Bruno Fernandes de Souza

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Bruno
Bruno
Informações pessoais
Nome completo Bruno Fernandes das Dores de Souza
Data de nasc. 23 de dezembro de 1984 (32 anos)
Local de nasc. Belo Horizonte (MG)[1], Brasil
Nacionalidade brasileira
Altura 1,91 m[2]
Destro
Informações profissionais
Clube atual Sem clube
Posição Goleiro
Clubes de juventude
2001
2002
Brasil Tombense
Brasil Atlético Mineiro
Clubes profissionais2
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
2002–2006
2006
2006–2010
2014–2016
2017
Brasil Atlético Mineiro
Brasil Corinthians
Brasil Flamengo
Brasil Montes Claros
Brasil Boa Esporte
0059 0000(0)
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2 Partidas e gols totais pelo
clube, atualizados até 12 de abril de 2017.

Bruno Fernandes das Dores de Souza (Ribeirão das Neves, 23 de dezembro de 1984) mais conhecido como Goleiro Bruno é um ex futebolista brasileiro que atuava como goleiro, seu último time foi o Boa Esporte[3]. Foi preso em 2010 por participação no sequestro e assassinato de Eliza Samudio, modelo com quem havia se envolvido, e em 2013 foi condenado a 22 anos e três meses de prisão.[4][5] Em fevereiro de 2017, após seis anos e sete meses preso,[6] Bruno conseguiu habeas corpus por uma liminar deferida pelo ministro do STF Marco Aurélio Mello.[7] No entanto em 25 de abril de 2017, o STF voltou a julga-lo e por três votos a um decidiu que Bruno deve voltar à prisão.[8]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em 23 de dezembro de 1984 como Bruno Fernandes Souza, o jogador nunca teve uma boa estrutura familiar. Três meses depois do seu nascimento, ele foi abandonado pelos pais e acabou criado pela avó paterna, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. Os pais do jogador e o irmão foram morar no Piauí. Os pais de Bruno se separaram poucos anos depois, em 1988. Bruno só voltaria a encontrar a mãe em 2006.[9]

Em 1996, sua mãe, Sandra, atirou cinco vezes em uma mulher, sendo que nenhum dos tiros atingiu o alvo. Sandra teria discutido com a mulher, após consumirem cocaína em uma festa. A mãe do jogador foi denunciada pelo Ministério Público por tentativa de homicídio, mas nunca foi presa.[9]

Em 2005, Sandra e seu companheiro na época, foram acusados de fraudar documentos de um terreno na Bahia. Já o pai do jogador, Maurílio Fernandes das Dores de Souza, foi acusado de furto e teve a prisão pedida sete vezes. Maurílio morreu em 2008.[9]

O irmão de Bruno, Rodrigo Fernandes, de 20 anos, foi preso há dois anos por roubo em Teresina, no Piauí.[9]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

Aos 12 anos de idade, Bruno, que não tinha dinheiro sequer para pagar passagem de ônibus, entrou para o mundo da bola. Começou nas categorias de base do tradicional Venda Nova, por onde já passaram craques como Fred, do Fluminense, e Euler, o Filho do Vento, ex-São Paulo e Atlético-MG. Antes de virar profissional, jogou no Santa Cuz, de BH, e no Tombense, da cidade Tombos, na Zona da Mata mineira. Não há registro na federação mineira, mas Bruno teve rápida passagem pelo juniores do Cruzeiro, onde teria sido dispensado por indisciplina.[10]

Em 2002, Bruno chega as categorias de base do Atlético Mineiro.

