais estão concentrados na região sudeste do país. Ao lado da Bolívia, o Paraguai é um dos dois países da América do Sul que não possuem uma saída para o mar.

A capital e maior cidade é Assunção,[9] cuja região metropolitana é o lar de cerca de um terço da população do país. Em contraste com a maioria das nações latino-americanas, a cultura e a língua nativa do país — o guarani — permaneceram altamente influentes na sociedade. Em cada censo, os residentes predominantemente identificam-se como mestiços, refletindo anos de miscigenação entre os diferentes grupos étnicos do país. O guarani é reconhecido como língua oficial, junto com o espanhol, e ambos os idiomas são falados pela população.

O Paraguai está localizado no centro-sul da América do Sul. A topografia da área do leste do país é extensamente plana.[10] O principal produto de exportação cultivado nessa região é a soja.[11] No oeste, a principal atividade econômica do cerrado do Grande Chaco é a pecuária.[12] O rio Paraguai divide o país entre o norte e o sul. O próprio rio é a mais importante rota comercial de transporte num país que não tem saída para o mar. São parte integrante da população do Paraguai uma grande quantidade de brasileiros, os brasiguaios. Os brasiguaios abrangem uma área muito grande próximo à fronteira com o Brasil.[13] Essa área ocupada pelos brasiguaios é uma fonte de preocupação para os demais habitantes da região.[14]

Os nativos guaranis viviam no atual território paraguaio por pelo menos um milênio antes dos espanhóis conquistarem o território no século XVI. Os colonizadores espanhóis e missões jesuíticas introduziram o cristianismo e a cultura espanhola para a colônia. O Paraguai estava na periferia do Império Espanhol, com poucos centros urbanos e uma população escassa.

Após a independência da Espanha em 1811, o país foi governado por uma série de ditadores que implementaram políticas isolacionistas e protecionistas. Este desenvolvimento foi truncado pela desastrosa Guerra do Paraguai (1864–1870), no qual o país perdeu entre 60 e 70 por cento da sua população, por conta da guerra e de doenças, e perdeu cerca de 140 000 quilômetros quadrados do seu território para a Argentina e o Brasil. No século XX, o Paraguai sofreu uma sucessão de governos autoritários, culminando no regime de Alfredo Stroessner, que liderou a mais longa ditadura militar da América do Sul, de 1954 a 1989. Ele foi derrubado durante um golpe militar interno e eleições multipartidárias livres foram organizadas e realizadas pela primeira vez em 1993. Um ano depois, o Paraguai se juntou a Argentina, Brasil e Uruguai para fundar o Mercosul, uma colaboração econômica e política regional.

O Paraguai era um dos países mais pobres e isolados da região, embora desde a virada do século XXI tenha experimentado um rápido crescimento econômico. Em 2010, sua economia cresceu 14,5 por cento, a maior expansão econômica da América Latina e a terceira mais rápido do mundo (depois de Qatar e Singapura).[15] Em 2011, o crescimento econômico desacelerou para 6,4%, mas manteve-se superior à média global.[16] No entanto, a desigualdade de renda e o subdesenvolvimento permanecem, assim como a dependência econômica do setor primário.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O topônimo Paraguay tem origem relativamente incerta; sabe-se que provém do guarani e que teria sido dado inicialmente ao rio, porém não há uma etimologia fidedigna de seu significado no idioma.[17] As alternativas prováveis são "águas do mar" (de pará, "mar", guá, que denota origem, e ý, "água", significando "água que vem do mar",[18] onde "mar" provavelmente se refere ao Pantanal) ou uma modificação de payagua-í ("água" ou "rio dos paiaguás").[18]

Em guarani, costuma-se escrever o nome como Paraguái, e usa-se, ocasionalmente, a forma Paragua-y para se referir à cidade de Assunção.[18] Em tupi, o vocábulo teria origem no termo Paragoáy (de paragoá, "papagaio" e ý, "rio"), com o significado de "rio do papagaio".[19] Eduardo de Almeida Navarro defende que o nome do país e do rio provém da língua guarani antiga, significando "rio dos paraguás" pela junção de paragûá (paraguá, uma variedade de psitacídeo) e 'y (rio).[20]

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História do Paraguai

Era pré-colombiana e colonização[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Pré-história do Paraguai
Família guarani capturada por caçadores de índios, tela de Jean Baptiste Debret de 1830

Quando da chegada dos espanhóis ao território do Paraguai Oriental, ou seja, a área entre o rio Paraná a leste e o rio Paraguai a oeste, o território era habitado por diversas etnias indígenas que se encontravam em estado de guerra entre si. Estas etnias pertenciam a três grupos diferentes: os pampas, os lágidos e os amazônicos. Ainda não se sabe qual destes grupos chegou primeiro ao território. O que se sabe é que até o século XV os guaranis conseguiram avançar desde o norte, isto graças à sua superioridade numérica e posse de uma cultura material mais desenvolvida, onde praticavam o cultivo da mandioca, milho e amendoim. A prática de uma agricultura de roça permitia que obtivessem excedentes necessários para manter uma população em contínuo crescimento demográfico, e que necessitava de novos territórios.

Os primeiros colonos espanhóis chegaram ao Paraguai no início do século XVI.[21] A cidade de Assunção, fundada em 15 de agosto de 1537,[22] logo se tornou o centro de uma província nas colônias espanholas na América do Sul, conhecida como "Província Gigante de Indias".

…o Paraguai não chegou a formar grandes latifúndios exportadores, em mãos de uma camada poderosa de proprietários rurais, como aconteceu em muitos países latino-americanos. (…) Os camponeses livres, na sua maioria mestiços, haviam sido, no início do século XVIII, os protagonistas das grandes rebeliões "comuneras" contra os jesuítas e as autoridades espanholas ligadas a eles.[23]

Antes da chegada dos europeus, os territórios situados entre os rios Paraná e Paraguai eram ocupados pelos guaranis, que viviam da agricultura, da caça e da pesca. Acossados, no século XV, por tribos da região do Grande Chaco, os guaranis cruzaram o rio Paraguai e submeteram seus inimigos, levando o conflito aos limites meridionais do império Inca. Eram, assim, os aliados naturais dos primeiros exploradores europeus que procuravam rotas mais curtas para as minas do Peru.

