Protestos na Venezuela em 2014–2017

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Protestos na Venezuela em 2014–2017
2014 Venezuelan Protests (12F).jpg
Manifestantes em Caracas - 12/02/2014
Período 4 de fevereiro de 2014 – presente
Local Venezuela

Caracas, Valencia, Maracay, Maracaibo, Barquisimeto, Barinas, Guayana, Mérida, Margarita, Coro, Punto Fijo, Puerto Ordaz, San Cristóbal, Táchira e outras cidades

Causas
  • Corrupção no governo
  • Desperdício de US$ 800 bilhões das exportações de petróleo desde 1999
  • Gastos excessivos com funcionalismo público e assistencialismo
  • Aparelhamento político da administração pública
  • Solapamento das instituições democráticas
  • Luta entre classes sociais fomentada pelo chavismo
  • Ingerência de Cuba nas instituições venezuelanas
  • Crescente taxa de pobreza
  • Falta de investimento e planejamento do Estado
  • Queda de 25% na produção de petróleo desde fevereiro de 1999
  • Desapropriação de 3,6 milhões de hectares de propriedades agrícolas
  • Expropriação de quase 1.000 empresas privadas entre 2002 e 2011
  • Nacionalização de bancos, supermercados, siderúrgicas e petroleiras
  • Estatizações de empresas privatizadas nos anos 90
  • Hostilidade do chavismo à livre iniciativa e ao mercado financeiro
  • Falta de credibilidade perante os investidores e agentes econômicos
  • Escassez de produtos básicos (óleo, farinha, carne, leite, pão, frango)
  • Desabastecimento generalizado
  • Filas enormes nas portas dos supermercados
  • Sucateamento da PDVSA
  • Racionamento de água
  • Apagões frequentes
  • Políticas governamentais mal concebidas, como o controle de preços sobre produtos básicos e fortes restrições à moeda estrangeira
  • Ações dos "Colectivos" (milicianos chavistas)
  • Agressões físicas contra jornalistas e repórteres
  • Altas taxas de homicídios (Em 2013, foram assassinados 24.763 venezuelanos)
  • Censura à jornais e TVs
  • Falta de material hospitalar no Hospital da Universidade de Caracas
  • Violenta repressão policial
  • Altos índices de criminalidade
  • Altos níveis de corrupção
  • Revogação das licenças de funcionamento de emissoras anti-governo, como a RCTV e Globovisión
  • Prisões arbitrárias de estudantes e opositores
  • Denúncias de torturas e de violação aos direitos humanos
Objetivos
  • Renúncia do presidente Nicolás Maduro
  • Antecipação das eleições presidenciais
  • Libertação dos presos políticos
  • Desarmamento dos "colectivos"
Características
  • Manifestações pacíficas
  • Confrontos com a Guarda Nacional Bolivariana
  • Cercos a prédios de órgãos governamentais
  • Congestionamentos de avenidas
  • Construções de barricadas
  • Distúrbios diários
  • "Panelaços" frequentes
Participantes do conflito


Líderes


Baixas

  • 42 mortes[3]
  • 813 feridos[4]
  • 2.285 presos[5]

Os Protestos na Venezuela em 2014-2017 consistem em manifestações contrárias ao governo de Nicolás Maduro que iniciaram-se em fevereiro e perduram até o momento. De acordo os manifestantes, o movimento representa a insatisfação com as supostas violações de direitos humanos,[6] escassez crônica de produtos básicos, altos níveis de criminalidade e outros fatores que fazem parte da ampla crise vivida no país.

As manifestações começaram em janeiro de 2014 em resposta à criminalidade do país, logo após o latrocínio da atriz e ex-Miss Venezuela Mónica Spear e de seu ex-marido em uma estrada venezuelana. A filha de cinco anos dos dois também foi ferida com um tiro, mas sobreviveu.

Os protestos estudantis coincidiram com as comemorações do aniversário de 100 anos da vitória na Guerra de Independência da Venezuela, quando as escassas forças independentistas formadas majoritariamente por estudantes venceram a Espanha. A celebração é feita em 12 de fevereiro e é conhecida na Venezuela como Dia Nacional da Juventude. Em fevereiro, as manifestações cresceram significativamente de tamanho e já estavam sendo realizadas em diversas cidades do país. Nos conflitos que se seguiram, seis pessoas foram mortas e mais de duzentas foram feridas desde 13 de fevereiro.[7] Cerca de 180 pessoas foram presas desde meados do mesmo mês. Um estudante também morreu atropelado.[8][9][10][9][11][12]

Contexto[editar | editar código-fonte]

Criminalidade[editar | editar código-fonte]