Atlético Mineiro e o Destaque no Brasileirão-2005[editar | editar código-fonte]

Bruno chegou para as categorias de base do Atlético Mineiro em 2002. Ganhou destaque, e subiu para o time profissional em 2004. Sua estreia se daria no ano seguinte, durante o Campeonato Brasileiro de 2005 (Atlético-MG 1 x 1 Internacional), graças a uma interessante associação de fatos: a suspensão de Danrlei, o goleiro titular, somada à ausência de Diego Alves, o goleiro reserva imediato, que havia sido convocado para a Seleção Brasileira de Futebol Sub-20.[11][12][13][14]

Pouco depois, foi efetivado na posição na partida contra o Juventude, em agosto de 2005.[15]

Em setembro, Bruno se envolveu numa confusão em frente à Escola Estadual Pedro Alcântara de Nogueira, em Ribeirão das Neves, e passou a noite detido na 10ª Delegacia Seccional do município da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Bruno foi acusado de agressão por um estudante. Segundo o jovem, que torce para o Cruzeiro, o goleiro atleticano deu dois tapas em seu rosto, após ouvir e não gostar de uma crítica.[16]

Apesar do rebaixamento do Atlético-MG à Série-B do Brasileirão de 2005, Bruno terminaria o ano recebendo o Troféu Telê Santana como melhor goleiro[15], e sendo eleito o segundo melhor goleiro do Brasileirão pela Revista Placar.

Em fevereiro de 2006, nova confusão terminaria na delegacia. O goleiro foi detido pela Polícia Militar, acusado de “manobras perigosas” com um automóvel Honda Civic. Segundo o boletim de ocorrência da PM, o então camisa 1 do Galo “não gostou de ser advertido” e foi levado para a 10ª Seccional, onde foi autuado por desacato. O jogador perdeu sete pontos na carteira de habilitação e teve o documento apreendido.[17]

Em maio de 2006, Bruno recebeu uma advertência por escrito da diretoria do Atlético-MG, por "forçar sua saída do clube" em declarações dadas à imprensa.[15]

Em 29 de julho de 2006, Bruno fez seu último jogo pelo Atlético-MG (vitória por 2 a 1 sobre a Portuguesa, pela 14ª rodada da Série B).[15] Logo depois disso, o Atlético-MG recebeu uma proposta do Az Alkmaar, da Holanda, e por pouco Bruno não foi jogar na Europa. Mas o negócio acabou não sendo fechado por detalhes.[15] Em agosto, um mês depois de ter sua negociação fracassada, ele teve 85% de seus direitos negociados com o grupo de investidores Media Sports Investment (MSI), sendo repassado ao Corinthians.[15]

Bruno deixou o Atlético-MG, com 59 jogos e 67 gols sofridos.[15]

Corinthians - Passagem Relâmpago e Nenhum Jogo Oficial[editar | editar código-fonte]

Em 2006, a MSI tinha uma parceria com o Corinthians. Desta forma, o atleta foi repassado ao Corinthians.

No dia 25 de agosto, pouco menos de três semanas depois de ter sido apresentado ao clube do Parque São Jorge, Bruno pediu dispensa do clube e foi liberado..[18][19][20]

Emerson Leão, treinador do clube à época, disse que bruno havia faltado em um treino do Corinthians sem notificar o clube e logo depois possivelmente desrespeitou o Alvinegro. Esta teria sido a gota d’água para a curta passagem do goleiro pelo Parque São Jorge.[21]

Flamengo - Relação de Amor e Ódio com a Torcida[editar | editar código-fonte]

2006 - De Reserva a Titularidade Incontestável[editar | editar código-fonte]

Bruno em treinamento no CT do Flamengo em 2008.

Então, após alguns meses de inatividade, seu passe, que pertencia a Media Sports Investment (MSI), foi oferecido ao Flamengo. E foi assim que, sem muita pompa, Bruno chegou ao Flamengo, em setembro de 2006.[22]

Ao chegar ao clube, o goleiro ficou na reserva de Diego. Porém, mais uma vez a sorte jogou a seu favor. Com a contusão do titular, Bruno foi testado, e, em virtude de suas boas atuações, Bruno não mais deixou a vaga de titular pelo restante do ano.[23] Sua estreia foi contra o Internacional, que, curiosamente, foi o mesmo adversário contra o qual ele havia estreado pelos profissionais do Atlético-MG.

