Mafra (Portugal)

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Mafra
Município de Portugal
Palácio Nacional de Mafra.jpg
Palácio Nacional de Mafra

Brasão de Mafra Bandeira de Mafra

Localização de Mafra

Gentílico Mafrense, Saloio,[1] Mafarrico (pejorativo)[2]
Área 291,66 km²
População 76 685 hab. (2011)
Densidade populacional 262,9  hab./km²
N.º de freguesias 11
Presidente da
câmara municipal
Hélder Sousa Silva (PSD)
Fundação do município
(ou foral)
1189
Região (NUTS II) Área Metropolitana de Lisboa
Sub-região (NUTS III) Área Metropolitana de Lisboa
Distrito Lisboa
Província Estremadura
Orago Santo André
Feriado municipal Quinta-feira de Ascensão
Código postal 2640 Mafra
Sítio oficial www.cm-mafra.pt

Mafra é uma vila portuguesa, sede de concelho, pertencente ao distrito e área metropolitana de Lisboa. Nos censos mais recentes (2011), contabilizava 76 685 habitantes[3][4][5], distribuídos por uma área de 291,66 km²[6] e 11 freguesias.[7]

O concelho é limitado a norte por Torres Vedras, a nordeste por Sobral de Monte Agraço, a leste por Arruda dos Vinhos, a sueste por Loures, a sul por Sintra e a oeste tem litoral no oceano Atlântico. Apesar de ser um dos maiores concelhos da região, Mafra representa apenas 3% da população da área metropolitana, e a sua densidade populacional (243 hab/km2) assemelha-se mais à dos concelhos do Oeste, situando-se muito abaixo da média metropolitana.[8]

A nível regional, Mafra destaca-se pelo seu crescente desenvolvimento demográfico e urbano[9], ao mesmo tempo que apresenta uma paisagem ainda muito associada à ruralidade, com uma notável presença de valores naturais, culturais e arquitetónicos de reconhecimento nacional. São disso exemplo o Palácio Nacional de Mafra (a mais grandiosa obra do barroco português e Património Mundial da Humanidade, inspiração para obras como o Memorial do Convento, de José Saramago), a Tapada Nacional de Mafra, a aldeia da Mata Pequena, o Penedo do Lexim[8], a Reserva Mundial de Surf da Ericeira[10] e produtos gastronómicos como o Pão de Mafra.[11]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Mafra situa-se no noroeste da Área Metropolitana de Lisboa e, juntamente com Sintra e Cascais, é um dos concelhos da sua orla atlântica norte. É um concelho periférico da região, estando limitado a norte por Torres Vedras, a nordeste por Sobral de Monte Agraço e a leste por Arruda dos Vinhos, pertencentes à Região do Oeste. A sueste e a sul encontram-se os concelhos de Loures e Sintra, respetivamente. A expansão das acessibilidades rodoviárias no concelho nos últimos vinte anos (A8 e A21) levou ao crescimento da sua população, que entre 2001 e 2011 foi de 38,8% (o maior registado nessa década na Área Metropolitana de Lisboa)[12], confirmando a expansão da Área Metropolitana de Lisboa em direção à região do Oeste.[13] Deste modo, é um território de exceção a nível regional cuja localização determinou um papel de charneira entre a Área Metropolitana de Lisboa e o Oeste mas também entre os restantes concelhos atlânticos da AML Norte (Sintra e Cascais), fundamental para o desenvolvimento concelhio.[8]

Relevo[editar | editar código-fonte]

O concelho apresenta um relevo muito acidentado, que progride da cota 0 (ao longo do litoral) até atingir os 430 metros de altitude no interior, em zonas pautadas por um complexo sistema de cabeços e morros. O seu ponto mais alto situa-se no Cabeço de Manique (serra de Montemuro), seguido do Funchal (425 m) e da serra do Socorro (394 m). [14]

Os cabeços consistem em cones vulcânicos, vestígios de antigas erupções, que no concelho de Mafra se destacam pela sua extensão, grandeza e valor paisagístico. Esta sucessão de cabeços e morros que se verifica por todo o território concelhio, desenvolvida a partir dos 300 metros, é talhada por uma rede densa de cursos de água que dá origem a vales encaixados e amplos que marcam igualmente a sua paisagem. Os vales com maior amplitude são aqueles que correspondem às principais linhas de água, apresentando declives muito pouco acentuados na quase totalidade da sua extensão. No entanto, a maioria dos rios e ribeiras do concelho deram origem a vales encaixados, com cotas entre os 100 e 200 metros e de declives acentuados, com mais de 30% de inclinação. Estas áreas de encostas, dadas as suas características, são essencialmente florestais.[14]