Os protestos iniciaram-se principalmente com queixas quanto a criminalidade. O Channel 4 descreveu a Venezuela como "um dos países mais perigosos do mundo", a criminalidade teve uma escalada durante a administração do Hugo Chávez e os assassinatos são comuns em assaltos à mão armada. O InsightCrime atribuiu a falta de investimento nas forças policiais e fraco controle de arma.[11] Uma pessoa é assassinada a cada 21 minutos.[13] Nos dois primeiros meses de 2014, cerca de 3.000 pessoas foram assassinadas - 10% a mais que no ano anterior e 500% maior do que quando Hugo Chávez tomou posse, em fevereiro de 1999. [14] A criminalidade foi devido à altos níveis de posse de armas; 91% dos assassinatos ficam impunes, de acordo com o Instituto de Pesquisa sobre Convivência e Segurança Cidadã.[14]

De acordo com a ONG Observatório Venezuelano da Violência, a taxa de homicídios do país é de 79 mortes para cada 100 mil pessoas, o segundo país do mundo com mais homicídios por 100 mil habitantes, com cerca de 25 mil mortes ao ano.[15] O governo, divulga taxas menores: 39 mortes para cada 100 mil habitantes.O 72% dos assassinatos no país ocorrem devido a confrontos entre traficantes.[16] O chamado "Plano Pátria Segura" tem se mostrado um sucesso: dados divulgados por órgãos oficiais afirmam que em 2013 houve 51% menos sequestros e 17% menos assassinatos do que 2012.[17] Em fevereiro em resposta aos protestos, Maduro apresentou um plano com medidas que o governo acredita que devem reduzir a violência, o que inclui: maior investimento em vigilância policial, uma grande campanha de desarmamento para a população e normaspara todas as televisões venezuelanas, considera que a mídia incita a violência.[16]

O Departamento de Estado dos Estados Unidos e o Governo do Canadá possuem alertas oficiais que recomendam atenção àqueles que vão à Venezuela, pois, segundo eles, visitantes estrangeiros estariam sujeitos a roubos, sequestros mediante pedido de resgate ou para negócios entre organizações terroristas e homicídios.[18][19] O Reino Unido desaconselha viagens a mais de 80km após a fronteira com a Colômbia nas áreas dos estados de Zulia, Táchira e Apure.[20]

Henrique Capriles, que apertou a mão do presidente Maduro em meados de janeiro. De acordo com o Bloomberg News, o gesto do ex-candidato "custou-lhe apoio e ajudou a impulsionar" o político Leopoldo López Mendoza,[12] alçado como um dos principais líderes dos protestos e que se mostra hostil ao governo.

Escassez e inflação[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Escassez na Venezuela
Video que mostra um exemplo típico de fila para aquisição de produtos de primeira necessidade com preços regulados, no caso, papel higiénico.

Em 2013 a Venezuela experimentou uma grande desvalorização de sua moeda[21] e a escassez de produtos de necessariedade, tais como papel higiênico, leite e farinha.[22] índice de inflação no país chegou aos 56,2% em 2013 e os níveis de escassez chegavam perto dos 20% no mesmo ano.[23][24] Numa manobra para tentar conter a inflação e aumentar o poder de compra dos venezuelanos, o presidente Maduro aumentou o salário mínimo dos trabalhadores e pensionistas nos mesmo níveis da inflação entre maio de 2013 e janeiro de 2014: 59%.[25][26] De acordo com o presidente Maduro, o que está acontecendo é o resultado de uma "guerra econômica" contra seu governo. O governo declara ainda que o capitalismo e a especulação estariam criando as altas taxas de inflação e criando a escassez generalizada de produtos básicos.[27] De acordo com Maduro, o que está em curso é uma "guerra econômica" e os esforços do governo são para impor preços justos aos compradores, declarando também: "Isso é para o bem da nação. Não deixaremos nada nas prateleiras, nada nos armazéns." Para o governo trata-se de um boicote das empresas privadas que estão estocando produtos para vender a preços elevados depois.[28]

Elías Eljuri, atual embaixador do governo, justificou-se dizendo que a razão da escassez de produtos é o povo venezuelano comer “muito”, alegando que 95% dos venezuelanos comem mais de 3x ao dia.[29][30][31][32] Entretanto, dados proporcionados pela oficina de estatísticas do governo venezuelano mostrou que, na realidade, o consumo de alimentos diminuiu.[33]

O governo descobriu uma rota de contrabando na fronteira com a Colômbia e apreendeu 3,5 toneladas de produtos adulterados e 11 mil galões de gasolina dedicados à especulação.[34][35]Médicos da capital protestaram em 21 de fevereiro em repúdio à "situação crítica".[36] Porém para o cidadão comum venezuelano, o governo fornece todos os produtos essenciais em redes de pontos de venda de abastecimento do Estado pela metade do preço do supermercado particular.[37]

Eleição presidencial de 2013[editar | editar código-fonte]