2007 - Início da Idolatria[editar | editar código-fonte]

Manteve a condição de goleiro titular do Flamengo no início ano seguinte. Porém, mesmo com todo seu enaltecimento pela mídia, passou a oscilar entre bons e maus momentos. Todavia, na decisão do Campeonato Carioca de 2007, ao defender dois pênaltis (na disputa por pênaltis) que garantiram o título ao Flamengo, em cima do Botafogo, passou à condição de ídolo da torcida.[24]

Valorizado, a MSI tentou, a todo custo, negociá-lo com o mercado europeu, o que acabou gerando certa insatisfação, entre os dirigentes rubro-negros. Barrado do time titular, Bruno somente voltou a vestir a camisa 1 após ser acertada sua permanência no Flamengo.

2008 - Primeiros Gols e Primeiras Confusões[editar | editar código-fonte]

Em 2008, a fim de evitar os mesmos problemas ocorridos no ano anterior, o Flamengo decidiu investir em Bruno, comprando mais de 90% de seus direitos econômicos.[25]

No dia 23 de abril, Bruno marcou seu primeiro gol com profissional, numa linda cobrança de falta, na partida Flamengo 2 x 0 Coronel Bolognesi, válida pela Libertadores daquele ano. Por ter sido o primeiro goleiro do Flamengo a marcar um gol em uma cobrança de falta, a diretoria do clube lhe presenteou com uma placa.[26]

Em junho de 2008, Bruno foi acusado de tentativa de agressão por um estudante, e acabou aceitando o pagamento de dois salários mínimos em cestas básicas para uma instituição da Freguesia, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.[27] Um mês depois (julho de 2008), depois do empate entre o clube carioca e o Atlético-MG, em Belo Horizonte, Bruno promoveu uma festa em seu sítio, em Ribeirão das Neves, que terminou na delegacia, após uma confusão com garotas de programa. Á época, Bruno defendeu as mulheres dizendo: “Independentemente de ser prostituta ou não, é uma mulher e bater em mulher é covardia".[28] Por conta desse episódio, Bruno foi punido em 20% de seu salário naquele mês.[29] Além disso, as esposas de 2 jogadores que estavam envolvidos no episódio pediram o divórcio após confusão em Minas.[30]

Em 23 de outubro, Bruno marca seu segundo gol com a camisa do clube, e se torna o maior goleiro artilheiro da história do Flamengo.[31]

2009 - Títulos Carioca e Brasileiro, e Mais Confusões[editar | editar código-fonte]

No início de 2009, Bruno iniciou seu conturbado relacionamento com Eliza Samúdio.

Foi neste ano também que a diretoria carioca não quitou totalmente o valor de sua compra. O então presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, usou a dívida de R$ 1,2 milhão do Flamengo, mais um pagamento de R$ 700 mil, para tirar o atacante Diego Tardelli do Flamengo.[32][33]

No Campeonato Carioca de 2009, a história de dois anos antes se repetiu, e Bruno foi o grande responsável pela conquista do tri-campeonato pelo Flamengo, defendendo um pênalti no tempo normal e dois na disputa de pênaltis, na final contra o mesmo Botafogo.[34]

No mês de março, irritado com algumas marcações do então auxiliar técnico Andrade, no rachão do Flamengo, Bruno discutiu com o ídolo rubro-negro e disse que como treinador Andrade ainda não ganhara nada.[35] A torcida não perdoou a atitude do goleiro e vaiou o jogador, que disse que se o problema fosse ele, sairia da Gávea se fosse necessário. Apesar da situação que viveu durante a partida, Bruno disse que o problema faz parte do passado, que havia pedido desculpas a Andrade, e dedicou a vitória aao auxiliar técnico.[36]