As zonas onde se localizam as principais aglomerações urbanas são áreas de festo, áreas extensas e pouco declivosas, que se desenvolvem entre os 100 e 250 metros. Já no litoral, a costa apresenta-se quase totalmente escarpada e as arribas atingem um máximo de 25 metros. No seu sopé existem areais de extensão moderada a reduzida.[14]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima do concelho de Mafra, sob forte influência oceânica, é moderadamente chuvoso e possui uma significativa variabilidade territorial devida ao relevo e à distância relativa ao oceano. No geral, apresenta amplitudes térmicas baixas (tanto diárias como anuais), com temperaturas mínimas amenas durante os meses mais frios e um verão fresco e ventoso durante o qual existe tendência para a formação de nevoeiro. A temperatura média anual ronda os 15ºC, uma das mais baixas da área metropolitana. A amplitude térmica e as temperaturas mínimas e máximas absolutas são menores no litoral do que no interior.[14]

Mafra está inserida na região pluviométrica do Centro.[15] Os valores médios anuais da precipitação variam dos 500 aos 700 mm, espalhados por 75 a 100 dias de chuva por ano, que variam consoante a proximidade à costa e a altitude. A distribuição dos meses em relação ao regime de pluviosidade revela um semestre húmido (outubro a março) e outro seco (abril a setembro). Estes valores são condicionados pela serra de Sintra, onde se ultrapassa os 1.000 mm de precipitação, distribuídos por 110 dias do ano.[14]

A humidade do ar permanece elevada durante todo o ano, mas especialmente durante o verão e na faixa costeira. O valor anual da humidade relativa no concelho ronda os 80%. [14]

Na área metropolitana predominam os ventos de noroeste, oriundos da zona costeira e que arrastam consigo, durante todo o ano, ar húmido, o qual origina nevoeiros matinais. Os ventos dominantes em Mafra são de norte e noroeste, com velocidade moderada (em média 16,6 km/h). Na transição entre estações, é comum que soprem ventos mais fortes de sudoeste.[14]

A insolação apresenta valores mais baixo em dezembro e janeiro (130 a 140 horas), e os mais altos em julho (280 a 300 horas). Estes valores são menores nas zonas costeiras, devido à nebulosidade.[14]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Linhas de água[editar | editar código-fonte]

Grande parte do concelho pertence à Bacia Hidrográfica das Ribeiras do Oeste, exceção feita às áreas das antigas freguesias de Santo Estêvão das Galés, Venda do Pinheiro e Milharado, dominadas por uma rede de afluentes do rio Trancão. A rede hidrográfica é densa, constituída por cursos de água permanentes e outros de regime temporário, e desenvolve-se maioritariamente de sudeste para oeste. Em Mafra identificam-se onze bacias hidrográficas principais, correspondentes aos rios Lizandro, do Cuco, Safarujo e Sizandro, à regueira de Barcide, às ribeiras da Fonte Boa e do Falcão, e a três pequenas bacias hidrográficas situadas entre as desembocaduras destes cursos de água, no Atlântico. Junta-se a estas a bacia do rio Trancão, que aflui ao Tejo.[14]

Águas balneares[editar | editar código-fonte]

O litoral mafrense possui várias praias, pertencentes à zona designada por Costa de Mafra, das quais oito são consideradas águas balneares. São praias de mar batido, ar bastante iodado e de extensão reduzida a moderada. A maioria apresenta um substrato arenoso, grosso e claro[16], com afloramentos rochosos e enquadradas pelas arribas litorais. Recebem em média 10 horas de sol na época balnear, com temperaturas médias da água de 15º a 17º.[17]

Clima[editar | editar código-fonte]

Divisão administrativa[editar | editar código-fonte]

Freguesias do concelho de Mafra.

Desde 1985 e até 2013, o concelho de Mafra contava com dezassete freguesias, que desde então são onze:[7]

Por sua vez, estas freguesias são compostas por várias localidades definidas geograficamente mas sem valor administrativo, sendo que várias são atroçoadas por estes limites. É o caso daquelas que se encontram na fronteira com os concelhos vizinhos, e que se desenvolvem maioritariamente dentro deles (Pobral, Seixal, Arneiro da Arreganha, Rebanque, Santa Eulália, Cabeço de Montachique, Venda das Pulgas e Assenta).