Em 14 de abril de 2013, Nicolás Maduro foi eleito presidente com uma margem de 1,5% dos votos em relação ao candidato Capriles. Logo após a divulgação do resultado, a oposição mostrou-se cética quanto a idoneidade do processo eleitoral, levantando a possibilidade de fraude.[38] Capriles recusou-se a aceitar o resultado alegando irregularidades eleitorais e pedindo recontagem de votos. O conselho eleitoral fez uma auditoria de 54% dos votos no próprio dia da votação, comparando registros em papel e eletrônicos de uma seleção aleatória de votos, sem encontrar nenhum tipo de irregularidade.[39] Após pedido de Capriles, o conselho comprometeu-se a analisar os 46% restantes [39][40] Algum tempo depois, ainda antes do conselho analisar os 46% restantes, Capriles mudou de ideia quanto ao seu pedido inicial e passou a questionar os métodos de análise do conselho, agora exigindo uma auditoria completa de todo o processo eleitoral (incluindo análises de todas as impressões digitais e assinaturas contidas nos registros). Em 12 de junho de 2013, o resultado da auditoria feita nos moldes padrões nos 46% dos votos restantes confirmou a vitória de Maduro por uma pequena margem de diferença e determinou que não havia nenhuma discrepância no processo eleitoral.[41][40]

Recursos do governo teriam sido usados para financiar a campanha do partido no poder e veículos governamentais fizeram o transporte de material para campanha. Maduro passou duas horas por dia ao vivo na televisão - muito mais do que o tempo dedicado a outros candidatos - insultando constantemente a oposição. [42] Dos cinco membros do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, quatro são apontados pelo governo. O único membro independente declarou que a última eleição foi "a mais desigual da história moderna do país". [42]

Protestos[editar | editar código-fonte]

Marcha da oposição em Maracaibo.
Marcha da oposição aos redores do Palácio da Justiça em Maracaibo.
Estudantes em greve de fome na frente da sede da ONU em Caracas, esperando um pronunciamento da ONU contra Presidente Maduro
María Corina Machado e Lilian Tintori numa manifestação da oposição em 26 de Março de 2014.

Em 1 de fevereiro, Leopoldo López convocou estudantes à protestar pacificamente contra a escassez, insegurança e desabastecimento, lembrando que é um direito cívico previsto no Artigo 68 da Constituição.[43][44]

Em 6 de fevereiro, estudantes da Universidade Católica de Táchira foram vistos atacando uma residência.[45]

Em 9 de fevereiro, mulheres vestidas de preto e alunos de Táchira, Zulia, Caracas e Coro protestaram contra a prisão dos colegas.[46] [47]

Em 12 de fevereiro, os maiores protestos da oposição tiveram lugar. Trinta e oito cidades da Venezuela tiveram marchas estudantis lideradas pela oposição.[48] Diretórios do PSUV em várias cidades foram depredados, bem como prédios ligados às missões bolivarianas e viaturas da polícia. Por causa de barricadas armadas por manifestantes, uma senhora idosa e doente teria morrido após a ambulância em que ela estava não ter conseguido passar pela rua. Um oficial da GNB foi ferido por um tiro enquanto defendia um edifício da companhia elétrica estatal Corpoelec.[49]

Em 13 de fevereiro, grupos pró-Maduro se reuniram em frente ao prédio do Ministério Público.[50]Chavistas reuniram-se para protestar em Caracas em 15 de fevereiro. Em 18 de fevereiro funcionários da estatal PDVSA organizaram uma passeata em apoio à Maduro.[51]

Em 19 de fevereiro Génesis Carmona, Miss Turismo de Carabobo, foi assassinada[52][53] Manifestantes foram presos por abrir fogo num caminhão de combustível da PDVSA em Maracay.[54][55]Grupos de manifestantes queimaram com cães vadios gasolina, durante manifestações violentas na Venezuela, de acordo com relatórios recebidos por várias associações de animais.[56]

Opositores e grupos armados pró-governo entraram em conflito, grupos pró-governo que passavam em motocicletas atirando nos manifestantes. O padre Palmar, defensor dos manifestantes em Zulia, foi ferido por autoridades venezuelanas durante uma manifestação pacífica.[57][58] Isso aconteceu dois dias depois do padre discursar contra Maduro, pedir sua renúncia e acusá-lo de ser influenciado pelo serviço secreto cubano.[59]

No mesmo dia centenas de pessoas se reuniram em frente ao Palácio da Justiça em apoio à López.[60]

Em 20 de fevereiro, grupos de defesa das mulheres prestaram condolências à família de miss Carmona e prometeram protestar em 22 de fevereiro em repúdio à sua morte.[61]

Uma forma de protesto é a queima de livros, os alunos das escolas privadas em Tachira queimar livros da Coleção Bicentenário, elaborado pelo Governo Nacional[62]

Em 22 de fevereiro, forças do governo em Chacao usaram gás lacrimogênio e Geraldine Moreno morreu no hospital por disparos que teriam partido da Guarda Nacional.[63]