Aleixo Garcia, que partiu do litoral brasileiro em 1524[24] e Sebastião Caboto, que subiu o Paraná em 1526,[25] foram os primeiros a atingir as terras interiores da bacia Platina, hoje pertencentes ao Paraguai, mas coube a Domingos Martínez de Irala a primazia dos primeiros núcleos coloniais (1536-1556). Irala lançou os fundamentos do Paraguai, que logo se transformou no centro da transformação espanhola na região sul-oriental da América do Sul. Sua política de colonização consistiu na delimitação das fronteiras com o Brasil através da construção de uma linha de fortes contra a expansão portuguesa, na fundação de vilas e na intensa miscigenação de espanhóis com guaranis, principal fator da formação da população do país.[26][27]

Independência[editar | editar código-fonte]

Em 15 de maio de 1811, o Paraguai declarou a sua independência da Espanha, sem luta nem guerra. O Dr. José Gaspar García Rodríguez de Francia, mais conhecido como o "Dr. Francia", ou "O Supremo", governou o país até sua morte, ocorrida em 1840. Durante seu governo, o Dr. Francia isolou o Paraguai do resto do mundo, não mantendo relações com nenhum país e proibindo a emigração e a imigração.[28]

Ele reprimiu a oposição ao regime e utilizou a política isolacionista como meio de deter as ambições expansionistas do Brasil e da Argentina e a penetração estrangeira. A fim de evitar a necessidade de comércio exterior, o ditador estimulou a autossuficiência agrícola, mediante a introdução de novas culturas e desenvolveu as manufaturas. Essa política isolacionista contribuiu para preservar o caráter homogêneo do povo paraguaio e seu espírito de independência.[28]

Sobre este caudilho afirmam Antonio Mendes Junior e Ricardo Maranhão:

As imensas terras dos jesuítas, que após sua expulsão, em meados do século XVIII, haviam passado para as mãos do Estado espanhol, foram arrendadas por baixo preço a camponeses livres. (…) "El Supremo" apoiou-se exclusivamente nos camponeses mestiços e índios. (…) preocupou-se muito com a educação primária dos mestiços: defensor do ensino obrigatório e gratuito, atacou o analfabetismo; ao morrer, em 1840, não existia um só analfabeto no Paraguai, caso único em toda a América Latina.[29]

Guerra do Paraguai (1864–1870)[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Guerra do Paraguai
O ditador paraguaio Francisco Solano López (1862-1870), que iniciou a Guerra do Paraguai

Francia foi sucedido por Carlos Antonio López (1840–1862), que abandonou o isolacionismo, expandiu o comércio externo e a educação e abriu as portas do país para técnicos estrangeiros. Aumentava, contudo, a fricção entre o Paraguai e seus dois poderosos vizinhos, Brasil e Argentina. O ditador argentino Juan Manuel Rosas ergueu obstáculos ao comércio exterior paraguaio, mediante bloqueio econômico, enquanto reavivavam-se disputas fronteiriças. Consciente do perigo, Antonio López, tratou de fortalecer o exército, que seu filho Francisco Solano López (1862–1870) teria amplas oportunidades de usar. Treinado por oficiais alemães e equipado com armas europeias modernas, o exército paraguaio tornou-se uma força formidável empregada numa aventura expansionista.

Em 12 de outubro de 1864, apesar dos ultimatos paraguaios, o Império do Brasil (ao lado do governo argentino sob a liderança do general Bartolomé Mitre e dos rebeldes colorados uruguaios liderados pelo general Venancio Flores) invadiu a República do Uruguai para derrubar o governo da época (que estava sob o governo do Partido Blanco, um aliado de López),[30] iniciando assim a Guerra do Paraguai.[31]

Os paraguaios, liderados por López, revidaram atacando a província brasileira do Mato Grosso em 15 de dezembro de 1864 e depois declararam guerra à Argentina em 23 de março de 1865. O "Governo Blanco" foi derrubado e substituído por um "Governo Colorado" sob o general Venâncio Flores em 22 de fevereiro de 1865 e posteriormente a República Argentina, o Império do Brasil e a República do Uruguai assinaram o Tratado da Tríplice Aliança contra o governo do Paraguai, em 1 de maio de 1865.[32]

Os paraguaios resistiram ferozmente, mas acabaram sendo derrotados em 1870 na Batalha de Cerro Corá, onde o marechal Solano López foi morto em combate, recusando-se a se render.[33] As causas desta guerra, que continua sendo o conflito internacional mais sangrento da história das Américas, ainda são altamente debatidas.[nota 1]

Paraguaios mortos após a Batalha do Boqueirão, 1866

O Paraguai perdeu 25-33% de seu território para a Argentina e o Brasil, foi forçado a pagar uma enorme dívida de guerra e a vender grandes quantidades de propriedades nacionais para restaurar seu orçamento interno. Mas a pior consequência da guerra foi a perda catastrófica de população. Pelo menos 50% dos paraguaios morreram durante o conflito, números que demoraram muitas décadas para o país voltar. Sobre o desastre sofrido pelos paraguaios com o desfecho da guerra, William D. Rubinstein escreveu:

A estimativa normal é que de uma população paraguaia de algo entre 450 mil e 900 mil, apenas 220 mil sobreviveram à guerra, dos quais apenas 28 mil eram homens adultos."[34]

Durante a pilhagem de Assunção em 1869, o Exército Imperial Brasileiro empacotou e transportou o Arquivo Nacional do Paraguai para o Rio de Janeiro.[35] Os registros da guerra do Brasil permaneceram confidenciais.[36]

Início do século XX[editar | editar código-fonte]

Recrutas paraguaios durante a Guerra do Chaco contra a Bolívia

Em 1904 estourou a revolução liberal contra o domínio dos colorados. O governo liberal iniciou um período de grande instabilidade política. Entre 1904 e 1954, o Paraguai teve 31 presidentes, a maioria dos quais foi destituída à força.[37] Os conflitos entre as facções do partido Liberal no poder levaram à Guerra Civil Paraguaia de 1922.[38]

O conflito de fronteira não resolvido com a Bolívia sobre a região do Chaco finalmente eclodiu no início dos anos 1930 na Guerra do Chaco. Após grandes perdas, o Paraguai derrotou os bolivianos e estabeleceu sua soberania sobre a maior parte da disputada região do Chaco.[39][40]

Depois da guerra, os oficiais militares usaram a insatisfação popular com os políticos liberais para tomar o poder para si próprios. Em 17 de fevereiro de 1936, a Revolução Febrerista levou o coronel Rafael Franco ao poder. Entre 1940 e 1948, o país foi governado pelo general Higinio Morínigo. A insatisfação com seu governo resultou na guerra civil paraguaia de 1947.[41]

Em suas consequências, Alfredo Stroessner começou a se envolver em uma série de conspirações, que resultaram em seu golpe militar de 4 de maio de 1954.[42]

Era Stroessner (1954–1989)[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: El Stronato
O ditador Alfredo Stroessner em seu gabinete presidencial. Ele governou o país de 1954 a 1989 e seu governo foi marcado por abusos aos direitos humanos

Uma série de governos instáveis ​​se seguiram até o estabelecimento em 1954 do regime do ditador Alfredo Stroessner, que permaneceu no cargo por mais de três décadas até 1989. O Paraguai foi modernizado até certo ponto sob o regime dele, embora seu governo tenha sido marcado por extensos abusos de direitos humanos, como tortura e assassinatos políticos.[43]

Stroessner e o Partido Colorado governaram o país de 1954 a 1989. O ditador supervisionou uma era de expansão econômica, mas também tinha um histórico ruim de direitos humanos e meio ambiente. Durante a Guerra Fria, o Paraguai participou ativamente da Operação Condor.[44]