História[editar | editar código-fonte]

Vestígios arqueológicos sugerem que o povoado hoje denominado por Mafra foi habitado pelo menos desde o Neolítico. A origem do termo Mafra continua envolta em mistério, sabendo-se apenas que evoluiu de Mafara (1189), Malfora (1201) e Mafora (1288 e Malfotaça em 1390

Alguns autores encontraram na sua origem o arquétipo turânico Mahara, a grande Ara, vestígio de um culto de fecundidade feminina outrora existente no aro da vila. Outros, radicaram o nome no árabe Mahfara, a cova, na presunção de que a povoação se encontrava implantada numa cova, facto desmentido pelo reconhecido arabista David Lopes. A vila está, isso sim, situada numa colina, cercada por dois vales onde correm as ribeiras conhecidas por Rio Gordo e Rio dos Couros.

Certo também é que Mafra foi uma vila fortificada, podendo ainda hoje encontrar-se, na Rua das Tecedeiras, um pouco da muralha que a cercava.

Os limites do castelo, que tudo leva a crer assenta sobre um povoado neolítico, sucessivamente reocupado até à Idade do Ferro, compreendiam toda a zona da "Vila Velha", que hoje se inclui no espaço delimitado a Oriente pelo Largo Coronel Brito Gorjão, a Sul pela Rua das Tecedeiras, a Ocidente pelo Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima e a Norte pela Rua Mafra Detrás do Castelo. A designação desta rua deve-se ao facto de a povoação ter voltado, literalmente, as costas ao flanco norte, por ser o mais exposto aos ventos. A densa floresta que, consta, existiu até ao século XIX na Quinta da Cerca, constituída por árvores de grande porte, reforçaria o paravento.

Em 1147, Mafra é conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques, e em 1189 a vila é doada pelo Rei D. Sancho I ao Bispo de Silves, D. Nicolau, que no ano seguinte lhe confere o primeiro foral.

O Foral Novo[editar | editar código-fonte]

Em 1513 o Rei D. Manuel concede Foral Novo a Mafra, o que subentende a relativa importância da vila, que em breve diminuiria drasticamente. Um censo da população datado de 18 de Setembro de 1527 apura 191 vizinhos, dos quais apenas quatro vivem em casais na vila. Quando, em 1717, o Rei D. João V lança a primeira pedra da construção do Palácio, Mafra resumia-se a uns casarios, aglomerados a centenas de metros do Monumento.

Ao longo do século XIX começou a povoação a crescer em direcção ao Monumento, embora o seu aspecto rural de vila saloia só tenha sido perdido no século XX, como provam as palavras de José Mangens, em 1936, ao descrever a antiga Rua dos Arcipestres, parte da actual Avenida 1º de Maio: "(.) nada oferece de interessante e mais parece uma vila de aldeia sertaneja, com os seus casebres arruinados e típicos portais de quintais, blindados com latas velhas (.)".

As invasões e as fugas[editar | editar código-fonte]

Corria o dia 8 de Dezembro de 1807 quando as tropas de Napoleão entraram em Mafra para montar quartel-general no Palácio. Parte do exército seguiu para Peniche e Torres Vedras, enquanto o restante ficou aquartelado no Palácio e Convento, e os oficiais nas casas da vila, sob o comando do General Luison.

A invasão duraria cerca de nove meses. No dia 2 de Setembro o exército inglês irrompia em Mafra, saudado com grande alegria pela população e ao som dos carrilhões.

A 5 de Outubro de 1910 de novo o povo de Mafra viveria um dia único. A revolução republicana estalara na véspera em Lisboa, o Rei D. Manuel II refugiara-se durante a noite no Palácio e abandonava Mafra, num automóvel escoltado, acompanhado da sua mãe e avó, rumo à Ericeira, onde o Iate D. Amélia os conduziria a Gibraltar e ao exílio.

Volvidos quatro anos sobre a fuga de El-Rei, novo sobressalto em Mafra: no dia 20 de Outubro, um grupo de monárquicos reuniu-se no largo D. João V e, munido de algumas armas, encaminhou-se para a Escola Prática de Infantaria, instalada no Convento, depois de cortar os fios telefónicos e telegráficos. A revolta foi facilmente anulada pelos militares, acabando na cadeia de Mafra cerca de uma centena de pessoas.

Mafra e os Militares[editar | editar código-fonte]

Desde a construção do Monumento que os militares conferem parte do ambiente humano à Vila de Mafra.