Vários meios de comunicação têm relatado a presença de paramilitares colombianos em protestos opositoras. O filósofo, Miguel Perez Pirela, denunciou a personificação de instruções paramilitares e práticas da Universidade de Carabobo na Faculdade de Engenharia, com sede em Valência. [64] Em 19 de fevereiro militares colombianos foram vistos no estado do Tachira e San Cristóbal[65]em resposta a presença militar colombiano na Venezuela, em 20 de fevereiro, caças Sukhoi Su-35 da Força Aérea Venezuelana foram sobrevoando San Cristóbal. O presidente Maduro ordenou também que um batalhão de paraquedistas ficassem apostos após recomendação do Ministério do Interior e Justiça.[66]

Reações internas[editar | editar código-fonte]

Governo[editar | editar código-fonte]

O governo venezuelano afirmou que manifestantes estariam interessados em repetir o Golpe de 2002.[67] Em comunicado, o governo declarou: "A partir de 12 de fevereiro entramos em um novo período em que a extrema direita, incapaz de vencer democraticamente, procura vencer pelo medo, violência, subterfúgios e manipulação da mídia. Eles estão mais confiantes porque o governo dos EUA sempre os apoiou apesar da violência." O governo acusou os Estados Unidos de financiar a desestabilização do país e exigiu que "tirem as mãos da Venezuela", respeitando as "autoridades federais eleitas". Em resposta às acusações, o Poder Executivo dos Estados Unidos negou qualquer envolvimento na Venezuela e afirmou que só recomenda o diálogo pacífico entre os manifestantes e membros do governo venezuelano.[68]

O presidente Maduro organizou manifestações pró-governo como resposta e anunciou que protestos antigoverno violentos continuariam proibidos.[69] Para os apoiadores do governo venezuelano, as reivindicações dos manifestantes representam um ultraje contra a democracia pois almejam a derrubada de um presidente eleito pelo povo.[70]

Em 17 de fevereiro, agentes da inteligência do governo invadiram ilegalmente a sede do partido Vontade Popular em Caracas e os presentes foram rendidos por homens armados.[71]

O levante contra o governo estaria sendo financiado por governos e políticos estrangeiros interessados em sua saída do poder. Sobre os protestos, Maduro declarou: "Eles disseram que iam às ruas e que não iam sair das ruas até que o Maduro renunciasse. Eu quero dizer aos loucos fascistas que o Maduro não vai renunciar, nem um só milímetro, ao poder que o povo da Venezuela lhe deu. Vou continuar no poder porque o povo está no poder".[72]

Em 21 de fevereiro, durante uma coletiva de imprensa, Maduro mais uma vez acusou os Estados Unidos e a OTAN de tentar derrubar seu governo através da mídia e afirmou que Elías Jaua tinha reunido provas para demonstrar isso.[73] Maduro também solicitou à Obama um "diálogo de alto nível" entre a "Venezuela patriota e revolucionária" e os Estados Unidos para que negociassem a situação.[74] Maduro solicitou ainda que os Estados Unidos nomeie embaixadores e declarou: "Presidente Barack Obama, este é o momento para que as elites que governam os Estados Unidos se sentem para conversar, de igual para igual, com o movimento revolucionário da América Latina. Nos propomos, humildemente, a colocar um representante nosso na mesa".[75] Maduro também confirmou que agentes da SEBIN atiraram em manifestantes e disse que os responsáveis já estavam presos.[76] Maduro afirmou que existem "infiltrados" que atacam manifestantes e fazem parte do mesmo plano de desestabilização e avisou que "quem sacar armas em nome da Revolução Bolivariana será preso".[77]Durante os protestos houve ataques a edifícios do Estado, durante o comício da oposição em 12 de fevereiro, o Gabinete do Procurador é atacado, as patrulhas foram queimados em Caracas, e foi sitiada a televisão estatal Venezolana de Televisión (VTV)durante 6 dias consecutivos.[78][79]O governo chamou de "direita fascista" nos protestos, pedindo que priorizem o diálogo direto de líderes estudantis com a presidência.[80]

O 22 de fevereiro, Maduro ironizou o "panelaço" que se tornou prática comum nos protestos contra seu governo: "Eu recomendo que comprem algumas panelas de aço inox que durem uns bons 10, 20, 30 ou 40 anos. Porque a revolução durará por muito tempo!"[81]

Em abril o presidente Maduro se reuniu com a oposição venezuelana buscando o diálogo[82]

Oposição[editar | editar código-fonte]