O líder do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), Domingo Laíno, foi o ponto focal da oposição na segunda metade da década de 1980. O esforço do governo para isolar Laíno, exilando-o em 1982, saiu pela culatra. O regime de Stroessner cedeu em abril de 1987 e permitiu que Laíno voltasse a Assunção. Laíno assumiu a liderança na organização de manifestações e na redução das lutas internas entre o partido da oposição, mas não houve acordo sobre uma estratégia comum em relação às eleições.[45]

Em resposta ao aumento das atividades da oposição, Stroessner condenou a oposição por defender "a sabotagem das eleições gerais e o desrespeito à lei". Ele usou a polícia nacional e vigilantes civis do Partido Colorado para interromper as manifestações oposicionistas. Vários líderes da oposição foram presos ou assediados de outra forma.[46]

Hermes Rafael Saguier, outro líder importante do PLRA, foi preso por quatro meses em 1987 sob a acusação de sedição. No início de fevereiro de 1988, a polícia prendeu 200 pessoas que participavam de uma reunião do Comitê de Coordenação Nacional em Coronel Oviedo. Laíno e várias outras figuras da oposição foram presos antes do amanhecer do dia das eleições, 14 de fevereiro, e mantidos por doze horas. O governo declarou a reeleição de Stroessner com 89% dos votos.[46]

Era contemporânea[editar | editar código-fonte]

Em 3 de fevereiro de 1989, Stroessner foi derrubado por um golpe militar liderado pelo general Andrés Rodríguez. Como presidente, Rodríguez instituiu reformas políticas, jurídicas e econômicas e iniciou uma reaproximação com a comunidade internacional.[47]

Refletindo a profunda fome dos pobres rurais por terra, centenas imediatamente ocuparam milhares de acres de territórios não utilizados pertencentes a Stroessner e seus associados; em meados de 1990, 19 mil famílias ocupavam 138 mil hectares. Na época, 2,06 milhões de pessoas viviam em áreas rurais, mais da metade da população total de 4,1 milhões, e a maioria não tinha terra.[48]

Empossado na presidência, Rodríguez levantou a censura à imprensa, autorizou a volta dos exilados, legalizou organizações políticas, que estavam proibidas e convocou eleições. Em 1 de maio, foi eleito presidente. Em 1991, assinou, em Assunção, junto com os presidentes do Brasil, Argentina e Uruguai, o tratado de criação do Mercado Comum do Sul (Mercosul).

Nas eleições presidenciais e legislativas de 9 de maio de 1993, ganhou Juan Carlos Wasmosy, do partido Colorado, que tomou posse na presidência em 15 de agosto do mesmo ano. Investigações sobre a ligação de paraguaios com o narcotráfico internacional e o veto aos protestos de militares, em 1994, geraram conflitos entre Wasmosy e o chefe do exército, Lino Oviedo, que tentou um golpe, frustrado por manifestações no país e dos demais membros do Mercosul e dos Estados Unidos.

Oviedo foi indicado a concorrer à presidência, mas um tribunal militar o condenou a dez anos de prisão, em março de 1998, pela tentativa de golpe, tornando-o inelegível. Seu substituto, Raúl Cubas, venceu o pleito em maio e libertou Oviedo por decreto. A corte Suprema declarou ilegal o indulto, mas Cubas ignorou essa posição. Em março de 1999, o vice-presidente eleito, Luis María Argaña, rival do Oviedo no Partido Colorado, foi morto a tiros em Assunção. Manifestantes exigiram a destituição de Cubas, apontado pelo executor Pablo Vera Esteche juntamente com Oviedo como mandantes do crime.[49][50]

Militares se rebelaram em maio de 2000, mas a nova tentativa de golpe fracassou, outra vez por causa da pressão externa. O governo declarou estado de sítio e atribuiu a tentativa de Oviedo, que foi preso por policiais em Foz do Iguaçu e levado para Brasília. Após cinco anos de exílio retorna ao Paraguai. Ao chegar ao país, foi preso[51] e cumpriu pena até 2007.

O ex-presidente paraguaio Fernando Lugo foi destituido em 2012

O colorado Nicanor Duarte Frutos foi eleito presidente em abril de 2003. Os colorados mantiveram a maioria no congresso, mas com menos força: o número de deputados do partido caiu de 45 para 37 e o de senadores de 24 para 16. O PLRA elegeu 21 deputados e doze senadores. Em agosto, Duarte tomou posse, em meio a grave crise econômica. Fora da presidência, Macchi foi proibido pela justiça de sair do país, onde deveria responder às acusações de corrupção.

Em 20 de abril de 2008, Fernando Lugo foi eleito o novo presidente do Paraguai dando fim a quase seis décadas de domínio do partido Colorado. O ex-bispo católico e teólogo prometeu realizar uma reforma agrária dentro dos marcos constitucionais, ampliar o sistema de seguridade social do Paraguai e lutar pela soberania energética do país. Foi votado no dia 22 de junho de 2012 um processo de afastamento de Lugo, no qual o presidente sofreu um impeachment pelo Parlamento paraguaio em pouco mais de 24 horas. O presidente teve apenas 2 horas de defesa, o que gerou protestos por parte de apoiadores, governos estrangeiros e entidades internacionais. Em uma reunião realizada em Mendoza, Argentina em 29 de junho de 2012, a Unasul, em consenso dos chefes de estado participantes, considerou o processo uma violação da ordem democrática[52]

Segundo a ministra da defesa do Paraguai, o chanceler da Venezuela teria instigado os militares paraguaios a usarem a força contra a decisão do congresso, o que foi confirmado por um comandante paraguaio.[53] Na mesma reunião que decidiu pela suspensão do Paraguai do Mercosul, os demais membros aceitaram a Venezuela no bloco, processo que se encontrava parado devido ao Congresso paraguaio. De acordo com o vice-presidente uruguaio, isso viola o tratado de Assunção que instituiu o bloco.[54]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Geografia do Paraguai

O Paraguai faz fronteira com a Bolívia ao norte e a noroeste, com o Brasil a leste e a nordeste, e com a Argentina a sudeste, ao sul e a oeste. A localização da cidade Assunção fica na margem esquerda do rio Paraguai, na parte frontal da foz do rio Pilcomayo. O rio Paraguai desce da parte setentrional para a parte meridional. O próprio rio faz a divisão do Paraguai em duas regiões geográficas distinguidas — a Región Oriental (Região Oriental) e a Región Ocidental (Região Ocidental). Outro nome dado a essa última, é o Chaco Boreal.[55]

Topografia e hidrografia[editar | editar código-fonte]

Parque Nacional Cerro Cora
Saltos del Monday

No Paraguai existem três diferentes regiões geográficas. O Chaco é uma planície de grande extensão na parte ocidental do país. Em compartilhamento com a Bolívia e a Argentina, é caracterizado pela altitude que se declina gradualmente da parte norte-ocidental para a parte sul-oriental. É revestida de áreas pantanosas e ocorrem muitas cheias durante a época em que chove. O campo é a vegetação predominante da região central. Seu relevo é de morros e a fertilidade dos vales serranos. O tipos de vegetação característicos são a savana, as matas de galeria e a vegetação de pântano. A área florestal está localizada em um acidente geográfico de terra baixa. Os morros de baixa altitude recortam essa região e alcançam aproximadamente 700 metros nas cordilheiras de Amambay e Mbaracayú, ambas na fronteira com o Brasil.[55]

