Demografia do Chile

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Chile. Densidade de população por comuna, segundo o censo 2002

Abaixo há informações sobre as questões demográficas do Chile.

Indicadores[editar | editar código-fonte]

População de 0-14 anos: 20% (2015)[4]
População de 15-64 anos: 69% (2015)[5]
População de 65 anos ou mais: 11% (2015)[6]
Maiores cidades

Etnias[editar | editar código-fonte]

A população chilena é principalmente de origem europeia mesclada com os nativos, 95% da população. Segundo uma pesquisa de opinião realizada em 2011 pela organização chilena Latinobarómetro, 59% dos chilenos se declararam brancos, 25% mestiços, 8% indígenas, 1% mulatos e 2% "outra raça" (tem uma identidade nacional popularmente conhecida como chilenidade)

.[14][15][16][17]

Em outro estudo, realizado em 2002 pelo Centro de Estudios Públicos (CEP), perguntou aos chilenos se eles tinham "sangue indígena". 43,4% dos entrevistados disseram que tinham "algum sangue indígena", 8,3% disseram que tinham "muito", 40,3% disseram que não tinham "nada", enquanto que 7,8% disseram não saber e 0,2% não responderam. Essa pesquisa mostra que a maioria dos chilenos identificam uma origem indígena na sua família.[18]

Uma descrição pormenorizada da etnia mostra que 52,7% (8.8 milhões) - 90% (15 milhões) da população seriam descendentes de europeus.[19][20]

Segundo o Censo 2002, apenas 3,2% da população chilena são ameríndios.[20]

Composição genética[editar | editar código-fonte]

Um estudo genético feito pela Universidade de Brasília (UnB), em 2008, revelou que a composição genética do Chile é 51,60% europeia, 42,10% indígena e 6,30% africana.[21][22]

De acordo com um estudo genético de 2014, a composição do Chile é 44.34% (± 3.9%) indígena, 51.85% (± 5.44%) europeia e 3.81% (± 0.45%) africana[23][24]

De acordo com um estudo genético autossômico de 2015, a composição do Chile é 42,38% indígena, 55,16% europeia e 2,44% africana (usando LAMP-LD) e 43,22% indígena, 54,38 europeia e 2,40% africana (usando RFMix).[25]

Um outro estudo genético confirma que o povo chileno é mestiço, mas é notável que as camadas sociais mais baixas apresentam maior grau de ancestralidade indígena, enquanto as camadas mais altas da sociedade têm mais ancestralidade europeia.[26] A raça no Chile está ligada à estratificação sócio-econômica, a mistura de mulheres espanholas e mestiças está na classe média, com o menor substrato é formada por mestiços, ameríndios.[27][28] Em Santiago, capital do Chile, encontrou uma mistura de ancestralidade, sendo 57% europeia e 43% indígena.

Os habitantes de Concepción, outra cidade chilena, têm 65% de ancestralidade europeia e 36% indígena. Já os habitantes de Puerto Montt têm 53% de origem indígena e 47% europeia. [29] Na localidade de Laitec a ascendência é 80% ameríndia e 20% europeia, enquanto que em Poposo é 60% ameríndia e 40% europeia.[30] Os índios chilenos são predominantemente de ancestralidade indígena. Um estudo genético envolvendo índios aymará encontrou 96% de sangue indígena e 4% de europeu e/ou africano.[31] Os mapuches são mais miscigenados, tendo 73% de ancestralidade ameríndia e 27% europeia e/ou africana.[32]

De acordo com um estudo genético de 2013, a composição genética do Chile é 52% europeia, 44% indígena e 4% africana. [33]Os pehuenches têm ancestralidade 95% indígena e 5% não-indígena, enquanto os alacaluf são 89% indígena e 11% europeia e/ou africana.[34]


Mais de 80% do DNA mitocondrial chileno é de origem indígena (o DNA mitocondrial é transmitido de mãe para mãe). Na linhagem paterna(DNA revelado pelo cromossomo y), a contribuição indígena chega a 30%.[35] Do ponto de vista autossômico, i.e, a soma dos antepassados de um dado indivíduo, o chileno médio tende a revelar um alto grau de contribuição europeia com uma larga contribuição indígena, como exposto no parágrafo anterior.