Em maio, na derrota do Flamengo de 3 a 2 para a Universid de Chile, no Maracanã, nas quartas de final da Libertadores, Bruno afirmou estar se lixando para o que a torcida pensava a seu respeito. Na ocasião, os rubro-negros ficaram irritados com uma falha em um dos gols do adversário.[37]

Em 13 de outubro de 2009, o conturbado relacionamento entre Bruno e a modelo Eliza Samudio tornou-se público, após o jornal Extra divulgar uma entrevista, gravada em vídeo, em que Eliza conta que havia sido ameaçada de morte pelo jogador.[38]

Mesmo com as confusões, Bruno terminaria o ano em alta, sendo o capitão do Flamengo (herdou a faixa após a aposentadoria de Fábio Luciano) no título do Brasileirão daquele ano[33], além de ser indicado ao prêmio de melhor goleiro do Campeonato.[39] Bruno teve de comparecer à festa de premiação do Campeonato Brasileiro para levantar a taça pelo título do Flamengo, já que ele era o capitão. Porém, por não ter sido eleito o melhor goleiro da competição, Bruno se recusou a receber o troféu de consolação.[40]

2010 - Mais confusões, Propostas do Exterior, e o Caso Eliza Samudio[editar | editar código-fonte]

Em 6 de março, mais confusão. Com o objetivo de apaziguar a situação do amigo Adriano, quando o atacante brigou com sua ex-noiva, Joana Machado, na Favela da Chatuba, Bruno questionou os repórteres: "Quem nunca saiu na mão com a mulher?"[41] Repreendido pela então presidente do clube, Patricia Amorim, o camisa 1 se retratou e pediu desculpas publicamente.[42]

Em abril, decepcionado com a apatia demonstrada por Petkovic durante a derrota no primeiro tempo para a Universidade de Chile, válida pela penúltima rodada do Grupo 8 da Libertadores, Bruno se desentendeu com o companheiro e teria trocado insultos e empurrões com o meia a fim de cobrá-lo para ter melhor desempenho durante o segundo tempo.[43][44]

Em junho, os jornais italianos noticiavam o interesse do Milan na contratação do goleiro flamenguista. Com a saída de Dida, a diretoria do clube italiano estaria de olho em Bruno. Posteriormente, o goleiro revelou que tinha um pré-contrato assinado com os italianos. Lá, receberia R$500 mil mensais.[45][27]

Foi então que chegou o mês de julho, e com ele o chamado Caso Eliza Samudio. Impedido de exercer sua função no Flamengo por estar à disposição da Justiça, o Flamengo suspendeu o contrato com Bruno no dia 8, um dia depois de sua detenção.[46] Com isso, a partir de então, o clube passou a não mais pagar salários ao atleta. A Olympikus, marca fornecedora de material esportivo do clube e patrocinadora do jogador, também suspendeu o contrato de patrocínio de Bruno até que o caso fosse concluído.[47]

Segundo o jornal LANCE!, no dia de sua detenção, em 7 de julho de 2010, Bruno tinha nas mãos uma tentadora oferta do Zenit, da Russia. A proposta havia sido recebida dias antes da prisão. A oferta por Bruno era de 8 milhões de euros, cerca de R$ 17,5 milhões, na cotação da época.[48] Segundo o mesmo jornal, O Flamengo estava feliz com o negócio.

No dia 15 de julho, o Flamengo decidiu, após reunião de sua comissão juridica, demitir Bruno por justa causa.[49]

"A dispensa do Bruno não foi motivada pelo fato de ele estar preso, mas na repercussão do caso. Foi pelo desgaste que ele causou à marca do clube e seus patrocinadores."[49]
Rafael de Piro, então vice-jurídico do Flamengo

Sua última partida pelo Flamengo foi no dia 5 de junho de 2010, quando o rubro-negro carioca perdeu por 2x1 para o Goiás pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro daquele ano.[50]

No dia 31 de dezembro de 2012, o vínculo do Bruno com o Flamengo foi encerrado oficialmente. De acordo com o Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol, o contrato do atleta de 28 anos com o Flamengo foi de 2 de janeiro de 2008 até 31 de dezembro de 2012.[51] Conforme revelado pelo GloboEsporte.com, a multa rescisória de Bruno era fixada em R$ 20 milhões (€ 9 milhões aproximadamente)[45].