A rede hidrográfica é caracterizada pela presença de numerosos rios que estão intimamente relacionados com a vida econômica e política do país. Os rios formam a maior parte das fronteiras do Paraguai e constituem seus mais importantes meios de transportes. As fronteiras oeste, sul e sudeste com a Argentina são demarcadas pelos rios Pilcomayo, Paraguai e Paraná, enquanto os rios Paraguai, Apa e Paraná separam o país do Brasil, ao nor. O Paraguai e o Paraná são os mais importantes cursos d'água do país. O primeiro nasce em terras brasileiras e atravessa extensas planícies de aluvião, dividindo o país em duas partes (oriental e ocidental).[55]

Clima[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Clima do Paraguai

O clima do Paraguai é, geralmente, subtropical, menos em alguns trechos da região do Chaco, com temperatura parecida à do Planalto Brasileiro, onde é quente e úmido. O país é cortado pelo trópico de Capricórnio ao centro, próximo a Concepción. A posição central e plana do Paraguai, praticamente sem barreiras naturais, favorece os rápidos efeitos dos ventos quentes originários do Equador, e dos ventos frios que vêm da Argentina, causando variações térmicas acentuadas.[55]

No verão, as temperaturas variam entre 26 °C e 33 °C, e no inverno entre 15 °C e 26 °C. A temperatura média é de 23 °C, enquanto que a máxima absoluta é de 41 °C e a mínima é de 1 °C. A diferença entre a temperatura média do verão e a do inverno é de 6 °C. Uma das características do clima paraguaio é a alta temperatura sentida no verão, especialmente na região dos campos e do Chaco, e o frio intenso que ocorre no período do inverno.[55]

São muito frequentes e quase sempre abundantes as chuvas no território paraguaio. O tamanho do país tem influência na quantidade de chuvas, acentuando a estação seca especialmente na fronteira com Bolívia e Argentina. Pode-se considerar bem elevado o índice de chuvas no Planalto do Paraná, com 2 000 mm anuais. Na capital, Assunção cai para 1 300 mm e no Chaco para 800 mm. Os meses de concentração das chuvas são dezembro, janeiro e fevereiro, caindo durante o inverno.[55]

Flora[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Flora do Paraguai

O Paraguai é um país com diversas biosferas. No leste, há muitos prados verdes e florestas, enquanto o oeste do país é coberto principalmente por grama seca e árvores esparsas.[56] Como tal, a flora nativa do Paraguai é apresentada em uma infinidade de espécies.[57] a Flora do Paraguai concentra-se principalmente no planalto do Paraná à medida que o planalto recebe forte chuva.[58]

Quedas d'água do Parque Nacional Ñacunday

Demografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Demografia do Paraguai
Densidade populacional do Paraguai (pessoas por km²).

A densidade populacional é considerada baixa (17,93 hab./km² em 2019). Existem grandes contrastes de ocupação entre as distintas partes do país: o Chaco é a região mais despovoada.[59] As planícies próximas ao rio Paraná têm densidade moderada. A porcentagem da população urbana é de 56,7%. Os habitantes concentram-se nas principais cidades do país, como Assunção, Ciudad del Este, San Lorenzo e Fernando de La Mora. A taxa de natalidade é elevada — cada mulher tem em média 3,8 filhos. A taxa de mortalidade infantil é moderada e gira em torno de 26 por mil. A expectativa de vida é de 68,5 anos para homens e de 73 anos para mulheres.

Composição étnica[editar | editar código-fonte]

Embora não exista nenhum dado oficial sobre a composição étnica do Paraguai, estima-se que a maior parte da população seja o resultado da mestiçagem entre indígenas e imigrantes europeus, que teve início na época do domínio espanhol. A população atual é conformada por descendentes de uma nova mestiçagem entre a população tradicional hispano-guarani que sobreviveu ao extermínio durante a Guerra do Paraguai e imigrantes (europeus especialmente e asiáticos) que chegaram após a Guerra do Paraguai com o objetivo de repovoar o país.[60] No final do século XX, o número de habitantes aumentou a uma taxa de 2,6% ao ano. Com o ritmo acelerado de crescimento, a população deve duplicar em um período de 21 anos.

Segundo pesquisa de 2011 do Latinobarómetro, dos paraguaios entrevistados, 55% identificaram-se como mestiços, 29% como brancos, 3% como índios, 1% como mulatos, 1% como negros e 2% outra "raça".[61]

Idiomas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Língua guarani

O guarani, língua falada pela maioria da população, e o espanhol são os idiomas oficiais, sendo que 95% da população é bilingue. O dialeto falado no país é o espanhol paraguaio. Há também dezenas de milhares de falantes puramente indígenas de dialetos guaranis no Paraguai.[62]

O Paraguai é único em muitos aspectos e diferente de outros países latino-americanos. O Paraguai tem uma população mestiça que é bastante homogênea (hispânica na aparência e na cultura). As pessoas não aparentam, nem vestem ou se comportam como indígenas.[63]

Os termos ladino e mestizo não são usados no espanhol paraguaio e não existem conceitos sobre mistura cultural ou racial, como existem em outros países latino-americanos. No entanto, apesar da espanholização da maioria dos moradores, noventa por cento da população é falante da língua indígena guarani. Por esse motivo, o Paraguai é único no hemisfério e o país é, frequentemente, citado como uma das poucas nações bilíngues no mundo.[63]

Religião[editar | editar código-fonte]




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Religião no Paraguai (2014)[64]

  Catolicismo (89%)
  Outras religiões (2%)
  Sem religião (1%)
Ver artigo principal: Religião no Paraguai

A Constituição da República do Paraguai estabelece a liberdade de culto e outras leis e políticas que contribuem para o livre exercício de qualquer religião. A maioria da população paraguaia se considerada católica, os dados da Cidade do Vaticano afirmam que o Paraguai é o país da América Latina com o maior percentual de católicos, sendo também o único país latino-americano no qual o catolicismo excede o 85% da população total.[57]

O Paraguai é o país com a menor diminuição no número total de católicos entre os seus habitantes (quatro pontos percentuais perdidos entre 1996 e 2013). Por outro lado, o crescimento da população de evangélicos é menor do que a diminuição dos católicos. As maiores denominações protestantes no Paraguai são os menonitas, seguidos pelos batistas, batistas reformados, presbiterianos e pentecostais. Seu crescimento no país é maior nas áreas urbanas do que em aldeias ou cidades (seis em cada dez paraguaios evangélicos têm uma boa posição econômica). Outros cultos e religiões presentes em solo paraguaio são a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, os adventistas, as Testemunhas de Jeová, os muçulmanos, Baha'i, dentre outros.[57]

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Política do Paraguai

O Paraguai é uma república presidencialista, onde o presidente é, ao mesmo tempo, chefe de Estado e de governo. A constituição do Paraguai, promulgada em 20 de agosto de 1992, estabelece que o país é uma república baseada na democracia e na divisão dos poderes. O chefe de estado e chefe de governo é o atual presidente Mario Abdo Benítez e o vice-presidente, Hugo Velázquez.[65]

Governo[editar | editar código-fonte]

Palacio de los López, sede do governo do Paraguai.