Protestos 12F (12 de fevereiro, fazendo referência ao Dia da Juventude)[69] na Ilha de Margarita.
  • O ex-candidato à presidência, Henrique Capriles - uma das vozes da oposição, mas que não tem se envolvido diretamente nos protestos - repudiou a violência e vandalismo utilizados por grupos mais exaltados da oposição. [83] Também confrontou-se com Francisco Ameliach e outros membros do governo e passou a denunciar a violência empregada pelas autoridades.[84]Capriles recomendação aos seus seguidores "Acompanhem os protestos, mas sem violência. Não deixem que a violência nos leve a um beco sem saída".[85]
  • O líder do Partido da Vontade Popular, Leopoldo López, é investigado pela justiça.[86] disse que poderia ter deixado o país, mas "ficou para lutar pelos povos oprimidos na Venezuela".[87] foi transferido para o Palácio da Justiça e depois para o presídio militar de Ramo Verde e está com audiência marcada.[88] O governo venezuelano, acusou López de incentivar a violência e incitar um Golpe de Estado. Em 21 de fevereiro, López mandou um recado aos seus apoiadores pedindo que não desistam e dizendo que está bem.[89]Leopoldo López foi processado por incitação e responsabilidade pelos episódios violentos ocorridos nos protestos. De acordo com Maduro, "todos os fascistas serão presos como López".[90]
  • O ex-general Angel Vivas que aconselhou no Twitter que manifestantes colocassem arame galvanizado para "neutralizar" motociclistas pró-governo. Vivas foi responsabilizado após um ciclista morrer decapitado em Caracas devido à tal prática.[91]Em 22 de fevereiro, o governo venezuelano prendeu o Angel Vivas-
  • A deputada María Corina Machado, uma das fundadoras da Súmate, compareceu em frente ao presídio Ramo Verde junto com outros manifestantes para prestar solidariedade à López.[92] Machado é uma das apoiadoras dos protestos e declarou que os manifestantes estão "cada vez mais organizados".[93] Juan Requesens, líder de um movimento estudantil, solicitou à Igreja Católica para mediar a situação no país e ajudar a garantir que os direitos humanos dos venezuelanos não sejam violados no futuro.[94]

Mídia[editar | editar código-fonte]

Tarek Yorde, um analista político de Caracas lembra que há casos de tanto o governo e seus apoiadores quanto a oposição e seus apoiadores terem usado as mesmas redes para difundir informações falsas.[95] O governo rebateu ainda os "meios de comunicação corporativos" que estariam tentando enganar o povo divulgando erroneamente que "Maduro é autoritário, que a oposição é democrática e que estamos presenciando uma revolta contra uma ditadura". Para o governo, acusações desse tipo "devem ser combatidas com vigilância".[96]

De acordo o USA Today, a cobertura adequada dos protestos têm sido gradualmente minada.[95] A CNN declarou que se sente ameaçada[97] após equipamentos de seus correspondentes terem sido roubados e destruídos por forças do governo.[98] O presidente Maduro ameaçou forçar a saída da CNN da Venezuela, declarando: "Eu mandei o ministro Delcy Rodriguez notificar a CNN que iniciamos um processo administrativo para retirá-los da Venezuela. Se eles não retificarem [a programação], a CNN deixa a Venezuela. Chega de propaganda de guerra!"[99][100][101]

A CANTV, empresa estatal que controla a maioria do tráfego de internet na Venezuela, supostamente teria bloqueado as imagens do Twitter por um curto período de tempo.[102][103][104] O porta-voz do Twitter Nu Wexler confirmou a informação,[105] mas a CANTV rebateu negando que tivesse qualquer relação com o ocorrido.[106] O canal a cabo de notícias colombiano NTN24 teve o direito de transmitir na Venezuela revogado porque, de acordo com o governo, suas transmissões estariam contribuindo para o desejo de repetir o golpe de 2002.[107] Maduro denunciou também a Agence France-Presse por manipulação de informação.[108] Ele parabenizou ainda a Polícia Nacional Bolivariana por suas ações nos protestos, mesmo com as duras críticas às ações policiais mostradas na mídia.[109]

Maduro acusou emissoras de manipulação e telenovelas venezuelanas de espalhar "anti valores" em seus roteiros e de "incitação à violência e ao ódio na sociedade". Em cerimônia oficial, Maduro declarou: "A protagonista matou mais de nove pessoas até que a mãe a matou. E é a heroína. Quantos milhões veem isso? Crianças, pessoas com problemas, todos assistem."[110][111]

Reações internacionais[editar | editar código-fonte]

Organizações internacionais[editar | editar código-fonte]

  • Emblem of the Bolivarian Alliance for the Americas.png ALBA – Repudiou a violência e declarou apoio ao governo de Maduro.[112]
  • Flag of CARICOM.svg Comunidade do Caribe  – Condenou a violência nos protestos e fez um apelo por respeito ao governo democraticamente eleito. A declaração apela ao respeito do Executivo eleito democraticamente.