Imigração de europeus e árabes[editar | editar código-fonte]

Colonos italianos no sul do Chile.

O Chile recebeu um número reduzido de imigrantes, a população estrangeira nesse país alcançou seu máximo no ano de 1907, quando viviam no Chile 134.524 imigrantes.[36] Destes, somente 53,3% eram europeus, sendo que 42,7% eram provenientes de outros países da América Latina.[37] A população estrangeira no Chile nunca ultrapassou os 4,1% do total da população.

A imigração europeia ao Chile foi muito pouco expressiva quando comparada a outros países como os Estados Unidos, o Brasil, a Argentina ou o Canadá, onde tiveram um peso muito maior.[38][39]O número de imigrantes têm sido historicamente muito baixo, proporcionalmente.[40]

O maior grupo étnico que compõe a população chilena veio da Espanha e do País Basco, ao sul da França. As estimativas de descendentes de bascos no Chile variam de 10% (1.600.000) até 27% (4.500.000).[41][42] [43] [44]

Puerto Varas cidade no sul do Chile, colonizada por alemães.

1848 foi um ano de grande imigração de alemães e franceses, a imigração de alemães foi patrocinada pelo governo chileno para fins de colonização para as regiões meridionais do país.[carece de fontes?] O sul do Chile era praticamente desabitado, a influência desta imigração alemã foi muito forte, comparável à América Latina apenas com a imigração alemã do sul do Brasil. Há também um grande número de alemães que chegaram ao Chile, após a Primeira e Segunda Guerra Mundial, especialmente no sul (Punta Arenas, Puerto Varas, Frutillar, Puerto Montt, Temuco, etc.) A embaixada alemã no Chile estimada que entre 500,000 a 600,000 chilenos são de origem alemã. Os croatas, cujo número de descendentes é estimado em 380.000 pessoas, o equivalente a 2,4% da população.[45][46] No entanto, outras fontes dizem que 4,6% da população do Chile podem ter alguma ascendência croata. Mais de 700.000 chilenos de origem britânica (Inglaterra, País de Gales e Escócia), o que corresponde a 4,5% da população.[47] A população mapuche vive principalmente em Santiago e Temuco, mas ligado em graus variados para suas comunidades de origem. Atualmente, os Mapuche sofrem racial e social nas suas relações com o resto da sociedade e de acordo com as estatísticas oficiais, discriminação suas taxas de pobreza são mais elevados do que a média nacional.

Estima-se que cerca de 5% da população chilena é descendente de imigrantes de origem asiática, principalmente do Oriente Médio (ou seja, palestinos, sírios, libaneses e armênios) e israelitas, são cerca de 800.000 pessoas.[48]. Chile abriga uma grande população de imigrantes, principalmente cristã, do Oriente Médio.[49] Acredita-se que cerca de 500.000 descedentes de palestinos residem no Chile.[50][51]

Os descendentes de italianos estão entre 600.000 e 800.000 pessoas. Outros grupos de ascendência europeia também são encontrados, mas em menor número. Esses imigrantes, juntamente com os seus descendentes transformaram culturalmente, economicamente e politicamente o país.

Emigração chilena[editar | editar código-fonte]

Na primeira metade do século XIX, milhares de chilenos viajou para a Argentina depois do "desastre de Rancagua" e nos Estados Unidos, devido à corrida do ouro na Califórnia. Durante o último terço do século XX, o principal processo de emigração foi desencadeada pela crise econômica de 1982 eo regime militar de Augusto Pinochet.