A partir de 1840 o Convento passou a ser ocupado por tropa, e em 1859 cerca de quatro mil recrutas ali assentaram praça para receber instrução no Depósito Geral de Recrutas, criado por D. Pedro V. Esta instituição seria extinta no ano seguinte, após 94 recrutas terem falecido supostamente devido a doença infecto-contagiosa. De 1848 a 1859, e de 1870 a 1873 o Convento alberga o Real Colégio Militar.

Em 1887 é criada a Escola Prática de Infantaria e Cavalaria e no ano seguinte é construída, na Tapada de Mafra, a carreira de tiro, de que passou a ser frequentador o Rei D. Carlos, entusiasta dos concursos de tiro. Em 1896 é criada a Escola Central de Sargentos, dependente da Escola Prática de Infantaria.

Em 1911 é fundado o Depósito de Remonta e Garanhões, que dá lugar, em 1950, à Escola Militar de Equitação e sete anos mais tarde ao Centro Militar de Educação Física, Equitação e Desportos.

Hoje continua a funcionar o agora denominado (desde 1993) Centro Militar de Educação Física e Desportos, no Largo General Conde Januário, e a Escola Prática de Infantaria, no Convento de Mafra.

O principal monumento desta vila ficou mundialmente conhecido pela obra literária de José Saramago, "O Memorial do Convento".

O Novo Milénio[editar | editar código-fonte]

A partir do ano de 2000, o concelho tem-se desenvolvido e crescido de uma maneira espantosa, quase que duplicando a população em apenas 20 anos. Isto deveu-se principalmente ao melhoramento das infra-estruturas rodoviárias, em particular da A8 e a construção da A21.

Graças à sua proximidade a Lisboa, o concelho de Mafra torna-se atractivo para as pessoas, daí que não seja de espantar o aumento da população, e dos movimentos pendulares. A realização de eventos como o ASP World Tour e o Circuito Nacional de Waveski trazem prestigio, e definem Mafra como um dos concelhos emergentes da Área Metropolitana de Lisboa.

População[editar | editar código-fonte]

Número de habitantes[18]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
22 511 22 773 24 222 25 021 27 163 27 108 29 750 32 341 36 485 35 739 34 112 43 899 43 731 54 358 76 685

(Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste concelho à data em que os censos se realizaram.)

Número de habitantes por Grupo Etário[19]
1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
0-14 Anos 8 461 9 298 8 965 9 785 10 527 10 432 9 370 8 230 10 238 8 210 8 746 14 365
15-24 Anos 4 524 4 625 5 034 5 728 6 124 6 840 5 879 4 965 6 422 6 521 7 210 7 526
25-64 Anos 10 440 10 873 11 139 12 520 13 987 16 435 17 587 17 560 22 054 22 718 29 934 43 450
= ou > 65 Anos 1 732 1 942 1 810 1 973 2 157 2 545 2 903 3 175 5 185 6 282 8 468 11 344
> Id. desconh 32 32 105 30 146

(Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no concelho à data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)

Património[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

O município de Mafra é administrado por uma câmara municipal, composta por um presidente e oito vereadores. Existe uma Assembleia Municipal, que é o órgão deliberativo do município, constituída por 38 deputados (dos quais 27 eleitos diretamente).

O cargo de Presidente da Câmara Municipal é atualmente ocupado por Hélder Sousa Silva, reeleito em 2017 pelo Partido Social Democrata (PPD/PSD), tendo maioria absoluta de vereadores na câmara (7). Existem ainda dois vereadores eleitos pelo PS. Na Assembleia Municipal, o partido mais representado é novamente o PSD, com 15 deputados eleitos e 10 presidentes de Juntas de Freguesia (maioria absoluta), seguindo-se o PS (8; 1), a CDU (PCP-PEV) (2; 0), o Bloco de Esquerda (1; 0) e o PAN (1; 0). O Presidente da Assembleia Municipal é José Bizarro, do PSD.