O poder executivo é exercido pelo presidente, eleito por sufrágio universal direto para um mandato de cinco anos, sem possibilidade de reeleição. Ao presidente, que é auxiliado pelo vice-presidente, compete nomear os ministros. O presidente e o vice-presidente são assessorados pelo Conselho de Ministros. O presidente participa da formulação da legislação e a promulga, podendo vetar leis emanadas do legislativo. O Conselho de Ministros é constituído pelos membros do gabinete, o reitor da Universidad Nacional de Asunción, o presidente do Banco Central do Paraguai e representantes dos seguintes ministérios: agricultura e pecuária; educação e cultura; finanças; relações exteriores; indústria e comércio; interior; justiça; defesa; saúde e bem-estar social; obras publicas e comunicações.[65]

O poder judiciário inclui a Corte Suprema de Justiça (nove juízes), as Cortes de Apelação, o Tribunal de Primeira Instância, e os juízes de Arbitragem, de Instrução e de Paz. O Senado e o presidente selecionam seus nove membros sobre a base de recomendações de um conselho de magistrados (Conselho da Magistratura) segundo a atual constituição de 1992. A Corte Suprema resolve todos os casos que lhe são enviados pelas cortes inferiores. É constituída por um juíz principal e oito juízes associados. O presidente do país indica os juízes, que cumprem um mandato de cinco anos. As cortes de apelação especiais tratam de casos criminais, civis e trabalhistas. As cortes civis lidam com casos comerciais. Os juízes de paz resolvem os casos menores.[65]

O poder legislativo é bicameral, compreendendo o senado, (45 membros), e a câmara dos deputados, (80 membros); senadores e deputados têm cinco anos de mandato. As eleições para o Congresso se celebram em listas fechadas simultaneamente com a eleição presidencial (não se aplica o voto por cada candidato a deputado ou senador senão por uma lista apresentada por cada partido político). Os deputados se elegem por departamento enquanto os senadores se elegem em nível nacional, ambos para mandatos de cinco anos. O número de representantes eleitos por cada departamento (divisão administrativa) relaciona-se com a população dos departamentos. Os senadores são eleitos por todos os eleitores em forma nacional. Os membros do poder legislativo são eleitos pelo método D'Hondt.[65]

Os principais partidos políticos são o Partido Colorado ou Associação Nacional Republicana (ANR), o Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), o Movimento Pátria Querida (MPQ), a União Nacional dos Cidadãos Éticos (UNACE), o Partido País Solidário (PPS), o Partido Encontro Nacional (PEN) e o Partido Pátria Livre (PPL).[65]

Forças armadas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Forças Armadas do Paraguai
Militares da Marinha do Paraguai

As principais forças armadas do Paraguai são exército, Marinha Nacional (que inclui Força Aérea,[66] Corpo de Fuzileiros Navais e Prefeitura Naval Geral) e Força Aérea. A constituição do Paraguai estabelece que o presidente do Paraguai é o comandante-em-chefe.[67]

O orçamento anual de defesa é de 6,3 milhões de dólares. As alterações nos gastos com defesa aumentaram 38% em 1989. Sob o governo do general Alfredo Stroessner, o exército, com efetivo total de 26 mil homens, tinha 42 generais e 245 coronéis. Em 1992, o chefe do exército e outros altos oficiais foram demitidos devido ao escândalo envolvendo contrabando de automóveis.[carece de fontes?]

O Paraguai tem serviço militar obrigatório, e todos os homens de 18 anos de idade e 17 anos de idade no ano de seu aniversário de 18 anos são responsáveis por um ano de serviço ativo. Embora a constituição de 1992 permita a objeção de consciência, não há legislação outorgada que tenha sido aprovada.[carece de fontes?]

Relações exteriores[editar | editar código-fonte]

O Paraguai é um dos membros fundadores do Mercosul

A política diplomática do Paraguai tem se concentrado em manter boas relações com seus vizinhos e o governo paraguaio tem sido um defensor ativo da cooperação regional. O Paraguai é membro das Nações Unidas e teve um mandato como membro não permanente no Conselho de Segurança da ONU entre 1967-1969. Mantém participação em várias instituições financeiras internacionais, incluindo o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Também pertence à Organização dos Estados Americanos, à Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), ao Grupo do Rio, à Interpol, ao Mercosul e à UNASUL.[carece de fontes?]

No nível político, os assuntos diplomáticos e as relações internacionais do Paraguai são oficialmente administrados pelo Ministério das Relações Exteriores, que responde ao poder executivo do governo. O atual ministro das Relações Exteriores é Luis Alberto Castiglioni, no cargo desde 15 de agosto de 2018.[68]

Diferente dos outros países da América do Sul, o Paraguai reconhece a República da China (Taiwan) em vez da República Popular da China. Embora não seja um país particularmente grande em termos absolutos, o Paraguai atualmente é o maior país que mantém relações diplomáticas oficiais com Taiwan.[69][70]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Subdivisões do Paraguai

O Paraguai está dividido em 17 departamentos. Cada departamento é dividido em distritos.

Economia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Economia do Paraguai

A economia paraguaia baseia-se em produto agropecuários e florestais, que representam 75% das exportações. Entre os recursos agrícolas destacam-se soja, milho, cana-de-açúcar, mandioca, arroz, trigo, laranja, erva-mate e sorgo. O país está entre os 10 maiores produtores do mundo de soja, e entre os 25 maiores de cana de açúcar e milho, além de ser o país mais setentrional da América do Sul a produzir trigo. [71] A pecuária é bastante desenvolvida. É um dos 30 maiores produtores do mundo de carne bovina, além de também produzir carne de frango, carne suína e ter uma considerável extração de leite. [72] As principais espécies de madeiras florestais de exportação são o quebracho, o mogno, a nogueira e o cedro. A cultura da soja foi trazida pelos brasileiros ao país: em 2019, quase 70% dos produtores de soja e arroz do Paraguai eram pessoas oriundas do Brasil, ou descendentes de brasileiros (os chamados brasiguaios). Os primeiros produtores brasileiros começaram a chegar ao país nos anos 1980. Antes disto, haviam muitas terras no país sem uso. [73]

O Paraguai possui indústrias de erva-mate, cervejeira, alimentícia, de tabaco, de rum e álcool, de preparação de carnes e couros e ligada à exportação de tanino óleo de soja, de parket e lâminas de madeiras. Em 2018, o país foi o 7º maior produtor do mundo de óleo de soja, além de ter produzido 300 milhões de litros de cerveja.[74] Seus complexos hidrelétricos, como a Usina Hidrelétrica de Itaipu (co-financiada com o Brasil), fornecem um índice de cobertura energética de 175,2% — bem acima do consumo interno, porém tem também a Usina del Acaray em Hernandarias e a Usina de Yacyreta que está sendo construída em parceria com a Argentina. Os cursos fluviais dos rios Paraná e Paraguai funcionam como vias de comunicação. Dos países vizinhos importa principalmente maquinaria, materiais de construção e produtos têxteis e químicos. No entanto, a indústria paraguaia é pouco desenvolvida. Os estabelecimentos existentes se destinam, em grande parte, a transformação de produto florestais, agrícolas ou de pecuária. Indústrias do tanino, de óleos vegetais, carnes e conservas. Há fábricas de tecidos de algodão e outros bens de consumo, sapatos, cigarros, bebidas, açúcar, fósforos e sabão. Existem fundições que trabalham com o ferro de Ibytymi (Ibitimi), uma fábrica de cimento ao norte de Concepción e uma refinaria de petróleo em Assunção. O artesanato indígena merece destaque.[carece de fontes?]