Observa que, em qualquer sociedade democrática não deve permitir ataques ou distúrbios instituições legitimamente eleitos. A nota também recomenda o diálogo.[113]

  • Flag of Mercosur Mercosul.svg Mercosul –Os Estados Partes reafirmam seu compromisso com o exercício pleno das instituições democráticas e, neste contexto, rejeitar as ações criminosas de grupos de manifestantes violentos que querem espalhar o ódio ea intolerância na República Bolivariana da Venezuela como um instrumento de luta política [114]
  • Flag of the United Nations.svg Nações Unidas – Declarou estar profundamente preocupada com a escalada da violência no país e aconselhou todas as partes a dialogar para resolver a crise pacificamente. A organização pediu ainda ao governo venezuelano para investigar e processar os responsáveis pelas mortes ocorridas nos protestos. O porta-voz Rupert Colville, do EACDH, fez a seguinte declaração em Genebra: "Estamos especialmente preocupados por informações sobre ataques contra manifestantes por parte de grupo armados que agem com impunidade. [...] Também recebemos informações preocupantes sobre intimidações a jornalistas, alguns dos quais tiveram seus equipamentos apreendidos, assim como informações de que jornalistas locais e internacionais foram agredidos quando cobriam os protestos. Além disso, alguns manifestantes teriam sido detidos e podem ser acusados de terrorismo. Também foi informado que alguns manifestantes, incluindo menores, não foram autorizados a entrar em contato com familiares ou advogados."[115][116]
  • Flag of UNASUR.svg União de Nações Sul-Americanas – Manifestou solidariedade ao governo venezuelano e às famílias das vítimas, repudiou as "tentativas de desestabilizar a democracia legitimamente constituída" e clamou por paz.[117]
  • União Europeia – A organização declarou estar muito preocupada com os incidentes ocorridos em Caracas em 12 de fevereiro, incluindo a morte de pelo menos três pessoas durante os protestos e aconselhou todas as partes a dialogar para resolver a crise pacificamente.[119]

Governos[editar | editar código-fonte]