Eleições de 2017
Órgão PSD PS CDU (PCP-PEV) BE PAN
Câmara Municipal 7 2 0 0 0
Assembleia Municipal 25 9 2 1 1
dos quais: eleitos directamente 15 8 2 1 1

Eleições autárquicas[editar | editar código-fonte]

Data % V % V % V % V % V
PS PPD/PSD APU/CDU CDS-PP AD
1976 40,33 3 30,62 3 12,10 1 6,91 -
1979 36,74 3 AD 12,01 1 AD 46,64 3
1982 33,90 3 AD 15,11 1 AD 42,92 3
1985 21,87 2 38,49 3 15,94 1 12,51 1
1989 33,68 3 48,10 4 10,01 - 4,29 -
1993 39,55 3 42,94 4 8,76 - 4,92 -
1997 29,62 2 52,80 5 7,53 - 5,54 -
2001 36,87 3 51,97 4 4,14 - 2,21 -
2005 27,75 2 56,47 5 6,81 - 2,36 -
2009 27,52 3 52,04 6 5,95 - 5,74 -
2013 26,95 3 46,87 5 11,72 1 3,98 -
2017 23,15 2 56,79 7 5,93 - 2,00 -

Eleições legislativas[editar | editar código-fonte]

Data %
PS PSD PCP CDS UDP AD APU/

CDU

FRS PRD PSN B.E. PAN PàF L CH IL
1976 42,21 24,17 9,83 8,48 1,55
1979 29,80 AD APU AD 2,12 43,60 15,02
1980 FRS 1,36 46,36 13,21 28,48
1983 40,92 25,82 10,67 0,72 14,55
1985 21,47 25,85 8,16 1,22 11,43 25,67
1987 21,26 51,50 CDU 4,29 0,81 8,72 6,37
1991 25,17 56,70 3,87 5,70 0,89 2,12
1995 42,97 37,45 8,56 0,59 5,34 0,15
1999 45,22 34,69 7,67 5,38 0,25 2,19
2002 35,97 43,95 8,81 3,79 2,98
2005 43,77 31,12 6,98 5,00 6,89
2009 35,10 28,75 11,49 5,75 10,77
2011 23,84 39,64 13,65 6,06 5,54 1,50
2015 27,81 PàF PàF 7,01 11,34 2,09 40,87 1,01
2019 35,34 26,55 3,86 4,98 9,20 4,76 1,55 2,28 1,78

Educação[editar | editar código-fonte]

O concelho de Mafra é rico em escolas com um alto nível de excelência. Assim a Educação, está dividida em vários estabelecimentos de ensino, privados ou públicos.

Economia[editar | editar código-fonte]

Hotel na Ericeira - o turismo desempenha um papel essencial na economia do concelho

Grande parte da economia do concelho de Mafra passa pelo turismo, que se concentra principalmente em dois pólos: na freguesia de Mafra, onde encontramos o Convento de Mafra e a Tapada Nacional de Mafra, e na freguesia da Ericeira, conhecida pela sua vila pitoresca, praias, gastronomia e o surf. Apesar da terciarização verificada nos últimos anos no concelho, a indústria também tem um papel essencial na economia local, com importantes fábricas localizadas principalmente no eixo Venda do Pinheiro-Malveira, entre elas a Fábrica da Sicasal e da Schweppes. Ao longo dos anos, o sector primário foi perdendo a importância que teve na vida do concelho, empregando apenas 1,6% da população, contra os 59,50% do sector terciário e os 38,80% do sector secundário. No total, estão registadas 2.124 empresas a operar no concelho.[20]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Rede Rodoviária[editar | editar código-fonte]

A 8 perto da Malveira.

O Concelho de Mafra é constituído por uma rede viária que serve toda a região, tendo como eixos principais as estradas nacionais - EN 8, EN 9, EN 116 e EN 247 - e asa estradas secundárias (municipais), permitindo a ligação os municípios de Torres Vedras, Sintra, Loures, Sobral de Monte Agraço e Lisboa.

Para além destas estradas, o Município é servido, ainda, pela Auto-Estrada A8 (Lisboa - Leiria, com as seguintes saídas no Concelho de Mafra: Venda do Pinheiro, Malveira e Enxara dos Cavaleiros), e pela A21 (Ericeira – Mafra – Malveira, com as seguintes saídas: Ericeira, Mafra Oeste, Mafra Este, Malveira e Venda do Pinheiro), contribuindo para a melhoria das deslocaçtrões de passageiros e mercadorias e, consequentemente, para o desenvolvimento do próprio Concelho.Em relação ao serviço de transportes públicos rodoviários de passageiros, este é assegurado pelas empresas Barraqueiro Transportes, SA (Barraqueiro Oeste e Mafrense); Rodoviária de Lisboa; e Isidoro Duarte. A oferta rodoviária concentra-se nos seguintes troços principais:

Mafrense:
Principal operador de transporte público rodoviário no concelho, existindo em Mafra, na Malveira e na Ericeira, ligações para Torres Vedras, Sintra, Loures e Lisboa (Campo Grande e Colégio Militar).
Barraqueiro Oeste:
Ligação de Torres Vedras e de Sendieira para Lisboa (Campo Grande), passando pela Malveira e por Loures.
Rodoviária de Lisboa:
Ligações da Malveira para Almargem do Bispo e para Bucelas
Isidoro Duarte:
Efectua ligações nas zonas de Milharado e Venda do Pinheiro, e também para a zona ocidental do concelho de Loures e para o Campo Grande, em Lisboa.