Montes Claros[editar | editar código-fonte]

Em 28 de fevereiro de 2014, mesmo sob detenção em regime fechado na Penitenciária Nelson Hungria, Bruno assinou contrato com o Montes Claros Futebol Clube, clube que disputa a segunda divisão do campeonato mineiro.[52], válido até 27 de fevereiro de 2019, segundo o Boletim Informativo Diário da CBF.[53]

Em 4 de novembro de 2014, a justiça negou a permissão para que Bruno pudesse jogar pela equipe. Segundo o juiz, as atividades de um atleta profissional são incompatíveis com a legislação para trabalho externo.

Mesmo com essa permissão, porém, Bruno não poderia jogar pelo clube, já que o mesmo estava com suas atividades paradas. Devido a dificuldades financeiras, o clube encerrou suas atividades em 2015.[53] Por conta destas dificuldades financeiras, segundo o portal Uol Esporte, Bruno jamais recebeu o pagamento de um salário em juízo desde o início de seu vínculo com o clube. Desta forma, segundo o advogado do atleta, o vínculo do clube com o Bruno não é mais válido[54] (apesar de o vínculo entre o atleta e o clube constar nos registros da CBF[55]). Assim, legalmente, basta que o goleiro acione a Justiça trabalhista para ficar livre para decidir sua vida profissional.[56]

Boa Esporte[editar | editar código-fonte]

Em 10 de março de 2017, após conseguir um habeas corpus por uma liminar deferida pelo ministro do STF Marco Aurélio Mello.[7], Bruno foi confirmado como novo reforço do Boa Esporte Clube, de Varginha.[3]

Após a confirmação de sua contratação, as redes sociais do Boa Esporte foram massacradas por protestos de internautas. Mesmo recebendo estas críticas, o clube confirmou que o negócio está feito e que não cogita voltar atrás na decisão.[57] Além disso, alguns dos patrocinadores do clube admitiram que irão deixar o clube caso Bruno seja mesmo contratado.[58]

Dois dias depois do anuncio da contratação do goleiro, o site do clube foi hackeado, em um protesto anônimo. No lugar da página oficial apareceram mensagens acusando o clube de “apoiar diretamente o feminicídio”.[59] No mesmo dia, o clube divulgou uma nota oficial, assinada pelo presidente Rone Moraes da Costa, se defendendo das críticas. O comunicado diz que a oportunidade dada ao goleiro não representa “nenhum crime conforme a legislação brasileira e perante a lei de Deus”, e que o clube tenta “fazer justiça ajudando um ser humano”.[59]

A apresentação oficial do Bruno no clube se deu no dia 14 de março de 2017. Ele vestiu a camisa com patrocinadores que já haviam deixado o clube e se negou a responder algumas perguntas em sua apresentação.[60]

No dia 8 de abril de 2017, Bruno fez sua estreia pelo Boa Esporte contra o Uberaba. Seu time começou ganhando, mas no final da partida Bruno cometeu pênalti, que acabou cedendo o empate por 1x1. Mas a torcida do Boa gritou seu nome e o apoiou em determinados momentos da partida.No dia 25 de Abril de 2017 o STF revogou a sua soltura e Bruno teve que voltar para a prisão[61]

Estilo de Jogo e Características[editar | editar código-fonte]

Goleiro-artilheiro[editar | editar código-fonte]

Bruno começou a treinar cobranças de faltas e de pênaltis em 2008, na Gávea, revelando-se também como um goleiro-artilheiro.[62] Bruno foi o terceiro goleiro do Flamengo a marcar gols com a camisa do clube (antes dele, Ubirajara e Zé Carlos já haviam marcado).