  • Flag of South Africa.svg África do Sul – Manifestou preocupação com a situação de violência e a ameaça que ela representa à democracia e colocou-se favorável ao governo de Maduro, "dadas as ações desestabilizadoras da extrema-direita na Venezuela".[120]
  • Flag of Brazil.svg Brasil – José Serra, atual ministro das Relações Exteriores do Brasil alega que todos os países democráticos do mundo deveriam defender o referendo que pode decidir pela troca do governo na Venezuela. Serra critica duramente a Venezuela, que pretende assumir a presidência do Mercosul. O ministro alega que o país entrou no bloco num golpe e que, quando mudar o governo autoritário de Nicolás Maduro, o Brasil estará disposto a ajudar na reconstrução. [125]
    O embaixador José Botafogo Gonçalves, ex-secretário para assuntos de Mercosul no Itamaraty, afirma que a recente mudança de tom do Brasil com relação à Venezuela no Mercosul representa um importante “passo à frente” na conjuntura regional. Na avaliação do diplomata, a diplomacia brasileira demorou para agir e atender aos pedidos de apoio da oposição venezuelana.[126]
  • Flag of Chile.svg Chile – O governo chileno lamentou as mortes em Caracas e enviou condolências ao povo e ao governo da Venezuela, em especial às famílias das vítimas. O Chile declarou ainda que incentiva "um diálogo aberto e construtivo".[127]
  • Flag of Colombia.svg Colômbia – Declarou repúdio à violência e expressou condolência às vítimas. O Ministério das Relações Exteriores manifestou ainda seu desejo por um "diálogo aberto e respeitoso" e o presidente Juan Manuel Santos declarou-se preocupado com o que está acontecendo, colocando-se à disposição para contribuir com qualquer ação que ajude na estabilização do vizinho, pois, segundo ele, a situação afeta não só a Venezuela, mas também a Colômbia e toda a região sul-americana. O governo colombiano declarou também que espera que os colombianos que residem na Venezuela sejam respeitados e que repudia os relatos de compatriotas deportados sem justa causa.[128] O presidente Maduro não foi receptivo com as declarações da Colômbia e acusou o vizinho de oportunismo, simpatia pela "direita fascista venezuelana" e mostrou-se incomodado com a "intromissão" da Colômbia, declarando que os problemas da Venezuela devem ser resolvidos pelos venezuelanos. O presidente da Venezuela disse ainda que acredita numa articulação do ex-presidente colombiano Álvaro Uribe para desestabilizar o país.[129][130]
  • Flag of Cuba.svg Cuba – O Ministério das Relações Exteriores cubano acusou a oposição venezuelana de tentativa de golpe e expressou solidariedade ao governo de Maduro.[131]
  • Flag of Ecuador.svg Equador – O governo declarou que condena a violência e expressou solidariedade. Mais tarde, o presidente Rafael Correa declarou-se solidário ao povo e ao governo. O presidente disse ainda que o povo venezuelano não é violento, mas honesto e trabalhador.[132]
  • Flag of the United States.svg Estados Unidos – O Secretário de Estado John Kerry queixou-se da violência nos protestos e declarou que os Estados Unidos estão "particularmente alarmados com os informes de que o governo venezuelano prendeu dezenas de manifestantes opositores e pela emissão de uma ordem de prisão contra o líder opositor Leopoldo Lopez."[133] O governo venezuelano expulsou em 17 de fevereiro três diplomatas dos Estados Unidos sob a justificativa de que estariam organizando protestos pela derrubada do governo.[134] Sobre o ocorrido, o presidente Barack Obama declarou: "Ao invés de desviar a atenção expulsando diplomatas americanos com falsas acusações, o governo venezuelano deveria se concentrar em atender as reivindicações legítimas do povo". O governo ainda repudiou e chamou de "sem fundamento" as acusações de Maduro de que há envolvimento dos Estados Unidos em uma possível tentativa de golpe e fez um apelo para que as autoridades venezuelanas soltassem os manifestantes presos e abrissem espaço para um "diálogo verdadeiro".[135] O governo venezuelano respondeu as declarações dos Estados Unidos acusando-os de intromissão indevida nos assuntos internos do país.[136]
  • Flag of Guyana.svg Guiana – Repudiou a violência na Venezuela, expressou solidariedade ao governo venezuelano e declarou que apoia plenamente os esforços para conter ações desestabilizadoras.[137]
  • Flag of Iran.svg Irã – O ministro das Relações Exteriores Marzie Afjam condenou o vandalismo, o assassinato de civis, destruição de bens públicos e qualquer ação que crie instabilidade no país. Ele também disse que a Venezuela pode contar com total apoio do Irã "para fortalecer a paz, a amizade e promover a democracia e desenvolvimento estável".[138]
  • Flag of Mexico.svg México – Sugeriu que os problemas sejam resolvidos pelo diálogo, lamentou os episódios de violência e expressou condolências às famílias das vítimas.[139]
  • Flag of Nicaragua.svg Nicarágua – Acusou a "direita fascista" de violência e expressou total apoio ao governo de Maduro.[140]
  • Flag of Panama.svg Panamá – O ministro das Relações Exteriores Francisco Alvarez de Soto disse que o Panamá está preocupado com a Venezuela e entende que a situação é um assunto interno, mas que seu país deseja a paz, tolerância e diálogo.[141] Maduro afirmou que o governo do Panamá estaria interferindo indevidamente na Venezuela.[142]
  • Flag of Paraguay.svg Paraguai - Opositor do governo Maduro, o chanceler Eladio Loizaga decidiu congelar as relações diplomáticas com a Venezuela. O diplomata disse ainda que o governo venezuelano é autoritário e antidemocrático. [143] Loizaga anunciou que o embaixador do Paraguai na Venezuela, Enrique Jara, não voltará para Caracas por tempo indefinido.[144]
  • Flag of Peru.svg Peru – O Ministério das Relações Exteriores declarou oficialmente que todos estão profundamente preocupados com a situação da Venezuela. Eles recomendam também o diálogo entre os grupos no que diz respeito aos valores democráticos e direitos humanos. O governo também enviou condolências aos feridos nos protestos.[145]
  • Flag of Russia.svg Rússia – O governo russo expressou preocupação com a instabilidade na Venezuela, mas afirmou que confia no governo de Maduro para preservar a ordem constitucional. A Rússia também demonstrou "sua solidariedade pelo governo e pelo povo" e declarou que "apoia fortemente uma política que vise evitar a desestabilização da nação".[146]
  • Flag of Uruguay.svg Uruguai – Durante seu governo, o ex-presidente José Mujica rejeitou os atos desestabilizadores realizadas pela direita venezuelana contra o governo de Nicolas Maduro; expressando apoio ao Governo e ao povo da Venezuela à violência orquestrada pela direita em vários estados e convidou setores da oposição para encontrar a solução do problema com base na Constituição.[147] No entanto, em maio de 2016, Mujica saiu em defesa do seu ex-chanceler, Luis Almagro, chamado de “agente da CIA” por Nicolas Maduro, e alegou que o Presidente Venezuelano se encontra “louco como uma cabra”. [148]
    Já o atual Presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, demonstrou uma crescente preocupação com a situação do país. [149]
  • Flag of Syria.svg Síria – O presidente Bashar al-Assad enviou uma carta ao governo venezuelano onde expressa seu apoio à Maduro e repudia "tentativas de semear o caos", demonstrando confiança de que a Venezuela superará essa experiência com as realizações e legado do ex-presidente Hugo Chávez.[150][151]
  • Flag of the Vatican City.svg Vaticano – O Papa Francisco incentivou "o diálogo sincero e construtivo" entre governo e oposição da Venezuela, com a finalidade de "aliviar o sofrimento" das pessoas e promover "a coesão social".[152]

Outros[editar | editar código-fonte]