Gráfico dos principais produtos de exportação do país (em castelhano).
Silos e plantação de soja no Paraguai

O país exporta eletricidade — os rendimentos cobrem as importações de petróleo. O país é auto-suficiente em trigo e em outras matérias-primas alimentícias. Em 2010, era grande a dependência da agricultura (a atividade respondia por 50% do PIB e 90% das exportações). Poucos minérios explorados comercialmente. As exportações paraguaias - que se destinam, sobretudo ao Brasil, Países Baixos, Argentina, Suíça, Alemanha, Estados Unidos e Itália - apoiam-se nos produtos agrários e extrativos. As fibras de algodão, soja, carnes enlatadas, essência para perfumaria, café e óleo vegetal perfazem 89,5% do total. Os principais importados - principalmente do Brasil, Japão, Argentina, Estados Unidos, Alemanha e Argélia - são as máquinas e os equipamentos de transporte, combustíveis e lubrificantes, fumo e bebidas, de produto químicos, farmacêuticos e de ferro.[carece de fontes?]

Em 2010, o Paraguai experimentou a maior expansão econômica da região e a mais alta da América Latina, com uma perspectiva histórica de crescimento do PIB de 9%, podendo chegar a 13% para o final do ano.[75][76][77][78] Só no primeiro semestre de 2010, o país teve um crescimento econômico de 14%.[79] O 49,9% do crescimento do PIB corresponde à agricultura; o 9,7% à indústria (incluindo a construção e as utilidades públicas); o 34% corresponde a serviços e 6,1% às taxas.[76] Uma estimativa da consultora internacional norte-americana PricewaterhouseCoopers indicava para 2010 um crescimento de 10,5% da economia paraguaia.[80][81][82]

O principal banco paraguaio é o Banco Central do Paraguai, que administra o sistema financeiro do país. Os maiores bancos são o Interbanco, o Citibank, o Banco Amambay S.A., o Banco Regional e o Banco Nacional de Fomento. Argentina, Brasil, Estados Unidos e Inglaterra têm investimentos consideráveis no Paraguai. O guarani é a moeda corrente no país. Está dividida em cem cêntimos.[carece de fontes?]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Turismo no Paraguai
Igreja da redução jesuita de Jesús de Tavarangue, um Patrimônio Mundial pela UNESCO

O Paraguai recebe 280 454 visitantes por ano. O número de visitantes aumentou um por cento em 1990. O turismo é fraco — exceto quanto ao grande número de brasileiros e argentinos que cruzam a fronteira todos os dias para comprar, em Ciudad del Este, produtos eletrônicos originários do Extremo Oriente.[carece de fontes?]

Sendo um país de características nacionais bastante acentuadas de música e folclore típicos, possui valioso potencial turístico. Algumas de suas atrações: o lago Ypacaraí, com os balneários de San Bernardino e Areguá; o lago Ypoá; os saltos de Monday, Acaray, Guairá; as ruínas jesuíticas dos centros missionários de Trinidad, perto de Encarnación; o monumento ao marechal Solano Lopez e o panteão Nacional dos Heróis. Ainda constituem atrativos o festival de ñaduti, em Itauguá, onde é exposto esse tipo de renda fina feita à mão, vestidos de aho poí e artigos de madeira e de couro.[carece de fontes?]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Hospital Central Dr. Emilio Cubas, em Assunção

A expectativa de vida ao nascer era de 75 anos em 2006,[83] e a oitava melhor posição do ranking na América do Sul de acordo com a Organização Mundial da Saúde. É o mesmo nível da Argentina. A despesa pública em saúde é de 2,6% do PIB e as despesas privadas em saúde 5,1%.[84] A mortalidade infantil era de 20 por mil nascimentos em 2005.[84] A mortalidade materna foi de 150 por 100 000 nascidos vivos em 2000.[84] O Banco Mundial ajudou o governo paraguaio para reduzir a mortalidade materna e infantil do Paraguai. O Mother and Child Basic Health Insurance Project teve como objetivo contribuir para a redução da mortalidade, aumentando a utilização de serviços selecionados de salvação de vidas incluídos no Mother and Child Basic Health Insurance Program (MCBI) por mulheres em idade fértil e crianças menores de idade seis em áreas selecionadas. Para este fim, o projeto também teve como objetivo a melhoria da qualidade e eficiência da rede de serviços de saúde dentro de determinadas áreas, além da gestão do Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social (MSPBS).[85]

Transportes e energia[editar | editar código-fonte]

Estradas nacionais do Paraguai.

O transporte fluvial é importante e o sistema Paraná-Paraguai, que abrange uma rede navegável de 1 600 km, concentra a maior parte do tráfego marítimo comercial para o porto de Buenos Aires. Assunção é o principal porto do Paraguai. A rede ferroviária tem 44 km de extensão. As principais linhas são a da estrada de ferro "Presidente Carlos Antonio López", que liga Assunção a Encarnación, servindo a região mais povoada do país e a de Ferrocaril de Norte, que faz a conexão entre Concepción e Horqueta.[carece de fontes?]

As estradas de rodagem são mais abrangentes, com 29 800 km, sendo que trinta por cento desse total é pavimentado (4 800 km asfaltados, 1 600 km empedrados e 2 500 km de saibro). A taxa de rodovias asfaltadas para cada milhão de habitantes é quase igual à rede brasileira e chilena e pode-se viajar a qualquer cidade importante do país, de norte a sul e de leste a oeste em boas rodovias asfaltadas, sendo que a maioria tem menos de dez anos de idade. O aeroporto de Assunção é importante escala de linhas aéreas internacionais e o Aeroporto Internacional Guaraní, de Ciudad del Este, é um importante centro aéreo internacional de cargas. [carece de fontes?]

O Paraguai tornou-se autossuficiente em energia quando entrou em funcionamento, em 1976, complexo hidrelétrico de Acaray, com capacidade para 190 MW. A inauguração do complexo binacional brasileiro-paraguaio de Itaipu (12 000 MW), no rio Paraná, tornou o Paraguai exportador de energia de boa qualidade e baixo custo,[86] principalmente para o Brasil. Dois outros projetos, de Yacyretá-Apipé e de Corpus, em cooperação com a Argentina, enfrentaram uma série de problemas, dentre os quais avultavam os de financiamento.[carece de fontes?]