Seu primeiro gol marcado aconteceu em uma partida da Libertadores da América de 2008, quando o Flamengo enfrentou, no Maracanã, o Coronel Bolognesi. A partida estava difícil para o Flamengo até que Bruno marcou um gol, em uma linda cobrança de falta. Esta foi a primeira vez que um goleiro do Flamengo marcou um gol em uma cobrança de falta. Por conta disso, a diretoria do clube lhe presenteou com uma placa.[26]

Posteriormente, Bruno marcou mais três gols, tornando-se o goleiro que mais marcou gols na história do Flamengo, superando Ubirajara e Zé Carlos, ambos com 1 gol marcado pelo clube.

Caso Eliza Samudio[editar | editar código-fonte]

Bruno Fernandes de Souza
Crime (s) homicídio[7]
Pena 22 anos e 3 meses[7]
Situação Preso
Ver artigo principal: Caso Eliza Samudio

Em junho de 2010, a Polícia Civil de Minas Gerais declarou o goleiro Bruno suspeito do desaparecimento da modelo paranaense Eliza Samudio. O jogador inclusive chegou a ter a prisão preventiva decretada.[63][64][65][66]Devido a repercussão do caso, a presidente do Flamengo Patrícia Amorim, chegou a anunciar que o jogador seria demitido do clube, mas após reunião em cúpula, a decisão não foi mantida.[67][68]O inquérito do caso foi entregue em 30 de julho de 2010 e o julgamento foi realizado em 19 de novembro de 2012 no Tribunal do Júri de Contagem, em Belo Horizonte.[69][70][71]Em 23 de novembro de 2012, os assistentes de acusação da Promotoria, José Arteiro e Cidney Mendes, acreditavam na hipótese de que Luiz Henrique Romão, o Macarrão, assumiria a morte de Eliza Samudio.[72]Seu caso foi adiado para março de 2013.[73][74][75]Em 6 de março de 2013, Bruno admitiu a morte de Eliza Samudio e culpou Macarrão pelo crime. O depoimento foi feito no fórum de Contagem, em Minas Gerais.[76][77] Em 8 de março de 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão, dos quais 17 anos e 6 meses são em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e uso de meio que dificultou a defesa da vítima), cárcere privado e sequestro de Eliza e do filho deles Bruninho, e ocultação de cadáver. Por sua confissão, sua pena foi reduzida em três anos, mas aumentada em seis meses por ter sido "mandante".[4][78]

Em 5 de maio de 2012, o vice-presidente jurídico do Flamengo, Rafael de Piro, externou que o clube estaria aberto ao retorno do goleiro, caso obtivesse um habeas corpus.[79] O pedido foi negado em 20 de outubro do mesmo ano pelo Superior Tribunal de Justiça.[80] Seus advogados recorreram contra a sentença condenatória, mas o pleito foi negado pela segunda turma do Supremo Tribunal Federal em 11 de junho de 2013.[81]

Em 28 de fevereiro de 2014, mesmo sob detenção em regime fechado na Penitenciária Nelson Hungria, Bruno assinou contrato com o Montes Claros Futebol Clube, clube que disputa a segunda divisão do campeonato mineiro.[52] Para tanto, seria necessário sua transferência ao presídio da cidade de Montes Claros. Porém, o juiz da Vara de Execuções Penais da cidade negou o pedido.[82] Em entrevista concedida a revista Placar, ele revelou que tentou se matar nos primeiros meses de detenção na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem: "Meu coração estava cheio de ódio e revolta. Aí resolvi dar fim à minha vida. Não queria ser um peso para minha mãe nem para ninguém. Tentei o suicídio. Amarrei o lençol na ventana, que é alta, coloquei no pescoço e saltei. Mas a corda arrebentou e eu caí no chão. Olhei para o lado e tinha uma Bíblia, que um policial tinha me dado ainda no Rio de Janeiro. Foi Deus que não permitiu que eu me matasse. De um suicídio, não haveria a salvação".[83]