Países europeus receberam um grande número de pessoas e muitos deles também com o status de refugiados políticos. Na Suécia, havia mais de 25 000 refugiados políticos chilenos na década de 1980. O regime militar de Pinochet enviado como cônsul-geral em Estocolmo a um general militar da DINA para espionar. Na Austrália mais de 23 400 habitantes imigrantes chilenos.[52]

Idioma[editar | editar código-fonte]

Idioma oficial: espanhol, além de alemão, croata, inglês, francês e árabe, falado pelas colônias residentes.

Religião[editar | editar código-fonte]

O país possui uma maioria católica de 62,8%,[53] seguido de protestantes 24,9%, sem filiação/ateia 5,8%, "outra" 4,3%, e judeus 0,4% 75.000.[54]

Referências

  1. «Population, total | Data». data.worldbank.org. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  2. «Urban population (% of total) | Data». data.worldbank.org. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  3. «Population growth (annual %) | Data». data.worldbank.org. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  4. «Population ages 0-14 (% of total) | Data». data.worldbank.org. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  5. «Population ages 15-64 (% of total) | Data». data.worldbank.org. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  6. «Population ages 65 and above (% of total) | Data». data.worldbank.org. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  7. «Fertility rate, total (births per woman) | Data». data.worldbank.org. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  8. «Life expectancy at birth, male (years) | Data». data.worldbank.org. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  9. «Life expectancy at birth, female (years) | Data». data.worldbank.org. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  10. «Death rate, crude (per 1,000 people) | Data». data.worldbank.org. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  11. «Adult literacy rate, population 15+ years, both sexes (%) | Data». data.worldbank.org. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  12. «| Human Development Reports». hdr.undp.org. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  13. Chile: Ciudades, Pueblos, Aldeas y Caseríos 2005, Instituto Nacional de Estadísticas – Junho de 2005.
  14. [http://www.infoamerica.org/primera/lb_2011.pdf Informe 2011 Latinobarómetro - pag. 58
  15. http://revistas.ucm.es/ghi/02119803/articulos/AGUC0202110079A.PDF
  16. http://www.iidh.ed.cr/comunidades/diversidades/docs/div_docpublicaciones/Derecho%20Indigena/Cap.%202.%20Pensar%20a%20los%20indios,%20tarea%20de%20criollos.pdf Arquivado em 25 de fevereiro de 2009, no Wayback Machine. massive immigration of European Argentina Uruguay Chile Brazil]
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  18. «Encuesta CEP, Julio 2002» (em Spanish). Julho de 2002. Consultado em 18 de maio de 2012. Arquivado do original em 29 de abril de 2013 
  19. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome Garcia
  20. a b Composición Étnica de las Tres Áreas Culturales del Continente Americano al Comienzo del Siglo XXI
  21. «Cópia arquivada». Consultado em 19 de agosto de 2011. Arquivado do original em 6 de julho de 2011 
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  25. http://www.nature.com/ncomms/2015/150317/ncomms7472/abs/ncomms7472.html
  26. http://www.scielo.cl/scielo.php?pid=S0034-98872008000500014&script=sci_arttext
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  34. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome fhuce.edu.uy
  35. «Cópia arquivada». Consultado em 5 de março de 2012. Arquivado do original em 15 de novembro de 2011 
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  40. «Chile: A Growing Destination Country in Search of a Coherent Approach to Migration». migrationpolicy.org. 6 de junho de 2012 
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  43. Basques au Chili.
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  46. «Splitski osnovnoškolci rođeni u Čileu.». Consultado em 24 de setembro de 2009. Arquivado do original em 17 de setembro de 2011 
  47. «Historia de Chile, Británicos y Anglosajones en Chile durante el siglo XIX». Consultado em 24 de setembro de 2009 
  48. Arab Chileans.
  49. Arab.
  50. Chile: Palestinian refugees arrive to warm welcome.
  51. «Cópia arquivada». Consultado em 13 de fevereiro de 2009. Arquivado do original em 13 de maio de 2011 
  52. http://www.gobiernodechile.cl/chilenos_exterior/especiales.asp?id_especial=2
  53. Religião.
  54. población judia mundial 2008.
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