Montes Claros Futebol Clube

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Montes Claros
MCFC escudo1.jpg
Nome Montes Claros Futebol Clube
Alcunhas Bicho
Torcedor/Adepto Tricolor
Mascote Bicho-papão
Fundação 28 de agosto de 1992 (25 anos)
Estádio José Maria Melo
Capacidade 5.000
Localização Montes Claros, MG
Presidente Brasil Elen Fraporti Mocellin Alves
Treinador Brasil Dárcio de Souza
Patrocinador Brasil Supermercados BH
Brasil Prefeitura de Montes Claros
Material (d)esportivo Brasil Palimontes Sports
Competição Licenciado
Website Brasil Site Oficial
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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Uniforme
alternativo
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Montes Claros Futebol Clube é um clube brasileiro de futebol com sede na cidade de Montes Claros, no Norte do estado de Minas Gerais, fundado em 28 de agosto de 1992.

História[editar | editar código-fonte]

Depois de fazer parte das diretorias da Associação Desportiva Ateneu e do extinto União São Pedro entre os anos 80 e 90, o empresário do ramo de churrascarias Joevile Paulo Mocellin, o Ville, gaúcho radicado no Norte de Minas, uniu forças na cidade para a criação do Montes Claros FC. O Bicho, que ganhou o apelido em alusão à música de sucesso do cantor de axé Ricardo Chaves à época ("É o Bicho"), foi fundado em 1992 totalmente inspirado no distintivo e nos uniformes do Grêmio de Porto Alegre, time do coração do mandatário (28 de agosto é o mesmo dia do aniversário da filha mais velha de Ville, Ellen. Atualmente, ela é a presidente do Conselho Deliberativo do clube).

Ascensão meteórica[editar | editar código-fonte]

Depois de alguns torneios amadores na cidade, partiu para o profissionalismo e sempre mandou seus jogos no Estádio José Maria de Melo. Já em 1995, alcançou o acesso ao Módulo II com o vice-campeonato na Segunda Divisão mineira (Série C). No ano seguinte, repetiu o feito no Módulo II. Curiosamente, nessas duas competições, teve como "pedra no sapato" o Social, que lhe superou nas duas finais consecutivas e até hoje é visto como seu maior rival.

Com o acesso, o Bicho participou do Campeonato Mineiro da Primeira Divisão em 1997 e fez uma campanha de destaque. Em casa, venceu os então invictos Atlético Mineiro, Cruzeiro e Villa Nova Atlético Clube. Chegou a figurar-se na vice-liderança durante a primeira fase e ao final de dois turnos classificou-se para as quartas-de-final como o sétimo colocado. No "mata-mata", foi buscar o reforço do "bomba" Éder Aleixo (foi o último clube profissional da carreira do jogador) e enfrentou o Cruzeiro, que viria a ser o campeão mineiro e da Copa Libertadores daquele ano. Acabou eliminado com derrotas por 1x2 e 0x2, mas comemorou a boa campanha de outra forma, com uma das vagas do estado no Campeonato Brasileiro da Série C. Na competição nacional, chegou até as quartas-de-final, foi eliminado pela Francana/SP nos pênaltis e ficou na 14ª colocação geral à frente de times tradicionais como Figueirense, América/RJ, Fortaleza, Villa Nova, Inter de Limeira, Brasil de Pelotas e do próprio rival Social.

Rebaixamento e licença[editar | editar código-fonte]

Em 1998, nem de longe repetiu a campanha do ano anterior. A goleada sofrida em Nova Lima por 4 a 1, para o Villa Nova, na última rodada da fase classificatória, culminou com o seu rebaixamento ao lado do Nacional de Uberaba. Voltaria para o Módulo II, mas alegando problemas financeiros a diretoria oficializou o pedido de licença junto à Federação Mineira de Futebol e desativou o time profissional.

"Bicho-empresa"[editar | editar código-fonte]

Em 2004, foi criada a versão do Bicho de clube-empresa e o departamento de futebol profissional voltou a funcionar como Montes Claros Esporte Clube. Disputou o Campeonato Mineiro da Segunda Divisão, mas foi eliminado ainda na segunda fase, mesmo goleando o América de Teófilo Otoni, na última rodada, por cinco a zero.

Volta[editar | editar código-fonte]

Em 2012, a diretoria do Bicho anunciou a retomada das atividades profissionais para a disputa do Campeonato Mineiro de Futebol da Segunda Divisão. Esteve na Chave B da primeira fase, ao lado da Associação Esportiva Ituiutabana, do Nacional Futebol Clube e do Clube Atlético Portal de Uberlândia. Após dois turnos, conquistou apenas a terceira colocação geral. Como apenas os dois primeiros seguiriam na competição, para chegar à segunda fase o clube dependia de uma decisão do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), já que o Nacional foi denunciado pelo uso de um jogador irregular na primeira rodada. Entretanto, quando a decisão favorável ao Montes Claros foi anunciada no Tribunal Pleno, a segunda fase já estava em andamento e a equipe tricolor já havia sido dispensada. Mesmo com o direito garantido pela Justiça Desportiva, o Bicho anunciou oficialmente sua desistência em retomar a vaga.

Acesso em 2013[editar | editar código-fonte]

Totalmente reformulado, com cerca de 80% do grupo formado por atletas de Montes Claros e do Norte de Minas, o Montes Claros Futebol Clube disputou o Mineiro da Segunda Divisão. Na primeira fase, numa chave que teve o rival Funorte, Valeriodoce, Arsenal, Coimbra, Novo Esporte e Trio Clube, conquistou a primeira colocação geral com 84% de aproveitamento. Foram nove vitórias em 12 jogos e mais três empates. Teve ainda o melhor ataque e a melhor defesa.

Classificado com pompas para o Hexagonal Final, o Montes Claros viveu altos e baixos a partir daí, principalmente pela troca sucessiva de treinadores mesmo com a boa fase. Ainda sim, o time teve forças para brigar até o final e na última rodada, com a vitória sobre a Unitri, em casa, por um a zero, conquistou o vice-campeonato e uma das vagas automáticas no acesso para o Módulo II 2014. Leandro Mineiro foi o artilheiro geral da competição com 13 gols.

Rebaixamento[editar | editar código-fonte]

Em 2015, o Montes Claros fez uma péssima campanha no Campeonato Mineiro de Futebol de 2015 - Módulo II, sendo rebaixado para o Campeonato Mineiro de Futebol de 2016 - Segunda Divisão, após terminar em último lugar do grupo B. No grupo B, fez apenas 6 pontos, nenhuma vitória, 6 empates e 4 derrotas, e com um saldo negativo de 5.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Estaduais[editar | editar código-fonte]

Ídolos[editar | editar código-fonte]

  • Carlos Renato
  • Maurício
  • Dandão
  • Sandrinho
  • Wanderley
  • Éder Aleixo
  • Alemãozinho
  • Odair
  • Paulo César - goleiro
  • Léo Mineiro

Principais técnicos[editar | editar código-fonte]

Ranking da CBF[editar | editar código-fonte]

  • Posição: 244524º
  • Pontuação: 7 pontos

Ranking criado pela Confederação Brasileira de Futebol que pontua todos os times do Brasil.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]