Educação[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Educação no Paraguai
Sede da reitoria da Universidade Nacional de Assunção, fundada em 1889

A taxa de alfabetização foi de cerca de 93,6% e 87,7% dos paraguaios terminaram a quinta série de acordo com o último Índice de Desenvolvimento da Educação de 2008 pela UNESCO. A alfabetização não difere muito em função do sexo.[84] A educação primária é gratuita, obrigatória e tem nove anos. O ensino secundário dura três anos.[84] O Paraguai tem diversas universidades. A Universidade Nacional de Assunção foi fundada em 1890 e a Universidade Americana é uma das melhores instituições que oferecem MBA na América do Sul e no Paraguai.[84] A taxa de escolaridade primária líquida foi de 88% em 2005.[84] Despesa pública em educação era cerca de 4,3% do PIB no início da década de 2000.[84]

A educação básica é gratuita e, se possível, obrigatória para crianças com idades entre sete e 13. Embora os números oficiais de registro sejam elevados, a taxa de evasão escolar também é alta. Mais de noventa por cento da população é alfabetizada, embora a alfabetização funcional seja provavelmente menor. As duas universidades mais antigas, a pública Universidade Nacional de Assunção (1890) e a privada Universidade Católica de Nossa Senhora de Assunção (1960), situam-se em Assunção, com filiais em outras cidades. Essas universidades também têm escolas especiais para engenharia, medicina, agricultura, comércio e ciência veterinária. Desde o início da década de 1990, o número de universidades privadas tem aumentado. Pelo menos metade de todos os licenciados são do sexo feminino. Os gastos do governo com a educação aumentaram após a exigência constitucional de 1992, que exigiu porções de um quinto do orçamento do governo para esse fim. No entanto, o número de escolas ainda é insuficiente, especialmente nas zonas rurais e recursos de ensino são insuficientes em todo o país.[87]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Carreta tradicional.

A característica marcante da cultura paraguaia é a persistência da tradição guarani, entrelaçada com a hispânica. Embora as publicações em guarani sejam numerosas, a maioria da população conhece os dois idiomas. O guarani é empregado como linguagem doméstica e o espanhol na vida oficial e comercial.

As duas maiores e mais tradicionais universidades são a Nacional de Assunção, fundada em 1890]e a Católica, em 1960. A maioria dos paraguaios professa o catolicismo, mas outros cultos são tolerados. As principais instituições culturais do país estão na capital: a Academia Nacional de Belas-Artes, o Conservatório Nacional de Música, a Orquestra Sinfônica de Assunção, a Biblioteca Nacional e o Museu de História Nacional e Etnografia. São famosas as qualidades melódicas da música popular paraguaia, que, em vez da influência africana de outras nações americanas, manteve traços da cultura guarani, particularmente as guarânias, acompanhadas por violão e de ritmo dolente.

O isolamento do país durante boa parte do século XIX não foi propício ao desenvolvimento literário. Guerras cruentas motivaram uma literatura de exacerbado nacionalismo e os autores que divergiam essa linha eram ignorados ou tachados de derrotistas, o que levou muitos deles a abandonarem o país. Só na década de 1940 surgiu o primeiro grupo poético coerente, com obra reconhecida, Óscar Ferreyro e Augusto Roa Bastos, entre outros autores. Em 1952, Gabriel Casaccia publicou em Buenos Aires La babosa (A lesma), primeiro grande romance de um autor paraguaio. Outros romancistas surgidos mais tarde foram Jorge Rodolfo Ritter e Juan Bautista Matto.

As missões jesuíticas instaladas no Paraguai do início do século XVII até 1767 cobriram o país de notáveis obras arquitetônicas, a maioria das quais, no entanto, foram reduzidas a ruínas. Outras sobrevivem e permitem apreciar o esplendoroso desenvolvimento, na região, do barroco colonial.

Literatura[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Literatura do Paraguai
Augusto Roa Bastos, escritor paraguaio ganhador do Prêmio Miguel de Cervantes.

Paraguai foi terra de numerosos poetas, em especial em língua guarani. Ainda que o Paraguai das últimas décadas não tenha sido solo propício para a criação artística em geral, a poesia sempre foi o gênero literário mais prolífico das letras paraguaias. Se por "poesia atual" entendemos a produzida a partir da década de 1960, então o meio temporário do aqui incluso como "poesia paraguaia atual" abarca quase trinta anos de governo dictatorial (ditadura de Stroessner, 1955-1989) e mais dezessete anos de transição democrática (1989-presente).

A situação política, econômica e cultural resultante, bem como também as censuras e autocensuras vigentes durante a dita ditadura afetaram significativamente, tanto em quantidade como em qualidade, a produção poética interna. As detenções arbitrárias, a perseguição ideológica e a repressão política imperantes levaram ao exílio a quase um milhão de paraguaios (um terço da população) e, entre eles, a muitos escritores e artistas. A literatura do Paraguai se construiu mais com as contribuições dos exilados que com as dos escritores que viveram na pátria. Efetivamente, os dois poetas paraguaios de maior renome internacional, Hérib Campos Cervera (1905-1953) e Elvio Romero (1926-2004), escreveram praticamente toda sua obra no exílio, ambos em Buenos Aires. Considerado o poeta mais importante da promoção de 1940, Campos Cervera é também um dos três escritores de dito grupo (com Josefina Plá e Augusto Roa Bastos) que maior influência tiveram na literatura paraguaia contemporânea.

Música e dança[editar | editar código-fonte]

Músico paraguaio Luis Alberto del Paraná

É o único país da América do Sul onde a maioria dos habitantes fala o idioma nativo, sua música, no entanto, é fortemente influenciada pela música europeia. Entre os séculos XVII e XVIII, os jesuítas notaram que os guaranis possuíam grande vocação para a música e, em sua missões, ensinaram aos nativos os fundamentos da música europeia.

Os instrumentos mais populares são a harpa e a viola. A harpa paraguaia teve muita difusão e é conhecida em muitos países do mundo. Seus gêneros são a canção paraguaia, ou purajhei e a guarânia, caracterizada por ser uma canção lenta desenvolvida por José Asunción Flores. Um dos mais conhecidos expoentes da música paraguaia foi Luis Alberto del Paraná, que realizou várias excursões pela Europa e pelo resto do mundo por mais de trinta anos.

Para a dança, existem polcas e galopas. A polca é uma dança de casais, enquanto que as galopas são dançadas por um grupo de mulheres chamadas galoperas que giram formando um círculo, balançando-se de um lado a outro com um cântaro ou um vaso em suas mãos. Desse gênero, a música mais famosa é a galopera. Outra variante é a dança da garrafa, onde a principal bailarina dança até com dez garrafas na cabeça, uma sobre outra. Também existem os valseados, uma versão local das valsas, como, por exemplo, El Chopí, Santa Fe, Taguató, Golondrina etc.