Habeas corpus e prisão[editar | editar código-fonte]

Durante entrevista ao Globoesporte.com foi noticiado que Bruno cumpre pena na Apac de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte. No regime fechado, o lugar de Bruno é a cama dois da cela 18 do bloco 3. Bruno cumpre pena de 22 anos e três meses pela morte de Eliza Samúdio em 2010. Mas, com a progressão por dias trabalhados, poderá entre em regime semiaberto em 2018, segundo seus cálculos. Bruno está sem advogado no momento, mas juristas consultados pela reportagem atestaram ser possível que o goleiro consiga o regime semiaberto em 2018, como o próprio almeja.

O goleiro recebeu a reportagem do GloboEsporte.com entre as suas funções na limpeza da capela e a prova de soldador. A rotina começa às 6h, tem três paradas para oração, refeições e horário de lazer a partir das 18h. De lá, acompanha jogos pela televisão, com misto de saudade do Flamengo e paixão pelo Atlético-MG, este estampado na meia que usou durante a entrevista e na calça que sujou de terra com as defesas no treinamento também registrado pela reportagem. Do sistema de presídio comum, onde passou cinco anos entre as penitenciárias Nelson Hungria e Francisco Sá, sobraram traumas e lembranças ruins. Tentativa de suicídio, uma facada que deixou marca e depressão tratada com remédios. Agora, foco no trabalho, nos cursos e nos treinamentos na Apac (Associação de Proteção e Assistência ao Condenado), uma ONG que administra prisões e trabalha em conjunto com diversos estados e os respectivos tribunais de justiça buscando "a humanização no cumprimento das penas privativas de liberdade". O método tem inúmeros elementos, mas principalmente a confiança no detento, que passa a ser tratado pelo nome, usa crachá, não enverga uniformes da secretaria penitenciária e não passa pelas privações e lotações do sistema comum.

Nesta conversa com o GloboEsporte.com, Bruno não quis transitar pelos detalhes do crime pelo qual foi condenando, garantindo que está escrevendo um livro com a "verdadeira história". A amizade com Macarrão é coisa do passado, e o presente aponta conformismo com a pena. O jogador ainda relata que perdeu cerca de 16kg após sua prisão.[84]

Preso há cinco anos, Bruno se casou com a companheira Ingrid Calheiros na penitenciária de Santa Luzia (MG) em 17 de junho 2016. A cerimônia foi reservada e contou com aproximadamente 90 pessoas.[85]

Em 24 de fevereiro de 2017, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello concedeu habeas corpus ao ex-jogador, sob justificativa dele não ter sido condenado em segunda instância. Esta liminar permite que o jogador recorra em liberdade de sua condenação.[86][87][7]

Após ganhar liberdade, o Boa Esporte Clube, clube de futebol da cidade de Varginha, anuncia a sua contratação, confirmada no dia 10 de março de 2017, o que causou polêmica nacional.[88] A contratação foi contestada por parte de diversos torcedores do clube e outros, com manifestações que vieram dos mais diversos locais do país. Em virtude da repercussão, a Nutrends Nutricion, uma das empresas que davam suporte ao clube, decidiu retirar o seu patrocínio para a equipe.[89]

Em 25 de abril de 2017, a 1ª turma do STF, por maioria, nos termos do voto do ministro Alexandre de Morais, não conheceram da ordem impetrada, cassando a liminar anteriormente concedida, sob o entendimento que a própria defesa pediu a expedição de guia de cumprimento provisório da pena, a fim de que o Goleiro Bruno pudesse ter os benefícios da lei de execuções penais.[8]

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Pênaltis Defendidos[editar | editar código-fonte]