  • Anistia Internacional – Pediu ao governo para investigar as mortes. Guadalupe Marengo disse: "É extremamente preocupante que a violência tenha tornado-se uma característica regular durante protestos na Venezuela. Se as autoridades estão verdadeiramente empenhadas em evitar mais mortes, elas devem garantir que os responsáveis ​​pela violência, os manifestantes, as forças de segurança e civis armados sejam postos igualmente frente à justiça. As autoridades venezuelanas devem mostrar que estão realmente empenhadas em respeitar os direitos das pessoas à liberdade de expressão e associação, garantindo que elas possam participar de protestos sem medo de serem agredidas, presas ou mesmo mortas. É essencial que os jornalistas sejam capazes de transmitir os eventos de forma livre e os defensores dos direitos humanos possam monitorar as manifestações."[153]
  • Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde – Declarou que condena a "tentativa de golpe e a violência por parte dos grupos de oposição e lamenta a perda de vidas e destruição de bens públicos no país". O grupo também afirmou que "denuncia os objetivos antidemocráticos e insurgentes dessa campanha de desestabilização desencadeada em Caracas e outras cidades venezuelanas por grupos extremistas." O grupo parlamentar também divulgou que considera a "oposição e a direita venezuelana apoiadas pelos EUA e com ligações com as forças dominantes da União Européia" como responsáveis pelas "ações violentas e suas terríveis consequências".[154]
  • Human Rights Watch – José Miguel Vivanco, diretor das Américas do Human Rights Watch, declarou: "O que a Venezuela precisa urgentemente é que esses assassinatos sejam investigados e os responsáveis sejam colocados perante a justiça, sem importar sua filiação política. O que a Venezuela não precisa é de autoridades plantando bodes expiatórios em adversários políticos e fechando agências de notícias cuja cobertura não lhes agrada."[155]O Human Rights Watch exigiu a liberação imediata de López, declarando: "A prisão de Leopoldo López é uma violação atroz de um dos princípios mais básicos do devido processo legal: não se pode prender alguém sem provas ligando-o ao crime".[156]
  • Partido Comunista Português – Condenou os atos de violência e vandalismo perpetuados por "grupos de natureza neofascista" que causaram a perda de vidas e a destruição de bens públicos e expressou solidariedade pela Revolução Bolivariana.[157]
  • Partido Comunista do Chile – Lautaro Carmona, líder do partido, declarou: "Maduro está fazendo a coisa certa em apelar a toda a força institucional que foi construída pela soberania democrática da Venezuela bolivariana. Quanto aos interesses da classe trabalhadora e do povo em geral, não há nada para se preocupar desde que a Revolução Bolivariana mudou suas vidas para o bem."
  • Partido dos Trabalhadores (Brasil) – Em nota assinada pelo presidente Rui Falcão, o PT prestou apoio ao governo de Maduro e condenou o uso de "grupos violentos como instrumento de luta política" e "ações midiáticas" que, segundo o comunicado, estariam sendo estimulados pela oposição com o objetivo de "desestabilizar a ordem democrática". O partido também prestou solidariedade às famílias das vítimas fatais e declarou que acredita que o governo venezuelano "está empenhado na manutenção da paz".[158]
  • Celebridades internacionais como Steve Aoki, Jared Leto, Cher e Rhianna fizeram pedidos de paz e orações pelo povo venezuelano.[159] Madonna posicionou-se à favor da oposição, declarando: "Aparentemente Maduro não é muito familiar com o termo 'direitos humanos'. O fascismo está vivo e próspero na Venezuela e na Rússia."[160] Doze jogadores venezuelanos de beisebol do Detroit Tigers, incluindo Miguel Cabrera, Victor Martinez e Anibal Sanchez, manifestaram apoio à oposição e mandaram pedidos de oração e paz.[161]
  • Nos Estados Unidos, diversos venezuelanos residentes no país reuniram-se em várias cidades para manifestar apoio aos manifestantes da Venezuela. Em entrevista aos jornais locais, alguns venezuelanos que residem nos EUA declararam: "As violações dos direitos humanos não acontecem apenas durante os protestos, acontecem todos os dias na Venezuela".[162][163] Também há uma campanha no Twitter em que venezuelanos de diversos países contam, recebem e divulgam informações e notícias com os manifestantes dentro da Venezuela.[164] A mesma rede social protagoniza uma "batalha" entre apoiadores da situação e oposição, que disputam a divulgação de conteúdo pró e contra o governo e a inserção de hashtags entre os assuntos mais falados.[165] No Canadá, manifestantes reuniram-se em Calgary para apoiar a oposição e pedir ao governo canadense para pressionar o governo venezuelano.[166]
  • Na Argentina, houve manifestações de apoio e solidariedade à Maduro organizadas por grupos kirchneristas ligados ao governo argentino, como a La Cámpora e o político Luis D'Elía.[167]

Referências[editar | editar código-fonte]

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Ver também[editar | editar código-fonte]

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