Esportes[editar | editar código-fonte]

O esporte mais praticado e mais popular no país é o futebol. A seleção do Paraguai é uma das mais fortes do continente, tendo sido, por duas vezes (1953 e 1979), campeã da Copa América. Também conquistou a medalha de prata nas Olimpíadas de Atenas de 2004, sendo a única no país até então. Também participou oito vezes da Copa do Mundo de Futebol, sendo sua melhor participação em 2010, quando chegou às quartas de final pela primeira vez.

No momento da criação da Liga Paraguaia de Futebol, criada em 1906, o país já possuía cinco clubes de fuebol, todos sediados em sua capital e em Ypacaraí. Os torneios atléticos passaram a se desenvolver nos primeiros anos da década de 1920, época em que foi criada a Federação Paraguaia de Voleibol, em 1928. Anos mais tarde, o país fundou a Associação Desportiva Paraguaia, em 1936, tendo como seu primeiro presidente Tomás Bartrina.[88]

Os clubes mais populares são o Olimpia, apelidado localmente de "El Decano", por ter o maior número de títulos nacionais e internacionais, sendo também o primeiro a ser fundado. Outra equipe popular é o Cerro Porteño apelidado de "El Ciclón", é a segunda equipe com maior número de títulos a nível nacional. O Libertad, apelidado de "El Gumarello", é outro dos clubes mais importantes do país, por ser o terceiro time com mais campeonatos oficiais. Outros clubes relevantes são Guaraní, Nacional, Sportivo Luqueño, Sol de América, entre outros. Por outro lado, o Paraguai é a sede da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), na cidade de Luque. Entre os jogadores paraguaios mais conhecidos estão Arsenio Erico - considerado pela FIFA como o melhor futebolista do país de todos os tempos[89][90] - José Luis Chilavert, Catalino Rivarola Méndez, Fabián Balbuena, Roque Santa Cruz, Salvador Cabañas, Carlos Gamarra, José Saturnino Cardozo, Gustavo Gómez, Romerito, Roberto Cabañas, Francisco Javier Arce Rolón, entre outros.

Depois do futebol, o esporte mais popular é o rally, cujo evento mais tradicional é o Rally Trans-Chaco, realizado desde 1971. O esporte amador que mais cresceu no país nos últimos anos é o rugby. Outros esportes praticados são basquetebol, hóquei, vôlei, handebol, remo, golfe, patinação artística sobre rodas e natação, cujo principal representante é Benjamin Hockin.[88][91]

No tênis, Víctor Pecci venceu o Torneio de Roland Garros na categoria júnior em 1973 e foi vice-campeão na categoria profissional em 1979. Rossana de los Ríos repetiu Pecci em 1992 com o título júnior de Roland Garros. Na Copa Davis, o Paraguai competiu pela primeira vez na edição de 1931, e só voltou a competir em 1982. Seu melhor resultado foi chegar às quartas de final do Grupo Mundial por quatro vezes, em 1983, 1984, 1985 e 1987.[92]

Feriados[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Feriados no Paraguai
Feriados
Data Nome em português Nome local (em castelhano) Observações
1 de janeiro Ano Novo Año Nuevo
6 de janeiro Dia dos Reis Día de los Reyes
3 de fevereiro Dia do Patrono do Paraguai Dia del Patrono del Paraguay
1 de março Dia dos Heróis Día de los Héroes
(varia) Quinta e Sexta-feira Santa Jueves y Viernes Santo
1 de maio Dia dos Trabalhadores Dia de los Trabajadores
15 de maio Dia da Independência Dia de la Independencia
12 de junho Dia da Paz no Chaco Dia de la Paz del Chaco
14 de agosto Dia da bandeira Día de la Bandera
15 de agosto Fundação de Assunção Dia de la Fundación de Asunción Aniversário da capital nacional
16 de agosto Dia das crianças Día de los Niños Crianças ficam em casa
29 de setembro Dia da Batalha de Boquerón Dia de la Batalla de Boquerón
8 de dezembro Dia da Virgem de Caacupé Dia de la Virgen de Caacupé
25 de dezembro Natal Navidad Celebração do nascimento de Jesus Cristo na religião cristã.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. A visão clássica afirma que as visões expansionistas e hegemônicas de Francisco Solano López são a principal razão para a eclosão do conflito. A tradicional visão paraguaia, defendida pelos "lopistas" (partidários de Solano López, tanto no Paraguai como no mundo), afirma que o Paraguai agiu em legítima defesa e pela proteção do "Equilíbrio da Bacia do Prata". Essa visão é geralmente contestada pelos "anti-lopistas" (também conhecidos no Paraguai como "legionarios"), que defendiam a "Tríplice Aliança". Visões revisionistas, tanto por populistas de direita quanto de esquerda, colocam grande ênfase na influência do Império Britânico no conflito, uma visão que é descartada pela maioria dos historiadores.

Referências

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  4. «Gini Index». Banco Mundial. Consultado em 18 de julho de 2013 
  5. «Mapa do Paraguai» (em inglês e português). WikiMapia. Consultado em 14 de maio de 2010 
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  20. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 371.
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  25. El pueblo que nació con la llegada de los misioneros franciscanos, em espanhol, acesso em 12 de outubro de 2017.
  26. Abente, Diego (1989). «The Liberal Republic and the Failure of Democracy». The Americas. 45 (4): 525–546 (525–526). JSTOR 1007311. doi:10.2307/1007311 
  27. Rivarola, Juan Bautista (1952) La Ciudad de Asunción y la Cédula Real del 12 Setiembre de 1537: Una Lucha por la Libertad (The City of Asunción and the Royal Decree of 12 September 1537: A Fight for Freedom) A. G., Impr. Militar, Asunción, Paraguay, OCLC 10830133, in Spanish
  28. a b The Rise and Fall of the Paraguayan Republic, 1800-1870
  29. Mendes Junior & Maranhão, op. cit., pp. 46-47
  30. O Partido Blanco do Uruguai, direitista linha-dura e reacionário na época, estava no governo uruguaio durante a eclosão da guerra e era aliado do governo paraguaio. Veja o livro clássico de Luis Alberto de Herrera (1927): "El Drama del 65 – La Culpa Mitrista", pp. 11 – 33. Bareiro y Ramos Editors. Montevideo, Uruguay
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Almanaque Abril (em português). 1 33ª ed. São Paulo: Abril. 2007. pp. 568–569 
  • Atlas Geográfico Mundial. Para conhecer melhor o mundo em que vivemos: Américas do Sul e Central e Antártida (em português). 3 3ª ed. Barcelona: Sol 90. 2005. 96 páginas 
  • Enciclopédia Barsa (em português). 12 31ª ed. São Paulo: Encyclopædia Britannica do Brasil Publicações. 1994. ISBN 85-7042-069-2 
  • Enciclopédia Delta Universal. Tradução e adaptação de: The world book encyclopedia. (em português). 11. Rio de Janeiro: Delta. 1986 
  • Enciclopédia Mirador Internacional (em português). 16 18ª ed. São Paulo: Encyclopædia Britannica do Brasil. 1993. ISBN 85-7026-311-2 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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