Rede Ferroviária[editar | editar código-fonte]

O concelho é servido pela Linha do Oeste, com estações em Mafra (estação Mafra-Gare) e Malveira, e apeadeiros em Alcainça-Moinhos e Jerumelo, desempenhando funções essencialmente interurbanas e regionais, quer em termos de transportes de mercadorias (sobretudo na estação da Malveira), quer em termos de passageiros.

Eventos[editar | editar código-fonte]

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

Os produtos endógenos de Mafra de destaque são a Pêra Rocha , o Pão de Mafra , queijo fresco e bolo da festa. Vila piscatória com muita tradição e famosa pelos ouriços do mar.

Cidades geminadas[editar | editar código-fonte]

Fonte:[31]:

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Assunção, Guilherme José Ferreira de (1958), À Sombra do Convento..., Lisboa, Império
  • Assunção, Guilherme José Ferreira de e Batalha, Rogério Miranda (1998), Mafra: Efemérides do Concelho, Câmara Municipal de Mafra, 2.ª Edição.
  • Freire, João Paulo (1925), Os parochos de Mafra: de 1770 a 1925, Lisboa, Centro Tipográfico Colonial.
  • Freire, João Paulo (1925), Mafra: Historia, bibliographia e notas, Lisboa, Renascença Gráfica.
  • Freire, João Paulo (1926), Lôas e cirios no conselho [sic] de Mafra: O cirio de todos os Santos e o cirio da Senhora da Nazareth, Porto, Companhia Portuguesa Editora.
  • Freire, João Paulo e Passos, Carlos de (1933), Mafra: Notícia histórico archeológica e artística da vila e do Paço Conventual, Porto, Litografia Nacional.
  • Freire, João Paulo (1944), Evocações de Mafra de há meio século: Palestra realizada no Salão Nobre da Biblioteca Municipal de Mafra em 20 de Outubro de 1943, Vila Nova de Famalicão, Tip. Minerva.
  • Freire, João Paulo (1945), Mafra: Ligeiros apontamentos para o estudo toponímico do meu Concelho, Mafra, Tip. Liberty.
  • Freire, João Paulo (1946), Mafra: Novos apontamentos para o estudo toponímico do meu concelho, Mafra, Tip. Liberty.
  • Freire, João Paulo (1948), O saloio: Sua origem e seu carácter: Fisiologia, psicologia, etnografia: Infâmias, mentiras e disparates que se têm escrito sobre o saloio, seus usos e costumes, Porto.
  • Gandra, Manuel J. (1989), Mafra, da reconquista ao foral de 1513, Câmara Municipal de Mafra.
  • Gandra, Manuel J. (coord.), (1992-2008), Boletim Cultural, Câmara Municipal de Mafra, 17 Volumes.
  • Gandra, Manuel J. (2015), A vila de Mafra, de lés a lés: História e evolução urbana, Rio de Janeiro: Instituto Mukharajj e Mafra: Centro Ernesto Soares de Iconografia e Simbólica.
  • Gomes, Joaquim da Conceição (1876), O Monumento de Mafra: Descripção Minuciosa d'Este Edifício, Editado por Augusto Taveira Pinto, Lisboa, Imprensa Nacional.
  • Gorjão, Sérgio (2015), Princípio e Fundação do Real Convento de Mafra, e sua grandeza, e sua sustentação, e luxo, etc.: Livro das Pitanças c. 1763-70, Mafra, Associação dos Amigos do Convento de Mafra, Guardiães do Convento.
  • Gorjão, Sérgio e Medeiros, José (2018), Relação do Convento de Santo António de Mafra: Suas oficinas e palácios que se fundaram místicos ao dito Convento: Oferecida a El-Rei D. José I, Mafra, Associação dos Amigos do Convento de Mafra, Guardiães do Convento.
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Referências

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