Jovita Feitosa

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Jovita Feitosa
Fotografia da combatente
Nascimento 8 de março de 1848
Tauá,  Ceará
Morte 9 de outubro de 1867 (19 anos)
Rio de Janeiro, RJ
País  Brasil
Força Marinha
Unidade Voluntários da Pátria
Batalhas/Guerras Guerra do Paraguai

Jovita Alves Feitosa (Tauá, 8 de março de 1848 - Rio de Janeiro, 9 de outubro de 1867) foi uma voluntária que quis lutar na Guerra do Paraguai.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Jovita alistou-se, atendendo à campanha que se fazia em todo o país, aos 17 anos de idade, travestida de homem - para tanto tendo cortado os cabelos e usado vestes masculinas. Conseguiu enganar os policiais, porém, foi delatada por uma mulher que logo reconheceu os traços femininos.[2][3]

Ao ser levada para interrogatório policial, chorou copiosamente e manifestou o desejo de ir lutar nas trincheiras, com a mão no bacamarte.Não queria ser auxiliar de enfermeira, pois, se assim o desejasse poderia fazê-lo. Dizia querer vingar “a humilhação passada por seus compatriotas nas mãos dos desalmados paraguaios”.[4]

Foi aceita no efetivo do Estado, após o caso chamar a atenção de Franklin Dória, então presidente da Província do Piauí, que lhe incluiu no Exército Nacional como segundo sargento. Recebeu fardamento e embarcou com o corpo de voluntários.[5]

Ao chegar ao Rio de Janeiro, Jovita tornou-se personalidade pública e notória. Todos buscam conhecer a mulher que queria ir a guerra. Na capital imperial foi entrevistada numa das salas do quartel do campo de aclamação.

Dois meses depois de chegar ao Rio de Janeiro, Jovita Feitosa teve seu embarque negado pelo Ministro da Guerra, que julgou sua condição de mulher incompatível com o serviço no fronte de batalha.[6]

Caiu em profunda depressão, após ser abandonada pelo amado, o engenheiro inglês, Guilherme Noot. Aos 19 anos de idade, em 1867, cometeu suicídio com uma punhalada no coração.

Em 27 de março de 2017, o nome de Jovita Alves Feitosa foi inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, que se encontra no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília, em virtude da Lei Nº 13.423/2017.[7]

Referências

  1. Maria Teresa Garritano Dourado (2004). «Tropas femininas em marcha». São Paulo: ed. Vera Cruz. revista Nossa História. Ano 2 (13). 39 páginas. ISSN 1679-7221 
  2. «Jovita Feitosa não venceu o preconceito e acabou transformada em propaganda para o alistamento masculino na Guerra. Se apresentou em teatros e foi celebrada em santinhos e cartazes, se transformando no emblema da campanha voluntários da Pátria. Depois de 2 anos de enebriante carreira degarota propaganda e impedida de ir à frente de Guerra como soldado, cheia de amargura, apunhalou o próprio coração, aos 19 anos de idade; Conheça». CidadeVerde.com. Consultado em 11 de novembro de 2015 
  3. http://memoria.bn.br/docreader/720097/181
  4. «Jovita Feitosa: a saga de uma mulher». www.piracuruca.com. Consultado em 11 de novembro de 2015 
  5. «Antonia Alves Jovita Feitosa». www.dec.ufcg.edu.br. Consultado em 11 de novembro de 2015 
  6. «Site Oficial da Casa do Ceará em Brasília». www.casadoceara.org.br. Consultado em 11 de novembro de 2015 
  7. «L13423». www.planalto.gov.br. Consultado em 28 de março de 2017 

7. http://cidadeverde.com/noticias/96492/jovita-feitosa-venceu-o-preconceito-e-lutou-nas-forcas-armadas-conheca

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