  • Fonte:GloboEsporte.com[90]
Número Jogos Data Competição Defendidos
01-02 Flamengo 1x1 Vasco(3x1) 25/02/2007 Taça Guanabara/Carioca 2
03-04 Flamengo 2x2 Botafogo(4x2) 06/05/2007 Campeonato Carioca 2
05 Flamengo 1x0 Paraná 13/10/2007 Campeonato Brasileiro 1
06 Flamengo 2x1 Vasco 17/02/2008 Taça Guanabara/Carioca 1
07-08-09 Flamengo 2x2 Botafogo(4x2) 03/05/2009 Campeonato Carioca 3
10 Flamengo 1x0 Botafogo 25/10/2009 Campeonato Brasileiro 1
11-12 Flamengo 1x0 Santos 31/10/2009 Campeonato Brasileiro 2
13 Flamengo 3x3 Olaria 03/02/2010 Taça Guanabara/Carioca 1
14-15 Flamengo 1x0 Vasco 14/03/2010 Taça Rio/Carioca 2

Títulos[editar | editar código-fonte]

Flamengo

Prêmios Individuais[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Indicação Resultado Infos Ref.
2005 Troféu Guará Revelação do ano Venceu [91]
Melhor Goleiro Venceu
Troféu Telê Santana Melhor Goleiro Venceu [92]
2006 Prêmio Craque do Brasileirão Melhor Goleiro Indicado 3º Lugar [93]
2007 Seleção do Campeonato Carioca Melhor Goleiro Venceu
2008 Melhor Goleiro Venceu
2009 Melhor Goleiro Venceu
2009 Prêmio Craque do Brasileirão Melhor Goleiro Indicado 3º Lugar [94]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Conheça a trajetória polêmica de Bruno». R7. 9 de julho de 2010 
  2. «Perfil de Bruno Fernandes das Dores de Souza». Consultado em 24 de novembro de 2012 
  3. a b foxsports.com.br/ Depois de ser solto, goleiro Bruno acerta com o Boa Esporte
  4. a b «Caso Eliza Samudio». G1. Consultado em 3 de março de 2013 
  5. Folha.com. «Após reunião, Flamengo decide manter Bruno afastado». Consultado em 18 de julho de 2010 
  6. Felipe Pontes. «STF manda soltar Bruno, ex-goleiro do Flamengo condenado por homicídio». Agência Brasil. EBC. Consultado em 24 de fevereiro de 2017 
  7. a b c d e «Goleiro Bruno consegue habeas corpus e deve sair do presídio». Globo Esporte. Globo.com. Consultado em 24 de fevereiro de 2017 
  8. a b Renan Ramalho (25 de abril de 2017). «Primeira Turma do STF decide mandar goleiro Bruno de volta à prisão». G1. Globo.com. Consultado em 25 de abril de 2017 
  9. a b c d noticias.r7.com/ Conheça a trajetória polêmica de Bruno
  10. oglobo.globo.com/ Goleiro Bruno Fernandes: de capitão do Flamengo a principal réu de um crime bárbaro
  11. «Atlético-MG confirma venda de Bruno ao Corinthians». Consultado em 7 de agosto de 2006 
  12. «Corinthians empresta Bruno ao Flamengo». Consultado em 9 de agosto de 2006 
  13. «Fla confirma acerto com Bruno». Consultado em 14 de agosto de 2008 
  14. «Copa Libertadores: Flamengo beats Coronel Bolognesi 2-0 to win Group 4». Consultado em 17 de agosto de 2007 
  15. a b c d e f g mg.superesportes.com.br/ Goleiro Bruno no Atlético: promessa, confusões e quase ida para a Holanda
  16. mg.superesportes.com.br/ Bruno passa a noite na cadeia, após confusão
  17. mg.superesportes.com.br/ Bruno é detido pela polícia
  18. «Bruno e Zé Roberto marcam e Flamengo vence Mesquita». Consultado em 4 de Fevereiro de 2007 
  19. «Flamengo Site Oficial». Consultado em 26 de maio de 2010 
  20. folha.uol.com.br/ Sem jogar, goleiro Bruno deixa o Corinthians
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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